sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O METEORITO DE BENDEGÓ

O Meteorito de Bendegó é o maior meteorito brasileiro já encontrado, tem dimensões de 2,2m x 1,45m x 0,54m. Foi achado em 1784 por um menino chamado Bernardino da Mota Botelho enquanto este cuidava do gado de sua família, seu pai Joaquim da Motta Botelho informou as autoridades da época sobre a grande pedra encontrada.

O governador da Bahia, muito interessado na descoberta e crendo que se tratava de uma pedra composta de ouro e prata, encarregou a tarefa de trazer a pedra para a capital Salvador ao Capitão-Mor de Itapicurú, Bernardo Carvalho da Cunha. A primeira tentativa de remoção do artefato se deu em 1785 mas fracassou quando a carroça que levava o meteorito despencou desfiladeiro abaixo 180m do ponto de queda até o leito do riacho de Bendegó, não tendo meios de retira-la do leito ela foi la abandonada.


Em 1810, o químico A. F. Mornay, contratado pelo governo da Bahia para investigar fontes de água mineral, visitou o local, retirou amostras para análise, vindo a constatar mais tarde que o artefato era um meteorito de verdade, composto de ferro e 6,5% de níquel.

Em 1883 o professor Orville Derby, do Museu Nacional, tomando conhecimento do meteorito contatou o engenheiro da Estrada de Ferro Inglesa (British Rail Road) , que construía uma extensão da estrada de Monte Santo a Salvador, que o notificou que, em breve, a estrada alcançaria o ponto mais próximo ao meteorito, ou seja, cerca de 100 km de distância, em terrenos montanhosos. Contudo, os custos do transporte estariam bem acima das possibilidades do Museu.

"Em 1886, o Imperador D. Pedro II tomou conhecimento do fato pela Academia de Ciências de Paris, durante uma visita à França, prontificando-se a providenciar o transporte de peça tão importante para o Rio de Janeiro, assim que retornasse ao Brasil. O Imperador chamou o Sr. José Carlos de Carvalho, um oficial aposentado da Guerra do Paraguai, primo do engenheiro da Estrada de Ferro Inglesa contatado por Derby anos antes. Informando-se das possibilidades do transporte, José Carlos de Carvalho procurou apoio da Sociedade Brasileira de Geografia, a qual tomou todas as providências para que o transporte fosse efetuado. A Sociedade encarregou-se, principalmente, da parte financeira, conseguida por intermédio de um generoso patrocínio do Barão de Guahy...".

A remoção foi conseguida em 1887, a custa de muito esforço e dedicação dos integrantes da expedição que levou 126 dias para conseguir entrega-lo na estação de Jacuricy onde foi realizado uma cerimônia e construído um memorial, tudo registrado pelo Cap. Carvalho em seu relatório de viagem.

Após algumas exposições foi levado para o Museu Nacional no Rio de Janeiro onde se encontra em exposição.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Nasa divulga quatro novas imagens de Titã, a maior lua de Saturno


Sonda Cassini está na região desde 2004 e fez registros entre maio e julho.
Objetivo é analisar as mudanças sazonais no sistema do planeta dos anéis.

A agência nacional americana (Nasa) divulgou quatro novas imagens feitas entre maio e julho ao redor de Saturno pela sonda Cassini, que está na região desde 2004 e deve ficar pelo menos mais cinco anos em atividade.

A foto abaixo mostra a maior lua do "planeta dos anéis", Titã, passando em frente a ele. O registro ocorreu no dia 6 de maio. Para captar a cena, a Cassini usou uma lente grande-angular e infravermelha., a 778 mil quilômetros do satélite.

Titã fica à frente de Saturno, em imagem parecida à divulgada no início de julho (Foto: Nasa/JPL-Caltech/SSI)

A chamada Missão Solstício usa duas câmeras diferentes e tem como um de seus principais objetivos analisar as mudanças sazonais no sistema de Saturno, que tem pelo menos 60 luas conhecidas – embora Titã ainda seja a única com possibilidade de vida. Algumas dessas alterações climáticas são completamente inesperadas, enquanto outras ocorrem como um verdadeiro reloginho.

