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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Nave futurística cairá na Terra em Outubro

em terça-feira, 22 de outubro de 2013

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A sonda espacial GOCE é considerada a mais bela nave já enviada ao espaço.[Imagem: Agência Espacial Européia]

Estrela cadente


Depois de mais de quatro anos mapeando a gravidade terrestre, a sonda espacial GOCE está chegando ao fim de sua missão.

E, considerada uma das mais belas naves já fabricadas, seu fim será digno de uma estrela: ela vai se queimar ao reentrar na atmosfera.

O problema é que ela não vai queimar-se totalmente e, como sua reentrada não é dirigida, não se sabe onde ela cairá.

Enquanto a maior parte da sonda se desintegrará na reentrada, várias partes poderão atingir a superfície da Terra.

A ESA (Agência Espacial Europeia) afirma que não é possível prever onde e quando a GOCE cairá.

A reentrada deverá ocorrer cerca de três semanas depois de ter acabado o combustível da nave, porque sua órbita é muito baixa, pouco mais de 220 km de altitude, uma das mais baixas já usadas.

É devido a esta baixa altitude que a GOCE tem esse design "aerodinâmico", para minimizar o arrasto, que é significativo em uma órbita tão baixa.

Para se manter em uma órbita tão baixa, a sonda é impulsionada continuamente por um motor iônico, cujo combustível deverá acabar entre o final de Setembro e o início de Novembro - a data prevista é 16/17 de Outubro, com incerteza de duas semanas para mais ou para menos.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Satélites artificiais não caem devido a imperfeições da Terra

em quinta-feira, 17 de outubro de 2013

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Com informações da New Scientist - 17/10/2013

Desde o Sputnik, o primeiro satélite
artificial a orbitar a Terra, dezenas
de milhares de outros seguiram
seu caminho - e muito poucos
deles caem.[Imagem: NSSDC/NASA]
Nosso planeta está cercado por mais de 1.000 satélites artificiais em pleno funcionamento e por uma
Estação Espacial enorme, além de milhares de toneladas de lixo espacial.

Felizmente, em geral a maior parte deles fica lá em cima bem tranquila.

Mas, surpreendentemente, parece que só agora estamos realmente entendendo por que os satélites giram estavelmente ao redor da Terra.

Por que os satélites não caem?


Em condições ideais, um pequeno satélite em órbita de um planeta que fosse perfeitamente esférico permaneceria lá para sempre, assumindo que nada o perturbasse diretamente.

Mas a Terra não é uma esfera perfeita, e há um monte de outros objetos que podem perturbar os satélites artificiais na órbita baixa.

Entre esses objetos está, em primeiro lugar, e de forma mais significativa, a Lua.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Buraco negro dentro de chip confirma teorias de Einstein

em sexta-feira, 4 de outubro de 2013

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Além do horizonte de eventos - a fronteira além da qual nada escapa - os buracos negros possuem uma região chamada esfera fotônica, uma região onde o espaço-tempo é fortemente curvado. [Imagem: Sheng et al./Nature Photonics]

Lente gravitacional


Segundo a Teoria da Relatividade de Einstein, corpos de grande massa fazem a luz se curvar, um efeito chamado de lente gravitacional.

Isso acontece porque a enorme gravidade deforma o espaço-tempo, fazendo com que o caminho mais curto para a luz ao redor de uma estrela maciça, por exemplo, seja uma curva.

Não é possível criar um buraco negro em miniatura para demonstrar coisas desse tipo em sala de aula, mas é possível deixar a gravidade de lado e reproduzir o fenômeno da lente gravitacional usando apenas luz.

Foi o que demonstraram C. Sheng e Hui Liu, da Universidade de Nanjing, na China, que são especialistas em metamateriais.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Força da gravidade pode não ser constante

em quinta-feira, 19 de setembro de 2013

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Está é uma parte do mapa da gravidade terrestre de mais alta resolução feito até hoje. [Imagem: Christian Hirt]

Mapa da gravidade


Recentemente, uma equipe da Austrália e da Alemanha usou dados coletados pelos ônibus espaciais para criar os mapas da gravidade terrestre de mais alta resolução feitos até hoje.

Quando os mapas ficaram prontos, contudo, o resultado surpreendeu a todos: os dados revelam variações gravitacionais até 40% maiores do que se considerava anteriormente.

"Nossa equipe calculou a gravidade em queda livre em três bilhões de pontos - um ponto a cada 200 metros - para criar estes mapas da gravidade de mais alta resolução já feitos. Eles mostram mudanças sutis na gravidade sobre a maioria das áreas terrestres da Terra," disse o professor Christian Hirt, membro da equipe.

Os dados indicam que a gravidade mais forte na superfície da Terra fica próxima ao Pólo Norte, enquanto a menor fica no alto dos Andes, na montanha Huascaran.

Poderia parecer intuitivo que a gravidade dependesse do relevo, mas a diferença de massa gerada pelo relevo terrestre é ínfima em relação ao planeta como um todo - na verdade, o que está mesmo em jogo são variações na densidade do material abaixo de cada ponto medido, da superfície até o núcleo da Terra.

Mas a coisa pode ser mais complicada do que isso.

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