quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Primeira exolua é encontrada por astrônomos

em quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

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Lua extrassolar

A primeira exolua encontrada provavelmente
circula em volta de um planeta errante, longe
de qualquer estrela.
[Imagem: Columbia Asstrobiology Center]

Astrônomos afirmam ter encontrado os primeiros indícios de uma exolua, uma lua orbitando um planeta fora do nosso Sistema Solar.

Assim como Europa (Júpiter) e Encélado (Saturno) apresentam ambientes interessantes para a pesquisa de vida microbiana, acredita-se que as exoluas podem ser mundos habitáveis, sobretudo se seus planetas estiverem mais perto das estrelas.

Contudo, as perspectivas podem não ser tão entusiasmantes para a primeira exolua observadas, identificada por David Bennett e seus colegas Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos.

As primeiras análises indicam que a exolua está em volta de um planeta errante, um planeta que não parece orbitar nenhuma estrela.

Os dois objetos - planeta e lua - foram identificados pela técnica de microlente gravitacional, enquanto a maioria dos mais de 1.000 exoplanetas conhecidos até agora foram descobertos por outro método, que analisa variações na luz da estrela quando o planeta passa à sua frente.

Na microlente gravitacional, quando um objeto passa na frente de uma estrela distante, do ponto de vista da Terra, a gravidade do objeto curva a luz da estrela ao fundo, concentrando-a como uma lente. Isso faz a estrela temporariamente parecer mais brilhante.

Bennett e seus colegas identificaram um evento de microlente em 2011, visto por inúmeros telescópios ao redor do mundo, no qual uma estrela teve seu brilho subitamente aumentado em 70 vezes. Cerca de uma hora depois, houve um segundo aumento no brilho, este menor.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Gás nobre e último elemento da vida são detectados no espaço

em sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

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Gás nobre no espaço

A primeira detecção de um gás nobre no espaço
foi registrada na nebulosa do Caranguejo, uma
supernova que explodiu no ano 1054.
[Imagem: NASA/ESA/Alison Loll/Jeff Hester]

Estudando o que restou de explosões cósmicas gigantescas, conhecidas como supernovas, duas equipes de astrônomos anunciaram duas descobertas marcantes na edição desta semana da revista Science.

A primeira descoberta é histórica, sendo a primeira vez que se detecta uma molécula contendo um gás nobre no espaço.

A segunda foi o rastreamento da formação do elemento fósforo, um dos seis elementos essenciais para a vida como a conhecemos.

Mike Barlow e seus colegas da Universidade College de Londres usaram o telescópio espacial Herschel para analisar as características espectrais da nebulosa do Caranguejo.

O que eles estavam estudando são os restos de uma estrela, que tinha de 8 a 16 vezes a massa do Sol, e que explodiu por volta do ano 1054.

A equipe encontrou sinais do hidreto ionizado de argônio - 36ARH+ - espalhados por toda a nebulosa, confirmando uma teoria de longa data que o isótopo 36 do argônio se origina no coração de supernovas muito intensas.

A maioria dos elementos químicos do universo é produzida nas estrelas. Mas, como os elementos mais pesados não poderiam ser formados em condições de temperatura e pressão estelares normais, acredita-se eles sejam produzidos quando as estrelas explodem.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Buracos de minhoca podem unir dois buracos negros

em sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

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A matemática dos buracos negros é praticamente a mesma da usada no entrelaçamento quântico, indicando que podem ser diferentes manifestações da mesma realidade física. [Imagem: Alan Stonebraker/American Physical Society]

Do quântico ao astrofísico


O entrelaçamento quântico - ou emaranhamento - é um fenômeno real, embora não totalmente compreendido, que interliga duas partículas instantaneamente, não importando se uma delas está aqui e a outra no outro extremo da galáxia.

Agora uma dupla de físicos garante que pode haver um entrelaçamento entre buracos negros.

Isso, segundo eles, equivaleria a criar um buraco de minhoca entre os dois buracos negros entrelaçados.

Buracos de minhoca são outra esquisitice, mas não da mecânica quântica, e sim da relatividade, no extremo oposto dimensional, no campo da astrofísica.

Segundo as teorias, os buracos de minhoca seriam atalhos entre pontos diferentes do espaço, em síntese permitindo viagens interestelares em velocidades muito superiores à velocidade da luz.

Kristan Jensen (Universidade de Washington) e Andreas Karch (Universidade de Stony Brook) estão propondo que um entrelaçamento entre dois buracos negros equivale à existência de um buraco de minhoca entre os dois.

Segundo os físicos, se dois buracos negros ficarem entrelaçados, uma pessoa que se aproximasse de um deles seria capaz de ver ou se comunicar com outra pessoa que estivesse nas proximidades do outro buraco negro.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Se pousarmos em Europa, o que devemos procurar?

em sexta-feira, 29 de novembro de 2013

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Com informações da NASA - 29/11/2013

Visão simulada da superfície da lua Europa, de Júpiter.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Europa, de Júpiter


A maioria do que os cientistas sabem da lua Europa de Júpiter eles aprenderam a partir de uma dúzia de voos rasantes feitos pelas sondas Voyager 2, em 1979, e, principalmente, pela Galileo, na segunda metade da década de 1990.

