quinta-feira, 5 de julho de 2012

Nebulosa do Caranguejo




Em 1054, a mais de 9 séculos um objeto brilhante chamou a atenção dos Chineses e do povo Anasazi (uma tribo ameríndia desaparecida a muito tempo, com desenvolvido conhecimento astronômico)  próximo à estrela ζ Tauri. O brilho foi resultado de uma explosão colossal de um estrela super massiva, que permaneceu durante meses a fio brilhando o suficiente para ser vista até mesmo durante o dia. Seus restos formam o que hoje conhecemos como Nebulosa do Caranguejo.

Localizada a uma distância de cerca de 6 300 anos-luz da Terra, na constelação de Touro, a nebulosa tem um diâmetro de 11 anos-luz e está se expandindo à taxa aproximada de 1.500 quilômetros por segundo.

A nebulosa contém um pulsar no seu centro que gira trinta vezes por segundo, emitindo pulsos de radiação, de raios gama a ondas de rádio. Esta nebulosa foi o primeiro objeto astronômico identificado com uma explosão supernova histórica.

A nebulosa age como uma fonte de radiação para estudar corpos celestes que estejam ocultos nela. Nos anos 50 e anos 60, a coroa do Sol foi mapeada a partir de observações de ondas de rádio da nebulosa do Caranguejo passando por ela e, mais recentemente, a espessura da atmosfera em Titã, lua de Saturno, foi medida através do bloqueio de raios-X da nebulosa.

Observada pela primeira vez por John Bevis em 1731, e redescoberta de forma independente por Charles Messier (imagem ao lado) em 1758, enquanto observava um cometa brilhante. Messier catalogou-a como primeiro verbete no seu catálogo de objeto relacionados a cometas. 

O Conde de Rosse observou a nebulosa no Castelo de Birr, nos anos 1840, e se referiu ao objeto como a Nebulosa do Caranguejo porque um desenho que ele fez dela se parecia com um caranguejo.

No início do século XX, a análise de antigas fotografias da nebulosa tiradas vários anos de distância entre si revelou que ela estava se expandindo. Refazendo o caminho da expansão, revelou-se que a nebula devia ter se formado cerca de 900 anos antes.

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