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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Gás nobre e último elemento da vida são detectados no espaço

em sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

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Gás nobre no espaço

A primeira detecção de um gás nobre no espaço
foi registrada na nebulosa do Caranguejo, uma
supernova que explodiu no ano 1054.
[Imagem: NASA/ESA/Alison Loll/Jeff Hester]

Estudando o que restou de explosões cósmicas gigantescas, conhecidas como supernovas, duas equipes de astrônomos anunciaram duas descobertas marcantes na edição desta semana da revista Science.

A primeira descoberta é histórica, sendo a primeira vez que se detecta uma molécula contendo um gás nobre no espaço.

A segunda foi o rastreamento da formação do elemento fósforo, um dos seis elementos essenciais para a vida como a conhecemos.

Mike Barlow e seus colegas da Universidade College de Londres usaram o telescópio espacial Herschel para analisar as características espectrais da nebulosa do Caranguejo.

O que eles estavam estudando são os restos de uma estrela, que tinha de 8 a 16 vezes a massa do Sol, e que explodiu por volta do ano 1054.

A equipe encontrou sinais do hidreto ionizado de argônio - 36ARH+ - espalhados por toda a nebulosa, confirmando uma teoria de longa data que o isótopo 36 do argônio se origina no coração de supernovas muito intensas.

A maioria dos elementos químicos do universo é produzida nas estrelas. Mas, como os elementos mais pesados não poderiam ser formados em condições de temperatura e pressão estelares normais, acredita-se eles sejam produzidos quando as estrelas explodem.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Raios cósmicos não são raios e nascem em supernovas

em quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

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A explosão estelar conhecida como supernova é capaz de irradiar energia equivalente à que o Sol emitirá durante toda a sua existência.[Imagem: NASA/ESA/JHU/R.Sankrit/W.Blair]

Gerador de raios cósmicos


Raios cósmicos soam como itens típicos de filmes ou de livros de ficção científica, mas são ocorrências bem triviais.

Eles estão em toda a galáxia e chegam à Terra de todos os lados, acertando a superfície do planeta e tudo o que nela se encontra.

O grande enigma é o que dá origem aos raios cósmicos.

A hipótese mais aceita era a de que os raios cósmicos nascem como resultado das violentas explosões de estrelas gigantes conhecidas como supernovas.

Agora, um grupo internacional de cientistas afirma ter encontrado o primeiro sinal inequívoco para sustentar essa hipótese.

O grupo analisou quatro anos de dados obtidos por meio do telescópio espacial de raios gama Fermi, da NASA.

Eles identificaram sinais de duas supernovas antigas (a W44, a 5 mil anos-luz da Terra, e a IC 443, a 10 mil anos-luz), cujas ondas de choques produzidas por suas explosões aceleraram prótons a velocidades próximas à da luz, transformando as partículas naquilo que se convencionou chamar de raios cósmicos.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Novo telescópio de raios-X revela imagem inédita de buracos negros

em terça-feira, 8 de janeiro de 2013

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O observatório espacial de raios-X de mais alta energia já lançado começou a compartilhar sua visão única do cosmos.

Imagens de buracos negros na galáxia espiral IC 342 são mais vivas que de outros com tamanhos semelhantes.

Duas imagens feitas pelo NuSTAR, lançado em junho de 2012, foram divulgadas por pesquisadores durante a reunião semestral da Sociedade Astronômica Americana, na Califórnia.


Uma delas detalha os restos da supernova de Cassiopeia A, e a outra mostra uma nova visão de dois buracos negros na galáxia espiral IC 342.

A missão NuSTAR tem como objetivo captar raios com energia mais alta do que os telescópios espaciais Chandra, dos Estados Unidos, e o europeu XMM-Newton, ambos lançados em 1999.


A equipe de pesquisadores do NuSTAR, liderados pela astrônoma Fiona Harrison, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, divulgou as imagens como uma demonstração prévia da capacidade do observatório.

"Essas imagens têm uma combinação de nitidez e sensibilidade que é de várias ordens de magnitude melhor do que jamais foi conseguido nessa região do espectro eletromagnético", afirmou Harrison.

Segundo ela, os pesquisadores ainda estão se acostumando com a arquitetura própria do telescópio, que tem seus equipamentos óticos de raios-X em um braço flexível a cerca de 10 metros do detector. O observatório tem uma órbita de 90 minutos ao redor da Terra.

"Estamos aprendendo como apontá-lo, e estamos lidando com o fato de que, conforme contornamos a Terra, entramos e saímos da sombra", afirma.

Supernova Cassiopeia A, cuja imagem foi captada pelo NuSTAR, fica a 11 mil anos-luz da Terra.

"O braço se move e temos um sistema de metrologia complicado que remonta todas as imagens para formar as imagens nítidas", diz.

A imagem da Cassiopeia A, localizada a 11 mil anos-luz de distância da Terra, mostra um anel de raios-X de alta energia em torno dos dados existentes em comprimentos de onda visíveis ao olho humano, e dos raios-X de baixa energia captados pelo Chandra.

A outra imagem, dos dois buracos negros inicialmente detectados pelo Chandra, são extraordinariamente vivos em raios-X de alta energia captados pelo NuSTAR.

Eles aparecem muito mais claramente do que buracos negros de tamanhos semelhantes - provendo o primeiro dos muitos mistérios que a equipe do NuSTAR espera revelar e resolver.


Fonte: NASA



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