Anel de Saturno obscurece parte de Titã nesta outra imagem feita pela Cassini (Foto: Nasa/JPL-Caltech/SSI)

A principal lua de Saturno tem 5.150 quilômetros de diâmetro e é maior que o planeta Mercúrio, o primeiro do Sistema Solar. Os cientistas têm acompanhado os eventos no polo sul do satélite desde que uma espécie de furacão atingiu a atmosfera este ano.

Sonda capta lado 'noturno' de Titã, com a luz solar aparecendo como um anel (Foto: Nasa/JPL-Caltech/SSI)

As estações do ano estão mudando em Titã: o polo sul ainda está no outono, mas logo passará pelo inverno, motivo pelo qual tem ganhado uma tonalidade mais azulada. Essa modificação na cor é explicada provavelmente pela redução da intensidade da luz ultravioleta e da névoa no local, além de uma dispersão da luz solar pelas moléculas no ar e da presença de gás metano. A incidência de um "anel de sombra" (foto acima) no hemisfério sul aumenta ainda mais esse efeito.

Já o polo norte está na primavera e em breve chegará o verão, motivo pelo qual a luminosidade e a neblina têm aumentado.

A missão Cassini-Huygens é um projeto feito em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana (ASI).

Espécie de furacão ou turbilhão apareceu no polo sul da lua Titã este ano (Foto: Nasa/JPL-Caltech/SSI)

Fonte: Notícias


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Descobertos dois planetas orbitando dois sóis

Os astrônomos estão interessados nas luas do exoplaneta 47b, que circunda suas duas estrelas dentro da zona habitável. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/T.Pyle]

Complexidade cósmica

Astrônomos encontraram um sistema multiplanetário circumbinário.

O primeiro planeta circumbinário - um planeta que orbita duas estrelas - foi descoberto há cerca de um ano.

Logo depois, novos estudos indicaram que planetas com dois sóis são comuns.

Isto deixou os teóricos estarrecidos, porque muitos achavam que o equilíbrio orbital seria complexo demais para se sustentar.

Mas o Universo parece dar conta de combinações muito mais complexas.

Há cerca de seis meses descobriu-se um planeta com três sóis, além do que, potencialmente habitável.

Agora, novamente usando o telescópio espacial Kepler, astrônomos descobriram um sistema composto de duas estrelas e de pelo menos dois planetas, no qual os dois planetas orbitam as duas estrelas.

É um sistema que bem se poderia chamar de "caótico", não fosse o fato de que ele está lá, bem estável, a menos de 5.000 anos-luz da Terra, na Constelação do Cisne.

Comparação entre o Sistema Solar e o sistema planetário Kepler-47, com suas duas estrelas e seus dois planetas já descobertos. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle]

Luas habitáveis

O par de estrelas gira uma em torno da outra a cada 7,5 dias. Uma das estrelas é parecida com o nosso Sol, enquanto a outra é bem menor, com um terço do tamanho e com um brilho 175 vezes menor do que sua companheira.

O planeta interno - chamado Kepler 47b - tem um diâmetro três vezes maior que o da Terra e gira em torno do par de estrelas a cada 49 dias.

O planeta mais externo - chamado Kepler 47c - é cerca de 4,5 vezes maior que a Terra (um pouco maior que Urano) e orbita as estrelas a cada 303 dias, o que o torna o exoplaneta mais afastado de sua estrela descoberto até agora.

Mais interessante ainda, esse planeta exterior orbita as estrelas dentro da faixa que os astrônomos convencionaram chamar de zona habitável - a região ao redor de uma estrela onde um planeta rochoso pode ter água líquida em sua superfície.

"Embora o planeta exterior seja provavelmente um gigante gasoso e, portanto, inadequado para a vida, luas grandes, se presentes, seriam mundos interessantes de se investigar, já que elas poderiam potencialmente abrigar a vida ", disse William Welsh, da Universidade Estadual de San Diego, coautor do estudo.


sábado, 25 de agosto de 2012

Morre Neil Armstrong


Neste 25 de agosto de 2012 foi noticiado o falecimento do ex-astronauta Neil Alden Armstrong aos 82 anos, o comandante da missão Apollo 11 e primeiro ser humano a pisar no solo lunar no dia 20 de julho de 1969, aclamado pela frase dita naquele grandioso momento da história humana: "Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade".


