sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Avistados dois grandes objetos na borda do Sistema Solar

Este objeto foi localizado perto de Alfa Centauro. [Imagem: R. Liseau et al.]

Planeta X?


Astrônomos podem ter encontrado os primeiros indícios de um hipotético e lendário Planeta X, que se acredita existir nos confins do Sistema Solar.

A NASA vem tentando encontrar o Planeta X há algum tempo, mas o ânimo entre os astrônomos aumentou depois que a possibilidade da existência de mais dois planetas gigantes bem para lá de Plutão foi demonstrada em meados do ano passado.

Agora, duas equipes, trabalhando independentemente, anunciaram observações que podem indicar a existência de dois grandes corpos celestes ainda desconhecidos.

Os dados ainda precisarão ser confirmados, mas o anúncio já fez toda a comunidade astronômica dirigir seus telescópios para as regiões indicadas.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Exoplaneta laranja pode ser habitável ou ter vida

Com informações da Universidade de Washington

Terra alienígena

Titã é um exemplo de uma neblina que pode
indicar condições propícias para formas
primárias de vida. [Imagem: NASA]

Como sempre procuram por "vida como a conhecemos", os astrônomos têm usado a Terra como um modelo para procurar sinais de vida em exoplanetas.

Mas isso não significa que teremos que encontrar exoplanetas azuis para encontrar sinais de vida extraterrestre - afinal, a vida na Terra parece ter surgido bem antes de ela tornar-se azul.

Giada Arney, da Universidade de Washington, nos EUA, optou então por estudar a Terra em seus primórdios, a Terra do período Arqueano, cerca de 2,5 bilhões de anos atrás, algo bem próximo de "um planeta alienígena para o qual temos dados geoquímicos," segundo ela.

Seus dados mostram que a névoa atmosférica em torno de um exoplaneta - como a névoa que provavelmente envolveu e resfriou a jovem Terra - pode não apenas indicar que o mundo é potencialmente habitável, mas até mesmo ser um sinal da própria existência de vida.

domingo, 18 de outubro de 2015

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia



     A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia - SNCT é realizada no mês de outubro sob a coordenação do MCTI, por meio do Departamento de Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia (DEPDI/SECIS) - e conta com a colaboração de secretarias estaduais e municipais, agências de fomento, espaços científico-culturais, instituições de ensino e pesquisa, sociedades científicas, escolas, órgãos governamentais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil.

    Tem o Objetivo de aproximar a Ciência e Tecnologia da população, promovendo eventos que congregam centenas de instituições a fim de realizarem atividades de divulgação científica em todo o País em linguagem acessível à população e por meio inovadores que estimulem a curiosidade e motivem a população a discutir as implicações sociais da Ciência e aprofundar seus conhecimentos sobre o tema.

    Na mesma semana, será realizada a Semana Integrada de Ciência e Tecnologia da UFMS, Semana da Física e a Semana da Química, que conta com uma extenso cronograma de palestras, minicursos, entre muitas outras atividades!

    O Clube de Astronomia Carl Sagan participará nos dias 22 e 23 de outubro com Observação do Céu no Terraço do Memorial Apolônio de Carvalho (Antigo Fórum), o evento começa às 18h e termina às 21 h.

   Para saber como participar da SNCT/Semana da Física/Semana da Química aqui em Campo Grande, segue o link com o cronograma, os eventos serão realizados no Instituto de Química da UFMS e no Memorial Apolônio de Carvalho.
Não deixe de fazer sua inscrição para participar do evento!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Plutão tem superfície rica e luas estranhas

As cores foram reforçadas por computador para ilustrar as diferenças na composição e na textura da superfície de Plutão.[Imagem: NASA/JHUAPL/SwRI]

Riqueza distante


A revista Science publicou o primeiro artigo científico apresentando detalhes das informações iniciais de Plutão recolhidas pela sonda espacial New Horizons.

A NASA vem divulgando algumas imagens ao longo das últimas semanas, mas esta é a primeira vez que dados detalhados são divulgados.

Lembrando que, devido à distância e à pouca energia disponível a bordo, a sonda New Horizons possui uma conexão muito lenta com a Terra, o que significa que somente em meados do ano que vem todos os dados coletados pela sonda durante o sobrevoo a Plutão chegarão às mãos dos cientistas.

Mas esses dados preliminares já foram suficientes para revelar que Plutão é um corpo celeste com uma diversidade impressionante, muito mais rica do que o eventualmente chato e sem graça "bloco de rocha gelado nos confins do Cinturão de Kuiper" que alguns já usaram para descrevê-lo.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Rosetta revela ciclo de água e gelo no cometa

Com informações da ESA -  06/10/2015

Ainda não deu para ver o gelo de água diretamente, mas sua assinatura molecular foi detectada por meio de um espectrômetro.[Imagem: ESA/Rosetta]

Gelo espacial


A sonda espacial Rosetta encontrou indícios da ocorrência de um ciclo diário de água e gelo na superfície do cometa 67P, em torno do qual a sonda orbita há mais de um ano.

Antes da chegada da Rosetta ao 67P, acreditava-se que cometas eram "bolas de gelo sujo", mas o que se viu foi um pedregulho duro e aparentemente seco, uma espécie de "sujeira gelada", já que tudo no rigor do espaço é gelado, e os sinais de gelo de água ou outras substâncias tenham sido escassos até o momento.

À medida que a luz do Sol aquece o núcleo frio do cometa, ele expele substâncias voláteis, incluindo as tão procuradas moléculas de água, mas também monóxido e dióxido de carbono, tudo transformado diretamente em gás, que sai devidamente acompanhado de poeira. Juntos, o pó e o gás constituem a coma e a cauda características do cometa.

Esse processo pode ser bem estudado conforme o cometa atingiu o ponto mais próximo do Sol em sua órbita de 6,5 anos - o periélio foi alcançado em 13 de agosto de 2015.

Antes disso, o instrumento VIRTIS (Espectrômetro Térmico e de Infravermelhos) identificou uma região na superfície do cometa em que gelo de água aparece e desaparece em sincronismo com o período de rotação do cometa.

"Descobrimos um mecanismo que preenche a superfície do cometa com gelo fresco a cada rotação: isto mantém o cometa 'vivo'," disse Maria Cristina de Sanctis do INAF-IAPS na Itália, principal autora do estudo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Semana Mais Cultura UFMS

Semana Mais Cultura UFMS com participação do Clube de Astronomia Carl Sagan: observações do céu noturno, reconhecimento de constelações, bate-papo sobre início e fim do universo, entre muitas outras "astroatividades". 


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

SEMANA MAIS CULTURA NA UFMS

Cronograma de atividades
Casa de Ciência e Cultura de Campo Grande /
Clube de Astronomia Carl Sagan

Domingo, dia 27/09
Abertura – Concerto, das 19h30 às 20h;
Observação do Eclipse Lunar, a partir de 20h (término previsto: 23h);
"Brincando com a Matemática" - das 20h às 22h.

Segunda-feira, dia 28/09
"Brincando com a Matemática" - das 14 às 18h;
Observação do céu noturno, das 19h às 21h,
com as Astroatividades “Dinâmica dos Planetas” e “Reconhecimento de Constelações no Céu”.

Eclipse Lunar Total

No próximo domingo, dia 27, a Casa da Ciência de Campo Grande realiza um "astroencontro", às 20h. O objetivo é observar o eclipse total da Lua.

De acordo com a programação do dia, às 20h começará a Observação da Lua com telescópio, promovida pelo Clube de Astronomia Carl Sagan. O evento durará até as 00h00 quando a sombra da Terra projetada sobre a Lua não poderá mais ser vista.



Os eventos da Casa e Clube são abertos e gratuitos, convidamos a todos da universidade e da cidade, incluindo amigos e familiares, para prestigiarem esse grande evento celeste conosco.
Mais informações podem ser obtidas pelos canais:
  • E-mail: cacarlsagan@gmail.com
  • Facebook:facebook.com/ClubedeAstronomiaCarlSagan
  • Blog:http://cacarlsagan.blogspot.com.br/

terça-feira, 22 de setembro de 2015

As estranhas estrelas rombudas e seus discos que brilham

Com informações da Agência Fapesp -  21/09/2015

Modelo da estrela Be Achernar, ilustrando duas das peculiaridades dessa classe de estrelas: a expansão do equador estelar e o direcionamento do fluxo luminoso para os polos. [Imagem: Daniel Moser Faes]

Estrelas Be


Astrônomos brasileiros e canadenses estão começando a lançar algumas luzes sobre um dos tipos mais estranhos de estrela que se conhece.

As estrelas do tipo Be são objetos tão estranhos que mesmo astrofísicos não envolvidos diretamente em seu estudo se surpreendem com a sua descrição.

É que esse tipo de astro possui ao redor um disco de plasma - átomos, íons positivos e elétrons - que, embora não seja o material capaz de dar origem a planetas, pode ser descrito pelos mesmos princípios físicos que regem os discos protoplanetários, como aquele que deu origem ao nosso Sistema Solar.

"Como essas estrelas giram muito rapidamente, o material da superfície do equador estelar fica fracamente ligado à estrela, em termos gravitacionais, e acaba sendo ejetado. Esse material aglomera-se no plano equatorial, formando o disco que estudamos em colaboração com os colegas canadenses", explica o astrônomo Alex Cavaliéri Carciofi, da USP.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Escudo magnético supercondutor para proteger astronautas

Com informações do CERN -  24/08/2015

 Os cientistas do CERN e do LHC estão
de olho em uma forma de proteger os
astronautas da radiação espacial.
[Imagem: K. Anthony/CERN]

Escudo magnético supercondutor


Uma equipe do CERN, a entidade que dirige o LHC, o maior acelerador de partículas do mundo, está trabalhando para desenvolver um ímã supercondutor que poderá proteger os astronautas da radiação cósmica durante as missões no espaço profundo.

A ideia é criar um campo magnético ativo que servirá como escudo para proteger as naves espaciais e seus ocupantes das partículas de alta energia, os chamados raios cósmicos.

Os pesquisadores do CERN vão usar bobinas supercondutoras de diboreto de magnésio (MgB2), um material supercondutor que foi desenvolvido sob a forma de fios para ser usado no LHC.

"No âmbito do projeto, vamos testar nos próximos meses uma bobina com uma fita supercondutora de MgB2," disse Bernardo Bordini, coordenador do projeto SR2S (Space Radiation Superconductive Shield). "A bobina-protótipo foi projetada para quantificar a eficácia da tecnologia de blindagem magnética supercondutora."

"Se a bobina-protótipo que vamos testar der resultados positivos, teremos contribuído com informações importantes para a viabilidade do escudo magnético supercondutor," disse Amalia Ballarino, membro da equipe.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Matéria e antimatéria têm mesmo peso

Esta é a garrafa de antimatéria, no qual os prótons e antiprótons giram cerca de 30 milhões de vezes por segundo - essa frequência rotacional é usada para determinar a massa das duas partículas. [Imagem: Georg Schneider/Base-Collaboration]

Antiexplosão


Que nosso mundo existe, é algo que dispensa demonstrações.

Mas, se a teoria central da física estivesse correta - ou completa -, ele não deveria existir.

Isto porque o modelo do Big Bang, o momento da criação do nosso Universo, estabelece que matéria e antimatéria foram criadas na mesma proporção.

Assim, o "bum" do Big Bang deveria ter sido seguido de um "mub" - um bum ao contrário, no qual a matéria e a antimatéria se aniquilariam, e nada mais existiria.

Como o modelo é muito bom e já permitiu muitos avanços do conhecimento, os físicos vêm contorcendo as dobras cerebrais há décadas em busca de uma explicação para essa assimetria entre matéria e antimatéria - afinal, onde teria ido parar a antimatéria se ela realmente tivesse sido criada na Grande Explosão?

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Jovem Júpiter desafia teorias de formação planetária

Concepção artística do exoplaneta 51 Eri b, que mostra que planetas similares a Júpiter podem ter um nascimento quente. [Imagem: Danielle Futselaar & Franck Marchis, SETI Institute.]

Exoplanetas fotografados


O recém-instalado instrumento GPI (Gemini Planet Imager) fez a sua primeira descoberta visual de um exoplaneta: um exoplaneta que passa a ocupar a posição de planeta extrassolar de menor massa já fotografado diretamente.

Com base nos dados coletados até agora, os astrônomos calculam que o exoplaneta 51 Eri b pesa duas vezes mais que Júpiter, muito menos do que os exoplanetas fotografados diretamente antes, que tipicamente pesam pelo menos cinco vezes a massa de Júpiter - alguns chegam a ter massas 13 vezes maiores do que Júpiter.

O GPI é um instrumento de caça direta a exoplanetas instalado no Telescópio Gemini Sul, no Chile. Tal como outros instrumentos similares - como o Sphere, instalado no VLT -, ele foi projetado para detectar planetas significativamente mais próximos de sua estrela-mãe, e de massa significativamente menor, do que os outros já identificados até agora.

O instrumento também é capaz de detectar planetas mais jovens, que, como ainda retêm o calor de sua formação, são mais luminosos e mais facilmente visíveis.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Descoberta aurora polar fora do Sistema Solar

Com informações da BBC

Aurora fora do Sistema Solar
Brilho luminoso se parece com o das auroras polares,
mas é quase um milhão de vezes mais brilhante e tem a cor
vermelha, e não verde como nas auroras terrestres.[Imagem:
Chuck Carter/Gregg Hallinan/Caltech]


Uma equipe internacional de astrônomos identificou pela primeira vez um fenômeno semelhante às auroras polares da Terra fora do Sistema Solar.

Auroras brilhantes são alguns dos fenômenos mais deslumbrantes da Terra. Este brilho luminoso também pode aparecer em torno de todos os planetas do nosso Sistema Solar. Eles ocorrem quando partículas eletricamente carregadas, arremessadas pelo Sol, interagem com a atmosfera do planeta.

A luz foi detectada ao redor de uma anã marrom na constelação de Lira. O brilho se parece com o das auroras polares - auroras boreais ocorrem ao redor do Pólo Norte, enquanto auroras austrais ocorrem ao redor do Pólo Sul -, mas é quase um milhão de vezes mais brilhante e tem predominância da cor vermelha, e não verde, como nas auroras terrestres.

A aurora na anã marrom, chamada LSRJ1835, é majoritariamente vermelha porque as partículas carregadas estão interagindo principalmente com o hidrogênio na sua atmosfera. Na Terra, o brilho esverdeado é causado conforme os elétrons do Sol atingem os átomos de oxigênio.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Tempestades solares previstas 24 horas antes de atingir a Terra

Para impactar as tecnologias de comunicação e energia da Terra, a tempestade solar deve ocorrer em um ponto do Sol voltado para o nosso planeta, e chegar aqui com uma orientação magnética específica. [Imagem: N. P. Savani et al. (2015)]

Ejeção de massa coronal


Está pronto o primeiro protótipo de um sistema destinado a prever como e quando grandes tempestades solares atingirão a Terra.

O esforço conjunto de pesquisadores da NASA e do Imperial College de Londres resultou em um sistema de previsão de clima espacial capaz de prever o impacto das tempestades solares em nosso planeta com até 24 horas de antecedência.

Grandes tempestades solares, quando ocorrem voltadas para a Terra, podem afetar os satélites artificiais de comunicação e GPS. Em casos mais raros, essas tempestades chegam a ser tão fortes que os efeitos podem ser sentidos na superfície do nosso planeta, incluindo interrupções no fornecimento de energia elétrica.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Início das contruções do GMT

Parceiros internacionais aprovam o início da fase de construção do Telescópio Gigante Magalhães

Integrante do consórcio para o GMT desde 2014, FAPESP desembolsa US$ 40 milhões para a construção do GMT, orçada em US$ 1,05 bilhão

Imagem ilustrativa
A Organização para o Telescópio Gigante Magalhães anunciou hoje que os seus 11 parceiros internacionais consignaram mais de US$ 500 milhões para o começo da construção do primeiro de uma nova geração de telescópios extremamente grandes. Uma vez construído, o Telescópio Gigante Magalhães tornar-se-á o maior telescópio óptico no mundo.

Os sete espelhos do Telescópio Gigante Magalhães medirão 25 metros e coletarão mais de seis vezes a quantidade de luz dos maiores telescópios ópticos atuais, proporcionando imagens até 10 vezes mais nítidas do que aquelas do Telescópio Espacial Hubble. O GMT possibilitará que os astrônomos observem o espaço com maior nitidez e profundidade, e mais para trás no tempo do que nunca antes feito. Espera-se que o telescópio entre em funcionamento em 2021 e esteja plenamente operacional até 2024.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Descoberta galáxia mais quente que se conhece

Mais de 99% da radiação emitida pela galáxia superquente é calor. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Galáxia mais quente


O telescópio espacial WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer), que observa o Universo no infravermelho, descobriu a galáxia mais quente que se conhece.

A galáxia revela o calor em seu interior com um brilho na faixa do infravermelho equivalente a 300 trilhões de sóis.

"Nós estamos olhando para uma fase muito intensa da evolução galáctica," disse Chao-Wei Tsai, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, líder da equipe. "Essa luz deslumbrante pode vir do maior surto de crescimento no tamanho do buraco negro da galáxia."

A galáxia quente por enquanto atende pelo complicado nome de WISE J224607.57-052635.0.

Buracos negros supermassivos crescem capturando gás e matéria em um disco ao seu redor. Conforme esse material é sugado pelo buraco negro, esse material aquece a temperaturas de milhões de graus, liberando radiação na faixa do visível, ultravioleta e raios X.

Essa radiação incide sobre a poeira interestelar ao redor e, à medida que a poeira se aquece, ela irradia luz em comprimentos de onda maiores, a luz infravermelha, indicando o calor escaldante no núcleo galáctico.

terça-feira, 12 de maio de 2015

NASA e ESA dizem que ir a Marte é um sonho distante

Com informações da New Scientist - 12/05/2015

Segundo a NASA e a ESA, o pouso em Marte estará limitado à ficção científica ainda por várias décadas.[Imagem: NASA]

Sonho


O sonho de um ver um humano pisando em Marte pela primeira vez vai demorar bem mais do que se esperava.

Ao menos isto foi o que declararam os líderes das duas maiores agências espaciais do mundo, a NASA e a ESA (Agência Espacial Europeia).

Apesar dos planos para pousar no Planeta Vermelho anunciados por empresas como a SpaceX e a Mars One, esta alardeando uma viagem sem volta a Marte, os executivos da NASA e da ESA afirmaram que teremos que esperar décadas para que os seres humanos caminhem em solo marciano.

"Nenhuma empresa comercial vai chegar a Marte sem o apoio da NASA e do governo," disse o administrador da NASA e ex-astronauta Charles Bolden, durante uma audiência do Comitê de Ciência, Espaço e Tecnologia do Congresso norte-americano.

E a NASA não assume uma data firme para suas próprias tentativas. Os planos já divulgados falam em pousar em Marte na década de 2030, mas ainda não há financiamento garantido. A agência está planejando começar o treinamento para uma missão no espaço profundo capturando um pequeno pedregulho de um asteroide maior em 2025.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Apresentação com Observação Astronômica



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Sonda Messenger encerra sua missão e abre cratera em Mercúrio


Com informações da New Scientist - 30/04/2015


Visão de cima da região de impacto da Messenger em Mercúrio
[imagem: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington]


Colisão planejada


Conforme previsto e seguindo o roteiro planejado, a sonda espacial Messenger colidiu com a superfície de Mercúrio nesta quinta-feira (30).
A sonda, que entrou na órbita do planeta em 2011, ficou sem combustível e foi dirigida para uma queda na superfície do planeta.

Sonda Messenger sobre Mercúrio
 imagem: REUTERS/NASA
Na verdade, o combustível da Messenger acabou em Janeiro, mas em Abril os engenheiros da NASA ganharam um pequeno impulso extra liberando o gás hélio que era usado para pressurizar o combustível. Isto deu tempo para algumas observações adicionais.

Sem nenhum outro recurso para se contrapor à gravidade de Mercúrio, a Messenger colidiu com a superfície do planeta às 16h26 (horário de Brasília) a uma velocidade de 3,91km por segundo (14.080km por hora) e se desintegrou totalmente. No local do impacto – uma bacia denominada Shakespeare – foi aberta uma cratera estimada em 16 metros de diâmetro.

O exame da cratera formada poderá fornecer dados sobre o intemperismo da superfície esburacada de Mercúrio, sua densidade, consistencia e composição, mas é pequena demais para ser vista da Terra, além do que o telescópio espacial Hubble não pode olhar em sua direção, pois teria que apontar para o Sol.

Isto significa que os astrônomos não conseguirão dar uma boa olhada nela até que a missão nipo-europeia, chamada BepiColombo, que será lançado em 2017, alcançe a órbita do planeta em 2024.

Missão prolongada


A sonda Messenger, sigla de MErcury Surface, Space ENvironment, GEochemistry, and Ranging - que pode ser traduzida por Varredura da Superfície, Espaço Ambiental e Geoquímico de Mercúrio – foi lançada em 2004 do Cabo Canaveral.
A ultima imagem de Mercúrio capturada pela 
sonda Messenger antes da colisão [imagem:NASA]
Antes de entrar em órbita em Mercúrio, ela viajou 7,9 bilhões de quilômetros, depois de dar 15 voltas ao Sol, duas em torno de Vênus e uma em torno da Terra.


A missão foi inicialmente apenas para durar um ano, mas como a Messenger estava operando bem e retornando dados interessantes e descobertas, os cientistas prolongaram sua vida o máximo que podiam, e de acordo com a Nasa, a sonda coletou e enviou à Terra mais de 277 mil imagens nesse tempo.

Sua principal descoberta foi uma espessa camada de gelo nas regiões polares de Mercúrio, confortando a hipótese que dizia o mesmo.




fontes : NASAInovação TecnológicaCNNInfo AbrilCentral Brasileira de Noticias - CBN


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Pilares da Criação revelados em 3D

Com informações do ESO

Esta visualização da estrutura tridimensional dos Pilares da Criação mostra que eles são constituídos por várias partes distintas de cada lado do aglomerado estelar NGC 6611. Nesta ilustração, a distância relativa entre os pilares ao longo da linha de visão não está em escala. [Imagem: ESO/M. Kornmesser]

Pilares da Criação em 3D


Astrônomos criaram a primeira imagem completa em três dimensões dos famosos Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, ou Messier 16, a cerca de 7.000 anos-luz de distância da Terra, na constelação da Serpente.

As novas observações mostram como os diferentes pilares de poeira deste objeto icônico estão distribuídos no espaço e revelam muitos detalhes novos - incluindo um jato, nunca visto antes, lançado por uma estrela jovem.

A radiação intensa e os ventos estelares emitidos pelas estrelas brilhantes do aglomerado associado esculpiram os Pilares da Criação ao longo do tempo e deverão fazer com que estes desapareçam completamente dentro de cerca de três milhões de anos.

A imagem original dos famosos Pilares da Criação foi obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, duas décadas atrás, tendo-se tornado imediatamente uma das imagens mais famosas e evocativas. Desde então, estas nuvens, que se estendem ao longo de alguns anos-luz, têm impressionado tanto pesquisadores como o público. As imagens em 3D foram geradas com o auxílio do instrumento MUSE montado no Very Large Telescope do ESO, no Chile.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Via Láctea pode ser 50% maior do que se calculava

O que se pensava serem discos de estrelas ao redor da galáxia podem ser ondulações. [Imagem: Yan Xu et al. - 10.1088/0004-637X/801/2/105]

Corrugada


A Via Láctea pode ser pelo menos 50% maior do que se estimava até agora.

Isto porque o disco galáctico parece ter contornos na forma de várias ondas concêntricas.

A conclusão é de uma equipe internacional que utilizou dados astronômicos coletados pelo projeto SDSS (Sloan Digital Sky Survey), responsável pela elaboração da maior imagem já feita do Universo.

"Em essência, o que descobrimos é que o disco da Via Láctea não é simplesmente um disco de estrelas em uma superfície plana - ele é ondulado," explica o professor Heidi Newberg, do Instituto Politécnico Rensselaer, nos Estados Unidos.

"Como [essas ondas] se irradiam a partir do Sol, nós vemos pelo menos quatro ondulações no disco da Via Láctea. Embora só possamos olhar para uma parte da galáxia com esses dados, assumimos que este padrão será encontrado em todo o disco," acrescenta.

terça-feira, 17 de março de 2015

Por que a Lua está se afastando da Terra?

Com informações da BBC - 17/03/2015

Afastamento da Lua

Há várias teorias tentando explicar a origem
da Lua, mas nenhuma delas convence a
todos os pesquisadores.[Imagem: Cosmic Collisions
Space Show/Rose Center for Earth and Space/AMNH]

Você certamente não percebe, mas a Lua está se afastando de nós.

Nosso satélite está atualmente 18 vezes mais longe do que quando se formou, há 4,5 bilhões de anos, afastando-se da Terra a uma velocidade de 3,78 centímetros por ano.

Segundo a astrônoma Britt Scharringhausen, a razão para o aumento da distância é que a Lua levanta marés na Terra. Como o lado da Terra voltado para a Lua fica mais perto, ele sente um puxão gravitacional mais forte do que o centro da Terra. Do mesmo modo, a face oposta da Terra - que não está virada para a Lua - sente menos a gravidade da Lua do que o centro da Terra.

Este efeito "estica" um pouco a Terra, tornando-a levemente oblonga - são os chamados "bojos de maré". O corpo sólido real da Terra é distorcido de alguns poucos centímetros, embora o efeito mais notável sejam as marés levantadas sobre o oceano.

Como toda massa exerce uma força gravitacional, os bojos de maré sobre a Terra exercem uma força gravitacional sobre a Lua. Como a Terra gira mais rápido (uma vez a cada 24 horas) do que a Lua (uma vez a cada 27,3 dias), os bojos de maré têm como efeito "acelerar" a Lua, o que a faz afastar-se.

Ainda que outras explicações concentrem-se na redução da velocidade da Terra, o efeito líquido é uma alteração da velocidade relativa entre a Terra e seu satélite que tem como resultado o afastamento da Lua - quando algo que está em órbita de outro corpo acelera, essa aceleração o empurra para fora.

segunda-feira, 16 de março de 2015

NASA lança software que ajuda leigo a identificar asteroides

Asteroide: novo software da NASA é capaz de identificar asteroides em fotos do céu feitas por astrônomos amadores. (NASA/JPL-Caltech)
Um novo software criado pela NASA promete transformar qualquer pessoa em um caçador de asteroide. Batizada de Asteroid Data Hunter (ADH), a novidade foi anunciada ontem.

Basicamente, o que o ADH faz é comparar várias fotos tiradas de uma mesma parte do céu. O software localiza possíveis asteroides identificando pontos que mudem de posição nas diferentes imagens e não tenham sido nunca antes catalogados.

Disponível para download gratuito, o ADH é compatível com desktops e laptops e consegue analisar fotos feitas por astrônomos amadores. O software é fruto de uma parceria da NASA com a empresa americana Planetary Resources.

A ideia é que asteroides descobertos com a ajuda do ADH sejam catalogados pelo Minor Planet Center, órgão ligado à universidade de Harvard.

A expectativa dos cientistas é que o número de asteroides identificados por astrônomos amadores aumente com a nova ferramenta.

"Este aumento no conhecimento vai ajudar a avaliar de forma mais rápida quais asteroides são potenciais ameaças", afirmou o presidente da Planetary Resources Chris Lewicki em nota divulgada no site da NASA.

Fonte: EXAME Tecnologia

quarta-feira, 11 de março de 2015

Marte: O planeta que já foi vermelho e azul

Com informações do ESO

Esta concepção artística mostra como
Marte poderia ter sido quando ainda
tinha um oceano. [Imagem: ESO/M. Kornmesser/N. Risinger]

Oceano que evaporou


Um oceano primitivo em Marte continha mais água do que o Oceano Ártico na Terra e cobria uma porção da superfície do planeta maior do que a coberta pelo Oceano Atlântico terrestre.

Uma equipe internacional de astrônomos monitorou a atmosfera do planeta e mapeou as propriedades da água em diversas regiões da atmosfera de Marte durante um período de seis anos.

Segundo a equipe, há cerca de quatro bilhões de anos, o planeta Marte devia ter água suficiente para cobrir toda a sua superfície com uma camada líquida de cerca de 140 metros de profundidade, mas o mais provável é que o líquido tenha-se juntado para formar um oceano que ocuparia quase metade do hemisfério norte de Marte, onde algumas regiões teriam atingido uma profundidade de mais de 1,6 quilômetro.

"Nosso estudo nos dá uma estimativa robusta da quantidade de água que Marte teve no passado, através da determinação da quantidade de água que se perdeu no espaço," explicou Geronimo Villanueva, cientista do Centro Goddard da NASA.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Sinais de matéria escura dentro da Via Láctea

Com informações da Agência Fapesp - 10/02/2015

Astrofísicos compararam o perfil gravitacional da porção central da galáxia com aquele que a mesma região teria se fosse composta apenas por matéria comum.[Imagem: A. Fujii/Nasa]
Uma "prova robusta" da existência de matéria escura na região compreendida entre o Sistema Solar e o centro da Via Láctea.

Isto é o que afirma ter conseguido o pesquisador italiano Fabio Iocco, atualmente trabalhando no Instituto de Física Teórica (IFT) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

"Obtivemos essa evidência medindo a rotação de nossa galáxia com grande precisão. Por meio da rotação, calculamos sua atração gravitacional. E, a partir da atração gravitacional, chegamos à massa. A massa calculada é maior do que aquela constituída apenas pela matéria luminosa (estrelas e gás). A diferença de massas indica a existência de outro componente material na região, a chamada matéria escura," explicou Iocco.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Névoa misteriosa surge na atmosfera de Marte

[Imagem: W. Jaeschke/D. Parker]

Nuvem misteriosa de Marte


Astrônomos amadores fizeram uma descoberta em Marte que está deixando os astrônomos profissionais com a pulga atrás da orelha.

Observada pela primeira vez em 2012, uma espécie de névoa apareceu orbitando ao redor do planeta apenas uma outra vez e depois desapareceu.

Ao analisar imagens da misteriosa neblina, os cientistas da Agência Espacial Europeia descobriram que ela é a maior já vista e se estende por mais de 1.000 quilômetros.

Em artigo publicado na revista Nature, eles dizem que a pluma poderia ser uma grande nuvem ou uma aurora excepcionalmente brilhante. Mas deixam claro que ambas as hipóteses são difíceis de serem comprovadas.

"Essa descoberta traz mais perguntas do que respostas", disse Antonio Garcia Munoz, cientista da Agência Espacial Europeia.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Rosetta redefine o que é um cometa

Montagem fora de escala para mostrar o quanto o cometa 67P é escuro, em comparação com a Terra e a Lua. [Imagem: ESA/Rosetta]

 Pedregulhos porosos


Uma série de sete artigos publicados na última edição da revista Science trouxe os primeiros resultados obtidos pelas diversas equipes e seus instrumentos que compõem a missão da sonda Rosetta, que vem comboiando o cometa 67P desde Agosto do ano passado.

A grande surpresa é a baixíssima densidade do cometa, com apenas 470 quilogramas por metro cúbico (kg/m3). Para se ter uma ideia do que isso significa, a água tem uma densidade ao redor de 1.000 kg/m3 (variando ligeiramente conforme a temperatura), enquanto o gelo tem uma densidade de 920 kg/m3. Ou seja, o cometa 67P é altamente poroso, com uma consistência próxima à da pedra-pomes.

Isto descarta a teoria mais aceita atualmente de que "cometas são bolas de gelo sujo". Devido à sua inesperada secura, os cientistas estão preferindo fazer um jogo de palavras e mudar a definição para "bolas de poeira congelada", o que também não parece ser totalmente adequado, uma vez que os gases congelados no interior do cometa são uma parte importante de sua constituição - na distância que atualmente se encontra do Sol, o cometa 67P inteiro é tecnicamente "congelado", com temperaturas ao redor dos -70º C.

De quebra, os dados agora publicados virtualmente descartam as teorias de que os cometas teriam trazido a água para a Terra, algo que já havia sido indicado anteriormente pela diferença entre a água do cometa e a água da Terra.

Em um dos artigos, Nicolas Thomas e seus colegas afirmam ainda que esses dados iniciais são suficientes para descartar os "modelos mais populares" de formação dos cometas.

Todas essas alterações apenas aumentam o impacto dos resultados da missão Rosetta e ampliam a expectativa com a análise de novos dados - os sete artigos foram baseados apenas nas primeiras medições feitas quando a sonda começou a orbitar o cometa, e uma montanha de dados já coletados estão agora sendo analisados.