quinta-feira, 31 de maio de 2012

Europa: O Mundo Aquático


    Quanto da lua de Júpiter, a famosa Europa, é feita de água?

Muitas, na verdade, com base nos dados da sonda Galileu adquiridos durante a sua exploração do sistema de Júpiter entre os anos 1995 e 2003, Europa possui um oceano profundo e global de água em estado líquido sob uma camada de gelo da superfície. 

  O oceano subsuperficial mais a camada de gelo podem variar de 80 a 170 quilômetros de profundidade em média. Adotando uma estimativa de 100 quilômetros de profundidade, se toda a água de Europa fosse reunida em uma bola, está teria um raio de 877 quilômetros.


Em escala, esta está ilustração intrigante que compara a bola hipotética de toda a água de Europa com o tamanho dela própria e uma comparação com toda água do planeta Terra. Com um volume de 2 a 3 vezes o volume de água nos oceanos da Terra, o oceano sobre a Europa tem um vislumbre tentador para as pesquisas de busca de vida extraterrestre no sistema solar.



créditos: Kevin Hand (JPL/Caltech), 
Jack Cook (Woods Hole Oceanographic Institution), Howard Perlman (USGS)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sonda Cassini fotografa Saturno e uma de suas luas

A Nasa (agência espacial dos EUA) exibe nesta segunda-feira em sua homepage a foto de Saturno e Tétis, uma de suas luas.

Tétis está quase imperceptível devido a sua pequena dimensão. Ela se encontra acima de um dos anéis de Saturno, à esquerda.

Os vários registros feitos pela sonda Cassini a longo de sua missão mostram aos pesquisadores como o planeta muda constantemente.

Ao norte, o planeta ainda exibe algumas marcas de uma tempestade que ocorreu no ano passado.

As sombras projetadas pelos anéis no hemisfério sul também ampliam à medida que o equivalente à estação do verão avança no norte.

A lua Tétis aparece à esquerda da imagem, um pouco acima de um dos anéis de Saturno (Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)

Fonte: Notícias

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Robô capta imagem espetacular da desolação de Marte

Além da paisagem, chama a atenção a poeira acumulada nos painéis solares do robô, depois de 2.880 dias marcianos em operação. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/Cornell/Arizona State Univ.]

Beleza desolada

  O robô marciano Opportunity da NASA capturou essa espetacular imagem da desolada paisagem de Marte.
  Além de sua própria sombra, o robô, que está explorando Marte desde Janeiro de 2004, capturou uma longa porção da cratera Endeavour, que ele continuará a explorar quando o inverno marciano passar.
  O Opportunity está estudando a borda ocidental da cratera Endeavour desde que chegou lá em agosto de 2011. Esta cratera se estende por 22 km de diâmetro.
  Além da paisagem, chama a atenção a poeira acumulada nos painéis solares do robô marciano, que não conseguem gerar energia elétrica suficiente para uma operação de trabalho normal durante os meses de inverno, quando o Sol fica baixo demais no horizonte de Marte.

Mosaico de fotos

  O robô usou sua câmera panorâmica entre as 4h30 e 5h00 da tarde para capturar imagens obtidas através de diferentes filtros, aqui combinadas para formar este mosaico.
  A fim de dar ao mosaico um aspecto retangular, algumas pequenas porções das bordas do solo e do céu foram preenchidas com partes de uma imagem capturada anteriormente, como parte de uma visualização panorâmica de 360 graus do mesmo local.
  O mosaico combina cerca de uma dúzia de imagens obtidas através de filtros com comprimentos de onda de 753 nanômetros (infravermelho próximo), 535 nanômetros (verde) e 432 nanômetros (violeta).
  A vista é apresentada em cor falsa para permitir uma diferenciação entre os materiais mais fáceis de ver, como as ondulações na areia e dunas escuras no chão distante da cratera.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Vênus transita em frente ao Sol em junho pela última vez até 2117

O planeta Vênus poderá ser visto em junho durante o trânsito em frente ao Sol, um fenômeno que não ocorrerá novamente até 2117 e ajudará na busca de exoplanetas, informou na quarta-feira (16) a revista britânica Nature.

