sábado, 27 de dezembro de 2014

Por que a Terra está se afastando do Sol?


NASA


Sol distante

A distância entre o Sol e a Terra é conhecida como Unidade Astronômica, ou simplesmente UA, uma espécie de "quilômetro espacial", usada para expressar as enormes distâncias interplanetárias. Uma Unidade Astronômica mede 149.597.870,696 km.

A medição mais precisa feita até hoje dessa distância entre o Sol e a Terra foi concluída em 2004 pelos astrofísicos russos Gregoriy A. Krasinsky e Victor A. Brumberg. E, ao término de seu trabalho, eles fizeram uma descoberta surpreendente: a Terra está se afastando do Sol a uma velocidade de 15 centímetros por ano.

Resfriamento global no futuro

Quinze centímetros por ano não parece ser muito, talvez apenas o suficiente para permitir uma previsão de que a Terra terá problemas de resfriamento global em algumas centenas de milhões de anos. Mas é o suficiente para exigir uma explicação. Afinal de contas, o que está afastando a Terra do Sol?

A explicação que primeiro se ofereceu foi a de que o Sol está perdendo massa, via fusão nuclear e pela emissão dos ventos solares. Perdendo massa, ele perderia sua força gravitacional e permitiria que os planetas ao seu redor se afastassem.

Outras possibilidades levantadas incluíram alterações na constante gravitacional G, efeitos da expansão do Universo e até influências da matéria escura. Mas nenhuma delas passou pelo crivo da comunidade científica.

Marés solares

Agora, Takaho Miura e seus colegas da Universidade de Hirosaki, no Japão, elaboraram uma nova explicação para o afastamento da Terra em relação ao Sol. O artigo científico deverá ser publicado em breve no periódico Astronomy & Astrophysics, mas a proposta foi adiantada em uma reportagem da revista New Scientist.

Segundo os cientistas japoneses, o Sol e a Terra estão literalmente empurrando-se mutuamente devido à interação de suas marés.

O fenômeno é o mesmo que explica o afastamento da Lua em relação à Terra: as marés que a Lua levanta em nossos oceanos estão gradualmente transferindo energia rotacional para o movimento lunar. Como resultado, a cada ano a órbita lunar aumenta cerca de 4 centímetros, e a velocidade de rotação da Terra diminui em 0,000017 segundos.

O tempo de fato está passando mais lentamente

Dezessete milissegundos por ano é outro dado nada apocalíptico, mas o suficiente para projetar que, ao contrário do que o senso comum aponta, ao invés do tempo estar passando mais rápido, ele de fato passa cada dia mais lentamente - literalmente 0,000017 segundos por ano - e os dias terrestres tenderão a ficar maiores no futuro.

Da mesma forma, afirmam os cientistas, a massa da Terra está causando o levantamento de marés na superfície do Sol, o que explica uma diminuição na rotação do Sol em 0,00003 segundos (3 milissegundos) por ano. Ao perder momento angular, o Sol permite que a distância entre ele e a Terra aumente gradualmente.

Embora já tenha sido aceito para publicação, o que significa que os revisores verificaram que a proposta é cientificamente válida, será necessário que outros astrofísicos avaliem os métodos e cálculos dos pesquisadores japoneses antes que se possa considerar esta como sendo a explicação "oficial" para o já bem documentado afastamento entre o Sol e a Terra.




quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Terra tem "escudo invisível" contra radiação cósmica

Em busca de uma explicação para o escudo antirradiação, a equipe está centrando as atenções na plasmafera (em roxo), uma nuvem de gás carregado que circunda a Terra. [Imagem: NASA/Goddard]

Radiação cósmica


Cientistas de uma missão da NASA se dizem perplexos com o que acabam de descobrir: um escudo antirradiação em torno da Terra que é uma verdadeira "barreira impenetrável no espaço" - ao menos para partículas cósmicas de alta energia.

Os cinturões de Van Allen, anéis de partículas carregadas mantidos pelo campo magnético da Terra, são conhecidos há décadas. Mais recentemente, as duas sondas gêmeas Van Allen (a missão originalmente se chamava RBSP (Radiation Belt Storm Probes) descobriram um novo cinturão de radiação ao redor da Terra.

Mas o que estas mesmas sondas descobriram agora é diferente.

Embora os cinturões de Van Allen protejam a Terra de grande parte da radiação espacial, os cientistas acreditavam que a radiação mais forte, consistindo de elétrons de energia muito alta, só era barrada aos poucos, conforme as partículas se aproximavam e colidiam com os átomos da atmosfera.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Metade das estrelas pode estar fora das galáxias

Este gráfico ilustra como a equipe mediu um brilho difuso de infravermelho preenchendo de luz os espaços entre as galáxias. Em primeiro lugar, imagens do céu foram coletadas em vários voos de foguetes - uma pequena parte da imagem é mostrada à esquerda. O próximo passo foi remover todas as estrelas e galáxias conhecidas. Os dados restantes revelam padrões de grande escala de luz com aglomerados que são maiores do que as próprias galáxias (centro). Suavizando os dados, é possível ver os padrões de grande escala (à direita).[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Luz de Fundo Extragaláctica


Astrônomos acreditam ter encontrado indícios de que metade das estrelas do Universo não faz parte de galáxias, vagando isoladas pelo enorme espaço intergaláctico.

