quarta-feira, 29 de julho de 2009

Novo método para medir distância de galáxias


Nova pesquisa pode ampliar o conhecimento sobre as explosões estelares usadas como marcadores cósmicos

Supernovas do tipo Ia, conhecidas na astronomia como “velas-padrão”, têm propriedades coerentes que fazem delas excelentes marcadores de distância nas observações de galáxias através do Universo. Na verdade, estudos desse tipo de estrela em explosão produziram na década passada uma das descobertas científicas mais significativas da história recente: que o Universo está se expandindo a uma taxa acelerada, graças à influência da chamada energia escura.

Em um artigo submetido à Astronomy & Astrophysics, membros de uma associação conhecida como Fábrica das Supernovas Próximas apresentam um novo método para determinar a distância relativa de supernovas tipo Ia de maneira rápida e precisa, aumentando, assim, sua utilidade como marcadores. Enquanto os trabalhosos métodos anteriores registravam exaustivamente e luz emitida na explosão ao longo do tempo, o novo método pode ser usado para medir a luminosidade de uma supernova muito mais rapidamente, e, a partir daí, obter sua distância com precisão maior que a das técnicas tradicionais.

Os pesquisadores descobriram que a razão de brilho de duas cores no espectro luminoso da supernova tem uma forte correlação com a intensidade da explosão. Mais especificamente, a razão entre as intensidades de luz de comprimento de onda de 642 nanometros (vermelho-alaranjada) e de 443 nanometros (azul-anil) dá uma estimativa precisa do brilho da supernova, se associada a outras características observadas.

Supernovas do tipo Ia são úteis como marcadores por causa de seu brilho razoavelmente padronizado, o que facilita a avaliação de sua distância no Universo. Essa uniformidade provém de circunstâncias incomuns relativas ao seu nascimento: acredita-se que elas surjam de anãs brancas que engoliram até 1,4 massas solares de uma companheira estelar próxima.

A partir desse ponto, observa Greg Aldering, cosmólogo do Laboratório Nacional Lawrence, em Berkeley, e coautor do estudo: “uma anã branca não consegue se autossuportar gravitacionalmente e acaba colapsando com uma explosão termonuclear visível até em galáxias distantes. A conversão de uma massa fixa – 1,4 massa solar – em energia estabelece uma faixa razoavelmente estreita do brilho resultante”.

Scientific American Brasil

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Telescópio Chandra completa 10 anos de observações espaciais


O Telescópio de raios-X Chandra colocado em órbita em torno da Terra pela agência espacial americana faz aniversário. São 10 anos de observações e descobertas trazendo riquezas sem precedentes para a astronomia.

Chandra, um satélite capaz de monitorar o céu em raios-X, foi lançado em julho de 1999 pelo ônibus espacial Columbia.

Ao lado de outros importantes telescópios, como o Hubble, Chandra já duplicou sua missão inicial de cinco anos.

Com a sua incomparável capacidade de criar imagens de raios-X de alta resolução, o Telescópio Chandra permitiu aos astrônomos estudar diversos fenômenos, tais como cometas, buracos negros, supernovas, matéria escura e outros. As imagens captadas pelo telescópio imagens são verdadeiramente incríveis.

www.apolo11.com

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Inaugurada a rádio web Astronomy


Foi inaugurada dia 22 a rádio web Astronomy, a rádio oficial do Clube de Astronomia Louis Cruls. A rádio Astronomy tem como objetivo a divulgação e o ensino da Astronomia e da Astronáutica. É a primeira rádio web somente dedicada a essas áreas. Haverá uma programação experimental nos próximos 15 dias.


Em comemoração aos 40 anos da missão Apollo 11, haverá a transmissão dos áudios originais da missão.

Fazem parte da programação os programas "Um Passeio pelo Céu" e "Teto Estrelado" (programa sobre planetários apresentado pelo Jônatas Duarte).