Armstrong foi piloto da marinha estadunidense entre os anos de 1949 e 1952, tendo lutado na Guerra da Coreia entre 1949 e 1953, após isso se formou em Engenharia Aeronáutica e ingressou como piloto civil de testes na agência NACA que depois viria a se chamar NASA.

Trabalhou ativamente no Projeto Gemini, sendo comandante da Gemini 8 onde realizou juntamente com David Scott a primeira acoplagem entre duas naves no espaço, após o término das missões Gemini foi selecionado para ingressar no Projeto Apollo onde foi comandante da Apollo 11, pousou na Lua juntamente com Buzz Aldrin e Michael Collins.

Após a missão, Neil prossegui trabalhando na NASA, participando das investigações sobre o acidente da Apollo 13, em 1970 obteve o titulo de mestrado em Engenharia Aeroespacial pela Universidade do Sul da Califórnia, no ano seguinte se aposentou da NASA e seguiu carreira como professor na Universidade de Cincinnati.  Ao longo da vida trabalhou em algumas empresas privadas e na investigação do acidente com o ônibus espacial Challenger.

Foi um homem dedicado a sua carreira de engenheiro, preferiu ficar recluso, não quiz ter sua vida exposta na mídia.  Em nota sua família fez um pedido: "Para aqueles que perguntam o que podem fazer para honrar a Neil, temos um simples pedido. Honrem seu exemplo de serviço, feitos e modéstia, e a próxima vez que você der um passeio em uma noite clara e vir a Lua sorrindo para você, lembre de Neil Armstrong e dê uma piscadela para ele.”



fontes: noticias.terra
G1
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=464543016900048&set=a.456449604376056.98921.367116489976035&type=1&ref=nf

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Observação nesse final de semana!


Venha observar a Lua na Feira Central de Campo Grande!
Visita aberta ao público, sábado 25/08, das 18h às 21h.

Entrada franca.



Estudo descobre uma das origens das explosões estelares


Um estudo envolvendo pesquisadores de países como Estados Unidos, Chile, Reino Unido, Israel, Alemanha e Japão observou pela primeira vez a explosão de uma supernova do tipo Ia e descobriu uma causa para esse tipo de evento - e também que ele pode ter várias causas. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira na revista Science, da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês).

As supernovas Ia são ótimas para se medir distâncias cósmicas porque são brilhantes o suficiente para serem registradas através do universo e têm relativamente a mesma luminosidade em qualquer lugar - ou seja, quanto mais brilhante, mais próxima ela está. Foi com elas, por exemplo, que cientistas descobriram que a expansão do universo está acelerando (e ganharam o Nobel por isso). Os astrônomos criaram diversas teorias para como elas se formam, mas nunca observaram como uma dessas explosões começa.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Militares britânicos cessaram estudos de OVNIs


O Ministério da Defesa da Grã-Bretanha suspendeu as pesquisas de objetos voadores não-identificados (OVNIs), ao liquidar o último departamento que durante décadas analisou as informações de britânicos sobre fenômenos estranhos atribuídos a extra-terrestres.
A decisão foi tomada depois de os peritos terem concluído que os OVNIs não ameaçam à segurança do país.

“Nos 50 últimos anos não tem havido uma só prova de existência de tal ameaça, e o Ministério da Defesa já não tem estruturas que estudem tais fenômenos”, constatou um porta-voz do Ministério. Segundo ele, a continuação dos estudos de OVNIs exigiria muitos esforços e verbas que podem ser canalizados para objetivos mais importantes.

O desmantelamento do departamento começou 3 anos atrás. Nessa altura, foi desligada a “linha quente”, pela qual os militares atendiam os telefonemas sobre OVNIs.


fonte: Site A Voz da Russia

Jornal Principia 7ªed.

O informativo Principia é um projeto de extensão vinculado ao programa Casa da Ciência de Campo Grande da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Através dele, temos um compromisso com o conhecimento, tornando-o acessível a toda a comunidade por meio de um informativo que possa ser lido por todos. Com a divulgação das atividades do programa e de outras ações de extensão da UFMS e de Mato Grosso do Sul, procuramos democratizar as comunicações e o acesso aos saberes científicos, fazendo deste um espaço para a manifestação da cultura local e regional.  Confira a versão digital dele clicando na imagem abaixo.

Jornal Principia 7ªed.