Há muito se debate a origem da "Luz de Fundo Extragaláctica" (LFE) - as galáxias conhecidas não emitem luz suficiente para explicar todo o brilho que é captado quando observamos o céu - essa radiação fica na faixa infravermelha do espectro.

Há cerca de 10 anos, uma equipe usou dados do telescópio espacial Spitzer para concluir que esse brilho de fundo tinha sido emitido pelas galáxias primordiais, há muito tempo destruídas ou fundidas para formar a atual população de galáxias conhecidas.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Metro cúbico mais frio do Universo vai desvendar antimatéria

Nada no Universo conhecido, natural ou feito pelo homem, é tão frio quanto o interior da câmara do experimento Cuore.[Imagem: Cuore/Laboratório Nacional Gran Sasso]

Frio universal


Enquanto a NASA se prepara para criar a matéria mais fria do universo dentro da Estação Espacial Internacional, em um laboratório subterrâneo na Itália, uma equipe internacional de cientistas já criou o metro cúbico mais frio de que se tem notícia.

A câmara, aproximadamente do tamanho de uma geladeira, atingiu 6 milliKelvin, ou -273,144º C.

O teste é uma preparação para um estudo inédito sobre os neutrinos, partículas um tanto fantasmagóricas que podem ser a chave para a existência da matéria, esta matéria de que somos feitos.

A colaboração responsável pela refrigeração recorde é chamada CUORE (Cryogenic Underground Observatory for Rare Events, ou Observatório Criogênico para Eventos Raros). A colaboração CUORE é formada por 157 físicos da Itália, China, EUA, Espanha e França, e está trabalhando nas instalações subterrâneas do Laboratório Gran Sasso, na Itália.

"Nós estamos construindo este experimento há quase dez anos," conta Yury Kolomensky, da Universidade da Califórnia em Berkeley. "Esta é uma tremenda façanha de criogenia. Nós superamos a meta dos 10 milliKelvin. Nada tão grande no Universo jamais foi tão frio."

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O Universo pode ser mais velho do que parece

David Bradley - Inderscience - 31/10/2014

Estrela mais velha que o Universo

A estrela Matusalém mereceu os olhares do
radiotelescópio ALMA já na sua inauguração.
[Imagem: DSS/STScI/AURA/Palomar/Caltech/UKSTU/AAO]

Quando os astrônomos calcularam pela primeira vez a idade da estrela HD 140283, que fica a uns meros 190 anos-luz da Terra, na constelação de Libra, eles ficaram confusos.

Esta estrela rara parece ser tão antiga que foi rapidamente apelidada de estrela Matusalém.

É uma sub-gigante pobre em metais, com uma magnitude aparente de 7,223. A estrela é conhecida há cerca de um século como uma estrela de alta velocidade, mas a sua presença em nossa vizinhança solar e sua composição estavam em desacordo com as teorias.

Além disso, a HD 140283 não era apenas uma esquisitice do início do Universo, formada pouco tempo depois do Big Bang. Na verdade, ela parece ter 14,46 bilhões de anos de idade - o que a torna mais velha do que o próprio Universo, atualmente estimado em seus 13,817 bilhões de anos (idade estimada a partir da radiação cósmica de fundo de micro-ondas).

É claro que, em última análise, revelou-se que as margens de erro na estimativa da idade da estrela Matusalém são maiores do que a pesquisa original sugeriu - os astrônomos adicionaram uma margem de erro de 800 milhões de anos. As barras de erro podem torná-la muito mais jovem, o que faz com que esteja entre os objetos estelares mais antigos conhecidos no Universo, mas, certamente, dentro dos limites de tempo desde o Big Bang.

Mas, o que dizer desse igualmente possível limite superior de idade? Existe a possibilidade de que esta estrela possa de alguma forma ser tão antiga quanto as medidas originais sugeriram, mas ainda estar "deste lado do Big Bang"?

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

É possível comprovar a aceleração do Universo?

Com informações da APS

A observação direta da aceleração do Universo pode ser obtida medindo variações de velocidade em nuvens de hidrogênio intergalácticas.[Imagem: APS/Alan Stonebraker/Wikimedia Commons/Diceman Stephen West]

Hipóteses não comprovadas


Depois dos questionamentos lançados sobre a inflação pós-Big Bang, agora é a vez de os astrofísicos tentarem se livrar dos incômodos ligados à aceleração cósmica.

O principal suporte observacional para a teoria da aceleração do Universo vem de dados coletados de supernovas.

Em 1998, astrônomos detectaram que algumas supernovas emitem uma luz fraca demais - portanto, estão mais distantes de nós do que seria esperado. Isso implica que o Universo está se acelerando, e não desacelerando, como as interações gravitacionais normais levavam a prever.

No entanto, esta conclusão pressupõe tanto a validade da relatividade geral de Einstein, quanto uma hipótese não comprovada - a de que o Universo seria homogêneo - a fim de derivar equações que relacionam a distância à velocidade e à luminosidade.

