sexta-feira, 27 de março de 2009

[NOTÍCIAS] Quem nasceu primeiro, galáxia ou buraco negro?


Uma excentricidade do Universo, revelada na última década, é que galáxias e buracos negros gigantes em seu centros se encaixam como se fossem feitos um para o outro. Este é mais um fato aparentemente óbvio à primeira vista, mas cada vez mais estranho à medida que pensamos neles.

Um buraco negro gigante é um objeto tremendamente devastador capaz de impor sua força curvando multidões de estrelas à sua volta. No entanto, até um buraco negro gigante é considerado pequeno se comparado a uma galáxia, o que significa que as galáxias não deveriam se preocupar tanto com o pequeno monstro que reside no seu interior. Na verdade, o buraco negro tem contato direto somente com uma vizinhança relativamente pequena e, para ele, não importa o que acontece com o resto da galáxia.

Astrônomos descobriram, no entanto, que buracos negros sempre têm massa aproximada de 0,1% das suas galáxias associadas. Alguns astrônomos supõem que a massa do buraco negro está relacionada não só à massa da galáxia, mas também com a velocidade das estrelas. No fundo, as duas hipóteses levam ao mesmo resultado: buracos negros e as suas galáxias hospedeiras são irmãos consangüíneos.

Será que os buracos negros surgiram primeiro e depois estimularam a formação de suas galáxias? Ou será que foi o contrário? Será que algum mecanismo comum formou tanto galáxias como buracos negros? Como as galáxias são consideradas os tijolos que construíram o Universo, elas estão no centro de muitas discussões que envolvem a evolução cósmica.

Mas qual é a resposta? Os buracos apareceram primeiro. Essa foi a conclusão anunciada por Christopher Carilli, do Observatório Nacional Radioastronomia e seus colegas, em janeiro deste ano, na Reunião da Sociedade Americana de Astronomia. Eles utilizaram radiotelescópios para estudar quatro galáxias que sustentavam buracos negros formados há aproximadamente 12 bilhões de anos, quando o Universo tinha apenas um bilhão de anos. Medindo a velocidade das nuvens de gás, eles estimaram a massa de cada galáxia, e a analisando linhas espectrais emitidas pelo material que tinha realizado um mergulho mortal no buraco negro correspondente, eles estimaram a massa do buraco.

Os pesquisadores descobriram que buracos negros muito antigos são, proporcionalmente, muito mais pesados que os do Universo atual ─ mais ou menos 3% da massa da galáxia. Como os buracos negros nunca encolhem, a galáxia deve ter aumentado de tamanho, para exibir hoje uma razão de massa de 0,1%. “Os buracos negros vieram primeiro e de alguma forma, que não sabemos como, a galáxia que os envolvia cresceu”, comenta Carilli.

O estudo só utilizou quatro galáxias que casualmente eram bem maiores que o normal. Ainda não foi verificado se essa tendência se mantém para todas as galáxias de estágios iniciais da história cósmica. Além disso, o estudo é incompleto, pois só determina quem surgiu primeiro e não explica como os buracos negros se formaram ou como conseguiram controlar a formação de galáxias inteiras, observa Carilli.

Na verdade, este resultado levou a uma dúvida ainda maior. Como são bastante destrutivos, os buracos negros com certeza poderiam impedir uma galáxia de se formar ─ por exemplo, emitindo radiação ou jatos de matéria. Como foi discutido por Andrew Fabian, da University of Cambridge que também participou da reunião, a formação de um buraco negro gigante deveria emitir energia gravitacional suficiente para fazer a galáxia inteira explodir em pedaços. No entanto, nos casos descobertos recentemente, os buracos parecem estar ajudando na formação de galáxias. Talvez os buracos negros não sejam tão maldosos quanto se imagina.

