quinta-feira, 30 de abril de 2009

Como surgiram os anéis de Saturno?

em quinta-feira, 30 de abril de 2009

Comente aqui
por Yuri Vasconcelos

Até hoje os cientistas não sabem ao certo qual a origem dos gigantescos anéis, mas algumas teorias tentam explicar o surgimento deles. A principal aponta que os anelões, descobertos em 1610 pelo italiano Galileu Galilei (1564-1642), seriam restos de uma lua de Saturno, destruída após a colisão com outro corpo celeste, ou pedaços de um cometa que se aproximou do planeta e fragmentou-se antes de atingi-lo. Se o evento inicial ainda é um mistério, o processo de formação dos anéis já é mais conhecido. Seja como for, desde que foram avistados pela primeira vez, eles atraem a atenção da comunidade científica por sua beleza e peculiaridade, que confere a Saturno um perfil único no sistema solar. Embora Júpiter, Urano e Netuno também tenham anéis, eles são menos numerosos e bem mais tênues do que os de Saturno, o astro das “bijuterias” siderais.

ORIGEM NEBULOSA
Anelões podem ser fragmentos de uma lua ou de um corpo celeste intruso

Há milhões de anos, um imenso corpo celeste de cerca de 200 quilômetros de diâmetro se fragmentou nos arredores de Saturno. Acredita-se que tenha sido uma lua do próprio planeta – destruída após chocar-se com outro astro qualquer – ou um cometa que se despedaçou ao aproximar-se de Saturno.

Ocorre que, em torno dos planetas, há uma “fronteira” conhecida como limite de Roche, que é a distância máxima que um astro pode se aproximar de um planeta e manter-se intacto. Quando um corpo ultrapassa essa fronteira, ele se desintegra. Nossa Lua, por exemplo, só não racha por estar fora do limite de Roche da Terra.

A fragmentação se dá por causa de um efeito secundário da força da gravidade, um fenômeno conhecido como força de maré – embora não seja forte o suficiente para atrair o corpo até a superfície, ela é capaz de estilhaçar cometas, asteroides e até estruturas maiores, como satélites.

Ao longo de milhares de anos, os fragmentos maiores teriam adquirido velocidades diferentes e continuado a se chocar entre si, gerando uma grande fragmentação que acabou ocupando todo espaço disponível ao redor.

Os estilhaços se agruparam em sete grandes anéis, batizados pelas letras D, C, B, A, F, G e E – do mais próximo (D, a 68 mil quilômetros do planeta) ao mais distante (E, a 180 mil quilômetros). Eles foram nomeados alfabeticamente pela ordem em que foram descobertos (A foi o primeiro) e subdividem-se em milhares de outros anéis mais finos.

A relativa estabilidade da órbita dos anéis se dá graças aos satélites de Saturno dos quais eles estão próximos e cuja força gravitacional ajuda a manter os anelões unidos. O planeta possui nada menos que 60 luas conhecidas.

Os anéis são separados por espaços. É o caso da Divisão de Cassini, um buracão de 4,7 mil quilômetros de largura entre os anéis B e A, assim nomeado em homenagem a seu descobridor, o astrônomo francês Jean Dominique Cassini (1625-1712). Acredita-se que o efeito gravitacional da lua Mimas é que mantenha essa lacuna entre os anéis.

Com o tempo – e em virtude das sucessivas colisões e da diferença de velocidade entre as partículas –, os anéis foram se moldando até chegar a uma inclinação próxima do zero, permanecendo em órbita na linha do “Equador” de Saturno.

Atualmente, os anéis são formados por fragmentos de poeira, rocha e gelo, cuja dimensão varia de um grão de areia ao tamanho de uma casa. Embora os anelões sejam imensos – o mais externo, por exemplo, tem cerca de 300 mil quilômetros de largura –, sua espessura não ultrapassa algumas centenas de metros.

PLANETA GASOSO
Confira a estrutura e algumas curiosidades de Saturno

- Sua atmosfera é composta sobretudo de hidrogênio misturado a pequenas quantidades de hélio e metano.

- A camada mais externa do planeta é constituída de hidrogênio gasoso.

- Há uma porção formada por hidrogênio líquido fundido a elevadas temperaturas. Em seguida vem uma camada de hidrogênio metálico. O núcleo é formado por uma densa “sopa gelada” de rocha, gelo e outros compostos como sulfeto e óxido de ferro.