Três pesquisadores chineses afirmam agora que é possível escapar dessas indefinições usando radiotelescópios, que podem fornecer uma "observação mais direta" da aceleração do Universo medindo variações de velocidade em nuvens de hidrogênio intergalácticas.

Eles propõem algumas modificações na coleta de dados desses radiotelescópios, que seriam necessárias para alcançar uma medição da aceleração suficientemente precisa.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Apareceu um mistério no Aglomerado de Perseu

Imagine uma nuvem de gás na qual cada átomo seja uma galáxia inteira - o aglomerado Perseu é algo assim. [Imagem: NASA]

Aglomerado de Perseu


O Universo é um lugar grande, cheio de incógnitas. Mais uma delas acaba de ser catalogada com a ajuda do observatório de raios-x Chandra, da NASA.

"Eu não podia acreditar nos meus olhos. À primeira vista, o que descobrimos não pode ser explicado pela física conhecida," disse Esra Bulbul do Centro de Astrofísica da Universidade de Harvard.

Juntamente com uma equipe de mais meia dúzia de colegas, Bulbul vem utilizando o Chandra para explorar o aglomerado de Perseu, um enxame de galáxias a aproximadamente 250 milhões de anos-luz da Terra.

Imagine uma nuvem de gás na qual cada átomo seja uma galáxia inteira - o aglomerado Perseu é algo assim. É um dos objetos de maior massa conhecidos no Universo.

O agrupamento em si é imerso em uma enorme "atmosfera" de plasma superaquecido - e é aí que reside o mistério.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Antimatéria no espaço reacende interesse na matéria escura

Elétrons e antielétrons

Apesar de mostrar comportamentos muito
diferentes dos pósitrons e elétrons, quando os dados
são combinados eles revelam uma linha única suave e
crescente, um resultado intrigante, para o qual ainda
não há explicações. [Imagem: M. Aguilar et al. -
10.1103/PhysRevLett.113.121102]

A equipe do Espectrômetro Magnético Alfa (AMS-2 - Alpha Magnetic Spectrometer-2), um detector bilionário a bordo da Estação Espacial Internacional, apresentou novos dados confirmando o excesso de antielétrons, ou pósitrons, entre os raios cósmicos.

Os dados confirmam os resultados iniciais, anunciados no início do ano passado, e ampliam a precisão das medições dos elétrons e dos pósitrons vindos do espaço - entre os chamados raios cósmicos.

O fluxo de pósitrons é significativamente diferente do fluxo de elétrons acima dos 30 GeV, o que sugere que pósitrons e elétrons têm uma origem diferente, conforme já vinha sendo sugerido por diversos outros experimentos.

Os espectros de energia mostram comportamentos dos pósitrons e elétrons muito diferentes em diferentes energias.

Contudo, quando são combinados, eles formam uma linha única suave e crescente, um resultado intrigante, para o qual ainda não há explicações.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Matéria escura pode ter "sabores" misturados e evaporação quântica

Com informações da Universidade do Kansas - 19/09/2014

No escuro

Distribuição da matéria escura no Universo
calculado dentro do paradigma "matéria escura
de dois componentes de sabores misturados".
[Imagem: Mikhail V. Medvedev]

Os astrofísicos acreditam que cerca de 80% da matéria do nosso Universo é composta de uma misteriosa "matéria escura", que não pode ser percebida pelos sentidos humanos e nem detectada pelos instrumentos científicos.

A ideia vem das observações da enorme velocidade com que as galáxias giram. Deve haver alguma coisa que gere uma gravidade que evite que elas se esfacelem, arremessando estrelas para todos os lados - essa "alguma coisa" recebeu a denominação de matéria escura.

Como nenhum experimento conseguiu detectar qualquer indício da matéria escura até agora, há uma verdadeira corrida para tentar explicá-la de uma forma que faça mais sentido.

Mikhail Medvedev, professor de física e astronomia da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, está propondo agora um novo modelo para explicar a matéria escura, que ele batizou de "matéria escura multicomponente de sabores misturados."

A proposta está sendo levada tão a sério que mereceu a capa da revista Physical Review Letters, o periódico de maior prestígio no mundo da física.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Primeiro pouso em um cometa: veja os locais

Localização dos candidatos a local de pouso do módulo Philae.[Imagem: ESA/Rosetta]

Surpresas iniciais


Graças à informação detalhada reunida pela sonda espacial Rosetta durante as primeiras semanas estudando o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, foi possível identificar cinco locais candidatos à aterragem do módulo de pouso Philae, que deverá ocorrer em Novembro.

Até a chegada da nave Rosetta, o cometa 67P nunca tinha sido visto de perto, de forma que a identificação de um local adequado de aterragem para o módulo Philae, de 100 kg, só pode começar depois que a sonda entrou em órbita do cometa, o que aconteceu em 6 de agosto.

A aproximação do cometa já trouxe enormes surpresas. Até agora, acreditava-se que cometas eram cobertos de gelo, que evaporaria causando o surgimento da cauda. O gelo interno seria responsável pelas erupções e os jatos que eles emitem quando se aproximam do Sol, fazendo sua cauda crescer ainda mais.

