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terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Avanço da Astronomia no Brasil

em terça-feira, 6 de outubro de 2009

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A astronomia brasileira está conquistando um novo estágio em sua história. Isso fi cou claro na realização da Assembleia Geral da IAU no Rio de Janeiro, entre 3 e 14 de agosto passado. Na avaliação dos aproximadamente 2.500 cientistas participantes, o encontro foi um dos melhores dos últimos tempos.


A escolha das sedes das assembleias da IAU é definida especialmente pelo interesse da comunidade internacional pela atividade astronômica no país e pela competência dos anfitriões em organizar um evento tão complexo como esse. Ao longo de duas semanas foram realizados 31 congressos, sendo 19 deles com brasileiros em seus comitês científicos.

Essa participação não foi apenas por cortesia dos estrangeiros, pois a reputação de um congresso é avaliada pela estatura científica do comitê. A comunidade internacional já havia notado que nossa astronomia cresce a uma taxa acima de 10% ao ano em termos de publicações e formação de doutores desde 1970. Esse crescimento é ímpar no mundo. Além disso, o Brasil tem investido em projetos de grande porte, como os telescópios Gemini de 8 metros (no Havaí e Andes chilenos) e o Soar de 4 metros (nos Andes chilenos). Alguns de nossos astrônomos têm demonstrado competência na gestão desses projetos, como também em comissões internacionais que publicam revistas científicas e a própria IAU, onde temos a vice-presidência.

Para os pesquisadores e estudantes da área, o acesso a dados científicos nunca foi tão abundante. Além dos telescópios Gemini e Soar, compramos acesso temporário ao Telescópio Canadá-França-Havaí (CFHT, na sigla em inglês), de 3,6 metros, no Havaí; por troca de tempo com o telescópio Gemini temos acesso aos telescópios Keck de 10 metros e ao Subaru de 8 metros (ambos no Havaí). E, por troca de tempo com o Soar, temos acesso ao Telescópio Blanco de 4 metros (no Chile).

Os pesquisadores e estudantes de pós-graduação têm demonstrado habilidade no uso desses recursos. No Gemini e Soar, nossa comunidade publica o dobro de artigos científicos (por unidade de tempo disponível) que os parceiros de melhor performance. Isso encorajou o ministro de Ciência e Tecnologia a anunciar, durante o encontro, que a cota de acesso ao Gemini será duplicada em 2010 e que o governo está estudando a participaçãodo Brasil no telescópio de 42 metros (o Extremely Large Telescope) que a Europa planeja construir nos Andes chilenos. O capital viria dos trabalhos de construção civil por companhias brasileiras que já operam na região e pelo fornecimento de aço e alumínio.

Uma área muito dinâmica e com potencial de melhoria de nossos processos industriais é a fabricação de instrumentos de observação. Construir telescópios dá dinheiro, mas, como duram muito tempo, só poucas empresas no mundo se interessam por esse mercado. Os instrumentos, em contrapartida, podem ser renovados a cada poucos anos, dependendo do aparecimento de detectores de melhor performance, componentes ópticos de melhor transmissão de luz, computadores mais velozes ou de maior capacidade de memória e sistema de controle das oscilações atmosféricas como a óptica adaptativa.

Ainda este ano o Brasil vai colocar dois espectrógrafos de campo integral para funcionar no Soar (o SIFS e o BTFI). Um terceiro espectrógrafo, mono-objeto, mas de alta resolução espectral (Steles), irá para lá no próximo ano. Instrumentos desse porte são chamados de“classe mundial” e envolvem tecnologia de ponta em óptica, mecânica e controle. Além de permitir o aumento de qualidade e quantidade de dados em comparação aos equipamentos de geração anterior, eles são um excelente cartão de visita para os usuários estrangeiros, certificando nossa capacidade técnica.

Uma outra fonte importante de dados são os observatórios virtuais. Com o aumento da capacidade computacional e do poder de comunicação da Internet é possível oferecer as bases de dados já coletados por telescópios em solo e no espaço. Essa organização mundial se chama International Virtual Observatory Alliance (Ivoa), da qual o Brasil passou a fazer parte desde maio passado, através do Brazilian Virtual Observatory (Bravo). Qualquer internauta, ao acessar um observatório virtual, pode requisitar que o ponto do céu em que está interessado seja apresentado em diferentes janelas espectrais. Ou seja, os observatórios virtuais permitem uma visão multiespectral do céu, varrendo a faixa de raios gama, raios X, ultravioleta, visível, infravermelho e rádio. As oportunidades de descobertas são enormes.

A Assembleia no Rio de Janeiro tomou diversas decisões para implementar um plano de expansão da astronomia no mundo. Esse plano decenal (2010-20) prevê, além do progresso instrumental, um maior impacto no sistema educacional e inclusão social. Foi lançado o Portal para o Universo (http://www.portaltotheuniverse.org), que congrega todos os recursos em astronomia. O programa aumentará o número de centros de pesquisa em países não desenvolvidos, entre outros objetivos.

www.sciam.com.br

domingo, 23 de agosto de 2009

Marte tão grande quanto a Lua cheia? NÃO MESMO. "NUNQUINHA"

em domingo, 23 de agosto de 2009

1 comentário
Dr. Tony Phillips - Science@NASA

Quando você pensava que era seguro checar seus emails...

Pelo sexto ano consecutivo, uma mensagem sobre Marte começa a pipocar nas caixas de mensagens do mundo todo. Ela instrui os leitores a olharem para o céu ao cair da noite do dia 27 de Agosto. "Marte estará tão grande quanto a Lua cheia," diz a mensagem. "Ninguém que estiver vivo hoje poderá ver isto novamente."

Aproximação entre Marte e a Terra

Eis o que realmente vai acontecer se você for lá fora olhar para o céu no início da noite do dia 27 de Agosto: Nada. Marte nem mesmo estará lá. Nesse dia, o planeta vermelho estará a cerca de 250 milhões de quilômetros de distância da Terra e não estará aparecendo no céu noturno.

O chamado "Hoax de Marte" - o termo para um email contendo uma mensagem falsa - começou a circular em 2003, quando de fato houve uma aproximação entre Marte e a Terra. No dia 27 de Agosto daquele ano, Marte esteve a apenas 56 milhões de quilômetros de distância da Terra, um recorde em 60.000 anos.

Na ocasião, alguém enviou um email alertando os amigos sobre o evento. A mensagem continha alguns mal-entendidos e omissões - mas qual email não os contém? Então, uma avançada peça de tecnologia chamada "Botão Reenviar" fez o resto.

Marte-Do-Tamanho-Da-Lua-Cheia

Os leitores mais tolerantes poderão dizer que o Hoax de Marte não é de fato um hoax porque não foi algo elaborado intencionalmente. Quem inicialmente elaborou a mensagem provavelmente acreditava em tudo o que estava escrevendo. Se isto é verdade, um nome melhor seria o "Mal-Entendido de Marte" ou talvez o "Confuso-Email-Sobre-Marte-Que-Você-Deve-Deletar-E-Não-Reenviar-Para-Ninguém."

Mas há um outro aspecto sobre o email de Marte-Do-Tamanho-Da-Lua-Cheia: ele diz que Marte parecerá do tamanho da Lua cheia como se você o ampliasse 75 vezes usando um telescópio. O texto em itálico é normalmente omitido dos resumos verbais e escritos da mensagem. Por acaso essas letras miúdas tornam verdadeiro o Hoax de Marte?

Diferença de percepção

Afinal de contas, se você ampliar o minúsculo disco de Marte 75 vezes, isso não subentende um ângulo praticamente igual ao da Lua?

Não. Mesmo com essa ampliação, Marte não se parecerá tão grande quanto a Lua cheia.

Isto tem mais a ver com o misterioso funcionamento da mente humana do que com a física pura e simples. Olhar para Marte ampliado 75x através de um tubo preto comprido (o corpo de um telescópio) e olhar para a Lua cheia brilhando no céu, a olho nu, são experiências completamente diferentes.

Uma boa referência é a chamada Ilusão da Lua. Quando está no horizonte, a Lua parece gigantesca, e seu tamanho aparente vai diminuindo à medida que ela sobe no céu. Nos dois casos, é a mesma Lua cheia, mas a mente humana percebe o tamanho da Lua de forma diferente dependendo do que está à sua volta.

Da mesma forma, sua percepção de Marte é afetada pelas vizinhanças do planeta. Localize o planeta no fundo de um tubo preto comprido e ele continuará lhe parecendo minúsculo, mesmo com a ampliação oferecida pelas lentes do telescópio.

Resumo da história: delete o email e, se você de fato quiser ver Marte tão grande quanto a Lua cheia, tudo o que irá precisar será de um foguete e uma nave espacial - mas certamente não haverá tempo suficiente para providenciar isso até 27 de Agosto.

Inovação Tecnológica

Dimensões Astronômicas

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Olá leitor. Você já parou pra pensar o tamanho que tem tudo isso aí que nos cerca? Não, não é o tamanho da sua casa, da chatice dos seus pais e irmãos, mas sim do universo e corpos celestes que existem nele.

Esse vídeo é uma projeção em escalas só para você ter idéia do seu tamanho no meio de tudo isso, ele contém alguns corpos celestes da nossa galáxia.





Em sequência:

READ THIS FIRST! : The Size Of Planets and Stars to Scale (see NOTE)Name of planets as shown:Pluto Mercury Mars Venus Earth Neptune Uranus Jupiter SaturnName of Stars as shown:Sun Sirius Vega Pollux Arcturus Aldebaran Rigel Deneb Pistol Star Betelgeuse Antares VV Cephei.

de Carol

domingo, 9 de agosto de 2009

Conheça os cinco fatos mais curiosos sobre os asteróides

em domingo, 9 de agosto de 2009

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Centenas de asteróides - pequenos corpos cósmicos que percorrem o espaço - dos mais variados tamanhos podem estar passando nos arredores da Terra neste momento. Outras dezenas podem estar atingindo a atmosfera em alta velocidade e se desfragmentando em pequenos pedaços que não trazem risco aos organismos vivos terrestres. E se um dia estivermos na rota de colisão de uma rocha espacial com centenas de quilômetros de diâmetro?

Pensando nisso, o especialista Don Yeomans, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, agência espacial americana, e uma equipe de pesquisadores, criaram o site AsteroidWatch com o objetivo de evitar que asteróides perigosos entrem na rota da Terra. Conheça os cinco fatos mais curiosos sobre asteróides, escolhidos por Don Yeomans e divulgados no site científico Live Science:

5 - Asteróide-lua
Em 1993, a sonda espacial Galileu detectou o asteróide Ida, residente no Cinturão de Asteróides entre Marte e Júpiter. Imagens captadas pelo telescópio identificaram que o grande asteróide, com cerca de 60 km de comprimento, tinha uma pequena lua acompanhando-o. Ela foi batizada de Dactyl e tinha apenas 1 km de comprimento.

Desde a descoberta de Dactyl, mais de 150 "asteróides-luas" foram descobertos, muitos deles em rochas espaciais próximas à Terra. Alguns objetos espaciais possuem até duas luas em seu redor. Estudos dizem que fragmentos gerados em colisões entre rochas espaciais podem formar este tipo de "companhia".

4 - Asteróide ou lixo espacial?
Após o início das missões Apollo 8, 9, 10, 11 e 12 rumo à Lua no final dos anos 1960, as etapas de lançamento dos foguetes que foram sendo deixadas de lado durante o percurso foram entrando na órbita entre a Terra e o Sol.

O lixo espacial pode ser confundido com asteróides naturais próximos ao planeta azul. Por isso, a importância de serem catalogados os restos dos equipamentos dessas antigas missões para que não haja surpresas.

3 - Asteróides atrás da porta
As vezes, a Lua não é a única vizinha mais próxima da Terra no Sistema Solar. Várias vezes por ano, alguns asteróides entram em órbitas próximas à Terra, ultrapassando a distância de 384 mil km que o satélite tem em relação ao planeta.

2 - Ataque de asteróides
Todos os dias a Terra é atingida por mais de 100 t de objetos oriundos de cometas e asteróides. No entanto, grande parte deles é muito pequena. Estes objetos colidem com a Terra em alta velocidade, pegando fogo ao atingirem a atmosfera e se desfragmentando em pedaços minúsculos que não põem em risco os organismos vivos terrestres.

Pelo menos uma vez por dia rochas do tamanho de uma bola de basquete invadem a atmosfera e pegam fogo. Anualmente, alguns corpos cósmicos do tamanho de pequenos carros também ingressam no planeta. Estes fragmentos maiores queimam na atmosfera como bolas de fogo e são chamados de meteoros. Raramente, as rochas espaciais atingem a superfície terrestre intactas - neste caso, são chamadas de meteoritos.

1 - Obrigado aos asteróides
Depois que o sistema solar se formou cerca de 4,6 bilhões de anos atrás, cometas e asteróides provavelmente carregados de carbono, água e outros materiais essenciais para constituir vida se chocaram com a então jovem Terra. Uma vez formados os organismos vivos, outras colisões ocorridas mais tarde - como o impacto do asteróide que matou os dinossauros há 65 milhões de anos - alteraram o processo de evolução.

Este cenário criou um ambiente onde somente as espécies adaptáveis, como os mamíferos, pudessem evoluir ainda mais. Os seres humanos, posicionados no topo da cadeia alimentar animal, devem sua existência a estas rochas espaciais.

Fonte: Terra

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Observações Astronômicas com Binóculos

em quarta-feira, 24 de junho de 2009

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Audemário Prazeres, Presidentes da Sociedade Astronômica do Recife - SAR

Praticamente, todo interessado pela Astronomia possui um binóculo, e infelizmente não faz uso do mesmo para fins astronômicos. As vezes ele indaga que quer comprar um instrumento de médio porte para fazer uso nas observações, e desconhece que com o seu binóculo é possível observar vários objetos celestes.

É bem verdade, que essa variedade de objetos que agora descrevo, vai depender do nível de poluição luminosa do local onde o observador se encontra, como também, do tipo de binóculo que ele possui. O binóculo que atende a lista de objetos descrita abaixo seria no mínimo um 7X50 ou de preferência um 10X70. É necessário apoiar o mesmo em um tripé do tipo máquina fotográfica, ou improvisando um suporte de madeira fixo em uma escada por meio de fixadores do tipo “boca de jacaré”. Com isto, haverá uma estabilidade do binóculo, não ocorrendo cerca de 30% de perda da imagem em segurar o mesmo diretamente com as mãos. Por último, será necessário que o observador possua um planisfério estelar e uma efeméride astronômica para facilitar a identificação do astro a ser observado.

EIS O QUE É POSSÍVEL SE VER COM UM BINÓCULO:

GALÁXIAS:

a) M31 Andromeda = Galáxia espiral de magnitude 4,8

b) M33 Triangulum = Galáxia espiral, que curiosamente é mais visível por binóculos do que por instrumentos de médio porte. Magnitude 6,7

c) Nuvem Maior de Magalhães = Galáxia irregular bem visível no nosso hemisfério Sul, tendo uma dimensão aparente de 6º

d) Nuvem Menor de Magalhães = Galáxia Irregular, análoga a anterior, e dimensão aparente de 3,5º

NEBULOSAS:

a) M8 Sagittarius = Nebulosa com magnitude 6

b) M16 Serpens = Esta nebulosa, como a maioria, brilha pela ação de pequenos cúmulos de estrelas brancas e azuis em seu interior. Sua mag. é 7

c) M17 Sagittarius = Nebulosa que lembra o número “2”, sua magnitude é 7

d) M27 Vulpecula = Nebulosa planetária, sendo um pouco difícil observar pois sua magnitude é 8e) M42 Orion = “A grande nebulosa”, sua magnitude é 5

CÚMULOS:a) M6 Scorpius = Cúmulo galáctico de magnitude global de 4,3, fácil observação.

b) M13 Hercules = Cúmulo globular, com aparência difusa vista de binóculos. Magnitude 6

c) M37 Auriga = Cúmulo galáctico formado por cerca de 150 estrelas. Magnitude 6,2

d) M44 Cancer = Cúmulo galáctico, possui uma visão excelente vista no binóculo. Magnitude 4,5

e) M45 Taurus = Cúmulo galáctico “As Plêiades”, Muito bonito visto em binóculos.

f) M47 Puppis = Cúmulo galáctico formado por cerca de 50 estrelas de fácil observação.

g) NGC869 e NGC884 Perseus = “O duplo cúmulo”, soberba visão, as vezes são vistos a olho nu.h) Omega Centauri = Cúmulo globular gigante, composto de um milhão de estrelas com mag. Média 4.

ESTRELAS BINÁRIAS:

a) Theta (θ) Tauri = Branca e laranja

b) Ipsilon (ν) Geminorum = grande contrastec) Alfa (α) Leonis = muito brilhante

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Observatórios Astronômicos Municipais

em quinta-feira, 11 de junho de 2009

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Centros podem ter atuação ampla e diversificada na sensibilização para a ciência


por Paulo Sergio Bretones

Neste Ano Internacional da Astronomia, mais de 130 países estão promovendo programações com ênfase em divulgação e atividades educacionais visando aumentar o interesse dos jovens pela ciência. Em agosto será realizada, no Rio de Janeiro, a 27a. Assembléia Geral da União Astronômica Internacional (IAU), evento que reunirá astrônomos profissionais do mundo todo.

Mas, além de movimentos e reuniões internacionais, o que pode ser feito no âmbito local para despertar o interesse das pessoas
e particularmente dos jovens?

A observação do céu, a olho nu, ou com instrumentos desperta o fascínio de qualquer um.

É impossível ser indiferente à visão de um eclipse, de uma estrela cadente ou de um cometa. E o que dizer de observações com telescópios envolvendo planetas, aglomerados de estrelas, nebulosas e galáxias?

A astronomia tem origem em muitas culturas como a mais antiga das ciências, determinante no domínio da agricultura pelo conhecimento dos calendários. Mesmo sem percebermos, está presente na vida cotidiana, na determinação dos calendários e na contagem do tempo, na das estações, no clima, na orientação à navegação e na evolução da vida.

Sempre tão presente que, quase sempre, carece de maiores informações para sistematizar esse conhecimento e dar conta das perguntas dos seus alunos, no caso de professores. Como área do conhecimento – daí a sua importância na educação – está ligada a todas as disciplinas, como física, geografia, química, matemática e história, entre outras. Assim, os conteúdos astronômicos fazem parte, de várias formas, do programa escolar e dos livros didáticos.

Como hobby, e com a ajuda da internet, a astronomia é praticada por muitos amadores em todo o mundo e pode atrair estudantes para várias áreas e carreiras. Em 1996, participei de um colóquio da IAU em Londres, quando apresentei um trabalho que tratava de como convencer prefeituras municipais a construir centros de astronomia. Na época, fiz entrevistas com colegas que me contaram a história e os passos que seguiram para implementar alguns dos primeiros observatórios municipais no Brasil, como os de Campinas, Americana e Piracicaba.
Cada um contou sua história de contatos com prefeitos, secretários municipais, vereadores e imprensa da cidade. Mesmo não tendo uma receita pronta para isto, é fácil notar que um observatório pode estar ligado a secretarias municipais de educação, cultura, turismo e meio ambiente, dadas as suas aplicações e ligações com todos esses setores.

A instalação inicial de pequenos telescópios pode ser incrementada progressivamente com lunetas, binóculo, e até instrumentos maiores. Nem sempre há necessidade de locais muito escuros já que, para a Lua, planetas brilhantes, estrelas duplas, aglomerados estelares e mesmo o Sol (por projeção ou filtros espaciais) bastam locais urbanos.

No que se refere à educação, esses observatórios podem ser usados para a formação de professores e para trabalhos com estudantes que teriam oportunidade de tomar contato com assuntos pouco abordados no programa escolar.

Também como opção de cultura e de lazer, um observatório passa a ser uma forma de atração turística na cidade. Afinal, as pessoas, de modo geral, apreciam passeios ao ar livre onde é possível contemplar o céu e indagar sobre outros mundos, fazer perguntas e discutir temas que tocam a humanidade há milênios.

Professores aposentados, e astrônomos amadores, poderiam gerir esses centros e fazer do astrônomo amador alguém tão importante quanto um piloto amador durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse sentido, podem ser criados postos de trabalho para estudantes de graduação ou professores de ciências, por exemplo, que poderiam se profissionalizar na área da educação em astronomia. Esses observatórios podem ser construídos por meio de projetos anuais renováveis, ou até pela implantação de leis que garantam seu funcionamento contínuo, com a criação de cargos mais estáveis, cujos profissionais poderiam ser selecionados por concurso público.

Mais que isto, essas instituições poderiam associar-se a universidades e levar adiante projetos educacionais e até de pesquisas, desde que inseridas em projetos maiores de relevância para a pesquisa astronômica atual. Rastreamento de cometas e asteróides ou observações de estrelas variáveis podem integrar esses programas.

Despertar a curiosidade dos jovens e dar opções à população de modo geral por meio de discussões envolvendo a beleza do céu talvez possa ajudar até mesmo a amenizar a situação de violência e o uso de drogas, ao contribuir para um novo sentido à vida de muita gente.

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sábado, 30 de maio de 2009

[Artigo] 2009: Ano Internacional da Astronomia. Por que e pra quê?

em sábado, 30 de maio de 2009

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Por Renato Las Casas

Em sua opinião, o que aconteceu de mais importante na Astronomia, em todos os tempos?

Há anos costumo fazer essa pergunta. As respostas têm sido muito variadas. Variam inclusive com o grau de instrução das pessoas questionadas.


A grande maioria das crianças, estudantes do ensino fundamental, tem respondido haver sido a descoberta de que a Terra não é o centro do universo ou a descoberta de vivermos em um mundo esférico. Até hoje, nessa classe de estudantes, a resposta “invenção do telescópio” tem aparecido em terceiro lugar.

Estudantes do ensino médio variam mais as suas respostas. As três que mais têm aparecido, mais ou menos em igual número, acredito serem: a Terra não é (ou está) no centro do universo; ida do homem à Lua e invenção do telescópio.

As respostas dadas por estudantes do ensino superior, das mais diversas áreas, têm sido muito parecidas àquelas dadas por estudantes do ensino médio, porém, com a resposta “invenção do telescópio” se sobressaindo em relação às demais. Estudantes da área de exatas também têm respondido, com freqüência, haver sido a formulação da Teoria da Relatividade de Einstein.

Responder essa pergunta não é fácil. Foram tantos grandes e importantes passos dados pela humanidade nessa área... Considero válidas todas as respostas mencionadas acima. Cada descoberta teve a sua importância em sua época. Como poderíamos saber que a Terra não é o centro do universo se ainda pensamos que vivemos em um mundo plano?!

Porém a fundamental importância da invenção do telescópio para o nosso conhecimento (e pensamento!) atual é inquestionável.

Em 2009 completam-se 400 anos das primeiras descobertas realizadas com o recém inventado telescópio.

No início de 1609 Galileo Galilei teve noticia de um invento holandês, à venda nas maiores cidades européias, destinado principalmente a melhor visualização de espetáculos de ópera. Percebendo amplas possibilidades científicas para o que até então era considerado um brinquedo, Galileo descobriu o seu funcionamento e o transformou no instrumento responsável por descobertas que transformaram significativamente nosso conhecimento e pensamento.

As primeiras descobertas de Galileo com o seu recém inventado (ou transformado) instrumento foram publicadas em março de 1610, na obra intitulada Sidereus Nuncius, ou “Mensageiro das Estrelas”.

Embora em grande parte do Sidereus Nuncius Galileo se dedique a “bajular” o grão-duque Cosimo de Médici, procurando obter o cargo de matemático e filósofo particular desse nobre, é evidente a pressa que Galileo teve em publicar suas mais recentes descobertas, antes que alguém o fizesse.

As primeiras anotações científicas feitas por Galileo a partir de imagens visualizadas com telescópio teriam sido feitas em Pádua, na noite de 30 de novembro de 1609. Foram dois esboços da superfície lunar feitos com tinta e pincel em uma folha de papel especial para pintura. Em dezembro de 1609 Galileo acrescentou outras quatro imagens lunares a essa folha.

Em uma série de observações realizadas na primeira quinzena de janeiro de 1610 Galileo observou quatro “estrelas” companheiras de Júpiter, que seguiam esse planeta, girando ao seu redor. Galileo sabia que um dos principais questionamentos que vinha sendo feito por aqueles que insistiam na teoria geocêntrica, era “-Como uma Terra em órbita em torno do Sol, podia levar a Lua junto com ela?”. Todos concordavam que Júpiter se movia no espaço (em órbita em torno do Sol ou em órbita em torno da Terra) e o telescópio estava mostrando que mesmo assim Júpiter conseguia arrastar com ele objetos girando em seu entorno.

A pressa em publicar tais descobertas foi tão grande que em um processo considerado muitíssimo rápido até nos dias atuais, aproximadamente sessenta dias depois dessas ultimas descobertas, Sidereus Nuncius, contendo relatos e anotações dessas primeiras observações de Galileo, era publicado pelo tipógrafo de Veneza. (No Sidereus Nuncius, Galileo homenageia Cosimo de Médici denominando as luas de Júpiter de “Estrelas dos Médicis”, além de ocupar grande parte da obra com o horóscopo desse grão-duque.)

Somando-se ao aniversário de 400 anos dessas descobertas a reconhecida necessidade de se difundir amplamente “cultura científica”, a 62ª Assembléia Geral da ONU, em 20 de dezembro de 2007, proclamou 2009 o “Ano Internacional da Astronomia”.

Em 23 de julho de 2003, a Assembléia Geral da União Astronômica Internacional (IAU), realizada na Austrália, havia aprovado resolução a favor da proclamação de 2009 como o “Ano Internacional da Astronomia”. Coube à Itália a iniciativa da apresentação dessa proposta à UNESCO (órgão da ONU para assuntos de Educação; Ciência e Cultura) que a recomendou às Nações Unidas.

A coordenação mundial das ações para operacionalização dessa proclamação está sendo realizada pela UNESCO e pela IAU.

São metas do Ano Internacional da Astronomia:

- Difundir na sociedade uma mentalidade científica.
- Promover acesso a novos conhecimentos e experiências observacionais.
- Promover comunidades astronômicas em países em desenvolvimento.
- Promover e melhorar o ensino formal e informal da ciência.
- Fornecer uma imagem moderna da ciência e do cientista.
- Criar novas redes e fortalecer as já existentes.
- Melhorar a inclusão social na ciência, promovendo uma distribuição mais equilibrada entre os cientistas provenientes de camadas mais pobres, de mulheres e minorias raciais e sexuais.


Considero astronomia a melhor porta de entrada para o conhecimento científico (para crianças e para adultos). Por um lado, isso se deve ao grande interesse que as pessoas têm, em geral, em relação às questões astronômicas; por outro lado, às ligações muitas vezes íntimas da astronomia com praticamente todas as áreas da ciência; etc. Para atingir as metas especificadas acima, nada melhor que a utilização da astronomia como veículo.

Mas em que essa difusão do conhecimento científico pode ser importante? Haveria mesmo uma necessidade de popularização da ciência? Como isso pode melhorar a nossa vida?

Temos várias razões para acreditarmos ser a “alfabetização científica” uma necessidade das sociedades atuais, assim como um direito de todos os cidadãos!

Vamos começar falando de economia. Países, mundo afora, que investiram em educação científica, estão aí, para dar o exemplo (Japão; China; Coréia do Sul; etc.). Conhecimento científico gera riquezas; atualmente, mão-de-obra necessária para a geração de riquezas tem que ter formação científica!

Politicamente falando, acreditamos ser direito de todos os cidadãos terem condições de opinar em todas as questões relevantes para a sociedade, questões essas que irão influir ou já influem em suas vidas. Cada vez mais encontramos questões científicas importantes sendo discutidas com pouco conhecimento e muita paixão pelos mais diversos setores da sociedade. Quer exemplos? – Qual a culpa do homem no aquecimento global? – Você é a favor do uso de células-tronco embrionárias pela medicina? – Até que ponto você é a favor dos alimentos transgênicos?

Termos uma base científica, nos dias de hoje, ajuda até em nosso equilíbrio emocional. O rápido progresso tecnológico característico de nossos dias tem nos feito cada vez mais utilizar máquinas que desconhecemos completamente o seu funcionamento. Sabemos apenas apertar botões e esperar pelo resultado de termos apertado esse ou aquele botão. Vemos essas máquinas como caixas cheias de mistério. Isso em geral nos leva a não nos sentirmos completamente integrados ao mundo em que vivemos; incapazes de prevermos o seu futuro, quanto mais de propormos caminhos.

Renato Las Casas é Professor do Departamento de Física e Coordenador do Grupo de Astronomia da Universidade Federal de Minas Gerais.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Compare o tamanho dos planetas nesta escala do universo

em quinta-feira, 23 de abril de 2009

19 comentários
Para que possamos comparar melhor o tamanho dos diversos astros, vamos observar algumas imagens. A primeira delas nos mostra que a Terra e Vênus tem tamanho muito parecidos. O raio equatorial da Terra é de 6378 km, enquanto o de Vênus, 6051 km. Uma diferença não muito grande.

Sequência: Terra, Vênus, Marte, Mercúrio e Plutão
Marte, por sua vez, é bem menor. Seu raio é de 3397 km, ou seja, um pouco maior que a metade do nosso planeta. Marte é 1.3 vezes maior que Mercúrio, com 2439 quilômetros de raio, que por sua vez é o dobro de Plutão, com 1160 km. Não é a tôa que Plutão foi rebaixado, não acha? A maioria dos telescópios de médio porte, usado por amadores, não consegue vê-lo. Plutão é menor que nossa Lua, que tem 1738 quilômetros de raio!

Gostou dessa comparação? Então vamos à próxima.
Ela nos mostra na sequência (Maior-Menor) os gigantes gasosos, como são conhecidos Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Rochosos são Terra, Vênus, Marte, Mercurio e Plutão.

Sequência: Júpter, Saturno, Urano, Netuno, Terra, Vênus, Marte, Mercúrio, Plutão
Júpiter, o maior planeta do sistema solar, tem 71492 quilômetros de raio, 11 vezes maior que o raio do nosso planeta. Se fosse ôco, caberia mais de 2 mil Terras dentro dele! Saturno, o segundo maior planeta, não fica atrás. Seu raio é de 60268 quilômetros.

Bem menores, Urano e Netuno têm 51108 e 49538 quilômetros de raio, mesmo assim, aproximadamente 8 vezes maiores que Terra. A figura mostra bem o quanto somos pequeninos perto desses gigantes de gás!
Na sequência vemos o Sol. Seu raio, de 695 mil quilômetros é 100 vezes maior que o raio terrestre. Mesmo o gigantesco Júpiter não passa de uma bolinha de gude quando comparado ao astro-rei. Veja que a Terra, nossa bela Terra, não atinge sequer o tamanho de uma pulga!

Sequência: Sol, Júpter, Saturno, Urano Netuno, Terra, Vênus, Marte, Mercúrio e Plutão
Mas as comparações não param. Nem mesmo o Sol é tão grande quanto parece. A ilustração abaixo mostra que até ele se torna uma pequena estrela quando comparado à outros sóis, muitos anos-luz distantes. Nosso Sol não passa de uma lanterna quando comparado à Sirius, distante 25 anos-luz do nosso planeta e a estrela mais brilhente no céu noturno.


Sequência: Arcturus, Pollux, Sírius e Sol
Mas até mesmo Sirius, se comparada à grande Arcturus, perde sua majestada. Essa estrela gigante, 17 vezes maior que o Sol, põe suas concorrentes no chão e faz nosso Sol parecer uma pequena lamparina!
Mas não se iluda. No universo a briga é boa e quando você acha que já viu tudo, pode se enganar. Veja a imagem abaixo.

Sequência: Antares, Betelgeuse, Aldebaran, Rigel, Arcturus Pollux, Sírius e Sol
Agora quem parece uma pulga é a gigantesca Arcturus. Perto de Antares, uma supergigante vermelha distante 600 anos-luz da Terra, tudo parece pequeno. Antares é 700 vezes maior que nosso sol e brilha 10 mil vezes mais forte. Localiza-se no centro da constelação do Escorpião, e devido à sua coloração avermelhada, alguns astrônomos a chamam de Coração do Escorpião.

Sequência: Pistol Star e Antares
A Estrela da Pistola, situada na constelação de Sagitário e fora do alcance de nossa visão, faz com que Antares tenha o aspecto de um planeta ao seu lado.

Sequência: VV Cephei, V354 Cephei, KW Sagitarri e Pistol Star
Nessa última comparação, temos três das maiores estrelas já catalogadas e que fazem com que a Estrela da Pistola se torne um pequeno planeta. O destaque para VV Cephei, a maior conhecida até então, fez com que nosso sol literalmente desaparecesse.


Por fim, a Via Láctea, a nossa constelação, lar de aproximadamente 200 bilhões de estrelas. Comparado a ela, VV Cephei é 1,7 milhão de vezes menor do que um pixel dessa foto. Ou seja, nada.
Como deu pra notar, em um universo gigantesco, nossa Terra não é tão importante quanto imaginamos !

Fonte: Apolo11.com.br

O poder dos telescópios e os objetos deixados na superfície Lunar

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Algumas vezes somos questionados sobre qual seria o melhor tipo telescópio para que seja possível ver a bandeira ou o carro deixados pelos astronautas na Lua na década de 1970. Outras vezes a pergunta recai sobre o motivo pelo qual, mesmo existindo tantos telescópios na Terra, essas mesmas fotos não são publicadas. Apesar de parecerem ingênuas à primeira vista, as perguntas são bastante interessantes e mostram como um pouquinho de conhecimento pode explicar muita coisa.
Antes de entrar em detalhes, é necessário informar que as fotos dos objetos deixados na Lua não são publicadas simplesmente porque elas não existem. E o motivo é bem simples: não existe nenhum telescópio capaz de enxergar objetos tão pequenos a uma distância tão grande. Nem o telescópio Hubble é capaz desse feito!

Para explicar o motivo que faz essa observação ser praticamente impossível é necessário conhecer dois conceitos importantes: o tamanho angular da Lua e dos objetos no céu e o poder de resolução de um telescópio. Vamos começar pelo primeiro.

Medida Angular

Em astronomia a abóbada celeste é divida em um arco de 360 partes ou graus. Cada uma dos 360 graus desse arco é divido em outras 60 partes ou minutos. Assim, o arco da abóbada tem ao todo 21600 minutos. Cada minuto desse arco também é dividido em 60 partes ou segundos, tornando a abóbada um arco composto de 1296000 segundos.

**Diagrama mostra a Lua sob a abóbada celeste e seu
diâmetro aparente em arco-minutos e real em km
Cada um dos minutos desse arco é chamado de arco-minuto ou minuto de arco enquanto cada segundo é chamado de arco-segundo ou segundo de arco. Qualquer uma dessas denominações estão corretas e podem ser empregadas sem confusões.

Tamanho da Lua


É na abóbada imaginária que estão dispostos todos objetos celestes, os planetas, as estrelas, o Sol e a Lua. Se olharmos a Lua veremos que ela ocupa aproximadamente meio grau (30 minutos) no arco dessa abóbada, ou seja, 1800 arco-segundos.

Como sabemos, a Lua tem um diâmetro de 3474 km e é praticamente esse disco que enxergamos aqui da Terra. Se este disco de 3474 km ocupa 1800 segundos, então cada arco-segundo dele equivale a 1.93 quilômetro.

Uma vez compreendido o conceito acima, vamos ao segundo ponto da questão.

A Resolução do Telescópio

Todos os instrumentos óticos, inclusive nossos olhos, têm suas limitações e um dos principais fatores que determinam a capacidade de um telescópio é chamado de "Poder de Resolução". É ele que determina o tamanho do menor objeto que se pode ver através de um telescópio.

Existem diversos métodos para se calcular o poder de resolução de um telescópio e um dos mais usados é o "Critério de Rayleigh". Para usá-lo basta dividir 139.7 pelo tamanho da objetiva em milímetros. O resultado será o poder de resolução, expresso em arco-segundos.

Como exemplo, um telescópio de 150 milímetros tem um poder de resolução de 0.93 arco-segundos (139.7/150mm), o que significa que objetos menores que isso não poderão ser vistos por este telescópio. Apenas para lembrar, a Lua tem 1800 arco-segundos.

A grosso modo, o poder de resolução de um instrumento é diretamente proporcional ao tamanho da sua abertura. Em outras palavras, quanto maior o diâmetro da objetiva ou espelho, melhor será seu poder de resolução.

Juntando tudo e mais um pouco


Como vimos no início, cada arco-segundo no disco lunar equivale a 1.93 km. Se apontarmos para ela nosso telescópio de 150 milímetros, capaz de "resolver" 0.93 arco-segundo, então o menor objeto que podemos ver com ele na superfície da Lua precisa ter no mínimo 1794 metros. Veja porque:

1 - Poder de Resolução=139.7 "dividido" por 150 mm = 0.93 arco-segundo.
2 - Resolução=1.93 km x 0.93 = 1794 metros

Ou seja, com um telescópio de 150 milímetros não dá pra ver o carro, a bandeira ou a pegada de Armstrong na Lua!

Mais força!

Mas... E se aumentarmos o diâmetro do telescópio. Que tal um caro instrumento de 300 milímetros? Bem, neste caso as coisas melhoram, mas não muito. Vejamos:

1 - Poder de Resolução=139.7 "dividido" por 300 = 0.46 arco-segundo.
2 - Resolução=1.93 x 0.46 = 898 metros

Melhorou bastante mesmo. Com um instrumento de 300 milímetros já dá para ver objetos de 898 metros, mas o carro, a bandeira ou a pegada de Armstrong... Nada feito!

Mais Potência

Vamos poupar esforços e vamos olhar a Lua com o maior telescópio que existe no mundo, o SALT, na África do Sul. Seu espelho tem nada menos que 11 metros de diâmetro, ou seja, 11 mil milímetros. Será que agora dá para ver os apetrechos lunares? Vamos ver:

1 -Poder de Resolução=139.7 "dividido" por 11000 = 0.0127 arco-segundo.

2 - Resolução=1.93 km x 0.0127 = 24.51 metros

Nada ainda... Nem com o maior telescópio do mundo é possível ver o carro, a bandeira ou a pegada de Armstrong na Lua!

Concluindo

Como deu pra perceber, não basta ter um telescópio para se ver os equipamentos deixados na Lua. É preciso que esse telescópio tenha um diâmetro muito grande, capaz de "resolver" detalhes muito pequenos. Supondo que o carro deixado na Lua tenha aproximadamente 2.5 metros de comprimento, o telescópio terá que ter aproximadamente 100 metros de diâmetro para que os instrumentos lá deixados sejam visíveis aqui da Terra. Sem dúvida, um instrumento impraticável!

A título de curiosidade, o olho humano médio tem um poder de resolução de 120 arco-segundos. Assim, quando olhamos a Lua o menor detalhe que podemos ver precisa ter no mínimo (1.93 km x 120 seg) 231 quilômetros!

Apolo11.com

domingo, 19 de abril de 2009

AS ESTRELAS DA BANDEIRA BRASILEIRA

em domingo, 19 de abril de 2009

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Prof. Renato Las Casas
Colaborou: Prof. Domingos Sávio de Lima Soares


A disposição das estrelas no céu, no início das noites de junho, é a mesma representada na Bandeira Brasileira.
As estrelas e as constelações representadas na nossa bandeira correspondem ao aspecto do céu na cidade do Rio de Janeiro às 8:30h do dia 15 de novembro de 1889; local e data da proclamação da república. Dia após dia, durante o ano, essa mesma disposição se repete no céu quatro minutos mais cedo.

REPRESENTAÇÃO INVERTIDA

Na nossa bandeira, o Distrito Federal e cada estado da federação estão representados por uma estrela. São portanto 27 estrelas de 8 constelações representando os atuais 26 estados e o distrito federal brasileiros.


Para identificarmos no céu essas estrelas, a primeira coisa que devemos notar é que em nossa bandeira as estrelas aparecem invertidas (espelhadas) em relação à disposição que as vemos no céu. Isso porque segundo a lei No 5.700, de 1 de setembro de 1971, que dispõe sobre a forma e a apresentação dos símbolos nacionais, as estrelas na Bandeira Brasileira, devem ser consideradas como vistas por um observador "situado fora da esfera celeste".



CONSTELAÇÕES

Uma nomenclatura das estrelas, das mais utilizadas, segue a seguinte regra: Em cada constelação a estrela mais brilhante recebe o nome de Alfa; a segunda mais brilhante recebe o nome de Beta; a terceira mais brilhante de Gama; e assim por todo o alfabeto grego. Temos assim a Alfa, a Beta, a Gama, etc. do Cruzeiro do Sul; a Alfa, a Beta, a Gama, etc. de Escorpião; e assim por diante.
Apresentamos a seguir, constelação porconstelação, a representação dos estados brasileiros em nossa bandeira. Utilizamos a notação salientada acima, sendo que em alguns casos (correspondentes a algumas das estrelas mais brilhantes) apresentamos também os nomes mais tradicionais dessas estrelas.



AS ESTRELAS E OS ESTADOS

Podemos notar que de uma forma não rígida, a escolha da estrela representante de cada estado procura seguir uma correspondência entre a localização do estado no território brasileiro e a localização da estrela no céu. Assim é que os estados "centrais" do Brasil, dentre eles Minas Gerais, estão representados por estrelas do Cruzeiro do Sul; estados a oeste estão representados por estrelas do Cão Maior; etc.
Ao contrário do que muitos pensam, Alfa da Virgem, ou Spica, aquela estrela que aparece solitária sobre a faixa "Ordem e Progresso", não representa o Distrito Federal. Spica, que no céu se encontra bem ao norte, representa o estado do Pará. O Distrito Federal é representado pela Sigma do Octante, a menos brilhante de todas as estrelas da nossa bandeira. Essa estrela é tão pouco brilhante que está próxima ao limite de visualização a olho nu.

Ela contudo foi escolhida para representar o Distrito Federal por estar bem próxima ao pólo sul celeste. Sendo assim ela não apenas está sempre no céu (em qualquer dia e qualquer horário) para nós do hemisfério sul; como também vemos, durante uma noite, todas as estrelas girarem em torno dela.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Como escolher um bom telescópio?

em quinta-feira, 9 de abril de 2009

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A escolha de um telescópio é uma tarefa relativamente simples, quando se dispõe dos conhecimentos básicos sobre quais características se deve priorizar. As informações divulgadas em diversos sites nem sempre são corretas e muitas vezes são conflitantes, aumentando a confusão, em vez de auxiliar na escolha. Muitas vezes a eleição do melhor instrumento é parcialmente subjetiva, dependendo das preferências individuais e das necessidades individuais. Se a pessoa quer um telescópio exclusivamente para observação direta, sem interesse em tirar fotos, as prioridades não são as mesmas para outra que queira principalmente usá-lo para astrofotografia. Se uma pessoa quer principalmente estudar planetas, suas prioridades também são diferentes das de uma pessoa que queira observar céu profundo e cometas. Se a pessoa quer um instrumento para viagens constantes, ou para observar o Sol, ou para alguma finalidade mais especializada, também deve adotar critérios específicos na sua escolha. Neste artigo tentaremos proporcionar uma visão geral sobre o tema, e esperamos que cada um se aprofunde nos detalhes para seu caso pessoal.

ARTIGO COMPLETO NO LINK: http://www.sigmasociety.com/como_escolher_um_bom_telescopio.pdf

Fonte: www.sigmasociety.com

sábado, 14 de março de 2009

[LEITURA RECOMENDÁVEL] Batalha entre os maiores programas de Astronomia

em sábado, 14 de março de 2009

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Batalha entre os maiores programas de Astronomia
Por Elaine Martins da Silva no site Baixaki
É hora da briga! Qual o melhor programa para viajar pelo Universo?!
Em comemoração os 4 séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei, 2009 foi designado como o Ano Internacional da Astronomia. A mais antiga das ciências conta, hoje, com dezenas de programas que se dedicam a mostrar o céu de uma forma bem diferente para os leigos no assunto e também facilitam a vida de astrônomos amadores.

Como não poderia ser diferente, o Baixaki preparou uma super comparação dos três principais aplicativos dedicados à astronomia. Conhecendo as diferenças, vantagens e desvantagens de cada um destes programas, você pode escolher aquele que melhor se encaixa com seus interesses e conhece o céu de uma maneira divertida e muito interessante.

Os três aplicativos escolhidos foram: Stellarium, Google Earth e WorldWide Telescope. É, parece que o duelo vai ser dos bons! Então, lá vamos nós!

É bom saber
Todos os testes realizados nos programas foram feitos em um Inter Core 2 Duo com dois núcleos de 2.4 GHz, 3 GB de memória RAM e um HD principal de 280 GB. O sistema operacional utilizado foi o Windows XP Home Edition, com Service Pack 3.
Os testes foram realizados simulando o uso comum de um computador, ou seja, com antivírus e programas que inicializam com o Windows ativados. Cada um dos aplicativos desta batalha foi testado individualmente.

STELLARIUM, O PEQUENO GIGANTE!

Quando o pequeno Stellarium foi lançado, não parecia ser grande coisa, mas aos poucos o programa foi ganhando seu espaço e o respeito do público que procura aplicativos do gênero. Por que o aplicativo do desconhecido Fabien Chéreau ganhou o respeito dos usuários?
Confira abaixo!

Beta sem problema
Um dos principais atrativos do programa é que, mesmo estando em fase de testes, não apresenta erros graves que exijam o encerramento do aplicativo. Muitos usuários têm medo de instalar qualquer software que tenha em seu nome as palavras: beta ou teste. Com Stellarium, no entanto, não é problema.


Interface e menu
Para usuários iniciantes, que nunca utilizaram um programa do gênero, o Stellarium é o que possui a interface mais agradável e simples. Todas as principais opções dispostas em uma única barra de tarefas permitem que os usuários encontrem as ferramentas que procuram com muito mais facilidade.
Além da praticidade, a beleza da interface também chama atenção. Os desenhos dos botões são bem detalhados, assim como as imagens das constelações, paisagens e demais detalhes que o programa exibe.
Recursos e opções
Dentre todos os recursos do Stellarium, talvez o que mais impressione seja a possibilidade de visualizar o céu dos diferentes planetas, satélites naturais e estrela do sistema solar. Se você colocar a opção para ver o céu do Sol, por exemplo, irá notar que a Terra é mostrada como os outros planetas: apenas um ponto (azul) no céu com a identificação “Terra”.



Outro recurso muito atraente no programa são as paisagens para simular o ambiente de observação. Você pode estar na Lua, Marte, em alto mar ou mesmo em uma montanha com muito gelo. A riqueza de detalhes impressiona até mesmo os mais acostumados com o programa.

O Stellarium conta ainda com uma ferramenta que permite ao usuário visualizar o nome das constelações para outros povos, como os chineses, egípcios, coreanos, navajos e muitos outros.


Acontecimentos em tempo real
Ao olhar Júpiter pelo telescópio, por exemplo, é possível visualizar suas quatro luas principais (Io, Ganimedes, Europa e Calisto). Mas, como saber qual lua é qual?
Utilizando o Stellarium você é capaz de identificar cada uma das luas, graças a um recurso do programa que exibe, de forma precisa, a posição e o nome dos principais satélites de cada planeta em tempo real.

Qualidade das imagens e desempenho
Apesar de ser o programa, dentre os três citados, que ocupa mais espaço em disco, o Stellarium é o que apresenta o melhor desempenho e o que ocupa menor quantidade de memória quando em execução.
Isso, no entanto, não interfere absolutamente nada na qualidade das imagens exibidas nem na velocidade do programa. É verdade que o zoom do programa não exibe tantos detalhes quanto seu concorrente WorldWide Telescope, mas para quem procura algo prático e fácil de utilizar, não há programa melhor.
*


GOOGLE EARTH, AGORA COM MARTE


Apesar de ter começado apena com a Terra, o Google Earth evoluiu e traz muito mais do que imagens tridimensionais de casas, prédios e construções.


Últimos lançamentos
Além de permitir que você caminhe pela superfície de Marte, a quinta versão do aplicativo traz imagens muito mais detalhadas do céu. Suas fotos em alta resolução garantem a qualidade de exibição mesmo quando você aumentar bastante o zoom.


Menus e interface
O Google Earth possui uma interface agradável para trabalhar, mas seu sistema de camadas pode confundir um pouco a cabeça de usuários novatos, mas nada que um pouco de prática não resolva.
A barra de tarefas principal do programa conta com diversas opções, dentre as quais é possível encontrar uma maneira muito prática para alternar entre as exibições do céu, de Marte e da Terra. É só acessar o ícone e escolher qual das três opções deseja visualizar.

Camadas e Recursos
Apesar de não ser comum, a utilização de camadas permite que os usuários ativem e desativem diversos recursos do programa. Dessa maneira, você pode melhorar o desempenho da sua máquina ativando apenas os recursos que irá utilizar.
Uma das camadas mais úteis é, com certeza, aquela que exibe o contorno das constelações, pois ela facilita a localização de objetos e estrelas no céu.
Para aqueles que sempre procuram um algo a mais, o Google Earth disponibiliza um mapa histórico do céu e também, em imitação ao Stellarium, o desenho das constelações.
O recurso de busca do programa é muito eficiente e, além de encontrar os objetos procurados, ele guarda um histórico das procuras realizadas para o caso de você não lembrar o que já procurou.
As demais camadas possuem os mais variados recursos para você aproveitar, dentre os quais podemos citar: eventos atuais no céu, tour pelo céu, observatórios em destaque e outros mais.
Um recurso ausente no programa do Google e que faz falta, principalmente para astrônomos amadores, é a exibição dos satélites naturais de cada um dos planetas. Além disso, o zoom dos planetas deixa um pouco a desejar.


Qualidade das imagens e desempenho
Que a qualidade das imagens do Google Earth é superior às do Stellarium, não há dúvida! Mas, como consequência, é preciso um computador um pouco mais potente para rodar o programa da Google sem problemas. Usuários que possuem uma máquina mais simples podem encontrar um pouco de dificuldade para usar o aplicativo.



Marte neles!
O novo recurso que permite ao usuário “caminhar” pela superfície de Marte é, sem dúvida, um ótimo motivo para você utilizar o programa. Os detalhes exibidos nas imagens impressionam e conquistam até mesmo os mais experientes na área de astronomia.


*


WORLDWIDE TELESCOPE, ÓTIMA RESPOSTA DA MICROSOFT



Outro gigantes que entrou na briga dos programas de astronomia foi a Microsoft. Com diversos recursos e imagens de dar inveja, o WorldWide Telescope mostra que veio para ficar e surpreender.



Interface, menus e opções
Uma das características marcantes neste último aplicativo da comparação é a interface simples e amigável. Apesar de assustar um pouco no primeiro contato do usuário com o software, as barras de tarefas distribuídas pelo programa facilitam muito a localização de objetos celestes e o acesso às diversas configurações oferecidas.
O sistema de abas empregado no WorldWide Telescope permite a organização das configurações e recursos por temas, ajudando na procura pelas ferramentas. Se o usuário quiser alterar qualquer configuração do programa, não encontrará dificuldade alguma, pois todas as principais opções são facilmente acessíveis através da barra de tarefas principal do programa.
Você poder interagir com outros usuários e trocar muitas ideias são coisas que nem todos os aplicativos permitem, mas que você consegue fazer utilizando o programa da Microsoft.


Recursos
Além dos recursos básicos como exibir as constelações e seus nomes, mostrar os planetas, nebulosas e aglomerados, o WorldWide Telescope é uma verdadeira escola da mais antiga ciência do mundo. Com o recurso Guided Tour, os usuários podem baixar vídeos que falam sobre galáxias, constelações, missões espaciais e muito mais, todos narrados por especialistas no assunto.

Assim como seu concorrente Stellarium, o programa em questão exibe a localização exata dos planetas e de suas luas, mostrando também o nome de cada satélite.
A diferença está na qualidade do zoom apresentado nos dois programas. O WorldWide Telescope exibe imagens muito detalhadas das luas, mostrando perfeitamente a superfície dessas.
Dentre os três programas, este é o que possui o sistema de busca mais eficiente e dinâmico, uma vez que ele exibe vários resultados para a pesquisa realizada.


Qualidade das imagens e desempenho
Com certeza este terceiro aplicativo do duelo é o que exibe as imagens com melhor qualidade, mas, em consequência, é o que exige mais memória quando em execução (três vezes mais do que o Stellarium). Outra consequência das figuras em alta resolução é o tempo que as essas levam para carregar completamente. O mais indicado é que o computador tenha uma placa de vídeo externa para melhorar ainda mais a qualidade das fotos.

Durante a execução dos vídeos, a máquina utilizada para os testes não travou, mas mostrou certa lentidão. Além disso, durante o download dos pacotes de vídeos, não é possível utilizar o programa, algo que poderia ser repensado pelos desenvolvedores da Microsoft.

Aos arredores
A melhor forma de conhecer o Universo é explorando cada canto. Pensando nisso, o WorldWide Telescope criou um recurso que mostra, em fotos, todos os objetos relevantes que encontram-se próximos ao local que você está explorando. Assim, quando quiser mudar o rumo da sua caminhada pelo espaço, é só escolher qual dos objetos mostrados deseja ver!


**Mas afinal, qual o melhor?**

Se você gosta de astronomia, irá encontrar muitas vantagens nos três aplicativos. Mas, cada programa, é criado para um perfil de usuário.


O Stellarium é mais indicado para aqueles que fazem observações em locais mais remotos, com pouco (ou nenhum) recurso de energia elétrica. Por quê?! Normalmente astrônomos carregam notebooks para as observações e, por ocupar menos memória quando em execução, menos bateria é consumida. Assim, é possível manter o notebook ligado por mais tempo. Além disso, a praticidade de navegação e busca do aplicativo facilitam a vida do usuário.

*

O WorldWide Telescope, por sua vez, é ideal para aqueles usuários sonhadores, que gostam de apreciar o Universo sem sair de casa. Outro público alvo do aplicativo é aquela pessoa curiosa e sedenta por conhecimento, pois os vídeos educativos exibidos permitem que você aprenda muito sobre os objetos celestes e sua formação.

*

O Google Earth é mais para os usuários exploradores, que gostam de uma boa aventura em terrenos desconhecidos, afinal ninguém explorou Marte nos mínimos detalhes ainda!


*Independente do seu perfil, não deixe de conferir estas ferramentas e passe a ver o espaço com outros olhos, fica aí três dicas de guias para você utilizar!

http://www.baixaki.com.br/info/1553-batalha-entre-os-maiores-programas-de-astronomia.htm

domingo, 15 de fevereiro de 2009

[ DICA C.A. Carl Sagan ] Chegou! Stellarium 0.10.1

em domingo, 15 de fevereiro de 2009

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"Além de um céu realista em 3D, a nova versão deste fantástico programa traz muitas novidades e melhorias."

Em comemoração os 4 séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei, 2009 foi designado como o Ano Internacional da Astronomia. Os desenvolvedores do programa Stellarium resolveram dar um presente para os usuários lançando uma nova versão para este fantástico programa, com diversos recursos aprimorados e algumas novidades.

O Stellarium é um aplicativo gratuito que simula a abóbada celeste em tempo real. Ou seja, com ele o usuário pode observar estrelas, constelações, planetas, aglomerados, nebulosas e muito mais, tudo através da tela do computador, em 3D, e como se estivesse no chão, ao ar livre, olhando para o céu.

A simulação é rica em detalhes e, além de exibir diversas informações acerca de todos os corpos celestes, o Stellarium permite regredir ou avançar no tempo através de um sistema de datas e horários muito eficiente.

NOVIDADES DA VERSÃO

Menu principal
A primeira diferença notável nesta nova versão no programa diz respeito ao menu principal. Além de não ser mais fixo no canto esquerdo do programa, ele agora é dividido em duas partes. A parte com configurações como localização, data e horário pode ser encontrada do lado direito da tela.

A segunda parte, com as preferências de exibição é encontrada na parte inferior da tela do programa. Ao afastar o mouse dos menus, automaticamente eles serão ocultados. Para exibi-los novamente, basta arrastar o mouse até os cantos da tela. Além disso, o visual do menu está mais moderno, com ícones maiores e mais bonitos. Um show a parte!

Localização do observador
Para que o programa simule o céu exatamente como você vê, é preciso dar a localização exata da cidade em que você se encontra. As opções de busca por localidades do programa foram aperfeiçoadas e agora exibem uma lista bem maior de cidades e países.
Caso sua cidade não esteja na lista, você pode adicioná-la. É só escolher o planeta (sim, você pode escolher Saturno, Júpiter ou qualquer outro planeta e lua do sistema solar), país e, depois, entrar com as coordenadas – latitude, longitude e altitude - da cidade. Pronto, sua localização está na lista!

Paisagens diversas
A nova versão do Stellarium permite ainda que você escolha entre diversas paisagens para simular o ambiente de observação. A novidade fica por conta das novas opções de ambiente: Marte, Lua e oceanos!
Claro que se trata apenas de uma simulação, logo não espere ver o céu como se você estivesse em outro planeta ou em nosso satélite natural, pois a imagem exibida mostra o céu como visto da Terra!

Catálogo de constelações
Se você sempre teve a curiosidade de saber o nome das constelações em outras culturas, não precisa mais ficar procurando pela Internet.
A nova opção “Starlore” do Stellarium possibilita que você veja o nome que as constelações possuem para outros povos, como os chineses, egípcios, coreanos, navajos e muitos outros.

Tradução
O programa está parcialmente traduzido para o português do Brasil. Boa parte das opções, no entanto, ainda encontram-se em inglês. Se você gosta de astronomia e domina bem o inglês, pode ajudar a traduzir o Stellarium para o nosso idioma, é só entrar no site do desenvolvedor e se informar como proceder!
Fonte: http://www.baixaki.com.br/download/stellarium.htm

AVISO C.A. Carl Sagan [ "É extremamente recomendável possuir um computador de alto desempenho para aproveitar todos os recursos da nova versão, assim evitando transtornos como travamento e lentidão"]

sábado, 24 de janeiro de 2009

O Legado de Galileu

em sábado, 24 de janeiro de 2009

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O Legado de Galileu

Em março de 1610, Galileu – um modesto professor de matemática na Universidade de Pádua, publicou um pequeno livro de apenas 24 páginas, com o título de Sidereus nuncius (O mensageiro das estrelas). Nele, descreveu minuciosamente suas descobertas astronômicas: a Lua não tem uma superfície esférica perfeita e lisa como supunham os filósofos aristotélicos, mas exibe um relevo como a Terra, “com montanhas elevadas, vales e cavidades profundas”. Algumas dessas “cavidades” (crateras, como conhecemos hoje) foram desenhadas em detalhes por Galileu.

Vênus, descobriu Galileu, tem fases, como a Lua – um claro indício de seu movimento em torno do Sol, e não da Terra como defendia o modelo geocêntrico. A mancha esbranquiçada conhecida como Via Láctea é formada por um “amontoado incontável de estrelas”. Galileu notou também que as próprias estrelas, ao contrário dos planetas, não se mostram como pequenos discos circulares, mas como “chamas que cintilam e brilham”; e que o seu número aumenta significativamente quando observados com uma pequena luneta.

Finalmente, ele descobriu quatro “estrelas” que acompanhavam Júpiter, “nunca vistas desde o princípio do mundo”. Noite após noite, Galileu registrou as posições dessas “estrelas” relativas ao planeta, chegando à conclusão de que se trata de luas que orbitam Júpiter, assim como nossa Lua gira em torno da Terra. Mais um bom argumento em favor do sistema heliocêntrico. Galileu chamou esses satélites de “astros mediceus”, em uma homenagem a Cósimo II, o grão-duque da Toscana e líder da família Médici – a quem ele dedicou o livro. Se era uma estratégia, funcionou bem. Cósimo II o nomeou “primeiro matemático e filósofo do grão-duque de Toscana” e “primeiro matemático da Universidade de Pisa”, sem obrigação de residência nem de ensino. E, além disso, a repercussão do Sidereus nuncius foi extraordinária: Galileu ganhou o apoio imediato e entusiasmado de Johannes Kepler e de vários astrônomos do Colégio Romano dos Jesuítas e outros padres da mesma ordem, à época, a elite intelectual da Igreja Católica.

Sentindo-se fortalecido por esse prestígio, Galileu publicou três anos depois Storia e dimostrazione intorno alle macchie solar e loro accidenti (“História e demonstração sobre as manchas solares e suas propriedades”). Neste trabalho argumentou que as manchas escuras observadas sobre o disco solar tinham a natureza de “vapores, ou emanações”. Acreditou então que havia reunido evidências experimentais suficientes para defender publicamente o modelo heliocêntrico de Copérnico, de quem era admirador. A reprodução das observações feitas por Galileu é uma das preocupações do Ano Internacional da Astronomia.

Sabemos que Galileu não foi o inventor do telescópio: essa invenção veio certamente da Holanda (em outubro de 1608 havia, em Haia, dois pedidos de patentes de pequenas lunetas – um de Hans Lipperhey, de Middelburg, e o outro de Jacob Metius, de Alkmaar). Eram instrumentos rudimentares, capazes de aumentar três vezes o tamanho aparente dos objetos. Essa foi a informação que chegou a Galileu, que construiria sua primeira luneta (também com três aumentos) em junho de 1609. O segundo desses instrumentos (com oito aumentos) estava concluído em agosto. A luneta (com magnificação de 20 vezes) é de outubro de 1609. Foi com essa última que Galileu observou a Lua, as estrelas e a Via Láctea e descobriu os satélites de Júpiter.

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