terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O European Extremely Large Telescope - O Maior Olho no Céu do Mundo

em terça-feira, 8 de janeiro de 2013

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      Os Telescópios de Enorme Dimensão são vistos a nível mundial como uma das maiores prioridades da astronomia feita a partir do solo. Eles irão proporcionar um enorme avanço do conhecimento na astrofísica em áreas como, o estudo detalhado de planetas extrassolares  os primeiros objetos do Universo, buracos negros supermassivos e a natureza e distribuição da matéria escura e energia escura, que dominam o Universo.
Artist impression of the E-ELT     Desde o final de 2005 que o ESO, em conjunto com a comunidade europeia de astrônomos e astrofísicos que utilizam os seus telescópios, está a definir um novo telescópio gigante, instrumento necessário em meados da próxima década. Mais de uma centena de astrônomos de todos os países europeus encontram-se envolvidos neste projeto, ajudando o Gabinete de Projetos do ESO a produzir o novo conceito, no qual o desempenho, custos, calendarização e riscos envolvidos foram cuidadosamente avaliados.
    Conhecido como E-ELT, sigla para European Extremely Large Telescope, este novo telescópio terrestre revolucionário terá um espelho primário de cerca de 40 metros de diâmetro e será o maior telescópio óptico/próximo infravermelho do mundo: "o maior olho no céu do mundo".
      Com o começo das operações planeado/planejado para o início da próxima década, o E-ELT abordará os maiores desafios científicos do nosso tempo e será pioneiro num vasto número de assuntos, incluindo a procura de planetas extrassolares do tipo da Terra, que orbitem na chamada zona de habitabilidade, zona onde será possível a existência de vida – o equivalente à procura do Santo Graal da astronomia observacional moderna. Efetuará igualmente "arqueologia estelar" em galáxias próximas, e dará contribuições fundamentais à cosmologia, medindo as propriedades das primeiras estrelas e galáxias e tentando desvendar a natureza da matéria escura e da energia escura. Para além de tudo isto, os astrônomos esperam ainda desvendar novas questões que irão certamente aparecendo com as novas descobertas do E-ELT.

Fonte: ESO


Descobertos 19 exoplanetas na zona habitável

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O telescópio Kepler já descobriu 2.740 exoplanetas, orbitando 2.036 estrelas, e continua em busca das exoluas habitáveis. [Imagem: NASA/Ames/JPL-Caltech]

Muitas terras

Cientistas do telescópio espacial Kepler anunciaram a descoberta de 461 novos candidatos a planetas.

O termo "candidato a planeta" é usado para os corpos celestes cuja descoberta exigirá novas observações ou novos detalhamentos para confirmação dos dados.

Desses 461 exoplanetas, quatro encontram-se na zona habitável, uma distância da estrela que garante que a atmosfera não seja muito fria e nem muito quente, com as condições adequadas para a manutenção de água em estado líquido na superfície do planeta.

Os dados revelam uma tendência de aumento constante na descoberta de planetas de dimensões menores do que os tradicionais gigantes gasosos, assim como do número de estrelas com mais de um planeta.

Com os novos resultados, o telescópio Kepler já descobriu 2.740 exoplanetas, orbitando 2.036 estrelas.

O número de planetas extrassolares de dimensões comparáveis às da Terra cresceu 43%, enquanto o número de super-terras - ligeiramente maiores do que a Terra, mas menores do que os gigantes gasosos - cresceu 21%.

O número de estrelas com mais de um planeta passou de 365 para 467 - 43% dos candidatos a planetas descobertos pelo Kepler têm vizinhos na mesma estrela.

O telescópio Kepler identifica planetas medindo repetidamente a mudança no brilho de mais de 150.000 estrelas, em busca de planetas que passam em frente - ou transitam - à frente das estrelas.

