domingo, 29 de agosto de 2010

Programação de novas atividades.

em domingo, 29 de agosto de 2010

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Neste segundo semestre, o Clube de Astronomia Carl Sagan - UFMS retoma suas atividades e continua realizando encontros para  discussões de temas gerais ao publico amante da Astronomia.

Os encontros serão marcados em períodos quinzenais e por mês o Clube ministrará uma palestra  e  exibirá um filme. O tema geral será diferente a cada mês.
As Observações acontecerão mensalmente, no Campus  da UFMS, geralmente no final do mês.
Outros eventos simultâneos também irão acontecer, fique atento e se informe aqui mesmo neste blogue.

Programação para  Setembro.

Dia 13 / 09
Palestra sobre Astrofotografia.
Revisão das principais técnicas e métodos de astrofotografia ( fotografar o céu ), câmera fixa, com e sem acompanhamento, piggy-back, foco direto, com e sem telescópio.
Palestraste: Dr. Rodolfo Langhi - DFI
Horário: 15 h
Local: UFMS - Bloco V, sala de ensino de Física


Dia 24 / 09
Observação do céu noturno.
Horário: 18 h
Local: Antigo Alto cine, ao lado do estádio Morenão.
*obs: a observação pode não ocorrer por motivos climático.









segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Astros no céu de Bonito

em segunda-feira, 2 de agosto de 2010

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O 11º Festival de Inverno de Bonito teve diversas atrações culturais de várias partes do Brasil e o Clube de Astronomia Carl Sagan esteve por lá, proporcionando observação aberta ao público em geral que participou em peso. Durante quatro noites de festival dois planetas e a Lua encantaram centenas de pessoas que em sua grande maioria, crianças, estavam na praça central do evento anual mais importante da cidade.

Com uma média de trezentas pessoas por noite, as observações se iniciaram ao anoitecer com a presença de três planetas. Vênus foi desmistificado de “estrela d'alva” e apresentado como planeta mais brilhante do céu, seguido por Marte e Saturno. O último é sempre sem dúvida o que faz maior sucesso entre o público, com seus anéis únicos e nitidez inigualável se exibe junto à sua lua Titan, a segunda maior do sistema solar. Assim, indagando: “É de verdade mesmo?” apenas as observações eram suficientes para responder. Vênus também confundido com a Lua pelo fato de apresentar fases de acordo com a época do ano e sua posição em relação à Terra e ao Sol.



Deste modo, o público fascinado pela astronomia foi informado sobre os planetas, o sistema solar e até sobre outras estrelas e o Universo em si. Em sua maioria, crianças comentavam – Olha! É igual ao livro! - e outros perguntavam – Até onde ele alcança? - à respeito dos telescópios, demonstrando que o desejo de ir além não tinha fim.

Ademais, os presentes no festival se mostravam muito curiosos e interessados pela astronomia, desde os mais leigos até os bem entendidos do assunto. Como uma atividade inédita na cidade, chamou muita atenção principalmente das crianças, dos jovens e seus pais, famílias inteiras enfrentavam a fila para ter um momento de contato com os astros. Percebia-se que a cidade carecia de tal atividade, transformando cada momento em muita satisfação por parte do Clube de Astronomia Carl Sagan - UFMS.


Portanto, agradecemos a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Fundação de Turismo e aos presentes pela participação em uma das mais bem sucedidas observações em eventos que já se teve no estado de Mato Grosso do Sul. Agradecemos também, em especial àqueles todos que tornaram real e agradável nossa prestação de serviço à comunidade do município de Bonito e seus turistas. Obrigado em nome de todos do Clube de Astronomia Carl Sagan, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.


segunda-feira, 17 de maio de 2010

Projeto Eratóstenes Brasil terá sua sede em Mato Grosso do Sul

em segunda-feira, 17 de maio de 2010

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Que tal medir, com sua escola (ou clube de astronomia) e com muitas outras do Brasil (e de outros países), o raio da Terra, de modo semelhante ao que Eratóstenes fez há uns dois mil e trezentos anos atrás? Em 2010, convidamos todas as escolas brasileiras e seus alunos de Ensino Médio, bem como clubes de astronomia, observatórios e planetários, a participarem do Projeto Eratóstenes Brasil, cujas atividades reproduzirão este experimento de maneira interdisciplinar.

