sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Curiosity se aproxima de seu destino

O rover Curiosity da NASA vai pousar em solo marciano no próximo 6 de agosto as 02:31(hora de Brasília), ela tem a missão de procurar sinais de que o planeta já tenha sido hospitaleiro à vida.
Essa missão é especial pois para a Curiosity pousar ela utilizara um preciso sistema de guindaste aéreo a jato, tudo isso devido ao tamanho e a massa de cerca de 1 tonelada na Terra e 345 Kg em gravidade marciana.



Porque é que continuamos a voltar a Marte?

Os cientistas estão profundamente interessados em Marte, em parte devido ao seu potencial passado para sediar a vida como a conhecemos. O Planeta Vermelho é hoje frio, seco e desolado, mas o Spirit e o Opportunity descobriram muitas evidências de que ele já foi muito mais quente e úmido.

"Quando olhamos para a geologia, atmosfera, química e assim por diante, acumulamos razões para explorar, qualquer coisa que tenha a ver com as possíveis origens da vida noutro mundo é sempre o primeiro entre iguais," afirma Scott Hubbard da Universidade de Stanford, o antigo "Czar de Marte" que restruturou o programa de exploração de Marte da NASA após ter sofrido vários falhanços no final dos anos 90. "É uma questão tão fundamental. Remonta para a super-questão 'Estamos sozinhos?'"

Marte não é o único corpo no Sistema Solar que pode ter sido capaz de suportar vida no seu passado. Por exemplo, de acordo com os cientistas, organismos podem ainda hoje prosperar nos oceanos subsuperficiais da lua de Júpiter, Europa, e da lua de Saturno, Encelado.


Mas estes dois corpos gelados estão muito mais longe da Terra do que Marte, o que significa que seria muito mais difícil - e caro - lá chegar. Por isso a proximidade do Planeta Vermelho é ainda outra grande razão para que muitas naves o tenham visitado ao longo das décadas (os alinhamentos planetários tornam as missões marcianas realizáveis a cada 26 meses, e uma sonda pode lá chegar em oito meses ou menos).

O estado de Marte como um alvo principal para a colonização humana futura também ajuda a impulsionar as missões robóticas ao Planeta Vermelho, afirma Hubbard. Afinal de contas, um conhecimento profundo do planeta - incluindo se já teve vida ou não - é necessário antes de se enviar para lá astronautas.

"Se Marte já tem vida, temos que compreender os efeitos nos humanos," disse Doug McCuistion, director do Programa de Exploração de Marte da NASA, no passado mês de Abril. "Por isso é uma questão crítica - não apenas a inata de 'Estamos sozinhos?', mas também a segurança dos humanos à superfície do planeta."

Finalmente, a longa história da NASA em Marte construiu impulso, o que ajuda a empurrar futuras missões. A NASA estrutura os seus esforços de exploração planetária em estágios, afirma Hubbard. Os voos rasantes vêm em primeiro lugar, seguido por sondas, depois "landers" e/ou "rovers". Uma missão de recolha de amostras é o último passo nesta cadeia robótica.

"Estamos agora na fase de exploração de Marte onde, como as Academias Nacionais já disseram, estamos prontos para fazer uma missão de recolha de amostras," afirma Hubbard.

Por outro lado, "só agora estamos chegando ao ponto de fazer um voo rasante pelo nosso pobre planeta anão Plutão," acrescenta, referindo-se à missão New Horizons, que tem passagem prevista por Plutão em Julho de 2015.

fontes: you tube


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