Tod Lauer, do Observatório Nacional de Astronomia Óptica, receia que o estudo possa ter caído em uma armadilha estatística. Mesmo que uma galáxia média tenha massa mil vezes maior que o buraco negro associado, ainda há um desvio estatístico em torno da média ─ algumas galáxias são maiores e outras menores. No entanto, as galáxias menores são estruturalmente mais comuns que as maiores, ou seja, é mais provável que um buraco negro de uma dada massa seja encontrado em uma galáxia menor e, conseqüentemente parecerá ter um tamanho maior. Por esta razão, os pares ─ galáxia-buraco negro ─, observados pela equipe de Carilli, podem não ser representativos do universo antigo, e nesse caso a questão de quem surgiu primeiro ─ a galáxia ou o buraco negro ─ permanece sem resposta.

Scientific American Brasil

[NOTÍCIAS] Astrônomos capturam "estrela cadente"


Se um asteroide do tamanho de uma cidade estiver em rota de colisão com a Terra, cientistas ainda não sabem o que fazer para evitar uma catástrofe. A tecnologia para deixar o mundo em pânico na véspera, porém, já existe.

Cientistas relataram ontem (25) ter recuperado destroços de um asteroide que teve sua trombada com o planeta prevista e confirmada com 20 horas de antecedência.

Na prática, foi a primeira vez que astrônomos conseguiram capturar uma estrela cadente --expressão da qual astrônomos não gostam porque, claro, um meteoro não é uma estrela. Neste caso, os destroços do asteroide 2008 TC3 é que foram achados no Sudão, após o bólido explodir na atmosfera da Terra a 37 km de altitude.

Poucos astrônomos apostavam que tivesse sobrado algo do asteroide para contar história, mas Peter Jenniskens, do Instituto Seti, da Califórnia, organizou uma expedição ao local e recuperou 47 fragmentos. O feito sem precedentes é descrito em estudo na edição de hoje da revista 'Nature'.

A sorte com o impacto do TC3 --com 80 toneladas e o tamanho de um carro- é que ele não era nem de longe algo como o asteroide que possivelmente extinguiu os dinossauros há 65 milhões de anos. Como quase todo o asteroide foi pulverizado desta vez, os fragmentos de Jenniskens somam apenas cerca de quatro quilos.

Antes da colisão, o TC3 foi classificado como um asteroide tipo F, categoria atribuída de acordo com seu brilho. Analisando a luz de asteroides, cientistas tentam determinar quais substâncias os compõem, mas o trabalho é difícil porque esses rochedos voadores em geral estão cobertos de poeira que encobre sua superfície.

No estudo da "Nature", Jenniskens e seus colegas mostram que o TC3 não tinha esse tipo de problema, e que sua composição estimada apenas pelo espectro de sua luz era bastante similar àquela vista nos meteoritos em laboratório.

A maior parte do asteroide é composta do mineral ureilita, já catalogado, mas estruturado de uma maneira jamais vista. "É um material tão frágil que nunca havia sido representado em coleções de meteoritos", escrevem os cientistas. Isso significa que mesmo o impacto de um asteroide tipo F um pouco maior não traria risco à vida na Terra, pois se fragmentaria com facilidade na atmosfera.

Chamem o Bruce Willis

O risco e a rota de colisão de outros tipos de asteroides, porém, depende agora mais de programas de monitoramento como o Catalina Sky Survey, do Arizona, que descobriu o TC3. Entre os autores do estudo na "Nature" está Simon Warden, que há muito tempo defende que os objetos ameaçadores que rondam a Terra merecem mais atenção --e dinheiro.

O Catalina é um projeto barato para seu porte, custando US$ 700 mil anuais, mas um monitoramento robusto sai bem mais caro. O Programa NEO, da Nasa, bem mais completo, faz isso hoje ao custo de US$ 4 milhões anuais, e ainda assim deixou o TC3 passar batido. Por sorte, não havia risco.

"Se uma pedrona das grandes estiver vindo, o que nós vamos fazer? Chamar o Bruce Willis?", diz o astrônomo John Tonry, aludindo ao filme "Armageddon", em que o ator usa uma bomba nuclear para destruir um asteroide em rota de colisão. Para o cientista, porém, de nada adianta saber como destruir um asteroide se a ciência não conseguir detectá-lo com boa antecedência.