Há alguns anos, o Projeto tem sido coordenado pelo Departamento de Física da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Universidade de Buenos Aires (Argentina), do Laboratório Pierre Auger, Universidade Tecnológica Nacional, Regional Mendoza (Argentina) e da Associação Física Argentina. O Brasil começa a participar do Projeto em 2010, sendo divulgado pela OBA, apoiado pelo Observatório Didático Astronômico da UNESP/Bauru e vinculado ao Programa Casa da Ciência, da UFMS (Campo Grande), onde está locada a coordenação nacional do Projeto. Para participar, as instituições devem se registrar na homepage oficial do Projeto de 01 de abril a 10 de junho de 2010: http://df.uba.ar (clicar na figura do globo terrestre envolvido por uma fita métrica; depois, clicar na bandeira do Brasil para a versão do Projeto em português). Interessados devem entrar em contato por e- mail: projeto.erato@gmail.com
Além disso, atividades de divulgação em Astronomia estão programadas para a população
ao longo do ano, anunciadas pelas páginas do Clube de Astronomia Carl Sagan (UFMS) e
da Casa da Ciência (UFMS). Fique atento! Participe!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Missão lunar japonesa fornece vislumbre sobre formação da Lua

em terça-feira, 22 de dezembro de 2009

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Dados provenientes da recém-desativada sonda espacial Kaguya sustenta a teoria de que a crosta da Lua congelou a partir de um oceano de magma

A principal hipótese sobre a formação da Lua sustenta que um gigantesco impacto há bilhões de anos fez com que uma enorme massa de material planetário fosse separada da Terra, que se aglutinou para formar nosso satélite.

No entanto, como concluíram pesquisadores que estudaram as amostras trazidas pela Apollo 11 em 1969, esse processo de coalescência não foi tranquilo – o calor da fusão deixou a Lua em formação coberta por um oceano de magma. Conforme esse oceano resfriou, seus componentes mais leves subiram para a superfície, formando uma camada externa que recobriu outras de rochas mais densas.

Recentemente, uma pesquisa geológica realizada utilizando-se dados coletados pela recém-desativada sonda Kaguya endossa a hipótese do oceano de magma, constatando que a camada superior da crosta lunar é, de fato, rica em rochas de baixa densidade de pureza excepcional. Os resultados da Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa, responsável pela Kaguya, anteriormente conhecida por SELENE (Selenological and Engineering Explorer), foram publicados na Nature ( a SCIENTIFIC AMERICAN faz parte do grupo editorial da Nature).

A sonda orbital Kaguya procurou por anortosito, um tipo de rocha composto essencialmente por plagioclásio, mineral de baixa densidade. A sondagem efetuada pelo orbitador descobriu que nas crateras e bacias jovens encontradas nas terras altas – terreno que constitui a maior parte da crosta lunar – o anortosito além de prevalecer era quase totalmente puro, isto é, a rocha era composta praticamente por 100% de plagioclásio. Os autores do estudo especulam que uma camada global da crosta lunar, de 3 km até 30 km abaixo da superfície, possa ser composta do excepcionalmente puro anortosito.

A quase exclusiva presença na crosta dessa rocha leve e flutuante indica um processo de formação idêntico através de toda a Lua, como um oceano de magma. Os resultados da Kaguya mostram que a formação de anortosito “é realmente um processo global”, observa John Longhi, petrologista do Observatório da Terra Lamont-Doherty, da Columbia University, e atualmente acadêmico convidado da Duke University, que não contribuiu para o estudo. “Embora eu tenha proposto outro modelo, essa pesquisa sugere que realmente não haveria outro meio para a formação da crosta lunar que não através do oceano de magma”.

Os comentários de Longhi são significativos, já que Paul Warren, geoquímico da University of California, em Los Angeles, o considera “o autor do modelo que mais se opõe ao do oceano de magma”. Nesse modelo, a rocha rica em plagioclásio elevou-se para a parte superior da crosta como resultado de um reaquecimento após a cristalização de um oceano de magma. Outras teorias descartam inteiramente a necessidade de um oceano de magma.

Warren, que não participou do estudo Kaguya, diz que a nova pesquisa sobre o anortosito “implica que deveria haver um processo incrivelmente eficiente de purificação desse mineral”. A predominância e pureza dessa rocha “não se coaduna com um modelo onde se tem coisas acontecendo de forma sequencial”, observa. “Tudo indica um processo global consistente, que é mais facilmente explicável pelo modelo do oceano de magma”.