São necessários pelo menos três trânsitos para que o sinal seja considerado um candidato a planeta.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Foto do dia da NASA: Nascer do Sol em Tycho

em sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

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Créditos: NASA / GSFC / Arizona State Univ. / Lunar Reconnaissance Orbiter

O complexo do pico central da cratera de Tycho forma uma longa e escura sombra próxima ao nascer do Sol local nessa paisagem espetacular. A visão dramática e oblíqua foi gravada em 10 de Junho de 2010 pela Lunar Reconnaissance Orbiter (Orbitador Lunar de Reconhecimento). Mostrada em detalhes incríveis, encostas de rocha espalhadas e sombras dentadas aparecem na versão de resolução maior em 1,5 metros por pixel. O complexo irregular tem em torno de 15 quilômetros de largura, formado soerguido pelo gigante impacto que criou a famigerada cratera rajada 100 milhões de anos atrás. O cume desse pico central chega a 2 quilômetros acima do plano da cratera Tycho.


Fonte: APOD-NASA

ALMA descobre correntes de gás que formam planetas

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   Com o auxílio do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), os astrónomos observaram pela primeira vez uma etapa crucial no nascimento de planetas gigantes. Enormes correntes de gás fluem através do espaço vazio no interior de um disco de material situado em torno de uma estrela jovem. Estas são as primeiras observações de tais correntes, que se pensa serem criadas por planetas gigantes à medida que “engolem” gás e crescem. O resultado será publicado a 2 de janeiro de 2013 na revista Nature.
     Uma equipa internacional de astrónomos estudou a jovem estrela HD 142527, situada a mais de 450 anos-luz de distância, a qual se encontra rodeada por um disco de gás e poeira cósmica - os restos da nuvem a partir da qual a estrela se formou. O disco poeirento encontra-se dividido numa parte interior e noutra exterior, divisão esta feita por um espaço, que se pensa ter sido esculpido por planetas gigantes gasosos recentemente formados que limpam as suas órbitas à medida que rodam em torno da estrela. O disco interior tem uma dimensão que vai desde a estrela até à distância equivalente à órbita de Saturno no nosso Sistema Solar, enquanto que o disco exterior começa só 14 vezes mais longe. Este último disco não circunda a estrela de forma uniforme; tem antes a forma de uma ferradura, provavelmente causada pelo efeito gravitacional dos planetas gigantes em órbita da estrela.

    De acordo com a teoria, os planetas gigantes crescem à medida que capturam gás do disco exterior, em correntes que formam pontes que atravessam o espaço entre os discos.

     “Os astrónomos têm vindo a prever a existência destas correntes, no entanto esta é a primeira vez que fomos capazes de as ver diretamente,” diz Simon Casassus (Universidad de Chile, Chile), que liderou o novo estudo. “Graças ao novo telescópio ALMA, pudemos obter observações diretas que comprovam as teorias actuais de formação de planetas!”

    Casassus e a sua equipa usaram o ALMA para observar o gás e a poeira cósmica em torno da estrela, o que lhes permitiu ver com muito mais pormenor e muito mais perto da estrela, do que o que tinha sido possível até agora com telescópios do mesmo tipo. As observações ALMA, nos comprimentos de onda submilimétricos, são também imunes à radiação da estrela, que afecta os telescópios que trabalham no visível ou no infravermelho. O espaço no disco era já conhecido, mas a equipa descobriu também gás difuso que permanece neste espaço e duas correntes mais densas de gás que fluem do disco exterior, passando pelo espaço vazio, até ao disco interior.

    “Pensamos que existe um planeta gigante escondido no interior do disco e que dá origem a estas correntes. Os planetas crescem ao capturar algum do gás do disco exterior, mas na realidade “comem como uns alarves”: os restos de gás que “deixam cair” flui para o disco interior, que se situa em torno da estrela” diz Sebastián Pérez, um membro da equipa, também da Universidade do Chile.



Marte Receberá Missão Tripulada em 2030

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               Para ir além, é preciso eliminar o risco da radiação sobre a saúde dos tripulantes

                                                                                                                      NASA
 Concepção artística do Veículo Tripulado Multipropósito em uma missão ao espaço profundo.


 Mike Wall e SPACE.com  


     Altos níveis de radiação além da órbita da Terra oferecem o maior desafio à exploração humana de destinos no espaço profundo, declaram cientistas.

      Com a atual tecnologia espacial, astronautas podem cruzar o espaço profundo por no máximo um ano antes de acumularem uma dose de radiação perigosamente alta, explicam pesquisadores. Como resultado, muitos destinos intrigantes no sistema solar permanecem fora dos limites da exploração humana no momento.

