sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Se pousarmos em Europa, o que devemos procurar?

Com informações da NASA - 29/11/2013

Visão simulada da superfície da lua Europa, de Júpiter.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Europa, de Júpiter


A maioria do que os cientistas sabem da lua Europa de Júpiter eles aprenderam a partir de uma dúzia de voos rasantes feitos pelas sondas Voyager 2, em 1979, e, principalmente, pela Galileo, na segunda metade da década de 1990.

Mesmo com encontros muito passageiros, foi possível ver um mundo fraturado, coberto de gelo, e com tentadores sinais de um oceano de água líquida sob a superfície.

Um ambiente assim pode ser um local acolhedor para a vida microbiana - no mínimo.

Mas, se formos enviar uma nova sonda espacial, capaz de pousar na superfície de Europa, o que realmente deveríamos procurar e como deveríamos conduzir as pesquisas?

Em busca de respostas, a NASA contratou uma equipe de cientistas especializados para discutir os objetivos científicos de uma missão espacial que pudesse pousar na superfície de Europa.

"Se um dia os seres humanos enviarem uma sonda robótica para a superfície de Europa, nós precisamos saber o que procurar e quais ferramentas ela deveria ter," justificou Robert Pappalardo, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Foguete russo bate recorde de satélites colocados em órbita

Lista dos 32 satélites colocados em órbita pelo antigo míssil nuclear. No destaque, o PocketPUCP-Sat, o menor satélite artificial totalmente funcional já lançado. [Imagem: Dombarovsky/Nader/st2nh]

Mísseis em missão de paz


Um antigo míssil nuclear, fabricado em 1984 na antiga União Soviética, bateu o recorde de quantidade de objetos lançados simultaneamente ao espaço.

O foguete DNEPR, convertido para missões de paz, foi lançado a partir de um silo de míssil nuclear também convertido em plataforma de lançamento espacial, em Dombarovsky, na Rússia.

Foram levados com sucesso ao espaço nada menos que 32 satélites, a maior parte CubeSats, pequenos satélites de pesquisa do tamanho de uma caixa de sapatos ou menores.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sonda MAVEN parte em busca da atmosfera perdida de Marte

Os oito instrumentos científicos da MAVEN vão tentar explicar como o planeta vermelho perdeu sua atmosfera.[Imagem: NASA]

A NASA lançou hoje a sonda espacial MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution), deverá chegar a Marte em Setembro de 2014.

O grande objetivo da missão é estudar as mudanças climáticas do planeta e tentar responder à questão crucial sobre o planeta vermelho: Se Marte já teve uma atmosfera, como ele a perdeu?

Todos os estudos feitos até agora parecem indicar que Marte foi um planeta rico em água no passado remoto, mas hoje é totalmente seco e possui uma atmosfera com uma densidade equivalente a 1% da densidade da atmosfera terrestre.

Analisando a atmosfera superior do planeta e medindo as taxas atuais de perda atmosférica, os oito instrumentos científicos da MAVEN poderão lançar alguma luz sobre essa hipotética transição de Marte, de um planeta quente e úmido, para o mundo deserto e frio registrado pelos robôs que andam em sua superfície.

A sonda também deverá aumentar a capacidade de comunicação dos robôs Curiosity e Opportunity, atualmente na superfície de Marte.

"A sonda MAVEN vai se juntar às nossas sondas e rovers já em Marte para explorar uma outra faceta do planeta vermelho e nos preparar para missões humanas até lá por volta de 2030," disse o administrador da NASA, Charles Bolden.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Físicos querem construir o VLHC, o sucessor do LHC

É ou não é?

O LHC sofreu grandes atrasos por problemas
nos seus circuitos supercondutores de 14 teslas.
O VLHC precisaria de magnetos de 20 teslas.
[Imagem: CERN]

Poucas descobertas científicas mostraram-se tão controversas quanto o bóson de Higgs.

A "partícula-campo" surgiu como "um bóson, talvez de Higgs", e logo foi promovida para "um bóson de Higgs" (mas não "o").

Depois disso, bastou o tempo, mas nenhum novo artigo científico, para que os artigos indefinidos e os pudores fossem esquecidos, e a coisa passasse a ser conhecida como "o" autêntico e verdadeiro "bóson de Higgs".

É claro que a aproximação do anúncio do Prêmio Nobel e a crescente preocupação dos físicos em mostrar que os investimentos de bilhões de dólares dão resultados também contribuíram para essa mudança "sutil".

O problema é que não se espera muitas revelações mais sobre o assunto vindas do LHC, mesmo quando ele voltar a funcionar em 2015, eventualmente com a potência inicialmente projetada - 14 teraelétron-Volts (TeV) - que não foi alcançada até agora.

Assim, os físicos já estão se antecipando: eles querem um acelerador ainda maior, muito maior do que o LHC.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Um asteroide com 6 caudas pode ser chamado de cometa?