Tanto Longhi quanto Warren guardam certo ceticismo sobre o extraordinário nível de pureza do plagioclásio no anortosito detectado pela Kaguya, mas sustentam que as implicações gerais continuam relevantes. Uma composição extremamente homogênea é praticamente impossível de se encontrar por meio de sensoriamento remoto da Lua, observa Warren, porque o solo lunar é composto de uma mistura de poeira que certamente contaminaria, até certo ponto, qualquer tipo de superfície. “Quaisquer que sejam as composições extremas que possam existir na crosta abaixo, certamente estão cobertas” pelo depósito de solo, acrescenta.

“Acredito ser um pouco difícil acreditar em tudo”, observa Warren a respeito do estudo da Kaguya. “No entanto, mesmo que os detalhes estejam um pouco exagerados, a importância do que eles obtiveram é notável”.



Scientific American

domingo, 13 de dezembro de 2009

Sonda Cassini capta imagens geométricas inéditas em Saturno

em domingo, 13 de dezembro de 2009

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Imagens surpreendentes e inéditas foram captadas pela sonda Cassini (Nasa e ESA) no polo norte de Saturno. As formas geométricas lembram figuras de um caledoscópio.

São figuras em hexagonal descobertas anteriormente pela sonda Voyager, da agência espacial americana, há 30 anos. "Trata-se de uma das coisas mais estranhas que já vimos em todo o sistema solar", declarou Kevin Baines, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL).

"A longevidade do hexágono o transforma em algo especial, como as estranhas condições meteorológicas que dão origem à Grande Mancha Vermelha descoberta em Júpiter", acrescentou Kunio Sayanagi, cientista responsável pela sonda Cassini no Instituto Tecnológico da Califórnia (EUA).

O misterioso formato foi localizado no polo norte do planeta, a 77 graus de latitude e seu diâmetro seria duas vezes o da Terra. Os especialistas acreditam que os jatos que dão essa forma à região se deslocam cem metros por segundo.

As câmeras de luz visível da sonda Cassini têm maior resolução que a Voyager e os cientistas conseguiram chegar à imagem final combinando 55 figuras.

O grande desafio é entender o que provocou exatamente a formação do hexágono em Saturno e como essa forma conseguiu se manter intacta durante tanto tempo. Os cientistas buscam um modelo para estudar os padrões de circulação atmosférica no planeta, já que este não possui massas oceânicas que amplie as condições meteorológicas como na Terra.

"Agora que podemos ver ondulações e formas circulares em vez de manchas podemos tratar de resolver mistérios que nos ajudarão a responder dúvidas em nosso próprio planeta", concluiu Baines.


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cientistas criticam proposta de "2012" e indicam cenários de fim do mundo

em segunda-feira, 30 de novembro de 2009

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A Nasa (agência espacial norte-americana) criticou a Sony em outubro por sugerir, em sua campanha publicitária para o filme "2012", que o mundo acabaria em 2012.

No ano passado, o Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), também assegurou que o mundo não acabaria tão cedo --portanto, acho que tudo isso é uma boa notícia para quem fica nervoso facilmente. Com que frequência vemos duas instituições científicas top de linha como essas nos garantindo que está tudo bem?

Por outro lado, é meio triste, se você estava ansioso por tirar umas férias das prestações do imóvel para financiar uma última festança.

As declarações do Cern tiveram a intenção de aliviar temores de que um buraco negro sairia de seu novo Grande Colisor de Hádrons (LHC) e engoliria a Terra.

O pronunciamento da Nasa, na forma de vários posts em sites e um vídeo postado no YouTube, foi uma resposta a temores de que o mundo fosse acabar no dia 21 de dezembro de 2012, quando um ciclo de 5.125 anos conhecido como Grande Contagem no calendário maia teoricamente chegaria a um fim.

Filme

O burburinho em torno do fim dos dias atingiu o auge com o lançamento do filme "2012", dirigido por Roland Emmerich, que já trouxe desgraças fictícias para a Terra anteriormente, com alienígenas e geleiras, em "Independence Day" e "O Dia Depois de Amanhã".

No filme, o alinhamento entre o Sol e o centro da galáxia, no dia 21 de dezembro de 2012, faz com que o astro fique ensandecido e lance na superfície da Terra inúmeras partículas subatômicas ambíguas conhecidas como neutrinos.

De alguma forma, os neutrinos se transformam em outras partículas e aquecem o centro da Terra. A crosta terrestre perde suas amarras e começa a se enfraquecer e deslizar por aí.