Qual é a diferença entre asteróide, cometa e meteoro?

COMETA

É uma grande bola de gelo - formada pela junção de vários gases - que vaga pelo espaço. O cometa é uma espécie de "sobra" do processo de formação dos grandes planetas gasosos do sistema solar, como Júpiter e Saturno. Este bloco gelado que você vê aqui é só uma minúscula parte de todo o cometa, é o seu núcleo sólido, que em geral tem uns 6 km de diâmetro.


À esquerda, Cometa West (1975), à direita, Cometa McNaught (2007).


Rastro gigante
Nuvem gasosa em volta do núcleo do cometa tem diâmetro 15 vezes maior que a Terra!
O núcleo sólido é uma parte insignificante do cometa. Ele é permanentemente envolvido por uma nuvem gasosa que chega a ter um diâmetro de 200 mil km, mais de 15 vezes o diâmetro da Terra! E isso sem contar a famosa cauda, um rastro de poeira e gases que surge quando o cometa se aproxima do Sol e pode atingir 100 milhões de km de extensão!

domingo, 19 de agosto de 2012

Dez fatos pouco conhecidos sobre o Sistema Solar

Professor de astronomia lista curiosidades sobre o universo. Planeta Terra está dentro do Sol e há vulcões de água em satélites


(O Globo) Sabia que o planeta mais quente não é o mais próximo do Sol? E que há rochas de Marte que caíram no planeta Terra? Professor de astronomia do Community College of Aurora, Victor Andersen listou no portal Earth Sky "dez coisas que você pode não saber sobre o Sistema Solar".


Escala de tamanho entre a Terra e o Gigante gasoso Júpiter.


1) O planeta mais quente não é o mais próximo do Sol: — Muitas pessoas sabem que Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. É normal assumir, portanto, que é o mais quente do Sistema Solar. Mercúrio não tem, porém, uma atmosfera, ou seja, não possui uma manta térmica para ajudar a manter o calor da estrela. Vênus, por outro lado (30 milhões de quilômetros mais longe do Sol do que o vizinho), está envolto em uma atmosfera espessa (cem vezes mais do que a Terra) e é constituído quase inteiramente por dióxido de carbono, um gás de efeito estufa. A temperatura máxima pode chegar a 468º C, que derrete estanho e chumbo."

2) Plutão é menor do que os EUA: — A maior distância entre os estados americanos é de quase 4.670 quilômetros (do norte da Califórnia ao Maine). Pelas estimativas atuais, Plutão tem apenas pouco mais de 2.253 quilômetros de diâmetro, menos da metade da largura dos Estados Unidos."


3) George Lucas não entende muito sobre "campos de asteroides": — Em muitos filmes de ficção científica as naves espaciais são ameaçadas por campos de asteroides  Na realidade, o cinturão de asteroides que conhecemos existe apenas entre Marte e Júpiter e, embora existam dezenas de milhares deles, estão bastante espaçados e a probabilidade de colidir com um é pequena."


4) Você pode ter vulcões com a água como magma:— Mencionam vulcões e todos pensam imediatamente no Monte Vesúvio ou talvez na caldeira de lava do Mauna Loa, no Havaí. Afinal, tais fenômenos exigem rocha derretida chamada lava, certo? Não é verdade. Um vulcão se forma quando um reservatório subterrâneo de um mineral ou de gás quente irrompe sobre a superfície de um planeta. Na lua de Saturno (Enceladus) e na lua de Netuno (Triton) a força motriz é o bom e velho gelo. A água se expande quando se congela e uma enorme pressão pode se acumular, como um vulcão na Terra."

5) O fim do Sistema Solar é mil vezes mais distante do que Plutão:— Ensina-se que o Sistema Solar vai até a órbita de Plutão. Hoje, questiona-se até a o fato deste planeta ser realmente um planeta, mas a impressão continua. Ainda assim, já descobrimos vários objetos que orbitam o Sol e são consideravelmente mais distantes que Plutão."

6) Quase tudo na Terra é um elemento raro:— A composição elementar da Terra é na maior parte oxigênio, ferro, silício, magnésio, enxofre, níquel, cálcio, sódio e alumínio. Embora tais elementos tenham sido detectados em diversas partes do universo, são ofuscados pela abundância esmagadora de hidrogênio e hélio. "


7) Existem rochas de Marte na Terra (e não trouxemos aqui!):— A análise química de meteoritos encontrados na Antártica, no deserto do Saara e em outros lugares provou, por vários meios, que se originaram em Marte. Alguns contêm bolsões de gás quimicamente idênticos à atmosfera marciana."