Estarão estreando em breve os programas "Protegendo a Terra", "Astronomia Criativa" e "Clubinho de Astronomia" (programa especial para crianças).

Em agosto será lançada a primeira rádionovela sobre Astronomia e Astronáutica. Nesse período experimental o restante da programação estará sendo ocupado por músicas relacionadas à Astronomia e a conquista espacial.

Dia 23 de julho será lançado o portal de Astronomia e Astronáutica do Clube de Astronomia Louis Cruls.

Confira esse trabalho de mais um parceiro na divulgação da astronomia no nosso país.

A rádio pode ser acessada no blog do Clube de Astronomia Louis Cruls:


http://calc.zip.net/

Site recria 1ª chegada do homem à lua em tempo real


Em julho de 1969, Neil Armstrong e Buzz Aldrin se tornavam os primeiros humanos a pisar na Lua. Agora, um site recriou não apenas aquele momento, mas toda a missão Apollo 11 em tempo real, para a comemoração do aniversário de 40 anos do evento

O projeto We Choose the Moon (wechoosethemoon.org) é liderado pelo Museu e Biblioteca Presidente John F. Kennedy e foi concretizado graças a uma parceria com a AOL. No site, será possível acompanhar em tempo real todas as 11 etapas da missão que levou o homem à Lua.


O nome do site (Escolhemos a Lua, em tradução livre) deve-se ao trecho do discurso de John F. Kennedy, em 1962, que deu início à corrida espacial: "Escolhemos ir à Lua nesta década, e fazer as coisas que precisam ser feitas para isso, não porque elas são fáceis, mas porque são difíceis, porque esse objetivo servirá para organizar e medir o melhor de nossas habilidades e energias, porque esse é um desafio que estamos dispostos a aceitar, um que nós não estamos dispostos a postergar e que pretendemos vencer", declarou o presidente na ocasião.


Com os recursos do Flash e informações históricas, o visitante poderá saber mais sobre os astronautas envolvidos na missão, além de acompanhar o processo por cronômetros e telas que mostrarão o estado da espaçonave Apollo 11 naquele instante. Uma galeria de fotos e vídeos originais e oficiais de 1969 estará disponível para navegação, além de arquivos de áudio com gravações do voo.


De acordo com a agência de notícias Associated Press, o site começou a simulação da missão ao vivo exatamente às 8h02 do dia 16 de julho, esta quinta-feira, 90 minutos antes do lançamento da espaçonave em Cabo Canaveral, no ano de 1969.


Para os usuários de Twitter, informações sobre a missão serão publicadas a todo momento no serviço, noticiou o site Mashable, mas quem utiliza Facebook e MySpace contará com widgets que trarão as mesmas informações.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O eclipse solar total mais longo da história


Nesta quarta-feira, dia 22, acontecerá um dos maiores espetáculos celestes deste século. O eclipse solar total mais longo da história vai cobrir por completo os dois países mais povoados da Terra, a China e a Índia.


O fenômeno é gigante e poderá ser observado por pelo menos 2 bilhões de pessoas, um recorde histórico, define o astrofísico norte-americano Fred Espenak.

O Eclipse começará a partir das 6h23, na Índia (21h55 desta terça-feira, no horário de Brasília), no lado oeste. Depois, a escuridão vai cobrir um corredor de 15 mil km de extensão e 200 km de largura atravessando toda a Índia, o Nepal, o Butão, Bangladesh, Mianmar e por fim a China.

"Será o eclipse mais longo do século. Nenhum de nós viverá o suficiente para ver outro igual", afirmou Federico Borgmeyer, diretor da agência de viagens alemã Eclipse City.

A possibilidade de acompanhar o fenômeno astronômico inédito movimentou o turismo no Extremo Oriente.

O Parque das Esculturas de Xangai, o melhor lugar de observação da cidade, já vendeu 2 mil entradas para a próxima quarta-feira, incluindo um kit com óculos especial e camiseta comemorativa. Os hotéis da cidade também estão lotados.

