quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Vazamento de energia inter-universos pode revelar mundos paralelos

Experimentos recentes não confirmam e nem descartam a teoria dos multiversos.[Imagem: Peiris et al.]

Realidades alternativas


Quando um físico afirma ter uma ideia para um experimento de laboratório que pode ser capaz de detectar a existência de mundos quânticos paralelos - mais conhecidos como multiversos - a reação padrão é dar um sorriso amarelo e sair de fininho.

Mas quando o físico em questão é um ganhador do Prêmio Nobel, mais precisamente o Dr. Frank Wilczek, é provavelmente uma boa ideia não ir saindo tão rápido.

Sua ideia, ainda em estágio preliminar, é que pode ser possível detectar "vazamentos de energia" fluindo entre realidades alternativas - as "multiversalidades", como ele as chama.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Série de animações da USP mistura ciência e rock’n’roll

Astrônoma se inspirou no próprio filho para lançar animações que ensinem ciência e espírito crítico para jovens


Qual é a melhor forma de despertar vocações científicas e espírito crítico nos jovens? Para Jane Gregorio-Hetem, astrônoma livre-docente do Instituto de Astronomia da USP, é falando a língua deles. Foi o que motivou a professora a dar início a uma série de animações um tanto irreverentes, cujo personagem principal é o jovem Rockstar, um garoto questionador e apaixonado por rock’n’roll. “Quis mostrar a ciência como uma coisa interessante e acessível”, explica Jane, que na hora da criação se inspirou no próprio filho.

No segundo episódio, o tema do surgimento das moléculas de água já é apresentado de forma atraente, como sendo um mistério. Com um toque de solos de guitarra, o assunto vai sendo desenvolvido através do diálogo entre Rockstar, um átomo de oxigênio e dois de hidrogênio, que juntos formam a água. O processo é explicado desde a aglutinação dessas partículas no espaço interestelar, até o transporte da água via cometas e asteroides, chegando na Terra.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Marcianos não encontrados: Curiosity não encontra metano em Marte

O instrumento TLS (Tunable Laser Spectrometer),
montado no robô Curiosity, não encontrou
qualquer sinal de metano em Marte.
[Imagem: NASA]
O robô Curiosity não encontrou qualquer sinal de metano na atmosfera de Marte.

O resultado foi recebido como um balde de água fria pelos pesquisadores, uma vez que dados anteriores, coletados por sondas espaciais e telescópios, foram interpretados como detecções positivas e muito significativas.

A presença de metano na atmosfera de Marte é uma questão de grande interesse porque o metano pode ser um sinal potencial de vida, embora o gás também possa ser produzido por fontes não biológicas.

Na Terra, cerca de 90% do metano presente na atmosfera é emitido por coisas vivas ou restos de vida passada.

O gás também pode ser produzido por processos geológicos ou pode ser trazido por asteroides ou cometas.

Os instrumentos do Curiosity analisaram amostras da atmosfera marciana em busca do metano seis vezes, de outubro de 2012 até junho de 2013 - e todos os resultados foram iguais: zero metano.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Força da gravidade pode não ser constante

Está é uma parte do mapa da gravidade terrestre de mais alta resolução feito até hoje. [Imagem: Christian Hirt]

Mapa da gravidade


Recentemente, uma equipe da Austrália e da Alemanha usou dados coletados pelos ônibus espaciais para criar os mapas da gravidade terrestre de mais alta resolução feitos até hoje.

Quando os mapas ficaram prontos, contudo, o resultado surpreendeu a todos: os dados revelam variações gravitacionais até 40% maiores do que se considerava anteriormente.

"Nossa equipe calculou a gravidade em queda livre em três bilhões de pontos - um ponto a cada 200 metros - para criar estes mapas da gravidade de mais alta resolução já feitos. Eles mostram mudanças sutis na gravidade sobre a maioria das áreas terrestres da Terra," disse o professor Christian Hirt, membro da equipe.

Os dados indicam que a gravidade mais forte na superfície da Terra fica próxima ao Pólo Norte, enquanto a menor fica no alto dos Andes, na montanha Huascaran.

Poderia parecer intuitivo que a gravidade dependesse do relevo, mas a diferença de massa gerada pelo relevo terrestre é ínfima em relação ao planeta como um todo - na verdade, o que está mesmo em jogo são variações na densidade do material abaixo de cada ponto medido, da superfície até o núcleo da Terra.

Mas a coisa pode ser mais complicada do que isso.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sonda Voyager 1 deixa Sistema Solar e entra no espaço interestelar

A Voyager 1 é o primeiro objeto fabricado pelo homem a chegar ao espaço interestelar, fora da zona de influência da nossa estrela.[Imagem: NASA]

Sonda interestelar


Em uma disputa acadêmica que promete entrar para os anais da ciência, a NASA admitiu oficialmente que a sonda Voyager 1 deixou o Sistema Solar.

Lançada em 1977, agora a uma distância de quase 20 bilhões de quilômetros do Sol, a Voyager 1 é o primeiro objeto fabricado pelo homem a chegar ao chamado espaço interestelar, fora da zona de influência da nossa estrela.

Os dados indicam que a sonda espacial deixou a chamada heliosfera, a "bolha" de partículas carregadas e quentes que envolvem o Sistema Solar, entrando em uma região mais fria.

Os instrumentos da Voyager indicam que a densidade do plasma ao seu redor agora é consistente com as previsões teóricas sobre como deve ser o espaço interestelar.

Os dados coletados entre 9 de Abril e 22 de Maio deste ano indicam que a Voyager 1 está em uma região do espaço com uma densidade de elétrons de 0,08 por centímetro cúbico - os modelos descrevem o espaço interestelar com uma densidade entre 0,05 e 0,22 elétrons por centímetro cúbico.

Contudo, os dados mostraram leituras semelhantes desde Agosto de 2012 - a conclusão final da equipe é que a Voyager 1 deixou o Sistema solar exatamente no dia 25 de Agosto de 2012.

É aí que a controvérsia começa.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Começa busca pela Energia Escura

Serão observadas em torno de 100 milhões de estrelas de nossa galáxia e suas vizinhas no espaço. [Imagem: Reidar Hahn/DES]

Caça às escuras


O projeto DES (Dark Energy Survey) começou oficialmente suas observações.

O objetivo do projeto é entender porque a expansão do universo está se dando de forma acelerada - ao invés de desacelerar pelo efeito da gravidade - e sondar a misteriosa energia escura, que se acredita ser a causa desse fenômeno.

Instalada no Chile, a câmera de 570 megapixels do DES (DECam) será utilizada, nos próximos cincos anos, para mapear um oitavo do céu, ou 5 mil graus quadrados, com um detalhamento sem precedentes.

Este é o ponto culminante de dez anos de planejamento, construção e testes realizados por 25 instituições em seis países, incluindo o Brasil.