Mas o 67P é uma rocha em tudo similar a um asteroide, coberta de poeira e apresentando crateras aparentemente de impacto, com bordas estranhamente salientes.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Poeira interestelar desafia teorias

Trilha de 35 micrômetros deixada pelo maior dos grãos de poeira analisados (bem no alto à esquerda), e o próprio grão (direita), que pesa 3 picogramas.[Imagem: Andrew Westphal et al. - 10.1126/science.1252496]

Poeira interestelar


As partículas capturadas pela sonda espacial Stardust, embora poucas, apresentam uma variação maior do que seria esperado para objetos capturados tão próximos em termos espaciais.

Isto está levando os pesquisadores a concluírem que esses grãos microscópicos são realmente poeira interestelar, e não resquícios gerados por impactos no próprio Sistema Solar.

A sonda usou um coletor de aerogel, um material extremamente leve e poroso, para capturar e partículas do cometa Wild 2, voando bem na sua cauda, e também partículas do espaço mais distante de qualquer objeto celeste, durante sua viagem.

As partículas são minúsculas, com diâmetros na faixa dos micrômetros, e só estão sendo encontradas graças a dezenas de milhares de voluntários do projeto de ciência-cidadã Stardust@home.

Em um processo que ainda não está finalizado, o aerogel precisa ser visualizado micrômetro por micrômetro em busca dos sinais de partículas, o que significa olhar detalhadamente para cerca de 1,5 milhão de fotografias.

Infelizmente, mais de 50 das partículas localizadas até agora foram liberadas pela própria sonda espacial, resultantes da abrasão de seus painéis solares. E outras foram localizadas no suporte de alumínio da "raquete" coletora, e não no próprio aerogel.

Os pesquisadores agora divulgaram os resultados da análise da composição química e estrutural de sete partículas, com uma massa total na casa dos picogramas - 1 picograma equivale a 1 trilionésimo de grama. Três delas foram encontradas no aerogel e quatro na estrutura de alumínio.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Nova teoria do Universo pode ser testada pelo Hubble

Impressão artística de uma vista do Sol a partir do Cinturão de Kuiper, onde está localizado o UX25.[Imagem: JHUAPL/SwRI]

Laboratório cósmico


Um candidato a planeta-anão, chamado UX25, e sua pequena lua, podem fornecer a primeira evidência experimental de um novo modelo cosmológico que inclui a antigravidade.

O modelo dispensa conceitos como matéria escura, energia escura e inflação cósmica.

A proposta de testar essa nova teoria observando o movimento dos dois objetos na borda do sistema solar foi anunciada por Alberto Vecchiato e Mario Gai, do Observatório Astrofísico de Turim, na Itália.

Em 1915, a ainda desconhecida Teoria Geral da Relatividade, de Albert Einstein, recebeu um grande impulso de credibilidade quando foi usada para explicar uma discrepância na órbita de Mercúrio que não poderia ser explicada apenas pela física newtoniana.

Agora, quase um século depois, Vecchiato e Gai calculam que o UX25 e seu minúsculo satélite - que orbitam o Sol no cinturão de Kuiper, além de Netuno - podem ser usados como um "laboratório natural" para testar esse modelo do Universo - para nós tão novo e ambicioso quanto a relatividade pareceu aos colegas de Einstein no início do século passado.

domingo, 10 de agosto de 2014

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Sonda Rosetta chega ao cometa e prepara-se para pousar

Este é o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, fotografado pela Rosetta a uma distância de 285 km. [Imagem: ESA]

Em órbita do cometa

Depois de uma jornada de mais de 10 anos - ela foi lançada em Fevereiro de 2004 -, a sonda espacial Rosetta entrou em órbita do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

Embora outras sondas já tenham perseguido e até se chocado com cometas, esta será a primeira vez que um cometa será orbitado de várias altitudes, estudado por um longo período e, mais aguardado ainda, uma sonda irá pousar suavemente sobre ele.

"Depois de dez anos, cinco meses e quatro dias viajando em direção ao nosso destino, circulando em torno do sol cinco vezes e com o marcador registrando 6.400 milhões de quilômetros, estamos muito satisfeitos em anunciar finalmente 'Estamos aqui'," comemorou Jean-Jacques Dordain, diretor geral da Agência Espacial Europeia (ESA).

Como as emissões do cometa são desconhecidas e imprevisíveis, a sonda Rosetta começará a estudá-lo de uma distância segura, em uma órbita triangular a cerca de 100 km de distância.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Uma breve história dos voos espaciais - em números

Com informações da New Scientist

Trinta e um astronautas têm as horas no espaço que teriam gasto em uma viagem de ida e volta a Marte.

Esta é apenas uma das revelações interessantes de uma plotagem de dados dos 52 anos de história da humanidade no espaço.

Para fazer a compilação, Gilles Clément e Angelia Bukley, da Universidade Espacial Internacional, na França, usaram informações publicamente disponíveis liberadas pelos programas espaciais dos EUA, Rússia e China.

Entre 12 de abril de 1961, quando Yuri Gagarin deu uma única volta ao redor da Terra a bordo da Vostok- 1, e dezembro de 2013, eles contaram os seres humanos que foram ao espaço, o tempo que eles passaram lá e quem eles eram.

Nós escolhemos os seis resultados mais interessantes, e então os colocamos em contexto, comparando-os com outras informações.