Vênus, o segundo planeta do Sistema Solar em ordem de distância do Sol e o terceiro menor, transitará diante do "astro rei" entre 5 e 6 de junho, disse o astrônomo Jay Pasachoff, da Williams College (EUA), em um artigo publicado pela revista.

"Esperamos que o trânsito de Vênus nos proporcione uma visualização de exoplanetas", explicou o astrônomo. Apesar de Vênus ser visível a partir da Terra em poucas ocasiões, Pasachoff confia que neste ano a visualização seja melhor que a de 2004, já que a atividade solar é mais intensa agora.

 
Vênus, o segundo planeta do Sistema Solar em ordem de distância do Sol e o terceiro menor, transitará diante do "astro rei" entre 5 e 6 de junho. 
 
Os pesquisadores aproveitam estes fenômenos para testar novas técnicas e métodos de visualização de planetas distantes da Terra. "Os cientistas de hoje enviam sondas espaciais a outros planetas para uma apuração mais detalhada, mas a observação desses fenômenos a partir do nosso planeta nos proporciona uma informação única e nos dá a oportunidade de melhorar nossos métodos de busca a exoplanetas", explicou Pasachoff.

O fenômeno será registrado pelo satélite da Nasa "Acrimsat", que oferecerá uma imagem similar à obtida a partir de outros satélites e telescópios como o Kepler, especificou o cientista. A equipe de Pasachoff se concentrará no estudo da atmosfera de Vênus, visível graças aos raios que atravessarão durante o percurso pela frente do Sol. Os dados recopilados serão comparados com os obtidos na observação das atmosferas de exoplanetas, destacou o astrônomo.

Desde o século XVII, quando foram inventados os primeiros telescópios, Vênus se deslocou pela frente do Sol em seis ocasiões (1639, 1761, 1769, 1874, 1882 e 2004). Em todos eles, os cientistas realizaram centenas de estudos e medições com o objetivo de resolver um dos maiores mistérios da astronomia da época: calcular a distância entre a Terra e o Sol.

Pasachoff reconheceu que é cedo para saber como ajudará no estudo dos trânsitos no Sistema Solar na observação dos exoplanetas distantes, mas ressaltou que esses deslocamentos são raros e não devem ser desperdiçados.

"Devemos isso aos futuros astrônomos, especialmente para aqueles que observarão o fenômeno em 2117", disse Pasachoff.

Fonte: Notícias 

sábado, 19 de maio de 2012

Exploração de Marte

Poderão organismos terrestres colonizar a superfície de Marte? De acordo com um recente trabalho de um grupo de cientistas do DLR (Deutsches Zentrum für Luft- und Raumfahrt), sim. 

Durante 34 dias, Jean-Pierre de Vera e os seus colaboradores do Instituto de Investigação Planetária, em Berlim, mantiveram líquens antárcticos selados numa câmara com condições ambientais semelhantes às da superfície marciana. No final da experiência, os investigadores verificaram que os líquens não só estavam vivos como também se tinham adaptado ao seu novo ambiente, ocupando nichos em fissuras abrigadas nas rochas e no solo marcianos simulados.


Líquens

São associações simbióticas de mutualismo entre fungos e algas. Os fungos que formam líquens são, em sua grande maioria, ascomicetos (98%), sendo o restante, basidiomicetos. As algas envolvidas nesta associação são as clorofíceas e cianobactérias. Os fungos desta associação recebem o nome de micobionte e a alga, fotobionte, pois é o organismo fotossintetizante da associação.


Condições marcianas

Os investigadores recriaram uma atmosfera e solo muito semelhante à de Marte de acordo com os dados obtidos pelas missões de exploração. Fontes luminosas especiais, abrangendo todo o espectro desde ultravioleta até ao infravermelho, reproduziram em ciclos de 16 horas de luz e 8 horas de escuridão, a intensa radiação solar que atinge a superfície do planeta vermelho. Por fim, a temperatura no interior da câmara oscilou em ciclos semelhantes aos da luz, entre os -50ºC e os 23ºC.


