terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Névoa misteriosa surge na atmosfera de Marte

em terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

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[Imagem: W. Jaeschke/D. Parker]

Nuvem misteriosa de Marte


Astrônomos amadores fizeram uma descoberta em Marte que está deixando os astrônomos profissionais com a pulga atrás da orelha.

Observada pela primeira vez em 2012, uma espécie de névoa apareceu orbitando ao redor do planeta apenas uma outra vez e depois desapareceu.

Ao analisar imagens da misteriosa neblina, os cientistas da Agência Espacial Europeia descobriram que ela é a maior já vista e se estende por mais de 1.000 quilômetros.

Em artigo publicado na revista Nature, eles dizem que a pluma poderia ser uma grande nuvem ou uma aurora excepcionalmente brilhante. Mas deixam claro que ambas as hipóteses são difíceis de serem comprovadas.

"Essa descoberta traz mais perguntas do que respostas", disse Antonio Garcia Munoz, cientista da Agência Espacial Europeia.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Rosetta redefine o que é um cometa

em terça-feira, 27 de janeiro de 2015

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Montagem fora de escala para mostrar o quanto o cometa 67P é escuro, em comparação com a Terra e a Lua. [Imagem: ESA/Rosetta]

 Pedregulhos porosos


Uma série de sete artigos publicados na última edição da revista Science trouxe os primeiros resultados obtidos pelas diversas equipes e seus instrumentos que compõem a missão da sonda Rosetta, que vem comboiando o cometa 67P desde Agosto do ano passado.

A grande surpresa é a baixíssima densidade do cometa, com apenas 470 quilogramas por metro cúbico (kg/m3). Para se ter uma ideia do que isso significa, a água tem uma densidade ao redor de 1.000 kg/m3 (variando ligeiramente conforme a temperatura), enquanto o gelo tem uma densidade de 920 kg/m3. Ou seja, o cometa 67P é altamente poroso, com uma consistência próxima à da pedra-pomes.

Isto descarta a teoria mais aceita atualmente de que "cometas são bolas de gelo sujo". Devido à sua inesperada secura, os cientistas estão preferindo fazer um jogo de palavras e mudar a definição para "bolas de poeira congelada", o que também não parece ser totalmente adequado, uma vez que os gases congelados no interior do cometa são uma parte importante de sua constituição - na distância que atualmente se encontra do Sol, o cometa 67P inteiro é tecnicamente "congelado", com temperaturas ao redor dos -70º C.

De quebra, os dados agora publicados virtualmente descartam as teorias de que os cometas teriam trazido a água para a Terra, algo que já havia sido indicado anteriormente pela diferença entre a água do cometa e a água da Terra.

Em um dos artigos, Nicolas Thomas e seus colegas afirmam ainda que esses dados iniciais são suficientes para descartar os "modelos mais populares" de formação dos cometas.

Todas essas alterações apenas aumentam o impacto dos resultados da missão Rosetta e ampliam a expectativa com a análise de novos dados - os sete artigos foram baseados apenas nas primeiras medições feitas quando a sonda começou a orbitar o cometa, e uma montanha de dados já coletados estão agora sendo analisados.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Por que a Terra está se afastando do Sol?

em sábado, 27 de dezembro de 2014

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NASA


Sol distante

A distância entre o Sol e a Terra é conhecida como Unidade Astronômica, ou simplesmente UA, uma espécie de "quilômetro espacial", usada para expressar as enormes distâncias interplanetárias. Uma Unidade Astronômica mede 149.597.870,696 km.

A medição mais precisa feita até hoje dessa distância entre o Sol e a Terra foi concluída em 2004 pelos astrofísicos russos Gregoriy A. Krasinsky e Victor A. Brumberg. E, ao término de seu trabalho, eles fizeram uma descoberta surpreendente: a Terra está se afastando do Sol a uma velocidade de 15 centímetros por ano.

Resfriamento global no futuro

Quinze centímetros por ano não parece ser muito, talvez apenas o suficiente para permitir uma previsão de que a Terra terá problemas de resfriamento global em algumas centenas de milhões de anos. Mas é o suficiente para exigir uma explicação. Afinal de contas, o que está afastando a Terra do Sol?

A explicação que primeiro se ofereceu foi a de que o Sol está perdendo massa, via fusão nuclear e pela emissão dos ventos solares. Perdendo massa, ele perderia sua força gravitacional e permitiria que os planetas ao seu redor se afastassem.

Outras possibilidades levantadas incluíram alterações na constante gravitacional G, efeitos da expansão do Universo e até influências da matéria escura. Mas nenhuma delas passou pelo crivo da comunidade científica.