1. Astronautas são tão comuns quanto cientistas que ganharam o prêmio Nobel


Até 31 de dezembro de 2013, 539 pessoas haviam ido para o espaço, definido como chegar a uma altitude de 100 quilômetros ou mais. São cerca de 10 por ano, mais ou menos equivalente às 566 pessoas que já ganharam um prêmio Nobel em Física, Química e Fisiologia ou Medicina.

A análise de Clément e Bukley não incluiu os dois "astronautas comerciais" que pilotaram a SpaceShipOne em 2004, que ficaram no espaço por apenas alguns minutos.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Experimento vai criar matéria e antimatéria a partir da luz

Descrição básica do experimento - todas as tecnologias necessárias para realizá-lo já existem. [Imagem: Oliver Pike et al. - 10.1038/nphoton.2014.95]
Em 1934, os físicos Gregory Breit e John Wheeler apresentaram uma teoria que descreve como criar matéria a partir de luz pura.

Na época, eles descartaram a ideia de que tal fenômeno pudesse ser observado em laboratório por causa das dificuldades da criação do experimento necessário.

A proposta é criar matéria da forma mais básica possível, gerando partículas elementares.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

NASA disponibiliza visão de satélites em órbita


Quem nunca sonhou em ver o Planeta Terra de um jeito diferente? Ao lado das estrelas, direto do espaço. Se tudo isso parece meio impossível, a NASA pode tornar um pouco menos difícil do que parece. Ainda que você não entre em órbita…

Com o canal ISS, qualquer um poderá acompanhar ao vivo imagens (praticamente em tempo real) das câmeras entre os satélites localizados na órbita terrestre. Assim, mesmo longe de ser um astronauta, você poderá acompanhar a rotação do planeta como se estivesse em meio às estrelas.

Clique na imagem ou no link para ver o vídeo:



http://www.ustream.tv/channel/9408562

Fonte: Catraca Livre





sexta-feira, 25 de abril de 2014

Matéria Escura pode ter causado extinção dos dinossauros?


Com informações da Nature e New Scientist - 25/04/2014


Será a matéria escura responsável pelas "ondas de escuridão" que marcam as extinções em massa na Terra? [Imagem: APS/Alan Stonebraker]

Cometas e matéria escura


Dois físicos da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, estão propondo que a extinção dos dinossauros, e várias outras extinções em massa na Terra, podem ter sido causadas por cometas arremessados pela matéria escura.

É um cenário ainda longe de uma demonstração convincente, mas os argumentos parecem fazer sentido - o artigo que propõe a teoria foi aceito para publicação na principal revista de física do mundo.

Na verdade, embora a sequência de eventos que ligariam a matéria escura aos dinossauros, ou mesmo aos cometas, ainda seja muito tênue, a teoria parece estar agradando porque reúne duas grandes questões em aberto: a identidade da matéria escura e se existe um padrão para a queda de cometas na Terra.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Kepler-186F O Primeiro Planeta do "Tamanho" da Terra

Usando o telescópio espacial Kepler, da NASA, astrônomos descobriram o primeiro planeta do tamanho da Terra orbitando uma estrela na "zona habitável", o planeta está a uma distância de sua estrela onde a água pode permanecer líquida sobre a superfície do planeta.


Embora o tamanho de Kepler-186F é conhecido, a sua massa e composição não são. As pesquisas sugerem que um planeta do tamanho da Terra é rochoso.

Kepler-186F reside no sistema Kepler-186, a cerca de 500 anos-luz da Terra, na constelação do Cisne. O sistema também é o lar de outros quatro planetas que orbitam uma estrela da metade do tamanho e massa do nosso sol. A estrela é classificada como uma anã M, ou anã vermelha, uma classe de estrelas que compõe 70 por cento das estrelas na galáxia da Via Láctea.

Kepler-186F orbita sua estrela uma vez a cada 130 dias e recebe um terço da energia de sua estrela comparado ao que a Terra recebe do sol, colocando-o mais próximo da borda externa da zona habitável. Na superfície do Kepler-186F, o brilho da sua estrela ao meio-dia é tão brilhante como o nosso sol aparece-nos cerca de uma hora antes de anoitecer.



"Estar na zona habitável não significa que este planeta é habitável. A temperatura no planeta é fortemente dependente do tipo de atmosfera do planeta", disse Thomas Barclay, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da área da baía de Ames, e co-autor do artigo. "Kepler-186F pode ser pensado como um primo da Terra, em vez de um gêmeo-Terra. Ele tem muitas propriedades que se assemelham a Terra.

" Os quatro planetas companheiros, Kepler-186b, Kepler-186c, Kepler-186d, e Kepler-186e, orbitam em torno de seu sol a cada quatro, sete, 13 e 22 dias, respectivamente, tornando-se quente demais para a vida como a conhecemos. Estes quatro planetas interiores todos medem menos de 1,5 vezes o tamanho da Terra.

Os próximos passos na busca de vida distante são olhar para os verdadeiros terrestres gêmeos e medir as suas composições químicas. O telescópio espacial Kepler, que simultaneamente e continuamente mediu o brilho de mais de 150.000 estrelas, é a primeira missão da NASA capaz de detectar planetas do tamanho da Terra em torno de estrelas como o nosso sol.