Os resultados deste trabalho sugerem que a fotossíntese é um processo biológico possível de concretizar nas condições extremas oferecidas em Marte. Os líquens polares demonstraram ser sobreviventes criativos, colonizando em poucos dias os nichos mais abrigados no ambiente artificial da câmara de simulação.
Os investigadores estão a testar as mesmas condições com outros organismos, incluindo líquens polares e alpinos e cianobactérias. Entre os organismos seleccionados contam-se alguns usados em experiências realizadas na ISS, em plataformas de exposição às condições do espaço.


Os resultados demonstram que um variado leque de líquens e cianobactérias isolados de ambientes polares apresentam as mesmas capacidades de adaptação às condições ambientais marcianas observadas na primeira experiência.


Este trabalho foi apresentado em Abril passado na Assembleia Geral da União Europeia de Geociência.


fontes:
AstroPt
Assembleia Geral da União Europeia de Geociência
Só Biologia



quarta-feira, 16 de maio de 2012

O Fim do Mundo

Conforme estrelas como o nosso Sol se aproximam do final de suas vidas, elas se tornam gigantes vermelhas, expandindo-se para muito além de suas dimensões usuais.
Embora ainda não esteja claro se nosso futuro "Sol Vermelho" será capaz de engolir a Terra, é certo que isso acontecerá com Vênus e Mercúrio.
Pode ser que a Terra saia "ilesa", apenas com sua superfície totalmente tostada - sem vida e sem água, certamente. 

Com o esgotamento do hidrogênio da estrela, ela torna-se uma anã vermelha, engolindo seus planetas mais próximos e provocando turbulências que podem levar outros a se entrechocarem.                                                                                        

[Imagem: Mark A. Garlick/University of Warwick]

Restos do fim do mundo
Mas isso não foi o que aconteceu com as estrelas agora observadas por uma equipe da Universidade de Warwick, no Reino Unido.  Eles identificaram quatro anãs brancas cercadas por poeira produzida por corpos planetários despedaçados.
O mais interessante é que essa poeira tem muitas semelhanças com a composição da Terra.
Os elementos mais abundantes na poeira em torno dessas quatro anãs brancas são oxigênio, magnésio, ferro e silício - quatro elementos que compõem cerca de 93% da Terra.
Este é o quadro que os astrofísicos observaram agora, um autêntico resto do fim do mundo, com uma poeira com composição muito similar à da Terra.



Uma observação ainda mais significativa é a de que este material também contém uma proporção extremamente baixa de carbono, muito semelhante à Terra e outros planetas rochosos que orbitam mais perto do nosso Sol.


Fim de quatro mundos
Esta é a primeira vez que proporções tão baixas de carbono foram detectadas nas atmosferas de anãs brancas poluídas por detritos.  Isto é um indício muito claro de que essas estrelas tinham pelo menos um exoplaneta rochoso, destruído por elas próprias.
Ou seja, o que os astrofísicos encontraram são os restos do fim de pelo menos quatro mundos.

fonte:
Site Inovação Tecnológica

ESO divulga a imagem mais detalhada da galáxia Centaurus A

A peculiar galáxia Centauro A (NGC 5128) aparece nesta imagem, feita com um tempo total de exposição de mais de 50 horas.[Imagem: ESO]

  Esta nova imagem do Observatório Europeu do Sul (ESO) mostra a estranha galáxia Centaurus A. Com um tempo total de exposição de mais de 50 horas, esta é provavelmente a imagem mais profunda já criada deste espetacular e incomum objeto. A imagem foi produzida com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2,2m, instalado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile.