- Sexto planeta a partir do Sol, Saturno é o segundo maior do sistema solar, com uma circunferência equatorial de 378,6 mil quilômetros (cerca de dez vezes a da Terra)

- Apesar de gigantesco, Saturno é o único planeta do sistema solar menos denso do que a água. Se fosse mergulhado em um oceano gigante, ele flutuaria!


Revista Mundo Estranho

terça-feira, 28 de abril de 2009

Cientistas preparam-se para encontro cósmico inédito

em terça-feira, 28 de abril de 2009

Comente aqui
A primeira edição da Conferência de Defesa Planetária da Academia Internacional de Astronáutica será realizada de 27 a 30 de abril, em Granada, na Espanha. Entre os temas em discussão um chama a atenção: a preparação para o encontro com um asteroide.

Estudando o inimigo

Com 270 metros de diâmetro e peso de cerca de 20 milhões de toneladas, o asteroide Apophis passará próximo à Terra no dia 13 de abril de 2029. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), mesmo que não ofereça perigo real, ele representa um tipo de objeto que pode ser encarado como uma ameaça futura.

A ameaça está na combinação de tamanho com imensa energia cinética. Se o Apophis se chocasse com a Terra, os resultados seriam catastróficos. Por conta disso, os cientistas reunidos na Espanha pretendem começar a usar a visita do asteroide para reunir conhecimentos que possam ser empregados em eventos semelhantes.

O principal objetivo é usar a oportunidade para entender melhor os objetos próximos da Terra, conhecidos como NEO (Near Earth Objects).

Multidisciplinaridade e criatividade

Para isso estarão reunidos especialistas em astrometria, dinâmica orbital, caracterização física de asteroides e cometas, aerotermodinâmica, modelagem de impactos, projetistas de missões espaciais, engenheiros de sistemas e diversos outros, com a proposta de lançar um programa multidisciplinar para estudar o Apophis e os NEOs.

"Trata-se de um tema atraente para muitos pesquisadores, uma vez que em estudos a respeito de tais objetos - e em missões espaciais relacionadas a eles - são combinados diversos campos técnicos e científicos. Encontrar novas soluções ou aumentar o conhecimento sobre os NEOs exige muita criatividade. Estudar como evitar uma possível catástrofe em escala planetária é um grande desafio", disse Andrés Gálvez, gerente do Programa de Estudos Gerais da ESA e um dos organizadores da conferência.

Ideias são bem-vindas

Para ampliar o interesse no tema, a ESA está organizando um concurso voltado a jovens pesquisadores. O desafio é apresentar propostas de pesquisa que tragam contribuições importantes aos estudos de NEOs.

A imagem acima é uma proposta para lidar com um asteroide que ameace se chocar com a Terra, utilizando um raio trator eletrostático. Para conhecer mais sobre esse conceito, veja as reportagens Raio-trator gravitacional pode salvar a Terra e Raio-trator gravitacional poderá desviar asteróides.

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

Conserto do telescópio espacial Hubble

Comente aqui
A próxima missão do programa dos ônibus espaciais está sendo ansiosamente aguardada pela comunidade astronômica em todo o mundo. E não é para menos. A missão é completamente voltada aos reparos do telescópio espacial Hubble e tem como objetivo fazer uma verdadeira reforma no mais importante observatório astronômico em órbita da Terra.A missão de reparos, oficialmente chamada STS-125, será a última viagem que um ônibus espacial fará com destino ao telescópio. Durante as cinco EVAs - atividades extraveiculares - programadas, os astronautas deverão instalar dois novos instrumentos, reparar outros dois equipamentos inativos e realizar uma série de substituições de componentes que farão com que o telescópio continue em operação até 2014. Durante o conserto do telescópio, um verdadeiro batalhão de engenheiros localizados em diversos Estados americanos estará dando apoio aos astronautas em todas as fases da missão. As principais instruções e comandos, no entanto, partirão do GFSC, Centro Espacial Goddard, da Nasa, onde funciona o Centro de Controle e Operações do Telescópio. Dali partirão os comandos diretamente ligados ao observatório, que permitirão que o equipamento receba as manutenções em pleno espaço.

