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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Uma Terra a cada Seis Estrelas

em quarta-feira, 3 de abril de 2013

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Pelo menos uma dentre cada seis estrelas tem um planeta do tamanho da Terra.

A busca para determinar se planetas como a Terra são raros ou comuns está dando mais um passo em frente na jornada. Usando o telescópio espacial Kepler da NASA, gerido pela NASA Ames Research Center, os astrônomos estão começando a encontrar planetas do tamanho da Terra orbitando estrelas distantes. Uma nova análise de dados de Kepler mostra que cerca de 17 por cento das estrelas têm um planeta do tamanho da Terra em uma órbita mais próxima do que a de Mercúrio ao Sol.

Os resultados de uma nova análise de dados de Kepler mostram que um em cada seis estrelas tem um planeta do tamanho da Terra em uma órbita apertada. Cerca de um quarto de todas as estrelas da Via Láctea tem uma super-Terra e com a mesma fração tem um mini-Netuno. Apenas cerca de 3 por cento de estrelas têm um Netuno grande, e só 5 por cento um gigante de gás nas distâncias orbitais estudados. Crédito: F. Fressin (CfA)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Telescópios da Nasa Observam Padrões Climáticos em anã marrom

em quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

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Em Pasadena, na Califórnia, astrônomos usando Spitzer da NASA e telescópios espaciais Hubble sondaram o ambiente tempestuoso de uma anã marrom, criando o "mapa do tempo" mais detalhado para esta classe de estrela fria. A previsão mostra nuvens do tamanho de planetas circundando esses mundos estranhos.


Esta concepção artística ilustra a anã marrom chamado 2MASSJ22282889-431026. Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech
Anãs marrons se formam a partir da condensação de gás, como fazem as estrelas, mas não têm a massa para fundir átomos de hidrogênio e produzir energia. Em vez disso, esses objetos, o que alguns chamam de estrelas fracassadas, são mais semelhantes a planetas gigantes gasosos complexos com ambientes variados. A nova pesquisa é um trampolim para uma melhor compreensão não só de anãs marrons, mas também das atmosferas de planetas fora do nosso sistema solar.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Saiba tudo o que você pode ver com um telescópio ou luneta

em domingo, 13 de janeiro de 2013

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   Uma das primeiras perguntas feitas pelos candidatos à compra de um telescópio é sobre o que será possível ver através da ocular. Perguntas como "o que vai dar pra ver?" ou "dá pra ver Júpiter e as estrelas?" são as mais comuns e deixam qualquer principiante completamente perdido ante a compra de um instrumento.


   Antes de qualquer coisa é muito importante saber que nenhum telescópio existente é capaz de fornecer as mesmas imagens que acompanham as embalagens dos produtos ou aquelas cenas deslumbrante vistas na internet ou na televisão. Nem mesmo o telescópio espacial Hubble é capaz de obter paisagens tão impressionantes. Essas imagens são fruto de longas exposições fotográficas onde uma mesma área do espaço é registrada por horas, dias e até mesmo meses, produzindo diversas cenas que são depois somadas, ou como se diz no linguajar astronômico, "empilhadas".
   Outro detalhe que precisa ser lembrado é que quando observadas através da ocular, ao contrário do que se pensa as estrelas não aumentam de tamanho. Elas apenas brilham mais. Isso faz com que as estrelas antes invisíveis tenham seu brilho aumentado e possam ser vistas e estudadas. Os planetas, ao contrário das estrelas, parecem maiores e suas formas arredondadas podem ser percebidas com maior facilidade.
   Como o telescópio amplifica o brilho dos objetos, aglomerados estelares e nebulosas de gás completamente imperceptíveis aos olhos humanos passam a serem visíveis, podendo revelar detalhes muito interessantes de serem analisados.

Poder de Resolução
   Antes de esclarecer o que pode ser visto através do telescópio, é importante conhecer um parâmetro muito importante sobre o aparelho visual humano chamado Poder de Resolução.
   Experimente desenhar dois pequenos pontos, bem próximos um do outro, em uma folha de papel. Pregue esta folha na parede e afaste-se dela até não conseguir mais distinguir um ponto do outro. Quando isso acontecer a distância angular entre os dois pontos será de aproximadamente 2 minutos de arco, ou 2'. Esse valor é típico da vista humana normal e significa que dois objetos com distância angular inferior a esta serão percebidos pelos olhos como um objeto único. Algumas pessoas com excelente visão conseguem distinguir pontos mais próximos, de aproximadamente 30 segundos de arco (quatro vezes melhor), mas são exceções.

Estrelas Duplas
   No céu existem milhares de estrelas visualmente muito próximas entre si e devido à limitação explicada acima elas se parecem como um único ponto. O exemplo mais famoso é a estrela Alpha Centauri, localizada a leste do Cruzeiro do Sul.


   Vista sem o uso de instrumentos Alpha Centauri é um ponto bastante brilhante, mas quando observada através de um pequeno telescópio percebe-se claramente que não se trata de uma única estrela, mas sim de duas, Alpha Centauri A e B. Se olharmos este mesmo conjunto de duas estrelas com um telescópio dotado de uma objetiva maior, veremos que existe outra estrela próxima a ele, Alpha Centauri C, também chamada de Próxima Centauri.
   Com deu pra perceber, o poder de separação de um telescópio cresce proporcionalmente com o diâmetro da objetiva principal. Uma objetiva de 100 milímetros (10 cm) de diâmetro tem um poder de resolução de 1 segundo de arco (1”), ou seja, é 120 vezes melhor que nossa vista. Em outras palavras, com um telescópio de 100 milímetros de abertura é possível "resolver" uma separação angular de apenas 1 segundo de arco, 120 vezes mais "colados" do que aqueles que conseguimos ver com nossos olhos.
    Resumindo, um telescópio melhora a capacidade do olho em resolver sistemas muito próximos, permitindo observar detalhes completamente impossíveis de serem vistos sem o uso de instrumentos, separando objetos que à vista desarmada pareceriam um único ponto.

Magnitude Visual
   Outro detalhe importante que o principiante deve conhecer se refere ao brilho dos objetos, medido em magnitudes. Nesse sistema, inventado pelo grego Hiparco no ano de 129 a.C, quanto maior a magnitude de uma estrela, menor será o seu brilho. Assim, estrelas com magnitudes negativas serão mais brilhantes do que aquelas com magnitude positiva. Veja alguns exemplos:

Brilho da Lua Cheia: magnitude de -13
Estrela Sirius, a mais brilhante do céu: Magnitude -1.45
Limite da visão humana: +6
Binóculo de 50 mm: +9
Plutão: +15.1
Limite dos maiores telescópios terrestres: +28
Limite do telescópio Hubble: +30.
        
   Pela tabela acima é fácil constatar que nenhum objeto com magnitude superior a +6 pode ser visto pelo olho humano, mas um pequeno binóculo de 50 milímetros já permite ampliar este limite para 9 magnitudes, um brilho 15 vezes mais fraco!

O que dá pra ver?
   Como explicado, o que realmente dá poder a um telescópio é sua "abertura". No caso dos telescópios refratores, aqueles formados por lentes, essa "abertura" é o próprio diâmetro da lente que fica à frente do instrumento, chamada de objetiva. Nos telescópios refletores essa "abertura" é dada pelo diâmetro do espelho principal. Quanto maior a abertura, mais luz se pode captar, além de permitir maiores aumentos. 
   E não se esqueça: o aumento máximo permitido por um telescópio é o dobro da sua abertura. Assim, um telescópio de 60 milímetros de abertura proporciona no máximo 120 vezes de aumento, enquanto um com 200 milímetros permite aumentos de até 400 vezes. Isso significa que telescópios com 60 milímetros de abertura não conseguem aumentar 700 vezes!

Fonte: APOLO11

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O European Extremely Large Telescope - O Maior Olho no Céu do Mundo

em terça-feira, 8 de janeiro de 2013

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      Os Telescópios de Enorme Dimensão são vistos a nível mundial como uma das maiores prioridades da astronomia feita a partir do solo. Eles irão proporcionar um enorme avanço do conhecimento na astrofísica em áreas como, o estudo detalhado de planetas extrassolares  os primeiros objetos do Universo, buracos negros supermassivos e a natureza e distribuição da matéria escura e energia escura, que dominam o Universo.
Artist impression of the E-ELT     Desde o final de 2005 que o ESO, em conjunto com a comunidade europeia de astrônomos e astrofísicos que utilizam os seus telescópios, está a definir um novo telescópio gigante, instrumento necessário em meados da próxima década. Mais de uma centena de astrônomos de todos os países europeus encontram-se envolvidos neste projeto, ajudando o Gabinete de Projetos do ESO a produzir o novo conceito, no qual o desempenho, custos, calendarização e riscos envolvidos foram cuidadosamente avaliados.
    Conhecido como E-ELT, sigla para European Extremely Large Telescope, este novo telescópio terrestre revolucionário terá um espelho primário de cerca de 40 metros de diâmetro e será o maior telescópio óptico/próximo infravermelho do mundo: "o maior olho no céu do mundo".
      Com o começo das operações planeado/planejado para o início da próxima década, o E-ELT abordará os maiores desafios científicos do nosso tempo e será pioneiro num vasto número de assuntos, incluindo a procura de planetas extrassolares do tipo da Terra, que orbitem na chamada zona de habitabilidade, zona onde será possível a existência de vida – o equivalente à procura do Santo Graal da astronomia observacional moderna. Efetuará igualmente "arqueologia estelar" em galáxias próximas, e dará contribuições fundamentais à cosmologia, medindo as propriedades das primeiras estrelas e galáxias e tentando desvendar a natureza da matéria escura e da energia escura. Para além de tudo isto, os astrônomos esperam ainda desvendar novas questões que irão certamente aparecendo com as novas descobertas do E-ELT.

Fonte: ESO


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Foto do dia da NASA: Nascer do Sol em Tycho

em sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

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Créditos: NASA / GSFC / Arizona State Univ. / Lunar Reconnaissance Orbiter

O complexo do pico central da cratera de Tycho forma uma longa e escura sombra próxima ao nascer do Sol local nessa paisagem espetacular. A visão dramática e oblíqua foi gravada em 10 de Junho de 2010 pela Lunar Reconnaissance Orbiter (Orbitador Lunar de Reconhecimento). Mostrada em detalhes incríveis, encostas de rocha espalhadas e sombras dentadas aparecem na versão de resolução maior em 1,5 metros por pixel. O complexo irregular tem em torno de 15 quilômetros de largura, formado soerguido pelo gigante impacto que criou a famigerada cratera rajada 100 milhões de anos atrás. O cume desse pico central chega a 2 quilômetros acima do plano da cratera Tycho.


Fonte: APOD-NASA

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Câmeras do robô Curiosity

em segunda-feira, 13 de agosto de 2012

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Quando o jipe-robô Curiosity enviou a primeira foto de Marte muitas pessoas criticaram a qualidade da imagem, dizendo que não era possível que com tanta tecnologia disponível a Nasa fosse fotografar Marte com câmeras tão ruins ou com resolução tão baixa. Mas não é bem assim.

Antes de falar sobre algumas das câmeras que foram enviadas para a missão, é importante destacar que as primeiras imagens enviadas não tinham o objetivo de fotografar o planeta em alta resolução. Era somente uma forma do Curiosity dizer "Cheguei. Vejam o local do pouso!".
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