Para quem levantar de madrugada, as 3:50 por exemplo, basta encontrar a constelação do Cisne no céu, o planeta Kepler-186f que pertence ao sistema Kepler-186 estará na "asa esquerda" dentro da área do Cisne. No sistema Kepler-186 existem agora cinco planetas conhecidos.



fonte: NASA http://www.nasa.gov/ames/kepler/nasas-kepler-discovers-first-earth-size-planet-in-the-habitable-zone-of-another-star/#.U1W4uVRdWBN
software Stellarium 0.12

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Eclipse Lunar em Campo Grande

As 00:53h começa oficialmente o eclipse lunar, a partir das 01:58 observadores a olho nu poderão contemplar o inicio do eclipse parcial. As 03:06 da manhã a lua estará completamento envolta em um misto de escuridão e tons vermelhos devido a refração dos raios solares pela atmosfera da Terra.


O pico do eclipse total será as 03:45 e voltara a ser penumbral as 04:24, e por fim terminando as 06:37 da manhã, porém em Campo Grande só poderemos ver até as 05:40 pois a Lua desapareça no horizonte oeste.

Para quem quiser observar outros corpos celestes, teremos Marte a esquerda da Lua durante a noite toda e o planeta saturno seguindo a dupla um pouco mais afastado, como pode ser observado na imagem abaixo.


terça-feira, 8 de abril de 2014

NASA vai disponibilizar mais de 1.000 programas gratuitamente


A NASA anunciou que irá disponibilizar ao público, sem nenhum custo, mais de 1.000 programas de computador.

Organizados em quinze categorias gerais, os softwares englobam uma grande variedade de aplicativos para uso na indústria, academia, agências governamentais, e também pelo público em geral.

"Software é um elemento cada vez mais importante na carteira de ativos intelectuais da agência, que compõem cerca de um terço de nossas invenções relatadas a cada ano," disse Jim Adams, do departamento de tecnologia da NASA. "Estamos muito animados de sermos capazes de tornar esses softwares amplamente disponíveis ao público com o lançamento de nosso novo catálogo de software."

Segundo Adams, os códigos disponibilizados representam as melhores soluções encontradas pela NASA para uma ampla gama de tarefas complexas.

Os programas disponibilizados incluem aplicativos para gerenciamento de projetos, ferramentas de design, tratamento de dados e processamento de imagens, assim como soluções para funções de suporte à vida, aeronáutica, análise estrutural e sistemas robóticos e autônomos.

O lançamento do catálogo de softwares da NASA será feito nesta quinta-feira, 10 de abril, através do site do setor de transferência de tecnologia da agência, no endereço http://technology.nasa.gov/.

Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 25 de março de 2014

Nanossatélites brasileiros serão lançados da Estação Espacial

Com informações da AEB e MCTI - 25/03/2014

Três nanossatélites brasileiros serão lançados em 2014 a partir da Estação Espacial Internacional.[Imagem: NASA]

Nanossatélites brasileiros


Três nanossatélites brasileiros serão lançados a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) no segundo semestre deste ano.

Para isso, a Agência Espacial Brasileira (AEB) assinou contrato com a Japan Manned Space Systems Corporation (JAMSS), parceira da Agência Espacial Japonesa (JAXA), que opera o laboratório espacial Kibo e o dispositivo de lançamento de nanossatélites.

Pelo acordo, serão lançados os nanossatélites AESP-14, Serpens (Sistema Espacial para a Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites) e UbatubaSat.

terça-feira, 18 de março de 2014

ERRATA DO CLUBE

Olá a todos aqueles que curtem a página do Clube e seguem o Blog e fanpage da Casa da Ciência.

Vimos por meio desta publicação pedir desculpas por um erro cometido por um de nossos monitores em entrevista à rede de televisão local TV Morena. No programa Bom Dia MS, que foi ao ar as 07:31 do dia de hoje, 18 de Março de 2014, o monitor Renan afirmou desatentamente que Vênus é o planeta mais próximo do Sol, porém na verdade sabemos muito bem que o planeta mais próximo do Sol é Mercúrio. Queremos ressaltar que foi um engano, uma falta de atenção ou nervosismo no momento de falar "em frente à câmera de TV".

Mercúrio fica a uma distância média de 57.910.000,00 quilômetros do Sol enquanto que Vênus fica a uma distância média de 108.200.000,00 quilômetros do Sol.

Todos aqueles que passaram pelo clube, monitores, professores e amigos têm um compromisso para com a população em geral, a de divulgação séria de ciências.

Obrigado a todos que nos acompanham a tantos anos, e esperamos poder continuar fazendo nossa parte, divulgando e mantendo o legado de milhares de gerações de nossos antepassados que viveram no planeta Terra.


Detecção de ondas gravitacionais reforça teoria do Big Bang

Com informações do CFA/Harvard - 18/03/2014

Somente as ondas gravitacionais que percorreram o espaço durante a inflação cósmica poderiam ter deixado estas marcas, garantem os pesquisadores.[Imagem: BICEP2 Collaboration]

Inflação cósmica


Quase 14 bilhões de anos atrás, o Universo explodiu em existência em um evento extraordinário chamado Big Bang.

