Mostrando postagens com marcador aglomerado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aglomerado. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Eventos da Semana de 04/04 a 08/04

em segunda-feira, 4 de abril de 2016

2 comentários
Atividades abertas e gratuitas, destinadas não só a comunidade acadêmica, como também, a toda a cidade e região.

  • 07/04: Grupo de Estudos sobre Aglomerados Estelares, às 18h30 na Casa da Ciência.



  • 08/04: Observação do Céu no Parque das Nações Indígenas: Planeta Júpiter, Nebulosa de Orion e o Aglomerado Estelar de Ômega Centauro às 19h.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Um amontoado de estrelas exóticas

em quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Comente aqui

Nova fotografia VISTA do aglomerado estelar 47 Tucanae

         Esta nova imagem infravermelha obtida pelo telescópio VISTA do ESO mostra o aglomerado globular 47 Tucanae com um detalhe espectacular. Este aglomerado contém milhões de estrelas, sendo que muitas das estrelas situadas no seu centro são exóticas, possuindo propriedades incomuns. Estudar objetos situados no interior de aglomerados como o 47 Tucanae pode ajudar-nos a compreender como é que estas estranhas “bolas” de estrelas se formam e interagem. Esta imagem é muito nítida e profunda devido ao tamanho, sensibilidade e localização do VISTA, o qual se encontra instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile.
        Os aglomerados globulares são nuvens esféricas e imensas de estrelas velhas ligadas entre si pela gravidade. Encontram-se a orbitar os núcleos das galáxias, tal como os satélites orbitam a Terra. Estes amontoados de estrelas contêm muito pouco gás e poeira - pensa-se que a maior parte deste material ou é lançado para fora do aglomerado através de ventos e explosões das estrelas, ou é arrancado pelo gás interestelar que interage com o aglomerado. O material restante coalesceu há bilhões de anos atrás, formando estrelas.
          Estes aglomerados globulares são objetos que despertam o interesse dos astrônomos - 47 Tucanae, também conhecido por NGC 104, é um aglomerado globular enorme e muito antigo, a cerca de 15 mil anos-luz de distância da Terra e que é conhecido por possuir muitas estrelas e sistemas estranhos e interessantes.
          Situado na constelação austral do Tucano, o aglomerado 47 Tucanae orbita a nossa Via Láctea. Com cerca de 120 anos-luz de dimensão, é tão grande que, apesar da distância, nos aparece no céu tão grande como a Lua Cheia. Com um conteúdo de milhões de estrelas, é um dos aglomerados globulares mais brilhantes e de maior massa que se conhecem, podendo ser observado a olho nu [1]. No meio da enorme massa de estrelas situada no seu centro, encontramos sistemas intrigantes tais como fontes de raios X, estrelas variáveis, estrelas vampiras, estrelas aparentemente "normais" mas inesperadamente brilhantes conhecidas como retardatárias azuis, e pequeníssimos objetos chamadas pulsares de milissegundo, que são pequenas estrelas mortas que giram surpreendentemente depressa [2].
        Gigantes vermelhas, estrelas que já gastaram o combustível no seu centro e que aumentaram o seu tamanho, encontram-se espalhadas pela imagem VISTA e são fáceis de detectar, brilhando com uma cor âmbar sobre um fundo de estrelas branco amarelado. O núcleo densamente populado contrasta com as regiões exteriores do aglomerado, mais esparsas. Como pano de fundo podemos ainda observar um grande número de estrelas da Pequena Nuvem de Magalhães.
         Esta imagem foi obtida com o VISTA (sigla do inglês Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) do ESO, no âmbito do rastreio da região das Nuvens de Magalhães, duas das galáxias mais próximas de nós. Embora o 47 Tucanae se encontre muito mais próximo da Terra do que as Nuvens, está por acaso situado em frente à Pequena Nuvem de Magalhães e foi por isso fotografado durante o rastreio.
       O VISTA é o maior telescópio do mundo dedicado exclusivamente a mapear o céu. Situado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, este telescópio infravermelho, com o seu espelho enorme, grande campo de visão e detectores muito sensíveis, está a dar-nos uma visão completamente diferente do céu austral. Usando uma combinação de imagens infravermelhas muito nítidas - tais como esta imagem VISTA - e observações feitas no visível, os astrônomos podem obter informações sobre o conteúdo e história de objetos como o 47 Tucanae com todo o detalhe. 

Notas

[1] Existem cerca de 150 aglomerados globulares que orbitam a nossa Galáxia. 47 Tucanae é o segundo de maior massa, depois de Omega Centauri.

[2] Os pulsares de milissegundo são versões dos pulsares mais comuns que apresentam rotação incrivelmente rápida. São restos de estrelas em rotação, altamente magnetizados, que emitem surtos de radiação à medida que giram. Conhecem-se 23 pulsares de milissegundo em 47 Tucanae - mais do que em todos os outros aglomerados globulares, com exceção do Terzan 5.


Fonte: ESO

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Um Aglomerado Estelar Duplo

em quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Comente aqui


Image Credit & Copyright: F. Antonucci, M. Angelini, & F. Tagliani, ADARA Astrobrallo


       Poucos aglomerados de estrelas parecem estar tão perto uns dos outros. Em alguns 7.000 anos-luz de distância, porém, esse par de aglomerados estelares galácticos ou abertos é um fácil alvo de binóculos, um adorável campo de estrelas na região norte da constelação Perseu. Também visível a olho nu de áreas muito escuras, foi catalogado em 130 d.C. pelo astrônomo grego Hiparco. Agora conhecidos por h e chi Persei, ou NGC 869 (abaixo) e NGC 884, os aglomerados em si estão separados por apenas algumas centenas de anos-luz de distância e contém estrelas muito mais jovens e quentes que nosso Sol.
       Além de serem fisicamente próximos, a idade dos aglomerados baseada nas suas estrelas individuais são similares – evidência de que ambos os aglomerados provavelmente foram produtos de uma mesma região formadora de estrelas.


Fonte: APOD-NASA

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Astrônomo brasileiro descobre satélite da Via Láctea

em terça-feira, 16 de outubro de 2012

Comente aqui
Com informações da UFRGS - 12/10/2012


Aglomerado de estrelas

Astrônomos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) anunciaram a descoberta de um novo satélite da Via Láctea.

Trata-se de um pequeno aglomerado de estrelas situado no halo da nossa galáxia, a uma distância de 108.000 anos-luz do Sistema Solar.

É o primeiro satélite da galáxia situado nos confins do halo estelar cuja descoberta teve como protagonistas astrônomos brasileiros.

O pequeno aglomerado de estrelas Balbinot 1 pode ser visto no centro da imagem. [Imagem: Eduardo Balbinot] 
TOPO