Tonry está agora tentando levantar fundos para ajudar o projeto Pan-Starrs que, ao custo estimado de US$ 100 milhões, deve fazer uma cobertura bem mais completa do céu, usando quatro supertelescópios. O primeiro, no monte Haleakala, no Havaí, entrou em operação em dezembro.

Para quem considera o monitoramento de asteroides algo caro demais, Tonry lembra que a filmagem de "Armageddon" custou a bagatela de US$ 140 milhões, e garantiu o faturamento de US$ 554 milhões.

Caso Hollywood queira ajudar os cientistas, a oferta será bem-vinda, diz o astrônomo.

Folha Online

sexta-feira, 20 de março de 2009

[Projeto]Com o pé no pátio e o olho no céu

Em 2009 comemora-se o 'Ano Internacional da Astronomia'. Neste ano, celebram-se os quatro séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei. Esta será uma celebração global da Astronomia e suas contribuições para o conhecimento humano. Será enfatizada a educação, o envolvimento do público e o engajamento dos jovens na ciência, através de atividades locais, nacionais e globais. O interesse do público pelo espaço cósmico nunca foi maior, colocando as descobertas astronômicas na primeira página da mídia.

O Ano Internacional se propõe a satisfazer a demanda do público por informação e por envolvimento, não só ao longo do ano de 2009, mas através da herança desta celebração, criando canais de comunicação, atividades, programas educacionais a longo prazo e engajando jovens na carreira científica. Este projeto, que conta com o apoio do Clube de Astronomia da Casa da Ciência, atuará na cidade de Campo Grande juntos as escolas da rede pública e privada e parques, com atividades de observação do céu, palestras, seminários e minicursos para jovens, professores e interessados em geral. Desta forma, trará a astronomia para o cotidiano de cada individuo e também difundirá o conhecimento científico e tecnológico para o público em geral.

Objetivos

- Alcançar um público mínimo de dez mil pessoas, somadas durante os eventos de observação do céu no decorrer do ano de 2009.

- Atingir vários segmentos de público, partindo das crianças até os idosos, dos leigos aos já familiarizados com a astronomia.

- Promover eventos de observação do céu com ou sem o auxílio de telescópios, lançando a idéia de ocupação das praças e parques no período noturno com atividades proveitosas.

- Demonstrar à população em geral noções astronômicas básicas, despertando o interesse para o aprofundamento no cotidiano.

- Levar a astronomia até as escolas e colégios da cidade. Focalizar na criação do hábito de estudar e exercer as ciências.

- Conduzir treinamentos para os professores das redes de ensino pública e privada.

- Incentivar a astronomia individual e a criação de grupos de astrônomos amadores.

- Publicar material didático, lúdico e colecionável com informações científicas do meio astronômico.

quarta-feira, 18 de março de 2009

[NOTÍCIAS]Robô descobre vestígios de água salgada em Marte


O robô Opportunity, da Nasa, descobriu vestígios do que já foi o leito de um mar de água salgada, em plena superfície de Marte. Essa foi a informação anunciada pelos pesquisadores da missão nesta terça-feira.

As observações relatadas pela Nasa são a primeira prova concreta de que água era abundante na superfície de Marte. Anteriormente, o robô Opportunity já havia provado a interferência de água na formação de rochas no local que está estudando.

A descoberta também tem implicações para os planos de exploração de Marte em missões tripuladas.

- Esse resultado nos dá ímpeto de expandir nosso ambicioso programa de exploração de Marte, para saber se micróbios já viveram lá e, por fim, se nos podemos viver -, afirmou Steve Squyres, da Universidade de Cornell.

Até agora, não é possível saber que tamanho tinha esse mar e por quanto tempo ele existiu. Agora, os pesquisadores pretendem fazer o Opportunity cruzar a planície na direção de um afloramento mais compacto de rochas na parede de uma cratera.

Revista Epoca Online

terça-feira, 17 de março de 2009

[NOTÍCIAS] Galáxias colidem e dão origem a uma terceira


Uma imagem surpreendente divulgada pela Nasa (agência espacial norte-americana) mostrou um feito raro: a colisão de duas galáxias dando origem a uma terceira.

O momento da colisão foi capturado pelo Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa.

As galáxias tinham buracos negros em seus núcleos com massa milhões de vezes maior que a do Sol.

Fundidos, os núcleos das galáxias deram origem à chamada NGC 6240, localizada a 400 milhões de anos-luz de distância do Sol, na constelação de "Ophiuchus".

Agora, esses núcleos estão se aproximando numa velocidade tremenda e se preparando para a colisão final. Ela acontecerá por completo daqui alguns milhões de anos, um período relativamente curto nos parâmetros do tempo no espaço.

"Uma das coisas mais legais da imagem é que esse objeto é único", disse Stephanie Bush, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, em Cambridge (EUA), autora de um artigo que descreve a observação do fenômeno que será publicado no próximo "Astrophysical Journal".

"Simplesmente não há muitas colisões galácticas nesse estágio no Universo que normalmente observamos."

Folha Online

sábado, 14 de março de 2009

[LEITURA RECOMENDÁVEL] Batalha entre os maiores programas de Astronomia

Batalha entre os maiores programas de Astronomia
Por Elaine Martins da Silva no site Baixaki
É hora da briga! Qual o melhor programa para viajar pelo Universo?!
Em comemoração os 4 séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei, 2009 foi designado como o Ano Internacional da Astronomia. A mais antiga das ciências conta, hoje, com dezenas de programas que se dedicam a mostrar o céu de uma forma bem diferente para os leigos no assunto e também facilitam a vida de astrônomos amadores.

Como não poderia ser diferente, o Baixaki preparou uma super comparação dos três principais aplicativos dedicados à astronomia. Conhecendo as diferenças, vantagens e desvantagens de cada um destes programas, você pode escolher aquele que melhor se encaixa com seus interesses e conhece o céu de uma maneira divertida e muito interessante.

Os três aplicativos escolhidos foram: Stellarium, Google Earth e WorldWide Telescope. É, parece que o duelo vai ser dos bons! Então, lá vamos nós!

É bom saber
Todos os testes realizados nos programas foram feitos em um Inter Core 2 Duo com dois núcleos de 2.4 GHz, 3 GB de memória RAM e um HD principal de 280 GB. O sistema operacional utilizado foi o Windows XP Home Edition, com Service Pack 3.
Os testes foram realizados simulando o uso comum de um computador, ou seja, com antivírus e programas que inicializam com o Windows ativados. Cada um dos aplicativos desta batalha foi testado individualmente.

STELLARIUM, O PEQUENO GIGANTE!

Quando o pequeno Stellarium foi lançado, não parecia ser grande coisa, mas aos poucos o programa foi ganhando seu espaço e o respeito do público que procura aplicativos do gênero. Por que o aplicativo do desconhecido Fabien Chéreau ganhou o respeito dos usuários?
Confira abaixo!

Beta sem problema
Um dos principais atrativos do programa é que, mesmo estando em fase de testes, não apresenta erros graves que exijam o encerramento do aplicativo. Muitos usuários têm medo de instalar qualquer software que tenha em seu nome as palavras: beta ou teste. Com Stellarium, no entanto, não é problema.


Interface e menu
Para usuários iniciantes, que nunca utilizaram um programa do gênero, o Stellarium é o que possui a interface mais agradável e simples. Todas as principais opções dispostas em uma única barra de tarefas permitem que os usuários encontrem as ferramentas que procuram com muito mais facilidade.
Além da praticidade, a beleza da interface também chama atenção. Os desenhos dos botões são bem detalhados, assim como as imagens das constelações, paisagens e demais detalhes que o programa exibe.
Recursos e opções
Dentre todos os recursos do Stellarium, talvez o que mais impressione seja a possibilidade de visualizar o céu dos diferentes planetas, satélites naturais e estrela do sistema solar. Se você colocar a opção para ver o céu do Sol, por exemplo, irá notar que a Terra é mostrada como os outros planetas: apenas um ponto (azul) no céu com a identificação “Terra”.