8) Júpiter tem o maior oceano de todo o planeta:— Orbitando em um espaço frio e cinco vezes mais distante do Sol que a Terra, Júpiter manteve níveis bem mais elevados de hidrogênio e hélio quando se formou do que o nosso planeta, Na verdade, é composto principalmente destes dois elementos. Dada a massa e a composição química, o hidrogênio se transforma em líquido. Modelos de computador mostram que não apenas tem o maior oceano conhecido do Sistema Solar, como tem cerca de 40 mil quilômetros de profundidade."


9) Mesmo organismos muito pequenos podem ter luas:— Antigamente pensava-se que apenas objetos grandes, como planetas, poderiam ter satélites naturais. Em 1993, porém, a sonda Galileu passou a 32 quilômetros de distância do asteróide Ida e descobriu uma lua de 1.600 metros de largura, o Dactyl. Desde então foram descobertos satélites em cerca de 200 outros objetos menores."



10) Nós vivemos dentro do Sol:— Normalmente pensamos o Sol como aquela bola grande de luz quente bem distante. Só que, na verdade, a atmosfera externa da estrela se estende muito além de sua superfície visível. Nosso planeta orbita dentro dela. As auroras solares já foram observadas em Júpiter, Saturno, Urano e Netuno." 



Fonte: AsSisS

sábado, 18 de agosto de 2012

Descobertas galáxias recém-nascidas

          © Flickr.com/NASA\'s Marshall Space Flight Center/cc-by-nc


O conglomerado de galáxias, recentemente descoberto na constelação de Fênix, foi tema de conferência de imprensa da NASA. A causa dessa atenção são as propriedades incomuns do conglomerado, que podem influir substancialmente sobre as ideias de como evoluem os conglomerados.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Sonda da Nasa encontra gás hélio na superfície da Lua

Descoberta confirma resultados obtidos por astronautas da Apollo 17.
Cientistas não sabem de onde vem o gás encontrado.

Cientistas que trabalham com a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da Nasa, informaram que encontraram o gás nobre hélio na rarefeita atmosfera da Lua. A descoberta confirma dados recolhidos por um experimento feito em 1972 na superfície do satélite pelos astronautas da Apollo 17.

A Lua mostra sempre a mesma face para a Terra (Foto: Laboratório Nacional de Astrofísica de
Itajubá)

O objetivo principal dos pesquisadores envolvidos é mapear o lado “oculto” da Lua. Por causa da interação entre as gravidades da Terra e da Lua, o satélite demora praticamente o mesmo tempo para girar em torno de seu eixo e para dar uma volta em torno do nosso planeta. É por isso que nós vemos sempre o mesmo lado da Lua. Os únicos seres humanos que já observaram o lado de lá são os astronautas que viajaram nas missões Apollo.

No entanto, o grupo de cientistas expandiu a missão para analisar também a atmosfera do satélite – tão fina que é quase inexistente. Em estudos anteriores, eles já tinham detectado a presença de hidrogênio, argônio e mercúrio no local.

Segundo Alan Stern, líder da equipe, resta saber agora se o gás hélio tem sua origem na própria Lua ou se foi levado até ela por ventos solares.

Ilustração mostra como é a sonda lunar LRO (Foto: Nasa)

Fonte: Notícias

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Estudo conclui que Sol é 'o objeto natural mais redondo já medido'


Pesquisa mostrou ainda que formato do astro varia menos que o esperado.
Astrônomo brasileiro integrou a equipe que fez a descoberta.

Uma equipe internacional de cientistas, com a participação de um astrônomo brasileiro, revelou que o Sol é “o objeto natural mais redondo já medido”. O estudo que chegou à conclusão foi publicado nesta quinta-feira (16) na edição online da prestigiada revista “Science”.

Além disso, eles descobriram que o formato e o tamanho do Sol são constantes, o que é uma novidade. O Sol tem ciclos de 11 anos, em que seu campo magnético sofre variações. Até esse momento, os astrônomos acreditavam que o formato da estrela também passava por alterações, mas o atual estudo mostrou que isso não acontece.