Na primeira fração de segundo, ele expandiu-se exponencialmente, dobrando de tamanho 60 vezes em 10-32 segundo - um evento chamado inflação cósmica.

Tudo isso, é claro, era apenas teoria - até agora.

sábado, 15 de março de 2014

Nicolas Louis de Lacaille

Nascido em 15 de março de 1713 em Rumigny na França (falecido no dia 21 de marco de 1762 em Paris), o astrônomo francês mapeou as constelações visíveis do Hemisfério Sul, tendo nomeado 14 de todas a 88 constelações atuais. Catalogou aproximadamente 10 000 estrelas, calculou e tabulou uma lista de eclipses para 1800 anos.



Em 1739 Lacaille foi nomeado professor de matemática no Colégio Mazarin, Paris, e em 1741 foi admitido na Academia de Ciências. Ele liderou uma expedição (1750-1754) para o Cabo da Boa Esperança, onde determinou a tempo apenas dois anos as posições de cerca de 10.000 estrelas, muitas ainda referidas por seus números de catálogo. Suas observações na África do Sul da Lua, Vênus e Marte, em conjunto com observações semelhantes já realizadas no Hemisfério Norte, levou ao cálculo dos valores mais precisos para as distâncias entre esses corpos.

Antes de deixar o Cabo, Lacaille mediu o primeiro arco de meridiano na África do Sul. Após o seu regresso à França, em 1754, ele trabalhou sozinho na compilação de seus dados, e excesso de trabalho, aparentemente, apressou sua morte. Sua obra mais importante, Coelum Australe Stelliferum ("catálogo de estrelas do céu do sul") foi publicado postumamente em 1763, um ano após sua morte.

Entre outras obras de sua autoria destacam-se: Lições de Astronomia e Astronomiae Fundamenta (em 1757); Diário Histórico da Viagem ao Cabo da Boa Esperança; escritos vários de Geometria, Óptica, Mecânica e muitos outros.


fontes: http://www.britannica.com/EBchecked/topic/327098/Nicolas-Louis-de-Lacaille
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolas_Louis_de_Lacaille

sexta-feira, 14 de março de 2014

Supertelescópio espacial pode ser feito com espelho controlado por laser

O espelho é constituído por nanopartículas reflexivas que são mantidas em formação por raios laser. [Imagem: NASA/ESA/E. Sabbi (STScI)/T.M. Grzegroczyk et al.]

Espelho formado por laser


Se você quiser fazer os olhos de um astrônomo brilharem, fale com ele sobre um telescópio espacial gigantesco - do tamanho de um campo de futebol, por exemplo.

Mas ele logo vai lhe dizer que isso não pode se tornar realidade com a tecnologia atual porque um equipamento desses pesaria milhares de toneladas, o que inviabiliza sua colocação no espaço.

Agora você já tem com o que retrucar: pode ser possível construir um telescópio gigantesco no espaço que não pesaria mais do que alguns gramas.

A ideia não é nova: em 1979, o astrônomo Antoine Labeyrie propôs o uso de lasers para aprisionar e manter juntas minúsculas partículas, formando no espaço uma superfície reflexiva, o espelho de um telescópio.

quinta-feira, 13 de março de 2014

NASA não encontra Planeta X, mas vai continuar procurando

Se existe de fato um Planeta X ele ainda não deu os ares da graça.[Imagem: T Pyle (SSC)/JPL-Caltech/NASA]

Elusivo, mas útil


Depois de rastrear centenas de milhões de objetos em todo o céu, a sonda espacial WISE (Wide-Field Infrared Survey Explorer), da NASA, não encontrou indícios do corpo celeste hipotético comumente chamado de "Planeta X".

Os cientistas levantaram a hipótese da existência de um corpo celeste grande, que deveria estar em algum lugar além da órbita de Plutão.

Sua presença poderia explicar a até agora inexplicável regularidade das extinções em massa encontradas nos registros arqueológicos da Terra.

Além disso, os dados indicam haver um padrão na queda de cometas na Terra, que são "arrancados" da distante Nuvem de Oort a cada 35 milhões de anos por algum evento que não se sabe o que seja.

Além de "Planeta X", o corpo celeste hipotético que poderia explicar esses eventos ganhou outros apelidos, incluindo Nêmesis e Tique (Tyche).

A NASA tem apostado pesado na tentativa de confirmação da existência do Planeta X porque não existem outras teorias para explicar esses eventos bem documentados - recentemente surgiu uma hipótese alternativa tentando ligar o padrão cíclico da queda de cometas com a matéria escura, mas a associação ainda é fraca demais porque ninguém sabe nada sobre a matéria escura.

terça-feira, 11 de março de 2014

Hubble capta desintegração misteriosa de asteroide

O mais impressionante é que os fragmentos estão se afastando uns dos outros lentamente, a cerca de 1,6 km/h, o que descarta a possibilidade de um choque com outro asteroide. [Imagem: NASA/ESA/D. Jewitt (UCLA)]

Asteroide desintegrado


O telescópio espacial Hubble registrou um fenômeno inédito: o esfacelamento lento e suave de um asteroide.