Na Índia, um Boeing fretado vai decolar de Nova Déli antes do amanhecer e acompanhar a formação do eclipse total a uma altitude de 12,5 mil metros. Vinte e um lugares do avião ao lado do Sol foram vendidos por U$ 1.700.

A preocupação dos astrônomos e da meteorologia é se o tempo vai ajudar na visualização do eclipse. Na Índia e na China é época das chuvas de monção. A grande quantidade de nuvens, o céu encoberto e a chuva podem atrapalhar o espetáculo.


No Brasil
No Brasil, o próximo eclipse solar ocorrerá no ano de 2023 e poderá ser visto dos Estados do Norte e do Nordeste. Na ocasião o eclipse será do tipo anular, quando um anel solar permanecerá visível em torno da Lua. Eclipse total só será visível em 2045.

www.apolo11.com

Início das Atividades do 2ª semestre e um "Agradecimento Especial"

Bom dia...
Estávamos num período “stand-by” (jargão usado pelo professor Hamilton) com as atividades externas, mas a partir de hoje, as atividades do clube voltam a ser planejadas e executadas para todo o público externo que gosta de astronomia.

Muitos planos serão executados nesse segundo semestre de 2009. É praticamente o início das grandes atividades em comemoração ao AIA. É claro que outras atividades foram realizadas no primeiro semestre de 2009 (algumas delas grandes). Em breve, um grande resumo sobre essas atividades estará pronto e será disponibilizado no nosso Blog

Aproveitando esse “post” o Clube de Astronomia Carl Sagan agradece em especial a Sra. Eugênia Amaral, colunista da mídia eletrônica “Midiamax” pela divulgação do nosso trabalho em seu blog http://www.midiamax.com/blog/index.php?blog=14&post=2144 e valorosos elogios. Estamos muito felizes pelo seu apoio e ajuda na divulgação desse projeto e convidamos você para que conheça melhor o nosso trabalho e para uma visita quando quiser.
Obrigado Eugênia.

Um grande abraço e boa semana


Digite aqui o resto do post



segunda-feira, 20 de julho de 2009

Star Party VI - Uma viajem ao mundo da lua


Fundação CEU promove a sexta edição da festa astronômica no Brasil

Uma verdadeira viagem ao universo estelar. Essa é proposta da Star Party VI, que acontece no dia 25 de julho, no Centro de Estudos do Universo, na Fundação CEU, localizada em Brotas, interior de São Paulo. Comum em países europeus e na América do Norte, as ‘star parties’ começaram a ganhar popularidade em várias regiões do Brasil com o nome de astrofesta.

O objetivo da sexta edição da festa astronômica no país é reunir jovens astrônomos, profissionais e qualquer pessoa que se interesse pelo assunto para uma noite de observação de estrelas, planetas, nebulosas e até outras galáxias através de telescópios. Além da observação do espaço, a Star party VI proporcionará aos interessados bate-papos, trocas de informações, programações alternativas, sessões de planetário e palestras temáticas como "A farsa da Lua: 40 anos depois", "O Brasil no Espaço" e "Tudo o que sabemos e o que não sabemos sobre o Universo".

Também estarão presentes, convidados especiais, como Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro que esteve na Estação Espacial Internacional em 2006 e o astrônomo e professor Marcelo Gleiser. Mais informações no site www.fundacaoceu.org.br/aia2009 ou nos telefones(14)/3653.4466/(11)3812.2112.

www.sciam.com.br

sábado, 18 de julho de 2009

Imagens da sonda LRO mostram modulo Águia e objetos na Lua


Cientistas da Nasa e da Universidade do Arizona divulgaram na tarde dessa sexta-feira (17 de julho), as primeiras imagens capturadas pela sonda LRO que mostram os estágios de descida de todas as missões Apollo que pousaram na Lua, com exceção da Apollo 12, cuja região será mapeada nos próximos dias.


