sábado, 18 de agosto de 2012

Descobertas galáxias recém-nascidas

          © Flickr.com/NASA\'s Marshall Space Flight Center/cc-by-nc


O conglomerado de galáxias, recentemente descoberto na constelação de Fênix, foi tema de conferência de imprensa da NASA. A causa dessa atenção são as propriedades incomuns do conglomerado, que podem influir substancialmente sobre as ideias de como evoluem os conglomerados.


O próprio conglomerado foi descoberto há relativamente pouco tempo, graças ao chamado efeito Siuniaev-Zeldovitch, que recebeu os sobrenomes de astrofísicos soviéticos, que foram os primeiros a descrevê-lo há mais de 40 anos.

O conglomerado de galáxias na constelação Fênix (em inglês este conglomerado foi batizado simplesmente de conglomerado Fênix) impressiona por várias propriedades de uma só vez. Em primeiro lugar é extremamente alta a corrente de radiação Roentgen. Em segundo lugar é um dos conglomerados mais massivos conhecidos hoje. Em terceiro lugar, na parte central do conglomerado observa-se um ritmo excepcionalmente alto de formação estelar. Finalmente, para a surpresa dos pesquisadores, no centro do conglomerado o gás quente esfria muito mais depressa do que em outros conglomerados. Os autores do artigo publicado na revista Nature contam o significado que isto tem para a astrofísica.

Acontece que dentro do conglomerado ocorre uma formação estelar bastante impetuosa. Isto é incomum, porque até agora nos centros da maioria dos conglomerados de galáxias raramente se observou o surgimento de novas estrelas.

O alto ritmo de surgimento de novas estrelas foi mais uma causa, pela qual passaram a chamar com prazer o conglomerado de Fênix. Supõe-se que a formação estelar nos centros de conglomerados de galáxias extinguiu-se há cerca de 10 bilhões de anos e o fato de que na observação dos conglomerados ela continua agora, parece que ele passou por um segundo nascimento.

Aliás, por enquanto não está claro se este é o segundo nascimento ou possivelmente o terceiro ou o quarto. Em entrevista dedicada a este trabalho, o acadêmico da Academia de Ciências da Rússia, Rachid Siuniaev (instituto de pesquisas cósmicas da Academia de Ciências da Rússia e Instituto de astrofísica da Sociedade Max Planck, Alemanha) expressou a hipótese de que os conglomerados de galáxias passam várias vezes em sua vida pelo do período de resfriamento, relacionado com a baixa atividade do buraco negro.

Pode-se esperar que o futuro próximo trará novas descobertas junto com novos conglomerados de galáxias. Sua busca atualmente é uma das principais direções na astrofísica.


fonte: Olga Zakutniaia do site Voz da Russia

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