Los Angeles cai no oceano; Yellowstone explode, causando uma chuva de cinzas no continente. Ondas gigantes varrem o Himalaia, onde governos do planeta tinham construído em segredo uma frota de arcas, nas quais 400 mil pessoas selecionadas poderiam se abrigar das águas.

Porém, essa é apenas uma versão do apocalipse. Em outras variações, um planeta chamado Nibiru colide com o nosso ou o campo magnético da Terra enlouquece.

Existem centenas de livros dedicados a 2012, e milhões de sites, dependendo de que combinação de "2012" e "fim do mundo" você digite no Google.

"Tolices"

Segundo astrônomos, tudo isso é besteira.

"Grande parte do que se alega que irá ocorrer em 2012 está baseada em desejos, grandes tolices pseudocientíficas, ignorância de astronomia e um alto nível de paranoia", afirmou Ed Krupp, diretor do Griffith Observatory, em Los Angeles, e especialista em astronomia antiga, em um artigo publicado na edição de novembro da revista "Sky & Telescope".

Pessoalmente, adoro histórias sobre o fim do mundo desde que comecei a consumir ficção científica, quando era uma criança. Fazer o público se borrar nas calças é o grande lance, desde que Orson Welles transmitiu a "Guerra dos Mundos", uma notícia falsa sobre uma invasão de marcianos em Nova Jersey, em 1938.

No entanto, essa tendência tem ido longe demais, disse David Morrison, astrônomo do Ames Research Center da NASA, em Moffett Field, Califórnia. Ele é autor do vídeo no YouTube refutando a catástrofe e um dos principais pontos de contato da agência sobre a questão das profecias maias prevendo o fim dos dias.

"Fico com raiva de ver como as pessoas estão sendo manipuladas e aterrorizadas para alguém ganhar dinheiro", disse Morrison. "Não há direito ético que permita assustar crianças para ganhar dinheiro".

Desesperados

Morrison afirmou receber cerca de 20 cartas e mensagens de e-mail por dia de pessoas até da Índia, assustadas até o último fio de cabelo. Em uma mensagem de e-mail, ele anexou exemplos que incluíam uma mulher perguntando se deveria se suicidar, matar sua filha e seu bebê ainda no útero. Outra mensagem veio de uma pessoa questionando se deveria sacrificar seu cachorro, a fim de evitar o sofrimento de 2012.

Tudo isso me fez lembrar os tipos de cartas que recebi no ano passado sobre o suposto buraco negro do Cern. Isso também era mais ficção científica do que fato científico, mas aparentemente não há nada melhor que a morte para nos aproximar de domínios abstratos como física e astronomia. Nessas situações, quando a Terra ou o Universo não estão nem aí para você e seus entes queridos, o cósmico realmente se torna algo pessoal.

Morrison disse não culpar o filme por todo o burburinho, não tanto quanto os vários outros divulgadores das previsões maias e a aparente incapacidade de algumas pessoas (e isso se reflete em vários aspectos da nossa vida nacional) de distinguir a realidade da ficção. Porém, ele disse, "meu doutorado foi em astronomia, não em psicologia".

Em mensagens de e-mail, Krupp disse: "Sempre estamos incertos em relação ao futuro, e sempre consumimos representações dele. Somos seduzidos pelo romantismo do passado longínquo e pela escala exótica do cosmo. Quando tudo isso se junta, ficamos hipnotizados".

O porta-voz da Nasa, Dwayne Brown, afirmou que a agência não faz comentários sobre filmes, deixando essa tarefa para os críticos de cinema. No entanto, quando se trata de ciência, disse Brown, "achamos que seria prudente oferecer um recurso".

Aquecimento global

Se você quer ter algo para se preocupar, afirma a maioria dos cientistas, deve refletir sobre as mudanças climáticas globais, asteróides ou guerra nuclear. Porém, se a especulação sobre as antigas profecias mexem com você, aqui estão algumas coisas, segundo Morrison e outros, que você deve saber.

Para começar, os astrônomos concordam que não há nada especial em relação ao alinhamento do Sol e do centro galáctico. Isso ocorre todo mês de dezembro, sem nenhuma consequência física além do consumo exagerado de panetones. De qualquer forma, o Sol e o centro galáctico não vão exatamente coincidir, nem mesmo em 2012.