Cometas são objetos frágeis, compostos de gelo e poeira, despedaçando-se facilmente quando se aproximam do Sol.

Mas nada parecido havia sido observado até hoje em algo da consistência de um asteroide.

"Isto é uma rocha, e vê-la desmoronar diante de nossos olhos é incrível," disse David Jewitt, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

O asteroide P/2013 R3 agora já aparece nas imagens como pelo menos 10 objetos grandes, cada um com caudas de poeira semelhantes à cauda de cometas - os quatro fragmentos maiores têm 360 metros de diâmetro, cerca de quatro vezes o comprimento de um campo de futebol.

Os astrônomos já haviam flagrado um asteroide com 6 caudas, mas nunca haviam visto um deles se partir.

O mais impressionante é que os fragmentos estão se afastando uns dos outros lentamente, a cerca de 1,6 km/h, o que descarta a possibilidade de um choque com outro asteroide - neste caso, a esfacelamento seria brusco e a velocidade de separação seria muito maior.

Além disso, novos pedaços continuam a se revelar nas imagens mais recentes.

Isso deixa como mais provável um cenário no qual o asteroide está se desintegrando devido a um efeito sutil da luz solar, que faz com que a taxa de rotação do asteroide aumente gradualmente.

Eventualmente, suas partes componentes sucumbem à força centrífuga - "como uvas saindo de um cacho", segundo os astrônomos.

A possibilidade de destruição de um asteroide por esse mecanismo tem sido discutida há vários anos, mas nunca havia sido observada de forma confiável.

O fenômeno é chamado de efeito Yarkovsky e é a base de uma proposta para tirar asteroides da rota de colisão com a Terra simplesmente pintando-os.

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 7 de março de 2014

Telescópio Gigante de Magalhães tem construção aprovada

O gigantesco telescópio GMT poderá ter participação brasileira. [Imagem: GMTO]

Telescópio gigante


O consórcio internacional responsável pelo Telescópio Gigante de Magalhães (GMT: Giant Magellan Telescope) deu a aprovação final para o início da sua construção.

Quando concluído, o GMT, com uma abertura de 24,5 metros, terá mais de seis vezes a área de coleta de luz dos maiores telescópios atuais, e 10 vezes a resolução do Telescópio Espacial Hubble.

O telescópio gigante será construído em Las Campanas, no Chile, onde o terreno já foi preparado para o início das obras.

Embora o projeto não tenha entrado formalmente na fase de construção, os longos prazos necessários para fabricar alguns elementos do telescópio exigem que as atividades comecem bem antes.

A fabricação de três dos sete segmentos do espelho primário do telescópio, por exemplo, já está em andamento. O quarto espelho começará a ser fabricado em janeiro de 2015. Cada espelho tem 8,4 metros de diâmetro.

Se o cronograma for seguido à risca, o GMT deverá começar as observações científicas em 2020.

O Brasil poderá ter participação no projeto. O consórcio responsável pelo GMT está em negociações com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em busca de recursos, em troca dos quais os astrônomos brasileiros receberão cotas nos tempos de observação.

Outro telescópio gigante atualmente em fase de construção, o E-ELT (European Extremely Large Telescope), também está sendo erguido no Chile. Este já tem participação brasileira aprovada, embora os recursos ainda não tenham saído.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 5 de março de 2014

Asteroide passará próximo a terra nesta quarta-feira

Como acontece cerca de 20 vezes por ano, com os recursos de detecção atuais, um asteroide conhecido passará seguramente perto da Terra nesta quarta-feira mais perto do que a distância do planeta à Lua.


O tamanho deste asteroide, o 2014 DX110, é estimado em cerca de 30 metros de diâmetro. Sua abordagem mais próxima da Terra será a cerca de 350 mil quilômetros de nós as 18:06 (horário de Brasília) em 5 de março.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Telescópio Kepler encontra 715 novos exoplanetas

Este histograma mostra o número de exoplanetas por tamanho. As barras azuis representam todos os exoplanetas conhecidos até ontem. As barras douradas representam os exoplanetas recém-verificados do Kepler e anunciados hoje.[Imagem: NASA Ames/W Stenzel]

Verificação por multiplicidade


A equipe responsável pelo telescópio espacial Kepler confirmou a existência de 715 novos exoplanetas.

Esses planetas extrassolares orbitam 305 estrelas, mostrando que sistemas de múltiplos planetas com o nosso Sistema Solar são comuns.

Quase 95% destes planetas são menores do que Netuno, que tem quase quatro vezes o tamanho da Terra - um porte mais parecido com a Terra do que exoplanetas do tipo gigantes gasosos, como Júpiter, que eram mais comuns no início das pesquisas.

Desde a descoberta dos primeiros planetas fora do nosso sistema solar, cerca de duas décadas atrás, o grande trabalho tem sido a confirmação dessas descobertas, o que dependia de uma laboriosa verificação planeta por planeta.

Agora os astrônomos inventaram uma técnica estatística que pode ser aplicada a muitos planetas de uma só vez quando eles são encontrados em sistemas que abrigam mais de um planeta em torno da mesma estrela.

A equipe do Kepler chama a técnica de "verificação por multiplicidade", que se baseia, em parte, na lógica da probabilidade.