Como será?
Entre os comandos que serão enviados pelo GSFC estará o fechamento da proteção que envolve os sistemas óticos e o reposicionamento do telescópio para que a nave Atlantis fique corretamente posicionada. Quando o ônibus espacial estiver a apenas 60 metros do Hubble, o Centro Goddard executará uma rolagem no telescópio, o que permitirá que o braço robótico da Atlantis agarre o telescópio e o traga até o compartimento de carga.Uma vez capturado, os astronautas iniciarão cinco atividades extraveiculares, também chamados passeios espaciais, com duração de seis horas e meia cada uma. Os trabalhos serão realizados externamente sempre por dois astronautas. Um deles será responsável pelas tarefas envolvendo os componentes livres de flutuação acoplados ao Hubble emquanto o segundo trabalhará conectado ao braço robótico Canadarm, que será operado por um terceiro astronauta.Para manter a segurança e evitar que flutuem para longe do ônibus espacial, os astronautas permanecerão amarrados a um dos cabos que correm ao longo do compartimento de carga. Além disso, o telescópio Hubble foi construído com corrimãos que permitem aos astronautas atingirem partes do equipamento sem correrem riscos.
Novos Instrumentos
A maioria dos componentes do Hubble, especialmente os instrumentos, foi projetada para ser facilmente removida durante as operações de reparos. Durante a missão atual, a principal prioridade será a instalação dos novos instrumentos, entre eles a Câmera de Ângulo Largo 3, WFC3 e o Espectrógrafo de Origens Cósmicas, COS.A WFC3 será o principal instrumento no estudo da energia e matéria escura, formação das estrelas e descoberta de galáxias extremamente remotas. A câmera tem capacidade de "ver" em três diferentes comprimentos de onda: ultravioleta próximo, visível e infravermelho próximo. Além disso, seus sensores têm uma gama de resposta muito maior que os instrumentos atuais a bordo do telescópio.A nova câmera será instalada no mesmo compartimento onde hoje está a Câmera Planetária de Ângulo Largo, WFPC2, que será retirada para liberar espaço para o novo instrumento.O segundo equipamento, COS, é um espectroscópio que "vê" apenas no comprimento de onda ultravioleta, capaz de decompor a luz proveniente de galáxias em evolução ou planetas em formação, permitindo aos cientistas conhecerem os elementos químicos que compõe os objetos. De acordo com a Nasa, o novo equipamento aumentará em 70 vezes a capacidade de observação de objetos muito tênues. Da mesma forma que a câmera de ângulo largo, O COS será instalado no local de outro equipamento que será substituído. Neste caso a peça a ser trocada será o COSTAR, um dispositivo instalado no Hubble durante a primeira missão de reparos em 1993 e que foi utilizada para corrigir uma imperfeição do espelho principal do telescópio. Desde a primeira missão de consertos, todos os instrumentos trocados já englobavam a tecnologia de correção, assim o Costar não é mais necessário.

Mais Tarefas
Além da instalação dos equipamentos a missão deverá substituir os giroscópios e os escudos térmicos do telescópio, além de fazer reparos e upgrades eletrônicos nos instrumentos. Entre os reparos essenciais está a Câmera Avançada de Pesquisas, ACS e Espectrógrafo Imageador STIS, parcialmente parados desde 2007 devido a um curto-circuito. A ACS é a uma das principais câmeras do Hubble e é a responsável pelas mais belas imagens captadas pelo telescópio. De acordo com a Nasa, o conserto desses dois equipamentos é comparado a uma verdadeira cirurgia cerebral, tamanha a complexidade e delicadeza da operação.

Conheça a tripulação
A missão STS-125 será comandada pelo veterano astronauta Scott Altman, auxiliado pelo novato piloto Gregory Jonhson. De acordo com a Nasa, a previsão de lançamento da missão será no dia 11 de maio, porém a data poderá ser alterada para dia 13 ou 22 de maio, dependendo das condições do tempo.



Scott Altman - Comandante. Capitão da marinha americana nasceu em 15 de agosto de 1959. É engenheiro aeronáutico e Ph.D. em ciências espaciais. Tem experiência de 840 dias no espaço.

Gregory Jonhson - Piloto. Capitão da marinha americana e bacharel em ciências espaciais. Michael Good - Especialista de missão, é coronel da força-aérea americana e mestre em ciências aeroespaciais.

Megan McArthur - Especialista de missão e operadora do braço robótico. Nasceu em 1971 no Havaí. Bacharel em engenharia espacial e Ph.D. em oceanografia. Trabalhou como CAPCOM (comunicadora de cápsula) durantes as missões dos ônibus espaciais e Estação Espacial Internacional.

John Grunsfeld - Especialista de Missão e líder das atividades externas. Mestre em ciências e Ph.D. em filosofia com especialização em física. Grunsfeld é veterano dos vôos espaciais. Já permaneceu mais de 1080 horas no espaço, realizando 5 passeios espaciais.

