sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Astrônomos medem fronteira final de buraco negro

em sexta-feira, 28 de setembro de 2012

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Com informações do CFA e Perimeter Institute - 28/09/2012


Horizonte de eventos


Usando um telescópio do tamanho de um continente, uma equipe internacional de astrônomos conseguiu observar pela primeira vez a fronteira de um buraco negro no centro de uma galáxia distante.

Eles mediram o "ponto sem volta" do buraco negro - a menor distância que a matéria pode se aproximar antes de ser irremediavelmente puxada para "dentro" do buraco negro.

Um buraco negro é uma região no espaço onde a força da gravidade é tão forte que nada, nem mesmo a luz, pode escapar.

Essa fronteira final é conhecida como horizonte de eventos.

Astrônomos mediram pela primeira vez a fronteira final de um buraco negro, o limite a partir do qual nada consegue escapar - ou quase nada, já que os buracos negros emitem jatos de partículas. [Imagem: Chris Fach/Perimeter Institute/University of Waterloo]

Estudo descobre estrutura de jatos de buraco negro

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Um estudo que envolveu instituições de diversos países (dos Estados Unidos a Taiwan) conseguiu observar pela primeira vez a estrutura de jatos que são emitidos por um buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia. Segundo os pesquisadores, as observações indicam que esses buracos negros estão girando e a matéria que cai dentro deles gira no mesmo sentido. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira na Science, da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês).


Acredita-se que esses jatos são emitidos devido à queda de matéria nos buracos negros através de um disco de acreção. Eles se estendem por milhares de anos-luz e podem ter grande influência na evolução das galáxias.

Segundo os pesquisadores, uma recente medida da massa e a posição do buraco negro no centro da galáxia M87 permitiram a melhor oportunidade já conhecida para fazer esse tipo de estudo. Os astrônomos usaram quatro telescópios - no Havaí, Arizona e dois na Califórnia - para poder fazer o registro.

A união dos quatro instrumentos permitiu aos cientistas ter resolução suficiente para registrar a base de um jato em M87. O que mais chamou a atenção é que a base, o ponto de partida das moléculas ejetadas, era muito pequena - tão pequena que, de acordo com a teorias da geração desses jatos, o buraco negro teria que estar rodando, e a matéria que o orbita teria que seguir no mesmo sentido.

O estudo ajuda a entender melhor esses jatos - que os cientistas acreditam ter papel importante em reprocessar a matéria e energia do centro das galáxias para sua periferia. Os pesquisadores acreditam que entender como esses jatos extraem energia da região do buraco negro pode ajudar a elucidar como as galáxias evoluem.

Simulações mostram jatos do buraco negro supermassivo do centro da galáxia M87. As imagens mostram modelos para três frequências diferentes - de 0,5 a 0,99 vezes o limite teórico para a velocidade de rotação de um buraco negro. Foto: Avery E. Broderick/University of Waterloo/Perimeter Institute/Divulgação




Fonte: http://bit.ly/QfSjP6

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Halo de gás quente pode explicar matéria perdida do Universo

em quarta-feira, 26 de setembro de 2012

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Com informações da Agência Fapesp - 25/09/2012

O halo em torno da Via Láctea pode ter até 2,5 milhões de graus - centenas de vezes mais quente do que a superfície do Sol - e pode conter a matéria comum ainda não detectada pelos astrônomos.[Imagem: NASA/CXC/M.Weiss;NASA/CXC/Ohio State/A.Gupta et al.]

Halo quente


Um estudo feito por um grupo internacional de astrônomos encontrou indícios de que a Via Láctea está envolta por um enorme halo de gás quente.

A formação se estende por centenas de milhares de anos-luz e tem massa comparável com a soma das massas de todas as estrelas da galáxia.

O estudo foi conduzido a partir de observações feitas por meio do Chandra, o observatório de raios X da NASA.

Se a dimensão e a massa do halo de gás forem confirmadas, isso poderá resultar em uma explicação para o problema conhecido como "bárions perdidos da galáxia".

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Constelações

em terça-feira, 25 de setembro de 2012

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Constelações são agrupamentos aparentes de estrelas, os quais os astrônomos da antiguidade imaginaram formar figuras de pessoas, animais ou objetos que estivessem relacionados com sua cultura. Numa noite escura, pode-se ver entre 1000 e 1500 estrelas, sendo que cada estrela pertence a alguma constelação. As constelações nos ajudam a separar o céu em porções menores, mas identifica-las no céu é uma tarefa em geral difícil.


Uma constelação fácil de enxergar é Orion, como é vista no Hemisfério Sul. Para identificá-la devemos localizar três estrelas próximas entre si, de mesmo brilho e alinhadas. Elas são popularmente chamadas Três Marias e formam o cinturão da constelação de Orion, o caçador. A constelação tem a forma de um quadrilátero com as Três Marias no centro.

O vértice nordeste do quadrilátero  é formado pela estrela avermelhada Betelgeuse, que marca o ombro direito do caçador. 


O vértice sudoeste do quadrilátero é formado pela estrela azulada Rigel, que marca o pé esquerdo de Orion. Estas são as estrelas mais brilhantes da constelação. Como vemos, no Hemisfério Sul Orion aparece de ponta cabeça.

