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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Telescópio brasileiro para observação do Sol é lançado pela NASA

em sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

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Com informações da Agência Fapesp -  28/01/2016

Instrumento científico Solar T, transportado por um balão estratosférico, está em voo de circunavegação na Antártica captando a energia que emana das explosões solares em frequências nunca medidas.[Imagem: CRAMM]

Solar-T


A NASA lançou um balão estratosférico que transporta dois equipamentos científicos voltados a estudar o Sol. O lançamento foi feito em McMurdo, base dos Estados Unidos na Antártica, na última segunda-feira (18).

Um dos equipamentos é o Solar-T, um telescópio fotométrico duplo, projetado e construído no Brasil por pesquisadores do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM), da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em colaboração com colegas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O outro equipamento é o experimento de raios X e gama GRIPS (sigla em inglês de Gamma-ray Imager/Polarimeter for Solar Flares), da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, ao qual o Solar-T foi acoplado.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Tempestades solares previstas 24 horas antes de atingir a Terra

em sexta-feira, 19 de junho de 2015

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Para impactar as tecnologias de comunicação e energia da Terra, a tempestade solar deve ocorrer em um ponto do Sol voltado para o nosso planeta, e chegar aqui com uma orientação magnética específica. [Imagem: N. P. Savani et al. (2015)]

Ejeção de massa coronal


Está pronto o primeiro protótipo de um sistema destinado a prever como e quando grandes tempestades solares atingirão a Terra.

O esforço conjunto de pesquisadores da NASA e do Imperial College de Londres resultou em um sistema de previsão de clima espacial capaz de prever o impacto das tempestades solares em nosso planeta com até 24 horas de antecedência.

Grandes tempestades solares, quando ocorrem voltadas para a Terra, podem afetar os satélites artificiais de comunicação e GPS. Em casos mais raros, essas tempestades chegam a ser tão fortes que os efeitos podem ser sentidos na superfície do nosso planeta, incluindo interrupções no fornecimento de energia elétrica.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Por que a Terra está se afastando do Sol?

em sábado, 27 de dezembro de 2014

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NASA


Sol distante

A distância entre o Sol e a Terra é conhecida como Unidade Astronômica, ou simplesmente UA, uma espécie de "quilômetro espacial", usada para expressar as enormes distâncias interplanetárias. Uma Unidade Astronômica mede 149.597.870,696 km.

A medição mais precisa feita até hoje dessa distância entre o Sol e a Terra foi concluída em 2004 pelos astrofísicos russos Gregoriy A. Krasinsky e Victor A. Brumberg. E, ao término de seu trabalho, eles fizeram uma descoberta surpreendente: a Terra está se afastando do Sol a uma velocidade de 15 centímetros por ano.

Resfriamento global no futuro

Quinze centímetros por ano não parece ser muito, talvez apenas o suficiente para permitir uma previsão de que a Terra terá problemas de resfriamento global em algumas centenas de milhões de anos. Mas é o suficiente para exigir uma explicação. Afinal de contas, o que está afastando a Terra do Sol?

A explicação que primeiro se ofereceu foi a de que o Sol está perdendo massa, via fusão nuclear e pela emissão dos ventos solares. Perdendo massa, ele perderia sua força gravitacional e permitiria que os planetas ao seu redor se afastassem.

Outras possibilidades levantadas incluíram alterações na constante gravitacional G, efeitos da expansão do Universo e até influências da matéria escura. Mas nenhuma delas passou pelo crivo da comunidade científica.

Marés solares

Agora, Takaho Miura e seus colegas da Universidade de Hirosaki, no Japão, elaboraram uma nova explicação para o afastamento da Terra em relação ao Sol. O artigo científico deverá ser publicado em breve no periódico Astronomy & Astrophysics, mas a proposta foi adiantada em uma reportagem da revista New Scientist.

Segundo os cientistas japoneses, o Sol e a Terra estão literalmente empurrando-se mutuamente devido à interação de suas marés.