Se houvesse outro planeta lá fora vindo em nossa direção, todo mundo já teria percebido. Quanto às violentas tempestades solares, o próximo auge do ciclo das manchas solares só ocorrerá em 2013, e será no nível mais suave, afirmam astrônomos.

O apocalipse geológico é uma aposta melhor. Já houve grandes terremotos na Califórnia, e provavelmente haverá outros. Esses tremores poderiam destruir Los Angeles, como mostrou o filme, e Yellowstone poderia entrar em erupção novamente com uma força cataclísmica, mais cedo ou mais tarde.

Nós e nossas obras somos, de fato, apenas passageiros frágeis e temporários na Terra. Porém, neste caso, "mais cedo ou mais tarde" significa centenas de milhões de anos --e haveria bastante aviso quando chegasse a hora.

Os maias, que eram astrônomos e cronometristas bons o suficiente para prever a posição de Vênus 500 anos no futuro, merecem coisa melhor.

O tempo maia era cíclico; especialistas como Krupp e Anthony Aveni, astrônomo e antropólogo da Colgate University, afirmam não haver evidências de que os maias achassem que algo especial ocorreria quando o marcador da Grande Contagem atingisse 2012. Existem referências em inscrições maias a datas antes e depois da atual Grande Contagem, afirmam os especialistas.

Sendo assim, continue pagando suas prestações normalmente.

Folha Online

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Câmeras a postos: Júpiter e a Lua estarão colados esta noite!

em segunda-feira, 23 de novembro de 2009

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Se você gosta de espetáculos celestes é bom começar a cruzar os dedos e torcer para as nuvens sumirem. Afinal, hoje à noite Júpiter e a Lua estarão juntinhos no céu e não será nem um pouco justo que São Pedro atrapalhe este espetáculo, não é mesmo?


Hoje à noite, duas horas depois que o Sol se pôr, um belo fenômeno de conjunção vai acontecer acima do quadrante oeste. Apesar de estarem bastante distantes um do outro, o gigantesco planeta Júpiter parecerá quase colado a ainda crescente Lua, proporcionando um dos últimos espetáculos celestes do ano. Juntos no firmamento, posarão como verdadeiros astros de Hollywood, ávidos pelos milhares de cliques dos fotógrafos de plantão.

Atualmente, Júpiter se encontra a 768 milhões de quilômetros da Terra e apesar da grande distância brilha muito forte no firmamento, com magnitude negativa de 1.9, o que torna o gigante gasoso uma espécie de farol celestial. Perto de Júpiter a Lua está praticamente na esquina, a 397 mil km de distância. Em fase crescente, seu disco se apresenta 40% iluminado. Mesmo a distâncias tão diferentes, nesta noite os dois estarão tão próximos visualmente que entre eles não caberiam mais que três luas cheias.


Muito brilhante
Normalmente, fotografias da Lua cheia não são tão fáceis de serem feitas. O astro brilha excessivamente e a relação de contraste entre as áreas claras e escuras é tão alta que, ou se registra bem as áreas iluminadas ou as de sombra, tornando o objeto um verdadeiro desafio para ser fotografado.

O mesmo vale para as observações com binóculos, lunetas ou telescópios. O brilho é tão intenso que deixa todos os acidentes selenográficos muito chapados, sem detalhes ou texturas. Além disso, o forte brilho causa grande desconforto visual.


Esta noite

Nesta noite, no entanto, as coisas estarão bem melhores. A Lua apresenta apenas parte de sua face iluminada e todas as regiões montanhosas ou crateradas entre o dia e a noite receberão a luz solar obliquamente, tornando a observação muito mais interessante para quem quiser olhar nosso satélite com instrumentos. Áreas de sombra ganharão vida e as crateras parecerão muito mais detalhadas.


Vendo os astros
Apesar da Lua e Júpiter nascerem bem mais cedo, por volta do meio-dia, os dois só poderão ser vistos no céu uma ou duas horas após o pôr do sol, o que ocorre na Região Sudeste por volta das 19h30. Assim, o melhor horário para ver será mesmo a partir das 21 horas, quando o céu estiver bem escuro.

O fenômeno poderá ser acompanhado até aproximadamente meia-noite, quando os astros mergulharão abaixo do horizonte e não poderão mais serem vistos. É tempo mais que suficiente para você se preparar, ajustar sua câmera em um tripé e manter o eterno pensamento positivo para que São Pedro não estrague as coisas!

Fonte: apolo11
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