sábado, 24 de novembro de 2012

Velocidade de dobra além da ficção



No século XX o desenvolvimento cientifico e tecnológico deu base ao florescimento de uma era de ouro na ficção cientifica.  Quando a Apolo 11 mostrou ser possível chegar em outro mundo no espaço, a possibilidade de chegar a outros planetas parecia mais próxima do que nunca, Marte com certeza seria colonizado.



Com o desenvolvimento da engenharia aeroespacial e estudos espacias percebemos que viajar no espaço pode ser um pouco mais perigoso do que pensávamos, meteoritos perigosos, radiação mortal, descalcificação óssea, dilatação do tempo, etc.

"Usar propulsão de foguete para viajar pela galáxia com aproximadamente a velocidade da luz não é fisicamente possível prático, nem hoje nem nunca!" disse Lawrence M. Krauss em seu livro A Física de Jornada nas Estrelas.



Para que se consiga viajar entre as estrelas sem ter problemas com a dilatação do tempo poderia ser usada a dobra espacial como a Enterprise, ou seja, poderíamos talvez com a tecnologia adequada criar uma bolha de espaço tempo ao redor da nave que manípularíamos conseguindo assim impulsionar a nave para frente, diferente da propulsão por foguetes quem se deslocaria seria o espaço ao redor da bolha, a nave podemos dizer dizer que estaria parada.




Uma Brecha na Lei

"A Teoria da Relatividade estabelece que nada pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz. Mas ela não impõe nenhum limite para a velocidade com que o tecido do espaço-tempo pode se contrair ou expandir."
É por isso que está causando furor uma apresentação feita pelo cientista Harold White, do Centro Espacial Johnson, da NASA, durante o evento "Espaçonave Interestelar em 100 Anos".
White propôs nada menos do que um experimento de laboratório, a ser realizado nos próximos meses, para demonstrar que as viagens espaciais acima da velocidade da luz são possibilidades com um nível de "concretude" muito além do imaginado até agora - ou, também se poderia dizer, são "menos impossíveis" do que se supunha.

As viagens espaciais interestelares não podem ser realizadas com as tecnologias conhecidas hoje porque as naves são lentas demais.

A Voyager 1, por exemplo, que é o artefato construído pelo homem a atingir a maior distância da Terra, está a 17 horas-luz de distância, mesmo viajando continuamente desde 1977.

Isso porque ela viaja a 0,006% da velocidade da luz. A Voyager levará 17.000 anos para percorrer 1 ano-luz - e a estrela mais próxima de nós, Alfa Centauri, está a 4,3 anos-luz.



O conceito inicial da viagem de dobra que está sendo explorado foi proposto pelo físico mexicano Miguel Alcubierre. [Imagem: Harold White]

Energia negativa


Em 1994, o físico mexicano Miguel Alcubierre propôs um esquema para fazer isso, envolvendo um tipo de "matéria exótica", com energia negativa, que ninguém sabe se existe.

Se a teoria estiver correta, o primeiro desafio a vencer é descobrir como produzir "energia negativa", necessária para contrair e expandir o tecido do espaço-tempo. [Imagem: NASA]

Além disso, para dar a partida na bolha de dobra, a proposta de Alcubierre exigiria energia negativa equivalente à massa do Universo.

O esquema foi aprimorado por outros cientistas, que chegaram a uma quantidade de energia negativa equivalente à massa de Júpiter.

O que o Dr. Harold White fez agora foi redesenhar o projeto inicial de Alcubierre, que previa uma nave espacial em formato de charuto circundada por um anel feito da matéria exótica e desconhecida, que seria o responsável por contrair o espaço à frente e expandi-lo atrás da nave.

Ao usar um anel de material arredondado - imagine um anel feito de um cano - White refez os cálculos e descobriu que será necessário usar apenas algumas centenas de quilogramas de energia negativa.

E, embora ninguém tenha a menor ideia de em que situação essa energia negativa possa ser encontrada ou produzida, White afirma que a ideia pode ser demonstrada em laboratório, em micro-escala.

Dobras espaçotemporais


É o que White pretende fazer em um novo laboratório que está sendo criado pela NASA, por enquanto conhecido informalmente como Eagleworks.

Ele está usando um tipo especial de interferômetro a laser, chamado Interferômetro de Campo de Dobra White-Juday, para criar versões microscópicas das dobras espaçotemporais.

O equipamento tem precisão suficiente para fazer o espaço-tempo se contrair e expandir apenas uma parte em 10 milhões, mas será o suficiente para demonstrar a viabilidade do conceito.

Se o experimento der certo, outros cientistas poderão se sentir encorajados a encarar os muitos problemas que ainda restarão para tornar realidade as viagens interestelares.

Entre esses problemas estão o fato de que as teorias ainda não sabem como ordenar ao mecanismo de dobra espacial para onde ele deve ir - se para frente ou para trás, por exemplo - e, para onde quer que ele vá, como é que se faz para pará-lo.


Fonte: Inovação Tecnológica

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