Além dos estágios, as cenas também mostram as longas sombras produzidas pelo baixo angulo da iluminação solar no momento do imageamento, além de assinaturas típicas deixadas pelos deslocamentos dos astronautas da Apollo 14.

As cenas foram capturadas pela câmera de ângulo estreito LROC de uma altitude de 70 quilômetros acima da superfície e de acordo com os pesquisadores a resolução deverá ser quatro vezes maior quando a sonda estiver na altitude nominal de 50 metros, o que deverá acontecer em agosto.

"A equipe LROC aguardava ansiosamente por essas imagens", disse Mark Robinson, ligado à Universidade do Arizona e principal cientista do instrumento LROC. "Estávamos bastante interessados em ver os estágios de descida dos módulos lunares exatamente para confirmar se as câmeras estavam perfeitamente focadas. As imagens são fantásticas e o foco está excelente", disse Robinson.

Apesar das imagens registrarem os resquícios da exploração lunar, o principal objetivo da sonda LRO (Orbitador de Reconhecimento Lunar) será fornecer dados topográficos e ambientais da Lua, fundamentais para identificar os melhores locais de pouso para as futuras missões.

A atual órbita elíptica da LRO resultou em imagens com resoluções diferentes para cada local escaneado, com poucos centímetros por pixel. Apesar dos decks de descida dos módulos terem aproximadamente 3.5 metros quadrados e resultarem em apenas 9 pixels de resolução, a baixa inclinação do Sol criou sombras que se projetam muitos metros a frente, vistas com até 20 pixels de comprimento.

As condições de luz no local de pouso da Apolo 14 permitiu a visualização de detalhes adicionais, como o Pacote de Experimentos de Superfície Lunar ALSEP e as trilhas deixadas pelos astronautas ao se deslocarem do Módulo Lunar Antares até o local do experimento, a 250 metros de distância.

Apollo11.com

40 anos da chegada do homem à Lua


“Este é um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade”.

20 de julho de 1969: O astronauta americano Neil Armstrong se tornou a primeira pessoa a pisar na Lua. Na Terra, milhões de pessoas de todo o mundo assistiram ao acontecimento histórico. Hoje, no museu do Ar e Espaço em Washington, visitantes tem a chance de relembrar o grande dia.
Veja o vídeo











TViG

Lançamento da Apollo 11 completa 40 anos


Até julho de 1969, os norte-americanos haviam perdido praticamente todas batalhas espaciais para os russos, que foram os primeiros a enviar um satélite artificial ao espaço, a colocar um ser vivo em órbita, a fazer uma missão espacial tripulada e a mandar uma sonda para a Lua. No dia 16 daquele mês, precisamente às 10h32 no horário de Brasília, os Estados Unidos lançavam a nave Apollo 11, com três astronautas a bordo. A missão: entrarem para a História como os primeiros homens a pousar na Lua.



A bordo da nave, além dos astronautas Neil A. Armstrong (comandante da missão), Michael Collins e Edwin E. Aldrin Jr., também viajou uma placa com um mapa da Terra e a assinatura do então presidente Richard Nixon. Dizia: "Aqui homens do planeta Terra colocaram pela primeira vez os pés na Lua; Julho de 1969; Nós viemos em paz por toda a humanidade".

Às 10h32 do dia 16 de julho de 1969, a nave Apollo 11, impulsionada pelo foguete Saturno V, foi lançada da plataforma 39 do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, rumo à Lua. O veículo espacial era dividido em duas partes, o Módulo de Comando e Serviço, chamado Columbia, e o Módulo Lunar, apelidado de Eagle.

O primeiro continha o centro de controle da nave e os elementos que permitiam a vida dos três astronautas no espaço --o módulo de comando, que integra esse sistema, foi o único a reentrar na atmosfera, de volta à Terra. Já o Módulo Lunar, com capacidade para dois tripulantes, foi o que efetivamente pousou no solo do satélite. Na órbita da Lua, as duas partes se separaram e depois voltaram a se unir.