Segundo a lenda, Orion estava acompanhado de dois cães de caça, representadas pelas constelações do Cão Maior e do Cão Menor. A estrela mais brilhante do Cão Maior, a Sírius, é também a estrela mais brilhante do céu e é facilmente identificável a sudeste das Três Marias.
Procyon é a estrela mais brilhante do Cão Menor e aparece a leste das Três Marias. Betelgeuse, Sírius e Procyon formam um
grande triângulo de estrelas de brilhos semelhantes, como se pode ver no diagrama abaixo:










As estrelas de brilhos  diferentes são representadas por círculos de tamanhos diferentes.
As constelações surgiram na antiguidade para ajudar a identificar as as estações do ano. Por exemplo, a constelação do Escorpião tão tipica do inverno do Hemisfério Sul, já que em junho ela é visível a noite toda.
Já Órion é visível a noite toda em dezembro e, portanto, típica do verão do hemisfério sul. Alguns historiadores suspeitam que muitos dos mitos associados às constelações foram inventados para ajudar os agricultores a lembrarem quando deveriam plantar e colher.



As constelações mudam com o tempo, e em 1929 a União Astronômica Internacional adotou 88 constelações oficiais, de modo que cada estrela do céu faz parte de uma constelação. Cada constelação tem sua coordenada.





Fótons pesados são leves demais para explicar matéria escura

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Com informações da New Scientist - 25/09/2012


Matéria sem luz







Enquanto alguns defendem que a energia escura é algo real, e não apenas teoria, a matéria escura continua merecendo o nome.

Uma equipe de cientistas acaba de concluir que a matéria escura definitivamente não é feita de luz.

Isso pode parecer óbvio - mas nem tanto.

Muitos físicos esperavam que os fótons - as partículas de luz - pudessem ajudar a desvendar a natureza dessa substância misteriosa, que forma 85% da matéria no Universo, segundo os cálculos mais recentes.

Mas Paolo Pani e seus colegas da Universidade Técnica de Lisboa, em Portugal, parecem ter obscurecido definitivamente essa esperança.

Xenon100 foi um dos experimentos que falharam em detectar a matéria escura. [Imagem: Zina Deretsky/NSF] 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Como a luz nos mostra o passado do Universo?

em sexta-feira, 21 de setembro de 2012

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Muitos têm conhecimento de que quando olhamos para uma estrela estamos vendo seu passado. Isso ocorre com o próprio Sol. Na verdade muitas das estrelas que observamos no céu noturno podem já ter morrido há muito tempo. Mas por que isso acontece?

Os dois principais fatores que participam desse fenômeno são as imensuráveis distâncias do universo e a velocidade da luz. A luz viaja à fantástica velocidade de 299.792.458 m/s. Isso pode até ser muito rápido para os padrões humanos de velocidade, porém a imensidão do universo torna essa velocidade ineficiente. Sendo assim a luz, o fenômeno mais rápido que se tem notícia, demora milhares, milhões ou até bilhões de anos para percorrer o universo.

Os cientistas, em uma tentativa de tornar essas distâncias mais compreensíveis, criaram o ano-luz. Cada ano-luz possui cerca de 10 trilhões de quilômetros e utilizamos essa medida em larga escala na astronomia. Por isso, quando utilizamos expressões como “10 anos-luz” entenda que estamos tratando de uma distância no espaço e essa distância é tão grande que a luz, com toda sua velocidade, demora dez anos para completar.

Como já falamos as distâncias no universo são enormes. A estrela mais próxima do Sol é chamada Proxima Centauri  e está a 4,2 anos-luz de distância. E justamente essas enormes distâncias, junto com a ineficiência da luz para percorrer tais percursos com rapidez, faz com que a luz que vemos nos mostre o passado.

Analise o esquema da imagem a seguir. Há uma estrela situada a 10 anos-luz de um observador qualquer que a vê apenas a olho nu durante as noites (figura A). Esse observador não sabe, porém a estrela que ele vê com frequência explodiu e criou uma nebulosa planetária, portanto, não emite mais luz. Contudo, um dia depois da explosão, se o observador olhar para o céu ainda verá a estrela lá, intacta. Como? Bem, é simples. A luz que a estrela emitia antes de ter seu brilho extinto ainda não chegou toda ao observador e ainda continua seu trajeto (Figura B). Ainda há luz, proveniente dos dias de vida da estrela, vindo na direção do observador e isso ocorrerá por mais dez anos até que o último fóton emitido pela estrela chegue a Terra.


Apesar da ilusão persistente de que a estrela ainda se mantém lá ela já não existe. O observador, como ilustrado no item (b) da figura acima irá ver a estrela, todos os dias até que a luz toda chegue. Ele no item (b) está vendo o passado da estrela, um passado onde ela ainda existia. Isso acontece com o próprio Sol. A luz que vem do Sol em nossa direção demora aproximadamente 8 minutos para chegar até nós. Se ele simplesmente se apagasse iríamos demorar 8 minutos para perceber.  Isso tudo quer dizer que muitas das estrelas que vemos no céu noturno podem nem mais estar lá.





Fonte: http://bit.ly/RG5hLx

OBSERVAÇÃO NESTE SÁBADO NA FEIRA CENTRAL FOI CANCELADA DEVIDO AO MAU TEMPO

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Infelizmente não poderemos apreciar nosso satélite natural na Noite Internacional de Observação da Lua por causa do céu encoberto.

Iremos comparecer na Feira Central novamente no dia 29/09, e caso o mau tempo persista, levaremos atividades diversificadas relacionadas à Astronomia.


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