Outro recurso muito atraente no programa são as paisagens para simular o ambiente de observação. Você pode estar na Lua, Marte, em alto mar ou mesmo em uma montanha com muito gelo. A riqueza de detalhes impressiona até mesmo os mais acostumados com o programa.

O Stellarium conta ainda com uma ferramenta que permite ao usuário visualizar o nome das constelações para outros povos, como os chineses, egípcios, coreanos, navajos e muitos outros.


Acontecimentos em tempo real
Ao olhar Júpiter pelo telescópio, por exemplo, é possível visualizar suas quatro luas principais (Io, Ganimedes, Europa e Calisto). Mas, como saber qual lua é qual?
Utilizando o Stellarium você é capaz de identificar cada uma das luas, graças a um recurso do programa que exibe, de forma precisa, a posição e o nome dos principais satélites de cada planeta em tempo real.

Qualidade das imagens e desempenho
Apesar de ser o programa, dentre os três citados, que ocupa mais espaço em disco, o Stellarium é o que apresenta o melhor desempenho e o que ocupa menor quantidade de memória quando em execução.
Isso, no entanto, não interfere absolutamente nada na qualidade das imagens exibidas nem na velocidade do programa. É verdade que o zoom do programa não exibe tantos detalhes quanto seu concorrente WorldWide Telescope, mas para quem procura algo prático e fácil de utilizar, não há programa melhor.
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GOOGLE EARTH, AGORA COM MARTE


Apesar de ter começado apena com a Terra, o Google Earth evoluiu e traz muito mais do que imagens tridimensionais de casas, prédios e construções.


Últimos lançamentos
Além de permitir que você caminhe pela superfície de Marte, a quinta versão do aplicativo traz imagens muito mais detalhadas do céu. Suas fotos em alta resolução garantem a qualidade de exibição mesmo quando você aumentar bastante o zoom.


Menus e interface
O Google Earth possui uma interface agradável para trabalhar, mas seu sistema de camadas pode confundir um pouco a cabeça de usuários novatos, mas nada que um pouco de prática não resolva.
A barra de tarefas principal do programa conta com diversas opções, dentre as quais é possível encontrar uma maneira muito prática para alternar entre as exibições do céu, de Marte e da Terra. É só acessar o ícone e escolher qual das três opções deseja visualizar.

Camadas e Recursos
Apesar de não ser comum, a utilização de camadas permite que os usuários ativem e desativem diversos recursos do programa. Dessa maneira, você pode melhorar o desempenho da sua máquina ativando apenas os recursos que irá utilizar.
Uma das camadas mais úteis é, com certeza, aquela que exibe o contorno das constelações, pois ela facilita a localização de objetos e estrelas no céu.
Para aqueles que sempre procuram um algo a mais, o Google Earth disponibiliza um mapa histórico do céu e também, em imitação ao Stellarium, o desenho das constelações.
O recurso de busca do programa é muito eficiente e, além de encontrar os objetos procurados, ele guarda um histórico das procuras realizadas para o caso de você não lembrar o que já procurou.
As demais camadas possuem os mais variados recursos para você aproveitar, dentre os quais podemos citar: eventos atuais no céu, tour pelo céu, observatórios em destaque e outros mais.
Um recurso ausente no programa do Google e que faz falta, principalmente para astrônomos amadores, é a exibição dos satélites naturais de cada um dos planetas. Além disso, o zoom dos planetas deixa um pouco a desejar.


Qualidade das imagens e desempenho
Que a qualidade das imagens do Google Earth é superior às do Stellarium, não há dúvida! Mas, como consequência, é preciso um computador um pouco mais potente para rodar o programa da Google sem problemas. Usuários que possuem uma máquina mais simples podem encontrar um pouco de dificuldade para usar o aplicativo.