As caudas do P5 vão se revelando a cada nova observação. [Imagem: NASA/ESA/D. Jewitt et al.]

Cometa ou asteroide?


No dia 27 de Agosto passado, Marco Micheli e seus colegas do telescópio Pan-STARRS (Mauna Kea, Havaí) descobriram o que deveria ser um asteroide.

Mas não era um asteroide comum: o P/2013 P5 se parecia mais com um cometa giratório, emitindo jatos de alguma coisa para o espaço como se fosse um irrigador de jardim.

Os astrônomos responsáveis pelo Hubble logo se interessaram pela descoberta e, menos de um mês depois, o telescópio espacial já estava apontado para o asteroide/cometa.

Embora o corpo celeste esteja em uma órbita de asteroides, ele se parece em tudo com um cometa, com longas caudas formadas por alguma coisa - eventualmente poeira - ejetada para o espaço.

Como ninguém havia visto nada parecido antes, os astrônomos continuam coçando a cabeça para encontrar uma explicação adequada para o seu corpo celeste misterioso.

A confusão é tamanha que a NASA emitiu nota chamando o objeto de asteroide, mas os astrônomos publicaram seu artigo científico chamando-o de cometa.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Fotos de expedição na Antártica fazem a Terra parecer um mundo alienígena


Algum dia, os exploradores humanos pousarão uma nave na superfície de Europa, Encélado, Titã, ou algum outro mundo congelado e investigarão em primeira mão os segredos escondidos abaixo de sua superfície gelada. Quando esse dia chegar – e todos nós esperamos que seja logo – a cena que esses exploradores observarão pode se parecer com as fotos publicadas nesse post.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Índia lança sonda Mangalyaan rumo a Marte


Corrida espacial asiática
[Imagem: ISRO]


A Índia lançou no dia 05/10 com sucesso sua primeira missão a Marte.

A sonda Mangalyaan (veículo de Marte) permanecerá em órbita da Terra até 1º de dezembro, quando seus motores serão acionados para aproveitar a janela de proximidade de Marte com a Terra.

Começará então a jornada de 400 milhões de quilômetros, que deverão ser percorridos em 300 dias. A expectativa é que a Mangalyaan chegue a Marte em 24 de setembro de 2014.

Se todas as etapas forem cumpridas com sucesso, a Índia passará ao seleto grupo de países com tecnologia para exploração interplanetária.

Apenas Estados Unidos, Rússia e União Europeia conseguiram enviar sondas a Marte até agora.

O Japão (2003) e a China (2011) também tentaram, mas sem sucesso. Por isso, já se fala em uma "corrida espacial asiática".

Superar a China não será um feito pequeno para o programa espacial indiano, que conta com 16 mil cientistas e um orçamento de US$ 1 bilhão.

Metano de Marte


A sonda Mangalyaan pesa 1.340 quilos e leva cinco instrumentos para estudar a topografia, a mineralogia e a atmosfera de Marte.

Como vem sendo construído há vários anos, o projeto indiano centrou-se sobretudo na procura por metano.

Em 2009, a NASA anunciou a descoberta de volumes enormes de metano na atmosfera de Marte.

Contudo, em Setembro deste ano, quando a Mangalyaan já estava pronta, o robô Curiosity desmentiu as conclusões anteriores:


Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Busca pela matéria escura tem dois fracassos em uma semana

A 1.500 metros de profundidade, o detector LUX fica mergulhado em uma piscina e envolto em titânio para protegê-lo de qualquer tipo de radiação conhecida. [Imagem: Carlos Faham/LUX Dark Matter Experiment]

WIMPs


A procura pela matéria escura apresentou dois insucessos na semana passada.

O detector LUX (Large Underground Xenon), o mais sensível construído até hoje, durante os três primeiros meses de seu funcionamento não conseguiu encontrar qualquer evidência de partículas que possam constituir a matéria escura.

Pior do que isso, ele descartou resultados anteriores do detector CDMS (Cryogenic Dark Matter Search), que havia registrado alguns eventos promissores.

Instalado a 1.500 metros de profundidade, o experimento LUX fica no fundo de uma mina no estado de Dakota do Sul, nos Estados Unidos, para proteger seus sensíveis detectores dos raios cósmicos e outras radiações de fundo.

O detector é formado por um tanque de titânio de 2 metros de altura, cheio com 350 kg de xenônio líquido resfriado a -108° C.

Ele foi projetado para detectar hipotéticas partículas de matéria escura chamadas WIMPs (partículas massivas de interação fraca, na sigla em inglês) que, se existirem, deverão ocasionalmente colidir com os átomos de xenônio no tanque.

Após três meses de coleta de dados, o instrumento não registrou nenhuma colisão - se os dados obtidos anteriormente no experimento CDMS estivessem corretos, o LUX deveria ter registrado 1.600 colisões.