sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O METEORITO DE BENDEGÓ

O Meteorito de Bendegó é o maior meteorito brasileiro já encontrado, tem dimensões de 2,2m x 1,45m x 0,54m. Foi achado em 1784 por um menino chamado Bernardino da Mota Botelho enquanto este cuidava do gado de sua família, seu pai Joaquim da Motta Botelho informou as autoridades da época sobre a grande pedra encontrada.

O governador da Bahia, muito interessado na descoberta e crendo que se tratava de uma pedra composta de ouro e prata, encarregou a tarefa de trazer a pedra para a capital Salvador ao Capitão-Mor de Itapicurú, Bernardo Carvalho da Cunha. A primeira tentativa de remoção do artefato se deu em 1785 mas fracassou quando a carroça que levava o meteorito despencou desfiladeiro abaixo 180m do ponto de queda até o leito do riacho de Bendegó, não tendo meios de retira-la do leito ela foi la abandonada.


Em 1810, o químico A. F. Mornay, contratado pelo governo da Bahia para investigar fontes de água mineral, visitou o local, retirou amostras para análise, vindo a constatar mais tarde que o artefato era um meteorito de verdade, composto de ferro e 6,5% de níquel.

Em 1883 o professor Orville Derby, do Museu Nacional, tomando conhecimento do meteorito contatou o engenheiro da Estrada de Ferro Inglesa (British Rail Road) , que construía uma extensão da estrada de Monte Santo a Salvador, que o notificou que, em breve, a estrada alcançaria o ponto mais próximo ao meteorito, ou seja, cerca de 100 km de distância, em terrenos montanhosos. Contudo, os custos do transporte estariam bem acima das possibilidades do Museu.

"Em 1886, o Imperador D. Pedro II tomou conhecimento do fato pela Academia de Ciências de Paris, durante uma visita à França, prontificando-se a providenciar o transporte de peça tão importante para o Rio de Janeiro, assim que retornasse ao Brasil. O Imperador chamou o Sr. José Carlos de Carvalho, um oficial aposentado da Guerra do Paraguai, primo do engenheiro da Estrada de Ferro Inglesa contatado por Derby anos antes. Informando-se das possibilidades do transporte, José Carlos de Carvalho procurou apoio da Sociedade Brasileira de Geografia, a qual tomou todas as providências para que o transporte fosse efetuado. A Sociedade encarregou-se, principalmente, da parte financeira, conseguida por intermédio de um generoso patrocínio do Barão de Guahy...".

A remoção foi conseguida em 1887, a custa de muito esforço e dedicação dos integrantes da expedição que levou 126 dias para conseguir entrega-lo na estação de Jacuricy onde foi realizado uma cerimônia e construído um memorial, tudo registrado pelo Cap. Carvalho em seu relatório de viagem.

Após algumas exposições foi levado para o Museu Nacional no Rio de Janeiro onde se encontra em exposição.

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