Marte neles!
O novo recurso que permite ao usuário “caminhar” pela superfície de Marte é, sem dúvida, um ótimo motivo para você utilizar o programa. Os detalhes exibidos nas imagens impressionam e conquistam até mesmo os mais experientes na área de astronomia.


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WORLDWIDE TELESCOPE, ÓTIMA RESPOSTA DA MICROSOFT



Outro gigantes que entrou na briga dos programas de astronomia foi a Microsoft. Com diversos recursos e imagens de dar inveja, o WorldWide Telescope mostra que veio para ficar e surpreender.



Interface, menus e opções
Uma das características marcantes neste último aplicativo da comparação é a interface simples e amigável. Apesar de assustar um pouco no primeiro contato do usuário com o software, as barras de tarefas distribuídas pelo programa facilitam muito a localização de objetos celestes e o acesso às diversas configurações oferecidas.
O sistema de abas empregado no WorldWide Telescope permite a organização das configurações e recursos por temas, ajudando na procura pelas ferramentas. Se o usuário quiser alterar qualquer configuração do programa, não encontrará dificuldade alguma, pois todas as principais opções são facilmente acessíveis através da barra de tarefas principal do programa.
Você poder interagir com outros usuários e trocar muitas ideias são coisas que nem todos os aplicativos permitem, mas que você consegue fazer utilizando o programa da Microsoft.


Recursos
Além dos recursos básicos como exibir as constelações e seus nomes, mostrar os planetas, nebulosas e aglomerados, o WorldWide Telescope é uma verdadeira escola da mais antiga ciência do mundo. Com o recurso Guided Tour, os usuários podem baixar vídeos que falam sobre galáxias, constelações, missões espaciais e muito mais, todos narrados por especialistas no assunto.

Assim como seu concorrente Stellarium, o programa em questão exibe a localização exata dos planetas e de suas luas, mostrando também o nome de cada satélite.
A diferença está na qualidade do zoom apresentado nos dois programas. O WorldWide Telescope exibe imagens muito detalhadas das luas, mostrando perfeitamente a superfície dessas.
Dentre os três programas, este é o que possui o sistema de busca mais eficiente e dinâmico, uma vez que ele exibe vários resultados para a pesquisa realizada.


Qualidade das imagens e desempenho
Com certeza este terceiro aplicativo do duelo é o que exibe as imagens com melhor qualidade, mas, em consequência, é o que exige mais memória quando em execução (três vezes mais do que o Stellarium). Outra consequência das figuras em alta resolução é o tempo que as essas levam para carregar completamente. O mais indicado é que o computador tenha uma placa de vídeo externa para melhorar ainda mais a qualidade das fotos.

Durante a execução dos vídeos, a máquina utilizada para os testes não travou, mas mostrou certa lentidão. Além disso, durante o download dos pacotes de vídeos, não é possível utilizar o programa, algo que poderia ser repensado pelos desenvolvedores da Microsoft.

Aos arredores
A melhor forma de conhecer o Universo é explorando cada canto. Pensando nisso, o WorldWide Telescope criou um recurso que mostra, em fotos, todos os objetos relevantes que encontram-se próximos ao local que você está explorando. Assim, quando quiser mudar o rumo da sua caminhada pelo espaço, é só escolher qual dos objetos mostrados deseja ver!


**Mas afinal, qual o melhor?**

Se você gosta de astronomia, irá encontrar muitas vantagens nos três aplicativos. Mas, cada programa, é criado para um perfil de usuário.


O Stellarium é mais indicado para aqueles que fazem observações em locais mais remotos, com pouco (ou nenhum) recurso de energia elétrica. Por quê?! Normalmente astrônomos carregam notebooks para as observações e, por ocupar menos memória quando em execução, menos bateria é consumida. Assim, é possível manter o notebook ligado por mais tempo. Além disso, a praticidade de navegação e busca do aplicativo facilitam a vida do usuário.