Imagem do Sol obtida pelo SDO e usada no estudo (Foto: Nasa/SDO)

Cientistas encontram ‘supermãe’ espacial


Aglomerado estelar gera 740 novas estrelas por ano.
Objeto recém-descoberto foi batizado de 'Fênix'.

Cientistas da Nasa anunciaram nesta quarta-feira (15) a descoberta de uma “supermãe” espacial, com a ajuda do telescópio de raios-X Chandra. O aglomerado estelar, batizado de Fênix, “dá à luz” 740 estrelas por ano – para efeito de comparação, a nossa galáxia, a Via Láctea, gera uma estrela anualmente.

O aglomerado Fênix está a 5,7 bilhões de anos-luz da Terra e é o maior emissor de raios-X já visto.

Ilustração mostra a galáxia central do aglomerado Fênix, que gera 740 novas estrelas anualmente (Foto: AP/Nasa)


Fotografia mostra o aglomerado estelar Fênix (Foto: Nasa)

Fonte: Notícias

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

As mais belas imagens do Hubble

O telescópio espacial que revolucionou a astronomia e entra em seu último ano de atividade

VIAGEM NO TEMPO

Quando o Hubble mira seu foco sobre regiões muito distantes, é como se fotografasse o passado: sua câmera captura a luz emitida há bilhões de anos pelas estrelas. Assim, os astrônomos podem ver como as galáxias eram quando o Universo era “jovem” e entender melhor como ele se formou. Essa foto, por exemplo, mostra como era a constelação de Fornax há 12 bilhões de anos – “apenas” 1,7 bilhões de anos após o Big Bang.


Telescópio no Chile faz nova imagem de nebulosa escura


Nebulosa do Cachimbo fica a cerca de 700 anos-luz da Terra.
Fenômeno acontece por acúmulo de poeira cósmica.


Nebulosa do Cachimbo contém espessa camada de poeira cósmica, que bloqueia brilho estelar (Foto: ESO)

Astrônomos publicaram nesta quarta-feira (15) uma nova imagem de uma nebulosa escura a cerca de 700 anos-luz da Terra. A Nebulosa do Cachimbo, também chamada de Barnard 59, fica próxima ao centro da Via Láctea, na constelação de Serpentário.

Quando as nebulosas escuras foram descobertas, os astrônomos pensavam que essas áreas do céu não teriam estrelas.

Hoje, eles sabem que são regiões com camadas muito espessas de poeira cósmica, que bloqueiam o brilho das estrelas que existem por lá.

A imagem foi feita com o instrumento Wide Field Imager, instalado em um telescópio no Chile pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), projeto que conta com participação brasileira.

Fonte: Notícias

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Eclipse raro mostra Vênus e Lua crescente no Japão


Fenômeno pôde ser visto na cidade japonesa de Sapporo.
Trânsito de Vênus durou cerca de 40 minutos.

Moradores da cidade de Sapporo, no norte do Japão, puderam observar um fênomeno raro: eclipse envolvendo Vênus transitando sobre a Lua crescente, que durou cerca de 40 minutos. (Foto: Kyodo News / AP Photo)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Câmeras do robô Curiosity


Quando o jipe-robô Curiosity enviou a primeira foto de Marte muitas pessoas criticaram a qualidade da imagem, dizendo que não era possível que com tanta tecnologia disponível a Nasa fosse fotografar Marte com câmeras tão ruins ou com resolução tão baixa. Mas não é bem assim.

Antes de falar sobre algumas das câmeras que foram enviadas para a missão, é importante destacar que as primeiras imagens enviadas não tinham o objetivo de fotografar o planeta em alta resolução. Era somente uma forma do Curiosity dizer "Cheguei. Vejam o local do pouso!".

Meteoros no fim de semana passado

A chuva de meteoros Perseidas atingiu sua plenitude no final de semana passado. O seu máximo ocorreu por volta das 3h, na madrugada de sábado (11) para domingo (12), quando uma taxa de um ou dois meteoros por minuto é esperada. O problema é que a Lua atrapalhou um pouco. Estamos na fase minguante e apenas os meteoros mais brilhantes puderam ser vistos.

Mas como acontece uma chuva de meteoros?