Mesmo com encontros muito passageiros, foi possível ver um mundo fraturado, coberto de gelo, e com tentadores sinais de um oceano de água líquida sob a superfície.

Um ambiente assim pode ser um local acolhedor para a vida microbiana - no mínimo.

Mas, se formos enviar uma nova sonda espacial, capaz de pousar na superfície de Europa, o que realmente deveríamos procurar e como deveríamos conduzir as pesquisas?

Em busca de respostas, a NASA contratou uma equipe de cientistas especializados para discutir os objetivos científicos de uma missão espacial que pudesse pousar na superfície de Europa.

"Se um dia os seres humanos enviarem uma sonda robótica para a superfície de Europa, nós precisamos saber o que procurar e quais ferramentas ela deveria ter," justificou Robert Pappalardo, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Foguete russo bate recorde de satélites colocados em órbita

em segunda-feira, 25 de novembro de 2013

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Lista dos 32 satélites colocados em órbita pelo antigo míssil nuclear. No destaque, o PocketPUCP-Sat, o menor satélite artificial totalmente funcional já lançado. [Imagem: Dombarovsky/Nader/st2nh]

Mísseis em missão de paz


Um antigo míssil nuclear, fabricado em 1984 na antiga União Soviética, bateu o recorde de quantidade de objetos lançados simultaneamente ao espaço.

O foguete DNEPR, convertido para missões de paz, foi lançado a partir de um silo de míssil nuclear também convertido em plataforma de lançamento espacial, em Dombarovsky, na Rússia.

Foram levados com sucesso ao espaço nada menos que 32 satélites, a maior parte CubeSats, pequenos satélites de pesquisa do tamanho de uma caixa de sapatos ou menores.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sonda MAVEN parte em busca da atmosfera perdida de Marte

em terça-feira, 19 de novembro de 2013

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Os oito instrumentos científicos da MAVEN vão tentar explicar como o planeta vermelho perdeu sua atmosfera.[Imagem: NASA]

A NASA lançou hoje a sonda espacial MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution), deverá chegar a Marte em Setembro de 2014.

O grande objetivo da missão é estudar as mudanças climáticas do planeta e tentar responder à questão crucial sobre o planeta vermelho: Se Marte já teve uma atmosfera, como ele a perdeu?

Todos os estudos feitos até agora parecem indicar que Marte foi um planeta rico em água no passado remoto, mas hoje é totalmente seco e possui uma atmosfera com uma densidade equivalente a 1% da densidade da atmosfera terrestre.

Analisando a atmosfera superior do planeta e medindo as taxas atuais de perda atmosférica, os oito instrumentos científicos da MAVEN poderão lançar alguma luz sobre essa hipotética transição de Marte, de um planeta quente e úmido, para o mundo deserto e frio registrado pelos robôs que andam em sua superfície.

A sonda também deverá aumentar a capacidade de comunicação dos robôs Curiosity e Opportunity, atualmente na superfície de Marte.

"A sonda MAVEN vai se juntar às nossas sondas e rovers já em Marte para explorar uma outra faceta do planeta vermelho e nos preparar para missões humanas até lá por volta de 2030," disse o administrador da NASA, Charles Bolden.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Físicos querem construir o VLHC, o sucessor do LHC

em segunda-feira, 18 de novembro de 2013

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É ou não é?

O LHC sofreu grandes atrasos por problemas
nos seus circuitos supercondutores de 14 teslas.
O VLHC precisaria de magnetos de 20 teslas.
[Imagem: CERN]

Poucas descobertas científicas mostraram-se tão controversas quanto o bóson de Higgs.

A "partícula-campo" surgiu como "um bóson, talvez de Higgs", e logo foi promovida para "um bóson de Higgs" (mas não "o").

Depois disso, bastou o tempo, mas nenhum novo artigo científico, para que os artigos indefinidos e os pudores fossem esquecidos, e a coisa passasse a ser conhecida como "o" autêntico e verdadeiro "bóson de Higgs".

É claro que a aproximação do anúncio do Prêmio Nobel e a crescente preocupação dos físicos em mostrar que os investimentos de bilhões de dólares dão resultados também contribuíram para essa mudança "sutil".

O problema é que não se espera muitas revelações mais sobre o assunto vindas do LHC, mesmo quando ele voltar a funcionar em 2015, eventualmente com a potência inicialmente projetada - 14 teraelétron-Volts (TeV) - que não foi alcançada até agora.

Assim, os físicos já estão se antecipando: eles querem um acelerador ainda maior, muito maior do que o LHC.

TOPO