Michael Massimino - Especialista de Missão e atividades externas. Bacharel em Engenharia industrial e Ph.D. em engenharia mecânica. Possui 240 horas no espaço e duas atividades extraveiculares no currículo.

Andrew Feustel - Especialista de Missão e atividades externas. É mestre em ciências da Terra e Ph.D. em ciências geológicas, com especialização em sismologia. Essa é sua primeira missão ao espaço.

Apolo 11.com

sábado, 25 de abril de 2009

Olhar para o céu é coisa de menina?

em sábado, 25 de abril de 2009

Comente aqui
Patrícia Raposo
Para: Jornal Público
Apenas um quarto dos profissionais da astronomia são mulheres. Em certos países simplesmente não existem astronomas, a outros em que elas representam metade dos cientistas desta área. Assim, foi lançado o projeto She Is An Astronomer (Ela É Uma Astrónoma), no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Astronomia.

Jodie Foster interpretando uma radioastronoma no filme Contato

O objetivo é promover a igualdade de generos e eliminar o preconceito de que a aptidão para a ciência é predominantemente masculina.

O número de mulheres cientistas varia não só no espaço, mas também no tempo, e há uma tendência para que o número diminua à medida que se sobe de faixa etária, sugerindo que continuar numa carreira científica é uma escolha determinada por fatores sociais e culturais e não apenas pela habilidade ou aptidão das mulheres. A igualdade de oportunidades é uma prioridade na comunidade científica, independentemente da cultura dos cientistas ou da sua localização geográfica, dizem os promotores da iniciativa.

O site She Is An Astronomer (http://www.sheisanastronomer.org/) aborda questões de genero na astronomia e na ciência em geral, fornecendo informação sobre algumas astronomas, eventos que se irão realizar e bolsas a que mulheres astronomas poderão se candidatar.

O projeto foi apresentado durante a Semana Europeia da Astronomia e da Ciência na Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Explosões estelares registradas em testemunhos de gelo

em sexta-feira, 24 de abril de 2009

Comente aqui

Amostras de gelo têm sido utilizadas como registros históricos do clima porque a composição do gelo e das bolhas de ar nele aprisionadas fornecem um testemunho praticamente intocado de condições climáticas passadas.

Recentemente um grupo de cientistas japoneses mostrou que a mesma técnica pode ser utilizada para registrar eventos astronômicos importantes.

Em artigo publicado recentemente no arXiv.org da Biblioteca da Cornell University, Yuko Motizuki e colaboradores, do Instituto Riken, em Wako, Japão, apresentam evidências de um registro de explosões de supernovas que ocorreram há mais de mil anos, em testemunhos de gelo antártico. Em uma amostra tubular de gelo de 122 metros de comprimento obtido, em 2001, na estação Dome Fuji, na Antártida Oriental foram encontrados picos na concentração de íons de nitrato (NO3–) que coincidem com duas supernovas conhecidas do século 11: a supernova 1006, assim denominada por ter sido descoberta nesse ano e a supernova da nebulosa do Caranguejo de 1054. Supernovas próximas provocaram grande precipitação de raios gama sobre a Terra, o que pode ter elevado rapidamente os níveis de nitratos na atmosfera, o que explicaria os picos registrados nas amostras de gelo.

Um terceiro pico de nitrato revelado pela equipe japonesa, datado entre 1060 e 1080, pode ser a indicação de um evento celeste não registrado, especulam os autores. Um fragmento estelar exótico, chamado de repetidor gama, pode ter sido responsável pelo aumento misterioso do nitrato, ou uma supernova oculta por densas nuvens de poeira, ou simplesmente não ter sido visível no hemisfério norte.

A idéia de descobrir registros astronômicos, baseado em núcleos de gelo perfurados em grandes profundidades, lembram os autores, foi proposto pelo astrônomo Robert Rood, da University of Virginia, e seus colegas em um artigo da Nature, em 1979, mas a relação entre supernovas e picos de nitrato havia permanecido como mera especulação. Mesmo essa nova pesquisa teria que ser reforçada por outras correlações. – Com essa finalidade, os autores estão realizando uma revisão abrangente dos níveis de íons e das supernovas conhecidas dos últimos 2 mil anos.

fonte: Scientific American

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Compare o tamanho dos planetas nesta escala do universo

em quinta-feira, 23 de abril de 2009

19 comentários
Para que possamos comparar melhor o tamanho dos diversos astros, vamos observar algumas imagens. A primeira delas nos mostra que a Terra e Vênus tem tamanho muito parecidos. O raio equatorial da Terra é de 6378 km, enquanto o de Vênus, 6051 km. Uma diferença não muito grande.