Depois de quatro dias de viagem, o Eagle, com Neil Armstrong e Edwin Aldrin a bordo, pousa na Lua. Às 23h56, como já estava estabelecido, Armstrong dá o primeiro passo de um homem na Lua.

Folha

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mapa sugere que planeta Vênus teve continentes e oceano


A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou o primeiro mapa do hemisférios sul do planeta Vênus. Os resultados sugerem a existência de continentes e um oceano no planeta e reafirmam as semelhanças entre Vênus e a Terra.

O mapa foi baseado em mais de mil imagens obtidas entre 2006 e 2007 com as câmeras infravermelho da sonda europeia Venus Express. A tecnologia permite ver através das densas nuvens que cobrem o planeta Vênus.

Outras missões já utilizaram sistemas de radar para obter mapas de alta resolução, mas este é o primeiro que indica a composição química das rochas na superfície do planeta.

Com os novos dados, cresce a suspeita de que dois planaltos montanhosos de Vênus podem ter sido continentes no passado e já foram um dia cercados por um oceano.

"Não é uma prova, mas é compatível. Tudo o que podemos dizer, por enquanto, é que as rochas do planalto parecem diferentes das encontradas em outros lugares", afirmou o cientista alemão Nils Müller da ESA, que dirigiu os trabalhos cartográficos.

"Vênus é um planeta grande, aquecido por elementos radioativos em seu interior. Deve ter a mesma atividade vulcânica que a Terra", completa Müller.

Os dois planetas têm praticamente o mesmo tamanho e massa. Mas enquanto a Terra é habitável pelo ser humano, Vênus é como um deserto muito quente capaz de derreter chumbo ao nível do solo.

A presença de dióxido de carbono também já foi detectada no planeta em missões anteriores. A diferença é a concentração. Aqui na Terra a concentração de Co2 na atmosfera não passa de 0,04%, contra 97% na atmosfera de Vênus.

Para os cientistas da agência europeia o mapa é uma nova ferramenta que vai ajudar os astrônomos compreenderem por que Vênus é semelhante em tamanho à Terra, mas evoluiu de forma tão diferente.


Arte: Mapa térmico de Vênus, centrado no polo sul mostra a temperatura acompanhando o relevo, declinando à medida que o terreno sobe. Crédito: ESA

www.apolo11.com

terça-feira, 7 de julho de 2009

Astrônomos detectam raios pela primeira vez em Marte


Pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA) anunciaram que conseguiram detectar pela primeira vez sinais de descargas elétricas durante tempestades de poeira na superfície de Marte.


A equipe de pesquisadores afirma que a prova da ocorrência de raios pode trazer grandes avanços no estudo do planeta. "Os raios afetam a química atmosférica do planeta, a chance de ser habitável e os preparativos para uma exploração futura, além da possível origem de vida", explicou o cientista brasileiro Nilton Renno, um dos pesquisadores da equipe de Michigan.

Para detectar os raios, os astrônomos utilizaram um novo aparelho desenvolvido no Laboratório de Investigação de Física Espacial e que identifica micro-ondas. O instrumento é capaz de diferenciar a propagação de radiações térmicas e não térmicas.

As medições foram realizadas cinco horas por dia no período de 22 de maio e 16 de junho de 2006. A radiação não térmica, que sugere a presença de relâmpagos, foi detectada exatamente durante uma intensa tempestade de poeira na superfície de Marte.

Os relâmpagos não ocorreram associados à chuva. "O que vimos em Marte foi uma série de grandes descargas elétricas repentinas causadas por uma grande tempestade de pó", disse o professor Chris Ruf, coordenador das atividades.

Todos os resultados do estudo foram divulgados pela revista científica Geophysical Research Letters.