  Centaurus A, também conhecida como NGC 5128, é uma galáxia elíptica peculiar de grande massa com um buraco negro supermassivo no seu centro. Situa-se a cerca de 12 milhões de anos-luz de distância na constelação do Centauro e distingue-se por ser a rádio galáxia mais forte do céu. Os astrônomos pensam que o núcleo brilhante, a forte emissão rádio e os jatos da Centaurus A são produzidos por um buraco negro central com uma massa de cerca de 100 milhões de vezes a massa do Sol. A matéria situada na regiões centrais densas da galáxia liberta enormes quantidades de energia à medida que cai em direção ao buraco negro.

  A imagem do Wide Field Imager permite a apreciação da natureza elíptica da galáxia, que aparece na forma alongada das regiões exteriores mais tênues. O brilho que enche a maior parte da imagem vem de centenas de bilhões de estrelas velhas e frias. Contrariamente à maioria das galáxias elípticas, a forma homogênea da Centaurus A é perturbada por uma faixa larga e "remendada" de material escuro, que obscurece o centro da galáxia.

  A faixa escura contém grandes quantidades de gás, poeira e estrelas jovens. aglomerados de estrelas jovens brilhantes situados nas extremidades superior direita e inferior esquerda da faixa apresentam o brilho vermelho característico de nuvens de hidrogênio onde se formam estrelas, enquanto que algumas nuvens de poeira isoladas podem ser vistas contrastando com o fundo de estrelas. Estas características, juntamente com a emissão rádio intensa, apontam para o fato provável da Centaurus A ter resultado da fusão entre duas galáxias. A faixa de poeira é provavelmente os restos desfeitos de uma galáxia espiral a ser rasgada pela atração gravitacional da galáxia elíptica gigante.

  Estendendo-se desde a galáxia até ao canto superior esquerdo da imagem encontram-se dois grupos de filamentos avermelhados, mais ou menos alinhados com os enormes jatos proeminentes nas imagens rádio. Ambos os conjuntos de filamentos são na realidade maternidades estelares que contêm estrelas quentes jovens. Por cima do lado esquerdo da faixa de poeira, pode-se ver os filamentos interiores, a cerca de 30 mil anos-luz de distância do núcleo. Mais para o exterior, a cerca de 65 mil anos-luz de distância do núcleo da galáxia e próximo do canto superior esquerdo da imagem, os filamentos exteriores podem ser observados. Existem também muito provavelmente, traços de um contra-jato muito mais tênue, que se estende para a direita e para baixo.

  Muitas das observações de Centaurus A utilizadas na criação desta imagem foram obtidas no intuito de ver se era possível usar rastreios terrestres para detectar e estudar estrelas variáveis em outras galáxias. Foram descobertas mais de 200 novas estrelas variáveis somente em Centaurus A.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Universo assassino

Explosões estelares. Asteróides gigantes devastando planetas. Conheça alguns dos perigos que ameaçam a Terra em sua viagem pela Via Láctea.

  Quem gosta de relaxar sob a abóbada de uma bela noite estrelada não faz idéia dos fenômenos selvagens e brutais que ocorrem o tempo todo no céu. Só a distância imensa que separa a Terra das áreas mais turbulentas do Cosmo nos protege de entrar de cabeça nesta verdadeira roleta russa sideral em que astros nascem e morrem a cada minuto, de modo violento.


  E, mesmo assim, protege apenas em parte. Em 1998, por exemplo, a atmosfera terrestre foi chamuscada pela explosão de uma estrela situada a 200 quatrilhões de quilômetros – distância um bilhão de vezes maior do que a que nos separa do Sol. "O efeito do bombardeio não foi grande", diz o engenheiro eletrônico americano Umran Inam, da Universidade Stanford, na Califórnia. "A luz da detonação apenas eletrificou o ar e, com isso, bloqueou as transmissões de rádio durante alguns minutos."

  Certo, foi só um susto. Mas o sobressalto embute uma certeza alarmante: não estamos imunes às catástrofes que pululam no Universo. "A probabilidade de sermos atingidos é baixa, mas está longe de ser nula", afirma o astrofísico americano Kevin Hurley, da Universidade de Berkeley. Há indícios seguros de que, no passado, a Terra já foi gravemente ferida pelo temperamento explosivo dos astros – portanto, é quase certo que isso voltará a acontecer no futuro. E o pior é que se trata, quase sempre, de uma briga de cachorros grandes, enormes, bem maiores que nós. Imagine que somos um chiuaua metido numa briga de rottweilers. A simples queda de um cometa fortuito deu fim aos dinossauros, há 65 milhões de anos. Eis a medida da nossa fragilidade.