Sempre que um cometa trilha sua órbita no Sistema Solar, ele deixa um rastro de destroços, pequenos pedaços de rocha e gelo. Esse rastro não é exatamente uma linha, nem um caminho estreito. Pelo contrário, os destroços vão se espalhando, ainda mantêm o traçado da órbita, mas lembram muito mais uma nuvem de detritos.

Todas as vezes que a Terra cruza esse rastro de destroços, aumenta o número de meteoros que entram na nossa atmosfera. Em um lugar escuro, é possível observar um ou outro meteoro riscando o céu – as populares estrelas cadentes. Porém, quando a Terra atinge esse rastro, é possível notar muito mais meteoros cruzando os céus.

No fim de semana passado, a Terra cruzou a órbita do cometa Swift-Tuttle, e com isso “varreu” seus pedaços. Olhando para o céu, os meteoros surgiram de uma região específica, chamada de radiante, neste caso na constelação de Perseu. Daí o nome de Perseida.


A constelação de Perseu está muito ao norte, portanto quanto mais para o norte você estivesse, melhor seria para observar. A Terra começou a adentrar a nuvem de destroços já na sexta-feira (10) e foi possível notar um aumento no número de meteoros cruzando o céu. O máximo foi esperado para a madrugada de domingo (12), mas ainda na noite de segunda (13) será possível observar a chuva.

E como observar os Perseidas? Antes de tudo, procure um local escuro e olhe para o norte – você pode se guiar pela Lua. O norte estará à esquerda e abaixo, quanto mais tarde melhor. Para compor o cenário, lá pelas 3 da manhã, Júpiter estará abaixo e à direita da Lua.

Veja um vídeo da chuva de meteoros visto no País de Gales e algumas fotos desse espetáculo natural pelo mundo:

Meteoro passa sobre pedras naturais na vila de Kuklici, na Macedônia (Foto: Ognen Teofilovski/Reuters)

Imagem feita após longa exposição mostra 'chuva de meteoros' atrás de árvore (Foto: Amir Cohen/Reuters)

Filamento em forma de 'chicote' é visto sobre a superfície do Sol

Arco escuro é formado por nuvens frias e se estende por 800 mil km.
Registro foi feito esta semana pela Nasa, que também divulgou um vídeo.

Uma nova imagem feita pelo Observatório de Dinâmica Solar da agência espacial americana (Nasa) mostra um longo filamento, em forma de "chicote", sobre a superfície do Sol.

Filamento mais escuro sobre o Sol, visto no centro da imagem, é formado por nuvens frias (Foto: Nasa/SDO)

Esse arco mais escuro, que se estende por mais de 800 mil km ao redor da nossa principal estrela, é formado por nuvens frias que são "amarradas" ao Sol por forças magnéticas instáveis.

O registro ocorreu entre segunda (6) e quarta-feira (8) e foi divulgado agora pela Nasa, que também fez um vídeo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Estrelas Super Massivas com 300 vezes a massa do Sol

Em 2010 os cientistas descobriram quatro estrelas de tamanho monstruoso, tendo a mais pesada cerca de 300 vezes a massa do Sol. Apesar de sua luminosidade incrível, estes objectos exóticos, localizados no aglomerado de estrelas gigantes R136 na galáxia vizinha Grande Nuvem de Magalhães, até agora não foi encontrado em nenhum outro lugar. Agora, um grupo de astrônomos da Universidade de Bonn tem uma nova explicação: as estrelas ultra massivas foram formadas a partir da fusão de estrelas mais leves em sistemas binários apertados. A equipe quer apresentar os seus resultados em avisos do jornal mensal da Royal Astronomical Society.


Uma imagem da estrela Wolf-Rayet R136a1, a estrela mais maciça conhecida. Crédito: Wikipedia.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Curiosity se aproxima de seu destino

O rover Curiosity da NASA vai pousar em solo marciano no próximo 6 de agosto as 02:31(hora de Brasília), ela tem a missão de procurar sinais de que o planeta já tenha sido hospitaleiro à vida.
Essa missão é especial pois para a Curiosity pousar ela utilizara um preciso sistema de guindaste aéreo a jato, tudo isso devido ao tamanho e a massa de cerca de 1 tonelada na Terra e 345 Kg em gravidade marciana.