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

XMM-Newton descobre uma nova classe de buracos negros



Astrônomos usando o observatório de Raios X XMM-Newton da ESA descobriram um buraco negro com 500 vezes a massa do Sol, um elo perdido entre buracos negros de massa estelar e buracos negros supermassivos, em uma distante galáxia. Essa descoberta é a melhor detecção até hoje de uma nova classe que foi caçada por muito tempo: buracos negros de massa intermediária.

Marcada para aparecer amanhã no jornal Nature, a descoberta foi feita por uma equipe internacional de pesquisadores trabalhando com dados do XMM-Newton, liderados por Sean Farrel do Centro de Estudos Espaciais de Radiação, agora baseado na Universidade de Leicester.

Buracos negros de massa estelar (de três até 20 vezes mais massivo que o Sol) e buracos negros supermassivos (de milhões até milhares de milhões de vezes mais massivos que o Sol) já foram descobertos faz tempo. Por causa do grande vão entre esses dois extremos, cientistas especularam a existência de uma terceira classe de buracos negros, com massas intermediárias entre uma centena e várias centenas de milhares de vezes a massa do Sol.

Até agora, cientistas não conseguiram confirmar que essa classe intermediária realmente existe.

A equipe de Farrell estava analisando dados arquivados obtidos pelo XMM-Newton, procurando por estrelas de nêutrons e anãs brancas, quando eles encontraram um objeto estranho que foi observado no dia 23 de Novembro de 2004.

Chamado HLX-1 (Hyper-Luminous X-ray source 1), ele se localiza nas partes externas da galáxia ESO 243-49, situada a aproximadamente 290 milhões de anos-luz da Terra. Se ele está realmente localizado nessa galáxia distante, HLX-1 é muito luminoso em Raios X; atingindo 260 milhões de vezes a luminosidade do Sol.

Analisando a luz originada do HLX-1, a equipe descobriu que a assinatura de Raios X era inconsistente com qualquer objeto, exceto um buraco negro. O brilho medido também era baixo demais para estar na nossa própria Galáxia, e a falta de observação de emissões de ondas de rádio ou radiação óptica vindas da localização do HLX-1, em adição a assinatura de Raios X observada indica que é improvável que seja uma galáxia no fundo.

Isso significa que a fonte das emissões de Raios X deve estar na galáxia ESO 243-49. O HLX-1 está longe demais do centro galáctico para ser um buraco negro supermassivo, e muito brilhante para um buraco negro de massa estelar sendo alimentado em taxa máxima.

Para ter certeza que é realmente um único objeto astronômico, e não um grupo de várias fontes menores brilhando intensamente, a equipe usou o XMM-Newton para observá-lo novamente no dia 28 de Novembro de 2008.

Comparando as duas observações, eles descobriram que a assinatura de Raios X originada no HLX-1 variou significativamente e concluíram que só pode ser um único objeto. Eles descobriram que a única maneira de explicar sua intensa luminosidade seria se o HLX-1 acolhe um buraco negro com massa maior que 500 massas solares. Nenhuma outra explicação física poderia explicar as observações.

Alguns candidatos à buraco negro de massa intermediária que foram descobertos até agora puderam ser explicados por outras teorias, mas esse se destacou por ser mais brilhante que todos os outros candidatos por um fator de quase 10. A equipe tinha suas mãos na melhor detecção de um buraco negro de massa intermediária até agora.

Enquanto já se sabe que buracos negros de massa estelar são restos de estrelas massivas, não se sabe ainda como buracos negros supermassivos são formados. Um dos possíveis cenários envolve buracos negros de massa intermediária que se juntaram. Para ratificar tal teoria, é essencial antes provar a existência de buracos negros de massa intermediária.

É por isso que detecções tais como esta pelo XMM-Newton são essenciais. Elas irão nos ajudar a entender como buracos negros supermassivos, tais como o que está no centro de nossa Galáxia, se formam.

A equipe está planejando mais observações em comprimentos de onda de Raios X, ultravioleta, ópticos, infravermelho e ondas de rádio no futuro próximo para entender melhor este único objeto e o ambiente em torno dele.

ESA