  De todas as possíveis catástrofes cósmicas, a mais temida é a colisão da Terra com um asteróide ou cometa gigante. O impacto de um cometa com 12 quilômetros de diâmetro, como aquele que acabou com os dinossauros há 65 milhões de anos, causaria uma explosão igual à de 100 milhões de megatons de TNT — 10 000 vezes mais forte que o disparo de todas as armas nucleares estocadas no planeta. Mas o trajeto dos asteróides pode ser calculado, e, se houver risco de um deles cair aqui, poderá ser desviado com a ajuda de bombas atômicas. (É isso mesmo. Igualzinho aos filmes.).

  O Sol, geralmente tranquilo e inofensivo, também pode ter ataques desagradáveis de mau humor e afetar a Terra. Pesquisas recentes do astrofísico americano John Jirikowic, da Universidade do Arizona, mostram que, de tempos em tempos, o Sol sofre de instabilidade aguda e pode esfriar ou esquentar em excesso. Nesses períodos, lança um número recorde de labaredas para o espaço. Agora mesmo, o Sol está mais agitado do que o normal, mas as labaredas, até onde se pode prever, são relativamente suaves. No máximo, vão queimar alguns circuitos eletrônicos dos satélites. "Mas as crises, às vezes, se tornam insuportáveis", diz Jirikowic. Ele argumenta, por exemplo, que o Sol estava especialmente quente quando uma seca exagerada devastou a América do Norte, no século XII. E que uma pequena era glacial, ocorrida no século XVII, na Europa, coincidiu com uma fase fria da estrela. "Estamos tentando descobrir quando ele entrará novamente em um período semelhante de mau comportamento." Enquanto tentam entender a nossa estrela, os astrofísicos olham para longe do Sistema Solar. Certos de que sabiam tudo sobre a violência cósmica, eles foram surpreendidos, em 1995, por explosões 100 vezes maiores do que qualquer outra registrada até então. Atentos, perceberam em seguida que essas catástrofes, batizadas de "jatos de raios gama", não eram tão raras quanto se pensava. Já se registraram 2 000 e, em abril de 1999, uma delas estabeleceu um novo recorde astronômico: brilhou com a intensidade de um milhão de galáxias, ou de um quatrilhão de estrelas somadas. Essas erupções mortais de luz, segundo os astrônomos, seriam provocadas pelo choque entre os astros mais densos que existem – os buracos negros e as estrelas de nêutrons. Como as detonações geralmente espocam nos confins do Cosmo, a quase 100 bilhões de trilhões de quilômetros (desculpe o mau jeito, mas a alternativa seria escrever o número por extenso, o que deixaria tudo ainda mais cabeludo), conseguem apenas eletrificar as camadas mais altas da atmosfera, como aconteceu em 1998.

  Quando uma grande estrela explode, libera mais energia do que 200 bilhões de sóis em conjunto. Se uma detonação como essa, chamada de supernova, acontecesse dentro do Sistema Solar, a Terra e todos os outros planetas seriam transformados em poeira cósmica.

  Em agosto de 2000, a Nasa registrou a maior labareda solar dos últimos dez anos. Feita de gases tórridos e eletrificados, a língua de fogo provocou tempestades magnéticas na atmosfera terrestre, mas não causou danos na superfície.

  Em julho de 2000, o cometa S4-Linear deu um show assustador ao passar pelo Sol: como é feito parcialmente de gelo, parte da sua massa derreteu e dividiu-se em pedaços menores. Não há risco para a Terra porque os estilhaços estão voando para longe daqui.