Sequência: Terra, Vênus, Marte, Mercúrio e Plutão
Marte, por sua vez, é bem menor. Seu raio é de 3397 km, ou seja, um pouco maior que a metade do nosso planeta. Marte é 1.3 vezes maior que Mercúrio, com 2439 quilômetros de raio, que por sua vez é o dobro de Plutão, com 1160 km. Não é a tôa que Plutão foi rebaixado, não acha? A maioria dos telescópios de médio porte, usado por amadores, não consegue vê-lo. Plutão é menor que nossa Lua, que tem 1738 quilômetros de raio!

Gostou dessa comparação? Então vamos à próxima.
Ela nos mostra na sequência (Maior-Menor) os gigantes gasosos, como são conhecidos Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Rochosos são Terra, Vênus, Marte, Mercurio e Plutão.

Sequência: Júpter, Saturno, Urano, Netuno, Terra, Vênus, Marte, Mercúrio, Plutão
Júpiter, o maior planeta do sistema solar, tem 71492 quilômetros de raio, 11 vezes maior que o raio do nosso planeta. Se fosse ôco, caberia mais de 2 mil Terras dentro dele! Saturno, o segundo maior planeta, não fica atrás. Seu raio é de 60268 quilômetros.

Bem menores, Urano e Netuno têm 51108 e 49538 quilômetros de raio, mesmo assim, aproximadamente 8 vezes maiores que Terra. A figura mostra bem o quanto somos pequeninos perto desses gigantes de gás!
Na sequência vemos o Sol. Seu raio, de 695 mil quilômetros é 100 vezes maior que o raio terrestre. Mesmo o gigantesco Júpiter não passa de uma bolinha de gude quando comparado ao astro-rei. Veja que a Terra, nossa bela Terra, não atinge sequer o tamanho de uma pulga!

Sequência: Sol, Júpter, Saturno, Urano Netuno, Terra, Vênus, Marte, Mercúrio e Plutão
Mas as comparações não param. Nem mesmo o Sol é tão grande quanto parece. A ilustração abaixo mostra que até ele se torna uma pequena estrela quando comparado à outros sóis, muitos anos-luz distantes. Nosso Sol não passa de uma lanterna quando comparado à Sirius, distante 25 anos-luz do nosso planeta e a estrela mais brilhente no céu noturno.


Sequência: Arcturus, Pollux, Sírius e Sol
Mas até mesmo Sirius, se comparada à grande Arcturus, perde sua majestada. Essa estrela gigante, 17 vezes maior que o Sol, põe suas concorrentes no chão e faz nosso Sol parecer uma pequena lamparina!
Mas não se iluda. No universo a briga é boa e quando você acha que já viu tudo, pode se enganar. Veja a imagem abaixo.

Sequência: Antares, Betelgeuse, Aldebaran, Rigel, Arcturus Pollux, Sírius e Sol
Agora quem parece uma pulga é a gigantesca Arcturus. Perto de Antares, uma supergigante vermelha distante 600 anos-luz da Terra, tudo parece pequeno. Antares é 700 vezes maior que nosso sol e brilha 10 mil vezes mais forte. Localiza-se no centro da constelação do Escorpião, e devido à sua coloração avermelhada, alguns astrônomos a chamam de Coração do Escorpião.

Sequência: Pistol Star e Antares
A Estrela da Pistola, situada na constelação de Sagitário e fora do alcance de nossa visão, faz com que Antares tenha o aspecto de um planeta ao seu lado.

Sequência: VV Cephei, V354 Cephei, KW Sagitarri e Pistol Star
Nessa última comparação, temos três das maiores estrelas já catalogadas e que fazem com que a Estrela da Pistola se torne um pequeno planeta. O destaque para VV Cephei, a maior conhecida até então, fez com que nosso sol literalmente desaparecesse.


Por fim, a Via Láctea, a nossa constelação, lar de aproximadamente 200 bilhões de estrelas. Comparado a ela, VV Cephei é 1,7 milhão de vezes menor do que um pixel dessa foto. Ou seja, nada.
Como deu pra notar, em um universo gigantesco, nossa Terra não é tão importante quanto imaginamos !

Fonte: Apolo11.com.br

Palestras - Eventos do Clube

Comente aqui
TOPO