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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Exoplaneta laranja pode ser habitável ou ter vida

em sexta-feira, 20 de novembro de 2015

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Com informações da Universidade de Washington

Terra alienígena

Titã é um exemplo de uma neblina que pode
indicar condições propícias para formas
primárias de vida. [Imagem: NASA]

Como sempre procuram por "vida como a conhecemos", os astrônomos têm usado a Terra como um modelo para procurar sinais de vida em exoplanetas.

Mas isso não significa que teremos que encontrar exoplanetas azuis para encontrar sinais de vida extraterrestre - afinal, a vida na Terra parece ter surgido bem antes de ela tornar-se azul.

Giada Arney, da Universidade de Washington, nos EUA, optou então por estudar a Terra em seus primórdios, a Terra do período Arqueano, cerca de 2,5 bilhões de anos atrás, algo bem próximo de "um planeta alienígena para o qual temos dados geoquímicos," segundo ela.

Seus dados mostram que a névoa atmosférica em torno de um exoplaneta - como a névoa que provavelmente envolveu e resfriou a jovem Terra - pode não apenas indicar que o mundo é potencialmente habitável, mas até mesmo ser um sinal da própria existência de vida.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Descoberta aurora polar fora do Sistema Solar

em terça-feira, 4 de agosto de 2015

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Com informações da BBC

Aurora fora do Sistema Solar
Brilho luminoso se parece com o das auroras polares,
mas é quase um milhão de vezes mais brilhante e tem a cor
vermelha, e não verde como nas auroras terrestres.[Imagem:
Chuck Carter/Gregg Hallinan/Caltech]


Uma equipe internacional de astrônomos identificou pela primeira vez um fenômeno semelhante às auroras polares da Terra fora do Sistema Solar.

Auroras brilhantes são alguns dos fenômenos mais deslumbrantes da Terra. Este brilho luminoso também pode aparecer em torno de todos os planetas do nosso Sistema Solar. Eles ocorrem quando partículas eletricamente carregadas, arremessadas pelo Sol, interagem com a atmosfera do planeta.

A luz foi detectada ao redor de uma anã marrom na constelação de Lira. O brilho se parece com o das auroras polares - auroras boreais ocorrem ao redor do Pólo Norte, enquanto auroras austrais ocorrem ao redor do Pólo Sul -, mas é quase um milhão de vezes mais brilhante e tem predominância da cor vermelha, e não verde, como nas auroras terrestres.

A aurora na anã marrom, chamada LSRJ1835, é majoritariamente vermelha porque as partículas carregadas estão interagindo principalmente com o hidrogênio na sua atmosfera. Na Terra, o brilho esverdeado é causado conforme os elétrons do Sol atingem os átomos de oxigênio.

terça-feira, 17 de março de 2015

Por que a Lua está se afastando da Terra?

em terça-feira, 17 de março de 2015

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Com informações da BBC - 17/03/2015

Afastamento da Lua

Há várias teorias tentando explicar a origem
da Lua, mas nenhuma delas convence a
todos os pesquisadores.[Imagem: Cosmic Collisions
Space Show/Rose Center for Earth and Space/AMNH]

Você certamente não percebe, mas a Lua está se afastando de nós.

Nosso satélite está atualmente 18 vezes mais longe do que quando se formou, há 4,5 bilhões de anos, afastando-se da Terra a uma velocidade de 3,78 centímetros por ano.

Segundo a astrônoma Britt Scharringhausen, a razão para o aumento da distância é que a Lua levanta marés na Terra. Como o lado da Terra voltado para a Lua fica mais perto, ele sente um puxão gravitacional mais forte do que o centro da Terra. Do mesmo modo, a face oposta da Terra - que não está virada para a Lua - sente menos a gravidade da Lua do que o centro da Terra.

Este efeito "estica" um pouco a Terra, tornando-a levemente oblonga - são os chamados "bojos de maré". O corpo sólido real da Terra é distorcido de alguns poucos centímetros, embora o efeito mais notável sejam as marés levantadas sobre o oceano.

Como toda massa exerce uma força gravitacional, os bojos de maré sobre a Terra exercem uma força gravitacional sobre a Lua. Como a Terra gira mais rápido (uma vez a cada 24 horas) do que a Lua (uma vez a cada 27,3 dias), os bojos de maré têm como efeito "acelerar" a Lua, o que a faz afastar-se.