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O WorldWide Telescope, por sua vez, é ideal para aqueles usuários sonhadores, que gostam de apreciar o Universo sem sair de casa. Outro público alvo do aplicativo é aquela pessoa curiosa e sedenta por conhecimento, pois os vídeos educativos exibidos permitem que você aprenda muito sobre os objetos celestes e sua formação.

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O Google Earth é mais para os usuários exploradores, que gostam de uma boa aventura em terrenos desconhecidos, afinal ninguém explorou Marte nos mínimos detalhes ainda!


*Independente do seu perfil, não deixe de conferir estas ferramentas e passe a ver o espaço com outros olhos, fica aí três dicas de guias para você utilizar!

http://www.baixaki.com.br/info/1553-batalha-entre-os-maiores-programas-de-astronomia.htm

[NOTÍCIA DA SEMANA] Cientistas questionam existência do mais jovem planeta já descoberto


Uma equipe internacional de cientistas, com participação de investigadores espanhóis, questionou a existência do planeta mais jovem já descoberto, o HL Tau b.
"Nossos novos dados sugerem que o HL Tau b existe, mas não é composto pelo mesmo material frio que forma os planetas, e sim por um material muito mais quente, parecido com o que se encontra na formação de estrelas", dizem os investigadores.

Imagina-se que o HL Tau b tenha menos de 100 mil anos, o que o define como um jovem se comparado ao Sol, que tem 4,5 bilhões de anos, de acordo com a agência espacial norte-americana Nasa.

As conclusões deste trabalho foram publicadas no ''The Astrophysical Journal Letters", como informou o Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC).

Folha Online

sexta-feira, 13 de março de 2009

[ INFORME C.A. Carl Sagan ] Escolas podem agendar observação astronômica remota


Escolas podem agendar observação astronômica remota

O Miniobservatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) abre inscrições para as escolas interessadas nas sessões de Observação Astronômica Remota, que acontecem nas noites de quintas-feiras, de abril a novembro. Na sessão remota, estudantes de qualquer cidade podem visualizar o espaço de suas próprias escolas, pela internet, como se estivessem diante do telescópio localizado no Miniobservatório do Instituto, que fica em São José dos Campos.

Um sistema computacional possibilita o direcionamento do telescópio e a aquisição de imagens digitais dos astros, entre outras tarefas, com a orientação de um pesquisador da Divisão de Astrofísica do INPE. Não é necessário conhecimento avançado de informática ou de astronomia para participar.


Estudantes e professores são incentivados a executar projetos observacionais simples, como fazer um passeio pelo céu (capturando, por exemplo, imagens de planetas e aglomerados de estrelas) ou acompanhar o movimento aparente de um asteróide. Após cada sessão remota, as imagens celestes podem ser manipuladas em sala de aula com o intuito de fixar conceitos em Matemática, Física e Astronomia de um modo participativo e bastante lúdico.

As sessões remotas ocorrem exclusivamente às quintas-feiras, das 19h às 22h, no período de abril a outubro, excluindo feriados e julho (mês de férias escolares), em função das condições meteorológicas favoráveis. Para participar das sessões de observação remota é necessário se inscrever pelo formulário que se encontra na página da Divisão de Astrofísica. Mais informações na página
http://www.das.inpe.br/miniobservatorio/obsremotas/.

Fonte: INPE

sábado, 7 de março de 2009

[NOTÍCIA DA SEMANA 2] Cometa Lulin ainda visivel em Março


Durante o mês de março o Cometa C/2007 N3 Lulin continuará visível ao anoitecer. O cometa já alcançou seu brilho máximo em fevereiro quando atingiu a 5ª magnitude. Cerca de 15 observadores enviaram 127 registros para a Secção de Cometas/REA.