Marés solares

Agora, Takaho Miura e seus colegas da Universidade de Hirosaki, no Japão, elaboraram uma nova explicação para o afastamento da Terra em relação ao Sol. O artigo científico deverá ser publicado em breve no periódico Astronomy & Astrophysics, mas a proposta foi adiantada em uma reportagem da revista New Scientist.

Segundo os cientistas japoneses, o Sol e a Terra estão literalmente empurrando-se mutuamente devido à interação de suas marés.

O fenômeno é o mesmo que explica o afastamento da Lua em relação à Terra: as marés que a Lua levanta em nossos oceanos estão gradualmente transferindo energia rotacional para o movimento lunar. Como resultado, a cada ano a órbita lunar aumenta cerca de 4 centímetros, e a velocidade de rotação da Terra diminui em 0,000017 segundos.

O tempo de fato está passando mais lentamente

Dezessete milissegundos por ano é outro dado nada apocalíptico, mas o suficiente para projetar que, ao contrário do que o senso comum aponta, ao invés do tempo estar passando mais rápido, ele de fato passa cada dia mais lentamente - literalmente 0,000017 segundos por ano - e os dias terrestres tenderão a ficar maiores no futuro.

Da mesma forma, afirmam os cientistas, a massa da Terra está causando o levantamento de marés na superfície do Sol, o que explica uma diminuição na rotação do Sol em 0,00003 segundos (3 milissegundos) por ano. Ao perder momento angular, o Sol permite que a distância entre ele e a Terra aumente gradualmente.

Embora já tenha sido aceito para publicação, o que significa que os revisores verificaram que a proposta é cientificamente válida, será necessário que outros astrofísicos avaliem os métodos e cálculos dos pesquisadores japoneses antes que se possa considerar esta como sendo a explicação "oficial" para o já bem documentado afastamento entre o Sol e a Terra.




quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Terra tem "escudo invisível" contra radiação cósmica

em quinta-feira, 27 de novembro de 2014

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Em busca de uma explicação para o escudo antirradiação, a equipe está centrando as atenções na plasmafera (em roxo), uma nuvem de gás carregado que circunda a Terra. [Imagem: NASA/Goddard]

Radiação cósmica


Cientistas de uma missão da NASA se dizem perplexos com o que acabam de descobrir: um escudo antirradiação em torno da Terra que é uma verdadeira "barreira impenetrável no espaço" - ao menos para partículas cósmicas de alta energia.

Os cinturões de Van Allen, anéis de partículas carregadas mantidos pelo campo magnético da Terra, são conhecidos há décadas. Mais recentemente, as duas sondas gêmeas Van Allen (a missão originalmente se chamava RBSP (Radiation Belt Storm Probes) descobriram um novo cinturão de radiação ao redor da Terra.

Mas o que estas mesmas sondas descobriram agora é diferente.

Embora os cinturões de Van Allen protejam a Terra de grande parte da radiação espacial, os cientistas acreditavam que a radiação mais forte, consistindo de elétrons de energia muito alta, só era barrada aos poucos, conforme as partículas se aproximavam e colidiam com os átomos da atmosfera.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Cine Cosmos Apresenta Quinta-Feira

em segunda-feira, 10 de novembro de 2014

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Cine Cosmos Apresenta de Segunda a Quinta

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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Metade das estrelas pode estar fora das galáxias

em sexta-feira, 7 de novembro de 2014

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Este gráfico ilustra como a equipe mediu um brilho difuso de infravermelho preenchendo de luz os espaços entre as galáxias. Em primeiro lugar, imagens do céu foram coletadas em vários voos de foguetes - uma pequena parte da imagem é mostrada à esquerda. O próximo passo foi remover todas as estrelas e galáxias conhecidas. Os dados restantes revelam padrões de grande escala de luz com aglomerados que são maiores do que as próprias galáxias (centro). Suavizando os dados, é possível ver os padrões de grande escala (à direita).[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Luz de Fundo Extragaláctica


Astrônomos acreditam ter encontrado indícios de que metade das estrelas do Universo não faz parte de galáxias, vagando isoladas pelo enorme espaço intergaláctico.

Há muito se debate a origem da "Luz de Fundo Extragaláctica" (LFE) - as galáxias conhecidas não emitem luz suficiente para explicar todo o brilho que é captado quando observamos o céu - essa radiação fica na faixa infravermelha do espectro.

Há cerca de 10 anos, uma equipe usou dados do telescópio espacial Spitzer para concluir que esse brilho de fundo tinha sido emitido pelas galáxias primordiais, há muito tempo destruídas ou fundidas para formar a atual população de galáxias conhecidas.

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