O fenômeno é o mesmo que explica o afastamento da Lua em relação à Terra: as marés que a Lua levanta em nossos oceanos estão gradualmente transferindo energia rotacional para o movimento lunar. Como resultado, a cada ano a órbita lunar aumenta cerca de 4 centímetros, e a velocidade de rotação da Terra diminui em 0,000017 segundos.

O tempo de fato está passando mais lentamente

Dezessete milissegundos por ano é outro dado nada apocalíptico, mas o suficiente para projetar que, ao contrário do que o senso comum aponta, ao invés do tempo estar passando mais rápido, ele de fato passa cada dia mais lentamente - literalmente 0,000017 segundos por ano - e os dias terrestres tenderão a ficar maiores no futuro.

Da mesma forma, afirmam os cientistas, a massa da Terra está causando o levantamento de marés na superfície do Sol, o que explica uma diminuição na rotação do Sol em 0,00003 segundos (3 milissegundos) por ano. Ao perder momento angular, o Sol permite que a distância entre ele e a Terra aumente gradualmente.

Embora já tenha sido aceito para publicação, o que significa que os revisores verificaram que a proposta é cientificamente válida, será necessário que outros astrofísicos avaliem os métodos e cálculos dos pesquisadores japoneses antes que se possa considerar esta como sendo a explicação "oficial" para o já bem documentado afastamento entre o Sol e a Terra.




quarta-feira, 2 de abril de 2014

Segundo Encontro do Clube

em quarta-feira, 2 de abril de 2014

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Descoberto intenso brilho infravermelho em explosão solar

em quinta-feira, 25 de abril de 2013

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Com informações da Agência Fapesp - 25/04/2013

"O intenso brilho detectado em infravermelho apresentou notável coincidência, no espaço e no tempo, com outras emissões, observadas, no solo ou por satélites, em rádio, luz branca, ultravioleta e raios X duros." [Imagem: Kaufmann et al./TAJ]


Um intenso clarão solar foi detectado, pela primeira vez, na faixa de frequências do infravermelho médio e distante.

"A faixa de frequências do terahertz é a derradeira fronteira inexplorada no estudo de explosões solares. E esta descoberta, absolutamente inesperada e surpreendente, poderá inaugurar uma nova fase nas pesquisas do sol", disse o coordenador do projeto, Pierre Kaufmann.

Kaufmann é coordenador do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM), trabalhando em colaboração com o Centro de Componentes Semicondutores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Complejo Astronomico El Leoncito, da Argentina, e do Observatório Solar Bernard Lyot, de Campinas (SP).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tornado enorme no Sol

em segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

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Os tornados no Sol são causados por erupções na nossa estrela.

© SDO (tornado no Sol)
Enquanto tornados na Terra conseguem chegar a 150 km/h, astrônomos observaram um fenômeno parecido no Sol, mas que girava a uma velocidade de 300 mil km/h. Segundo os pesquisadores, o tornado solar chegou a 200 mil km de altitude, isto equivale a cerca de 16 vezes o diâmetro da Terra é de 12,75 mil km.

O tornado solar foi descoberto usando o telescópio Atmospheric Imaging Assembly (AIA) a bordo do satélite Solar Dynamic Observatory (SDO). "Este único e espetacular tornado talvez tenha um papel importante nas tempestades solares", diz o pesquisador Huw Morgan, que, ao lado do colega Xing Li (ambos da Universidade de Aberystwyth, no Reino Unido), descobriram o fenômeno. Anteriormente, tornados solares muito menores foram encontrados através da sonda SOHO da NASA, mas eles não foram filmados.

Os astrônomos afirmam que os gases superaquecidos subiram em forma de espiral da superfície do Sol durante cerca de três horas com temperaturas que variavam entre aproximadamente 50 mil e 2 milhões de kelvin. O registro foi feito em 25 de setembro de 2011 e apresentado esta semana no National Astronomy Meeting 2012 em Manchester, também no Reino Unido. Um artigo foi submetido no periódico Astrophysical Journal.


