domingo, 28 de junho de 2009

Ondas gigantes dão pistas sobre enigma solar


Os cientistas deram um grande passo para entender porque a atmosfera solar é muito mais quente que sua superfície


Esta descoberta deve ajudar a revelar como a atividade explosiva no Sol afeta o clima na Terra. O fato de a temperatura do Sol ser de “apenas” 6.000 ºC na sua superfície vem intrigando os astrônomos há muito tempo.

Na atmosfera solar, – a coroa espantosa que vemos ao redor do Sol em um eclipse total – a temperatura atinge mais de um milhão de graus.

Pela primeira vez foram detectadas ondas magnéticas gigantescas, se expandindo para fora do Sol com velocidades de mais de 20 quilômetros por segundo.

Conhecidas como ondas de Alfvén, essas ondas gigantescas foram descobertas por uma equipe liderada por cientistas da Queen`s University, de Belfast.

Mihalis Mathioudakis, líder do grupo de física solar de Belfast, acredita que “a compreensão da atividade solar e da sua influência no clima terrestre é de importância fundamental para a humanidade.”

"A coroa solar é um ambiente bastante dinâmico, onde erupções podem ocorrer de repente como ejeções coronais de massa (CME, na sigla em inglês), que liberam energia superior a 10 bilhões de bombas atômicas. As CMEs são enormes bolhas de plasma (ou um gás ionizado), envolvidas por linhas de campo magnético, ejetadas pelo Sol durante várias horas. A evidência mais antiga destes eventos dinâmicos foi obtida por um coronógrafo do Observatório Solar Orbital (OSO 7, na sigla em inglês), entre 1971 e 1973.

Nosso estudo tenta desvendar mecanismos que expliquem “como a coroa, com temperatura de milhões de graus, consegue produzir este efeito”, avalia Mathioudakis.

Astrônomos britânicos, trabalhando com colegas de Sheffield, na Inglaterra e da Califórnia, utilizaram o Telescópio Solar Sueco, em La Palma, nas Ilhas Canárias, para descobrir essas ondas.

Essas observações, com resolução que permitiria a uma pessoa, em Tóquio, ver as horas no Big Ben, em Londres, foram publicadas no fim de maio na revista Science.

Scientific American Brasil

Nenhum comentário: