sexta-feira, 19 de junho de 2015

Tempestades solares previstas 24 horas antes de atingir a Terra

Para impactar as tecnologias de comunicação e energia da Terra, a tempestade solar deve ocorrer em um ponto do Sol voltado para o nosso planeta, e chegar aqui com uma orientação magnética específica. [Imagem: N. P. Savani et al. (2015)]

Ejeção de massa coronal


Está pronto o primeiro protótipo de um sistema destinado a prever como e quando grandes tempestades solares atingirão a Terra.

O esforço conjunto de pesquisadores da NASA e do Imperial College de Londres resultou em um sistema de previsão de clima espacial capaz de prever o impacto das tempestades solares em nosso planeta com até 24 horas de antecedência.

Grandes tempestades solares, quando ocorrem voltadas para a Terra, podem afetar os satélites artificiais de comunicação e GPS. Em casos mais raros, essas tempestades chegam a ser tão fortes que os efeitos podem ser sentidos na superfície do nosso planeta, incluindo interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Aríete magnético


Conhecidas como ejeções de massa coronal, essas tempestades formam arcos gigantescos na superfície do Sol, disparando uma "nuvem de partículas" para o espaço.

Esta nuvem é repleta de campos magnéticos retorcidos, que mudam conforme viajam pelo espaço. Se um desses campos magnéticos atingir o campo magnético da Terra em uma determinada orientação, os dois se ligam, "abrindo uma porta" que permite que o material rompa o escudo de proteção do planeta, provocando tempestades geomagnéticas.

Os atuais satélites de observação solar somente conseguem determinar a orientação do campo magnético da ejeção de massa coronal quando ele está a menos de uma hora da Terra - entre 30 e 60 minutos.

Previsão de tempestades solares


A nova ferramenta gera um modelo do que acontecerá com a nuvem magnética a partir de sua geração no Sol e de dados de monitoramento de vários observatórios em terra, gerando uma previsão do campo magnético com 24 horas de antecedência.

O professor Neel Savani e seus colegas testaram o novo modelo com dados de oito ejeções de massa coronal anteriores, obtendo resultados com grande capacidade preditiva.

O modelo agora será avaliado pela NASA e, sendo validado, será disponibilizado para as agências de monitoramento ambiental e para a ISES (International Space Environment Service) uma entidade internacional voltada para o monitoramento do clima espacial.

Bibliografia:

Predicting the magnetic vectors within coronal mass ejections arriving at Earth
N. P. Savani, A. Vourlidas, A. Szabo, M. L. Mays, I. G. Richardson, B. J. Thompson, A. Pulkkinen, R. Evans, T. Nieves-Chinchilla
Space Weather
DOI: 10.1002/2015SW001171


Fonte: Inovação Tecnológica

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