Fonte: Universidade de Aberystwyth

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O Sol como você nunca viu antes

em quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

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A colagem mostra a riqueza de informações que instrumentos adequados podem gerar - cada imagem dá informações sobre uma região ou um comportamento específico do Sol.[Imagem: NASA/SDO/Goddard Space Flight Center]

Um Sol, muitas personalidades


Você nunca poderá ver o Sol diretamente, porque isso danificaria irremediavelmente as células da sua retina.

Mesmo uma câmera comum, com um filtro apropriado, não lhe daria mais do que uma imagem do disco amarelo característico da nossa estrela, que poderá aparecer um pouco mais avermelhado se ele estiver baixo no horizonte - o caminho maior que a luz percorre na atmosfera terrestre faz com que ela perca seus componentes azuis.

Mas os sensores do telescópio SDO (Solar Dynamics Observatory, Observatório da Dinâmica Solar) podem ver a luz do Sol de inúmeras formas diferentes.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Observatório espacial comprova existência de tsunami solar

em terça-feira, 15 de janeiro de 2013

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@Nasa/Solar and Heliospheric Observatory (SOHO)/STEREO (Solar Terrestrial Relations Observatory)

Alguns anos atrás, os físicos solares testemunharam pela primeira vez uma gigantesca onda de plasma se propagando pela superfície do Sol. A dimensão do fenômeno era tão grande que apesar de estarem presenciando o evento, não podiam acreditar no que viam. Naquela ocasião, a enorme onda ergueu-se mais alto que a Terra para em seguida despencar sobre a superfície, formando padrões circulares de milhões de quilômetros de circunferência. Céticos, diversos observadores sugeriram que o fenômeno poderia ser alguma sombra ou ilusão de ótica provocada por efeitos atmosféricos. Aquilo poderia ser tudo, menos uma onda real.

O tempo passou e diversos estudos foram feitos, mas uma imagem captada em fevereiro de 2009 pelo satélite Stereo deu um xeque-mate no problema. A imagem mostrava uma gigantesca explosão próxima à mancha solar 11012, arremessando uma nuvem de mais de 1 bilhão de toneladas de gás aquecido ao espaço, provocando uma gigantesca onda na superfície do Sol. "Agora nós sabemos", disse Joe Gurman, do Laboratório de Física Solar do Centro Espacial Goddard, da Nasa. "Os tsunamis solares realmente existem". "Aquilo foi definitivamente uma onda", disse Spiros Patsourakos, ligado à universidade de Mason e autor do paper publicado em novembro de 2009 no periódico Astrophysical Journal Letters. "Não é uma onda comum, de água. É uma gigantesca onda de plasma e magnetismo", explicou.

O nome técnico para o novo fenômeno é Onda Magneto-hidrodinâmica de Modo Rápido, ou MHD e foi captado com grande precisão por um dos satélites Stereo, que estuda o Sol. Na imagem, a gigantesca ejeção de massa coronal, CME, atinge 100 mil km de altitude e se desloca a 250 km/s, com energia igual a nada menos que 2.4 gigatoneladas de TNT, o equivalente a 150 mil bombas atômicas similares às que caíram sobre Hiroshima em 1945. Os tsunamis solares foram descobertos em 1997 através de imagens captadas pelo Telescópio Solar e Heliosférico SOHO e desde então foram motivos de diversas controvérsias entre os cientistas.

Em maio de 2009, outra ejeção de massa coronal explodiu em uma região ativa na superfície do Sol e foi registrada pelo satélite SOHO como uma gigantesca onda que praticamente atravessou a superfície do Sol. Os tsunamis solares não representam uma ameaça direta à Terra, mas são extremamente importantes para o estudo do astro-rei. "Podemos usá-los para diagnosticar as condições atuais do Sol e tentar prever quando as tempestades solares podem ocorrer. Ao observar como as ondas se propagam, podemos coletar informações sobre as camadas mais baixas da atmosfera solar e que de outra forma não seriam possíveis", disse Gurman.

Fonte: Apolo 11

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Como a luz nos mostra o passado do Universo?

em sexta-feira, 21 de setembro de 2012

2 comentários

Muitos têm conhecimento de que quando olhamos para uma estrela estamos vendo seu passado. Isso ocorre com o próprio Sol. Na verdade muitas das estrelas que observamos no céu noturno podem já ter morrido há muito tempo. Mas por que isso acontece?

Os dois principais fatores que participam desse fenômeno são as imensuráveis distâncias do universo e a velocidade da luz. A luz viaja à fantástica velocidade de 299.792.458 m/s. Isso pode até ser muito rápido para os padrões humanos de velocidade, porém a imensidão do universo torna essa velocidade ineficiente. Sendo assim a luz, o fenômeno mais rápido que se tem notícia, demora milhares, milhões ou até bilhões de anos para percorrer o universo.

Os cientistas, em uma tentativa de tornar essas distâncias mais compreensíveis, criaram o ano-luz. Cada ano-luz possui cerca de 10 trilhões de quilômetros e utilizamos essa medida em larga escala na astronomia. Por isso, quando utilizamos expressões como “10 anos-luz” entenda que estamos tratando de uma distância no espaço e essa distância é tão grande que a luz, com toda sua velocidade, demora dez anos para completar.

Como já falamos as distâncias no universo são enormes. A estrela mais próxima do Sol é chamada Proxima Centauri  e está a 4,2 anos-luz de distância. E justamente essas enormes distâncias, junto com a ineficiência da luz para percorrer tais percursos com rapidez, faz com que a luz que vemos nos mostre o passado.

Analise o esquema da imagem a seguir. Há uma estrela situada a 10 anos-luz de um observador qualquer que a vê apenas a olho nu durante as noites (figura A). Esse observador não sabe, porém a estrela que ele vê com frequência explodiu e criou uma nebulosa planetária, portanto, não emite mais luz. Contudo, um dia depois da explosão, se o observador olhar para o céu ainda verá a estrela lá, intacta. Como? Bem, é simples. A luz que a estrela emitia antes de ter seu brilho extinto ainda não chegou toda ao observador e ainda continua seu trajeto (Figura B). Ainda há luz, proveniente dos dias de vida da estrela, vindo na direção do observador e isso ocorrerá por mais dez anos até que o último fóton emitido pela estrela chegue a Terra.


Apesar da ilusão persistente de que a estrela ainda se mantém lá ela já não existe. O observador, como ilustrado no item (b) da figura acima irá ver a estrela, todos os dias até que a luz toda chegue. Ele no item (b) está vendo o passado da estrela, um passado onde ela ainda existia. Isso acontece com o próprio Sol. A luz que vem do Sol em nossa direção demora aproximadamente 8 minutos para chegar até nós. Se ele simplesmente se apagasse iríamos demorar 8 minutos para perceber.  Isso tudo quer dizer que muitas das estrelas que vemos no céu noturno podem nem mais estar lá.





Fonte: http://bit.ly/RG5hLx

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Unidade Astronômica agora é um valor fixo

em terça-feira, 18 de setembro de 2012

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Unidade Astronômica


Passou quase despercebida uma decisão adotada pela União Astronômica Internacional em sua última reunião, em Pequim, na China.

Até então, a chamada Unidade Astronômica - a distância entre a Terra e o Sol - era expressa na forma de um cálculo complexo.

Agora essa distância foi simplificada para um número exato, passando a valer 149.597.870.700 metros.

A Unidade Astronômica deve ser grafada como au, em letras minúsculas - até agora ela era grafada em maiúsculas.

A decisão não muda em nada o movimento do Sol e nem o da Terra, mas deverá facilitar o trabalho dos astrônomos na realização de medições, e o trabalho dos professores em explicar a Unidade Astronômica a seus alunos.

Este é o novo valor exato da Unidade Astronômica, que funciona como uma espécie de "metro" para medir distâncias no Sistema Solar. [Imagem: Sara Ohy Rosa]

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Descobertos dois planetas orbitando dois sóis

em quarta-feira, 29 de agosto de 2012

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Os astrônomos estão interessados nas luas do exoplaneta 47b, que circunda suas duas estrelas dentro da zona habitável. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/T.Pyle]

Complexidade cósmica

Astrônomos encontraram um sistema multiplanetário circumbinário.

O primeiro planeta circumbinário - um planeta que orbita duas estrelas - foi descoberto há cerca de um ano.

Logo depois, novos estudos indicaram que planetas com dois sóis são comuns.

Isto deixou os teóricos estarrecidos, porque muitos achavam que o equilíbrio orbital seria complexo demais para se sustentar.

Mas o Universo parece dar conta de combinações muito mais complexas.

Há cerca de seis meses descobriu-se um planeta com três sóis, além do que, potencialmente habitável.

Agora, novamente usando o telescópio espacial Kepler, astrônomos descobriram um sistema composto de duas estrelas e de pelo menos dois planetas, no qual os dois planetas orbitam as duas estrelas.

É um sistema que bem se poderia chamar de "caótico", não fosse o fato de que ele está lá, bem estável, a menos de 5.000 anos-luz da Terra, na Constelação do Cisne.

Comparação entre o Sistema Solar e o sistema planetário Kepler-47, com suas duas estrelas e seus dois planetas já descobertos. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle]

Luas habitáveis

O par de estrelas gira uma em torno da outra a cada 7,5 dias. Uma das estrelas é parecida com o nosso Sol, enquanto a outra é bem menor, com um terço do tamanho e com um brilho 175 vezes menor do que sua companheira.

O planeta interno - chamado Kepler 47b - tem um diâmetro três vezes maior que o da Terra e gira em torno do par de estrelas a cada 49 dias.

O planeta mais externo - chamado Kepler 47c - é cerca de 4,5 vezes maior que a Terra (um pouco maior que Urano) e orbita as estrelas a cada 303 dias, o que o torna o exoplaneta mais afastado de sua estrela descoberto até agora.

Mais interessante ainda, esse planeta exterior orbita as estrelas dentro da faixa que os astrônomos convencionaram chamar de zona habitável - a região ao redor de uma estrela onde um planeta rochoso pode ter água líquida em sua superfície.

"Embora o planeta exterior seja provavelmente um gigante gasoso e, portanto, inadequado para a vida, luas grandes, se presentes, seriam mundos interessantes de se investigar, já que elas poderiam potencialmente abrigar a vida ", disse William Welsh, da Universidade Estadual de San Diego, coautor do estudo.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Estudo conclui que Sol é 'o objeto natural mais redondo já medido'

em quinta-feira, 16 de agosto de 2012

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Pesquisa mostrou ainda que formato do astro varia menos que o esperado.
Astrônomo brasileiro integrou a equipe que fez a descoberta.

Uma equipe internacional de cientistas, com a participação de um astrônomo brasileiro, revelou que o Sol é “o objeto natural mais redondo já medido”. O estudo que chegou à conclusão foi publicado nesta quinta-feira (16) na edição online da prestigiada revista “Science”.

Além disso, eles descobriram que o formato e o tamanho do Sol são constantes, o que é uma novidade. O Sol tem ciclos de 11 anos, em que seu campo magnético sofre variações. Até esse momento, os astrônomos acreditavam que o formato da estrela também passava por alterações, mas o atual estudo mostrou que isso não acontece.

Imagem do Sol obtida pelo SDO e usada no estudo (Foto: Nasa/SDO)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Universo assassino

em terça-feira, 15 de maio de 2012

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Explosões estelares. Asteróides gigantes devastando planetas. Conheça alguns dos perigos que ameaçam a Terra em sua viagem pela Via Láctea.

  Quem gosta de relaxar sob a abóbada de uma bela noite estrelada não faz idéia dos fenômenos selvagens e brutais que ocorrem o tempo todo no céu. Só a distância imensa que separa a Terra das áreas mais turbulentas do Cosmo nos protege de entrar de cabeça nesta verdadeira roleta russa sideral em que astros nascem e morrem a cada minuto, de modo violento.


  E, mesmo assim, protege apenas em parte. Em 1998, por exemplo, a atmosfera terrestre foi chamuscada pela explosão de uma estrela situada a 200 quatrilhões de quilômetros – distância um bilhão de vezes maior do que a que nos separa do Sol. "O efeito do bombardeio não foi grande", diz o engenheiro eletrônico americano Umran Inam, da Universidade Stanford, na Califórnia. "A luz da detonação apenas eletrificou o ar e, com isso, bloqueou as transmissões de rádio durante alguns minutos."

  Certo, foi só um susto. Mas o sobressalto embute uma certeza alarmante: não estamos imunes às catástrofes que pululam no Universo. "A probabilidade de sermos atingidos é baixa, mas está longe de ser nula", afirma o astrofísico americano Kevin Hurley, da Universidade de Berkeley. Há indícios seguros de que, no passado, a Terra já foi gravemente ferida pelo temperamento explosivo dos astros – portanto, é quase certo que isso voltará a acontecer no futuro. E o pior é que se trata, quase sempre, de uma briga de cachorros grandes, enormes, bem maiores que nós. Imagine que somos um chiuaua metido numa briga de rottweilers. A simples queda de um cometa fortuito deu fim aos dinossauros, há 65 milhões de anos. Eis a medida da nossa fragilidade.


  De todas as possíveis catástrofes cósmicas, a mais temida é a colisão da Terra com um asteróide ou cometa gigante. O impacto de um cometa com 12 quilômetros de diâmetro, como aquele que acabou com os dinossauros há 65 milhões de anos, causaria uma explosão igual à de 100 milhões de megatons de TNT — 10 000 vezes mais forte que o disparo de todas as armas nucleares estocadas no planeta. Mas o trajeto dos asteróides pode ser calculado, e, se houver risco de um deles cair aqui, poderá ser desviado com a ajuda de bombas atômicas. (É isso mesmo. Igualzinho aos filmes.).

  O Sol, geralmente tranquilo e inofensivo, também pode ter ataques desagradáveis de mau humor e afetar a Terra. Pesquisas recentes do astrofísico americano John Jirikowic, da Universidade do Arizona, mostram que, de tempos em tempos, o Sol sofre de instabilidade aguda e pode esfriar ou esquentar em excesso. Nesses períodos, lança um número recorde de labaredas para o espaço. Agora mesmo, o Sol está mais agitado do que o normal, mas as labaredas, até onde se pode prever, são relativamente suaves. No máximo, vão queimar alguns circuitos eletrônicos dos satélites. "Mas as crises, às vezes, se tornam insuportáveis", diz Jirikowic. Ele argumenta, por exemplo, que o Sol estava especialmente quente quando uma seca exagerada devastou a América do Norte, no século XII. E que uma pequena era glacial, ocorrida no século XVII, na Europa, coincidiu com uma fase fria da estrela. "Estamos tentando descobrir quando ele entrará novamente em um período semelhante de mau comportamento." Enquanto tentam entender a nossa estrela, os astrofísicos olham para longe do Sistema Solar. Certos de que sabiam tudo sobre a violência cósmica, eles foram surpreendidos, em 1995, por explosões 100 vezes maiores do que qualquer outra registrada até então. Atentos, perceberam em seguida que essas catástrofes, batizadas de "jatos de raios gama", não eram tão raras quanto se pensava. Já se registraram 2 000 e, em abril de 1999, uma delas estabeleceu um novo recorde astronômico: brilhou com a intensidade de um milhão de galáxias, ou de um quatrilhão de estrelas somadas. Essas erupções mortais de luz, segundo os astrônomos, seriam provocadas pelo choque entre os astros mais densos que existem – os buracos negros e as estrelas de nêutrons. Como as detonações geralmente espocam nos confins do Cosmo, a quase 100 bilhões de trilhões de quilômetros (desculpe o mau jeito, mas a alternativa seria escrever o número por extenso, o que deixaria tudo ainda mais cabeludo), conseguem apenas eletrificar as camadas mais altas da atmosfera, como aconteceu em 1998.

  Quando uma grande estrela explode, libera mais energia do que 200 bilhões de sóis em conjunto. Se uma detonação como essa, chamada de supernova, acontecesse dentro do Sistema Solar, a Terra e todos os outros planetas seriam transformados em poeira cósmica.

  Em agosto de 2000, a Nasa registrou a maior labareda solar dos últimos dez anos. Feita de gases tórridos e eletrificados, a língua de fogo provocou tempestades magnéticas na atmosfera terrestre, mas não causou danos na superfície.

  Em julho de 2000, o cometa S4-Linear deu um show assustador ao passar pelo Sol: como é feito parcialmente de gelo, parte da sua massa derreteu e dividiu-se em pedaços menores. Não há risco para a Terra porque os estilhaços estão voando para longe daqui.


  A agonia das estrelas gigantes é um dos espetáculos mais violentos do Universo. Elas se desintegram em uma explosão que libera, em um único instante, mais energia que todos os outros astros da Galáxia somados. Imagine: existem, na Via Láctea, 200 bilhões de estrelas. Elas seriam facilmente ofuscadas por apenas uma dessas detonações, chamadas de supernovas. Elas podem afetar a Terra mesmo se explodirem a 350 trilhões de quilômetros daqui — a Terra, nesse caso, tomaria um banho corrosivo de radiação, capaz de destruir a camada de ozônio que nos protege contra os raios ultravioleta do Sol. Diversas espécies seriam levadas à extinção.

  Os cientistas sabem disso porque, há 10 000 anos, logo depois de a Terra ter sido bombardeada por uma supernova (hoje conhecida pelo nome de Vela), houve uma drástica redução na quantidade de plâncton, nos oceanos. O clima também se alterou, com um aumento de 2 ou 3 graus Celsius na temperatura global. Tudo isso apesar de a explosão ter ocorrido a 16 quatrilhões de quilômetros daqui.

  A detonação gigante mais próxima de nós ocorreu em 1997. O anel que você vê acima são seus restos. Por sorte, a estrela que lhe deu origem estava muito longe, na galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães, a 187 000 anos-luz de distância da Terra (1 ano-luz mede 9,5 trilhões de quilômetros. Faça as contas você.) Só por isso não sofremos os efeitos por aqui.

1. Segundo os astrônomos, toda vez que a Terra atravessa regiões repletas de estrelas e de restos de detonações estelares, fica exposta a doses letais de radiação. As grandes extinções de espécies, no passado, ocorreram em épocas assim.

2. Nos últimos 250 000 anos, o Sol vem se deslocando por áreas limpas e tranqüilas. Dentro de 50 milênios, porém, os nossos descendentes enfrentarão nuvens de gases radioativos do Vale da Águia, onde é grande a probabilidade de uma estrela selar a sorte da humanidade.

3. A viagem pela galáxia pode lançar cometas sobre nós. Veja como eles nascem: orbitam habitualmente a 5 trilhões de quilômetros do Sol e só saem desse "ninho" quando alguma estrela vizinha os perturba. Aí, um ou mais bólidos disparam pelo espaço, com trajetória incerta.

4. Não se sabe quantos já estão em nosso caminho. No ano de 1999, os americanos Jay Frogel e Andrew Gould, da Universidade do Estado de Ohio, verificaram que uma estrela obscura, batizada de Gliese 710, poderá provocar uma chuva de cometas sobre a Terra em algum momento dos próximos milênios.


Para saber mais
Na livraria: Corações Solitários do Cosmo
Dennis Overbye, Editora Mercuryo, São Paulo, 1993.

Na Internet:
http://heasarc.gsfc.nasa.gov/docs/snr.html
http://oerlicon.freeyellow.com/SuperNovae/SNRIntro.html

Fonte: http://bit.ly/L3PGw5

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