Ainda que outras explicações concentrem-se na redução da velocidade da Terra, o efeito líquido é uma alteração da velocidade relativa entre a Terra e seu satélite que tem como resultado o afastamento da Lua - quando algo que está em órbita de outro corpo acelera, essa aceleração o empurra para fora.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Por que a Terra está se afastando do Sol?

em sábado, 27 de dezembro de 2014

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NASA


Sol distante

A distância entre o Sol e a Terra é conhecida como Unidade Astronômica, ou simplesmente UA, uma espécie de "quilômetro espacial", usada para expressar as enormes distâncias interplanetárias. Uma Unidade Astronômica mede 149.597.870,696 km.

A medição mais precisa feita até hoje dessa distância entre o Sol e a Terra foi concluída em 2004 pelos astrofísicos russos Gregoriy A. Krasinsky e Victor A. Brumberg. E, ao término de seu trabalho, eles fizeram uma descoberta surpreendente: a Terra está se afastando do Sol a uma velocidade de 15 centímetros por ano.

Resfriamento global no futuro

Quinze centímetros por ano não parece ser muito, talvez apenas o suficiente para permitir uma previsão de que a Terra terá problemas de resfriamento global em algumas centenas de milhões de anos. Mas é o suficiente para exigir uma explicação. Afinal de contas, o que está afastando a Terra do Sol?

A explicação que primeiro se ofereceu foi a de que o Sol está perdendo massa, via fusão nuclear e pela emissão dos ventos solares. Perdendo massa, ele perderia sua força gravitacional e permitiria que os planetas ao seu redor se afastassem.

Outras possibilidades levantadas incluíram alterações na constante gravitacional G, efeitos da expansão do Universo e até influências da matéria escura. Mas nenhuma delas passou pelo crivo da comunidade científica.

Marés solares

Agora, Takaho Miura e seus colegas da Universidade de Hirosaki, no Japão, elaboraram uma nova explicação para o afastamento da Terra em relação ao Sol. O artigo científico deverá ser publicado em breve no periódico Astronomy & Astrophysics, mas a proposta foi adiantada em uma reportagem da revista New Scientist.

Segundo os cientistas japoneses, o Sol e a Terra estão literalmente empurrando-se mutuamente devido à interação de suas marés.

O fenômeno é o mesmo que explica o afastamento da Lua em relação à Terra: as marés que a Lua levanta em nossos oceanos estão gradualmente transferindo energia rotacional para o movimento lunar. Como resultado, a cada ano a órbita lunar aumenta cerca de 4 centímetros, e a velocidade de rotação da Terra diminui em 0,000017 segundos.

O tempo de fato está passando mais lentamente

Dezessete milissegundos por ano é outro dado nada apocalíptico, mas o suficiente para projetar que, ao contrário do que o senso comum aponta, ao invés do tempo estar passando mais rápido, ele de fato passa cada dia mais lentamente - literalmente 0,000017 segundos por ano - e os dias terrestres tenderão a ficar maiores no futuro.

Da mesma forma, afirmam os cientistas, a massa da Terra está causando o levantamento de marés na superfície do Sol, o que explica uma diminuição na rotação do Sol em 0,00003 segundos (3 milissegundos) por ano. Ao perder momento angular, o Sol permite que a distância entre ele e a Terra aumente gradualmente.

Embora já tenha sido aceito para publicação, o que significa que os revisores verificaram que a proposta é cientificamente válida, será necessário que outros astrofísicos avaliem os métodos e cálculos dos pesquisadores japoneses antes que se possa considerar esta como sendo a explicação "oficial" para o já bem documentado afastamento entre o Sol e a Terra.




quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Terra tem "escudo invisível" contra radiação cósmica

em quinta-feira, 27 de novembro de 2014

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Em busca de uma explicação para o escudo antirradiação, a equipe está centrando as atenções na plasmafera (em roxo), uma nuvem de gás carregado que circunda a Terra. [Imagem: NASA/Goddard]

Radiação cósmica


Cientistas de uma missão da NASA se dizem perplexos com o que acabam de descobrir: um escudo antirradiação em torno da Terra que é uma verdadeira "barreira impenetrável no espaço" - ao menos para partículas cósmicas de alta energia.

Os cinturões de Van Allen, anéis de partículas carregadas mantidos pelo campo magnético da Terra, são conhecidos há décadas. Mais recentemente, as duas sondas gêmeas Van Allen (a missão originalmente se chamava RBSP (Radiation Belt Storm Probes) descobriram um novo cinturão de radiação ao redor da Terra.

Mas o que estas mesmas sondas descobriram agora é diferente.

Embora os cinturões de Van Allen protejam a Terra de grande parte da radiação espacial, os cientistas acreditavam que a radiação mais forte, consistindo de elétrons de energia muito alta, só era barrada aos poucos, conforme as partículas se aproximavam e colidiam com os átomos da atmosfera.
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