Na noite do dia 5 de março o cometa passa próximo ao aglomerado estelar M44 (Aglomerado da Colméia, na constelação de Câncer). Em 10 de março o cometa ingressa na constelação de Gêmeos, permanecendo nesta constelação até o fim do período de visibilidade. Até dia 14 de março o brilho da Lua interferirá na observação, pois é necessário céu escuro para observar astros nebulosos tais como os cometas.

Na carta celeste disponível no site da Sky Maps as posições do cometa estão marcadas entre os dias 1° e 15 de março. Para obter a carta celeste de março/2009 em português: clique no link http://www.skymaps.com/downloads.html e procure no centro da página o título "Southern Hemisphere Edition" onde estão os mapas em português brasileiro.

Embora seja um cometa relativamente brilhante do ponto de vista astronômico recomenda-se o uso de binóculos apropriados e principalmente a observação em locais longe de poluição luminosa. As associações que organizarão atividades de observação pública poderão incluir o Cometa Lulin no programa de observação.

Uma outra forma de participar da campanha de observação é registrar o brilho do cometa, bastando o participante ter conhecimentos básicos sobre estimativas de cometas. Para saber como fazer isso e obter demais informações sobre o Cometa Lulin recomenda-se visitar o site http://www.rea-brasil.org/cometas/07n3.htm

www.astronomia2009.org.br

sexta-feira, 6 de março de 2009

[NOTÍCIA DA SEMANA] Buracos Negros "siameses"


Uma dupla de astrônomos anunciou ontem a descoberta de um par de buracos negros negros gigantes, orbitando um o outro, no centro de uma galáxia. Essa estrutura binária, até então concebida apenas em teoria, pode ajudar a entender como se formam esses monstros galácticos, que tem massas de até 100 mil vezes a do Sol, e onde a gravidade é tão grande que nem a luz pode escapar.

O fenômeno, que ainda carece de confirmação definitiva, foi detectado de maneira indireta por Todd Boroson e Tod Lauer, do Observatório Nacional de Astronomia Óptica, do Arizona. Astrônomos independentes, porém, dão crédito à descoberta e dizem que ela ajuda a entender a evolução das galáxias, já que se acredita que todas tenham ao menos um grande buraco negro central.

Apesar de difíceis de detectar, buracos negros binários devem ser relativamente comuns nas galáxias que estão em fusão, já previam os teóricos. Nenhum astrônomo, porém, tinha efetivamente visto isso.

A distância entre os dois buracos negros detectados agora --0,3 ano-luz-- é pequena: apenas um décimo da distância do Sol à estrela mais próxima. Eles orbitam um o outro, como duas pessoas de mãos dadas girando. Um impede o outro de ser jogado para fora, unidos pelos 'braços' da força gravitacional.

A teoria diz que em algum momento eles se unirão num evento com nível absurdo de energia. Em 2006, a Nasa fez uma simulação computacional sobre como isso poderia ser. Um evento desses envolveria mais energia do que o brilho de todas as estrelas do Universo juntas. Ondas gravitacionais se afastariam à velocidade da luz e o espaço ao redor "tremeria".

A hipótese de que essas megatrombadas podem mesmo acontecer se fortalece agora com o trabalho de Boroson e Lauer. Isso também pode ajudar a entender como se formam os buracos negros do núcleo de uma galáxia --muito maior do que o tipo que existe na periferia dela, remanescente da morte de uma única estrela.

"Ninguém sabe muito bem como os buracos negros supermaciços se formam", diz Laerte Sodré Jr., astrônomo da USP.

Boroson e Lauer descrevem em estudo hoje na revista "Nature" como conseguiram detectar os dois buracos negros. Não é algo trivial, já que eles não emitem luz direta.

A matéria que se agrega em torno de um buraco negro antes de ser engolida definitivamente, porém, emite ondas eletromagnéticas, e cada buraco negro se relaciona com uma frequência de onda diferente, como se fossem cores distintas.

Ao ver frequências diferentes sendo emitidas do núcleo da galáxia estudada, concluíram que há uma dupla de superburacos negros lá.

Fonte Folha Online