  A agonia das estrelas gigantes é um dos espetáculos mais violentos do Universo. Elas se desintegram em uma explosão que libera, em um único instante, mais energia que todos os outros astros da Galáxia somados. Imagine: existem, na Via Láctea, 200 bilhões de estrelas. Elas seriam facilmente ofuscadas por apenas uma dessas detonações, chamadas de supernovas. Elas podem afetar a Terra mesmo se explodirem a 350 trilhões de quilômetros daqui — a Terra, nesse caso, tomaria um banho corrosivo de radiação, capaz de destruir a camada de ozônio que nos protege contra os raios ultravioleta do Sol. Diversas espécies seriam levadas à extinção.

  Os cientistas sabem disso porque, há 10 000 anos, logo depois de a Terra ter sido bombardeada por uma supernova (hoje conhecida pelo nome de Vela), houve uma drástica redução na quantidade de plâncton, nos oceanos. O clima também se alterou, com um aumento de 2 ou 3 graus Celsius na temperatura global. Tudo isso apesar de a explosão ter ocorrido a 16 quatrilhões de quilômetros daqui.

  A detonação gigante mais próxima de nós ocorreu em 1997. O anel que você vê acima são seus restos. Por sorte, a estrela que lhe deu origem estava muito longe, na galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães, a 187 000 anos-luz de distância da Terra (1 ano-luz mede 9,5 trilhões de quilômetros. Faça as contas você.) Só por isso não sofremos os efeitos por aqui.

1. Segundo os astrônomos, toda vez que a Terra atravessa regiões repletas de estrelas e de restos de detonações estelares, fica exposta a doses letais de radiação. As grandes extinções de espécies, no passado, ocorreram em épocas assim.

2. Nos últimos 250 000 anos, o Sol vem se deslocando por áreas limpas e tranqüilas. Dentro de 50 milênios, porém, os nossos descendentes enfrentarão nuvens de gases radioativos do Vale da Águia, onde é grande a probabilidade de uma estrela selar a sorte da humanidade.

3. A viagem pela galáxia pode lançar cometas sobre nós. Veja como eles nascem: orbitam habitualmente a 5 trilhões de quilômetros do Sol e só saem desse "ninho" quando alguma estrela vizinha os perturba. Aí, um ou mais bólidos disparam pelo espaço, com trajetória incerta.

4. Não se sabe quantos já estão em nosso caminho. No ano de 1999, os americanos Jay Frogel e Andrew Gould, da Universidade do Estado de Ohio, verificaram que uma estrela obscura, batizada de Gliese 710, poderá provocar uma chuva de cometas sobre a Terra em algum momento dos próximos milênios.


Para saber mais
Na livraria: Corações Solitários do Cosmo
Dennis Overbye, Editora Mercuryo, São Paulo, 1993.

Na Internet:
http://heasarc.gsfc.nasa.gov/docs/snr.html
http://oerlicon.freeyellow.com/SuperNovae/SNRIntro.html

Fonte: http://bit.ly/L3PGw5

sábado, 12 de maio de 2012

Treinamento em Montagem de Telescópio

Os novos integrantes do Clube de Astronomia Carl Sagan participaram de uma atividade prática para montagem de telescópios na sala de reuniões do Clube no Bloco V da UFMS(antigo departamento de física). A atividade é realizada toda sexta-feira a tarde pelos membros do Clube e afins.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O Limiar da Eternidade


O Clube de Astronomia Carl Sagan exibiu no dia 04 de maio o episódio 10 da serie COSMOS intitulado "O Limiar da Eternidade", em substituição a palestra do Prof. Hamilton Corrêa que teve de ser adiada para próxima semana. Neste episódio Carl Sagan mostra uma viagem fascinante pelo Universo, abordando temas como a origem da vida, o nascimento das estrelas e o sistema solar, explorando o tempo desde a formação das estrelas e galáxias e nos mostrando como os humanos descobriram a expansão do universo.


clique aqui para assistir o episódio na integra no site da Tv Escola ou se preferir veja no You Tube clicando aqui

Todos os episódios estão disponíveis no site da Tv Escola.

fonte: Tv Escola
You Tube