   “Existe um equivalente ao Mach 1 – a barreira do som – em termos de radiação cósmica galáctica”, observou Alvin  Drew, administrador do Projeto                            Deep Space Habitat, da NASA, na quarta-feira (19 de dezembro) durante uma apresentação com o grupo Future In-Space Operations, também da agência.

   “Até resolvermos isso, ainda estamos na era dos navios de madeira e velas de lona das viagens espaciais”, adicionou Drew, astronauta que embarcou em duas missões de ônibus espaciais. “Até chegarmos aos navios de ferro e aos motores a vapor, podemos ficar bem limitados na distância que poderemos viajar”.

Limite de um ano

     A Terra é constantemente bombardeada por raios cósmicos galácticos – partículas carregadas de alta velocidade disparadas no espaço por explosões estelares distantes e outros eventos. A atmosfera e o campo magnético do planeta defletem a maioria dessas bolas de demolição subatômicas. Quem está na superfície da Terra não se preocupa muito com elas.

  Mas para astronautas cruzando o espaço – especialmente o espaço profundo, além da magnetosfera protetora da Terra – a história é diferente. Eles só conseguem suportar essa radiação por um tempo limitado antes de problemas sérios como o câncer começarem a surgir.

  “Até conseguirmos novas tecnologias ou novas maneiras de mitigar mortes induzidas por câncer”, observou Drew, “estaremos limitados a apenas um ano no espaço”.

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

As Estrelas Estão Começando a se Apagar

em quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

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                                                                                                                                             ESO/P. Grosbøl

 Aparentemente o Universo já passou do auge em termos de produzir estrelas

Caleb Scharf

Aparentemente o Universo já passou do auge em termos de produzir estrelas, e as que estão sendo produzidas agora ao redor do Cosmo nunca serão mais que uma pequena porcentagem em relação aos números do passado. 

Essa é a conclusão bastante inquietante de um novo e significativo estudo sobre a taxa a que estrelas são produzidas no correr do tempo cósmico.

Sobral e seus colegas recentemente publicaram os resultados de uma série de ‘fotos instantâneas’ tiradas de galáxias ocupadas em produzir estrelas em épocas diferentes, de aproximadamente 4 bilhões de anos atrás (por volta da época da formação da Terra) a quase 11 bilhões de anos atrás. Essa não é uma tarefa simples: alguns dos maiores e mais sensíveis telescópios do mundo tiveram que ser usados.

Ao observar a luz em frequências muito específicas (correspondentes à emissão de átomos quentes de hidrogênio – veja a nota abaixo) eles são capazes de medir a verdadeira taxa a que novas estrelas estão se condensando a partir de espessos materiais nebulares em uns poucos sistemas galácticos. Isso produz algumas estatísticas bem robustas nas mudanças globais dos números de novas estrelas sendo produzidas conforme o Universo envelhece.

A principal conclusão vem em duas partes. Primeiro, 95% de todas as estrelas que vemos ao nosso redor atualmente foram formadas nos últimos 11 bilhões de anos, e cerca de metade delas foi formada entre 11 e 8 bilhões de anos atrás, em uma explosão de atividade. Mas o realmente impressionante é que a taxa a que novas estrelas estão atualmente sendo produzidas em galáxias mal chega a 3% daquela de 11 bilhões de anos atrás, e continua caindo. Isso indica que, a menos que nosso Universo encontre outro fôlego (o que é improvável), ele só conseguirá produzir mais 5% das estrelas que existem neste exato momento.

Esse é, bem literalmente, o início do fim.


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Um Aglomerado Estelar Duplo

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Image Credit & Copyright: F. Antonucci, M. Angelini, & F. Tagliani, ADARA Astrobrallo


       Poucos aglomerados de estrelas parecem estar tão perto uns dos outros. Em alguns 7.000 anos-luz de distância, porém, esse par de aglomerados estelares galácticos ou abertos é um fácil alvo de binóculos, um adorável campo de estrelas na região norte da constelação Perseu. Também visível a olho nu de áreas muito escuras, foi catalogado em 130 d.C. pelo astrônomo grego Hiparco. Agora conhecidos por h e chi Persei, ou NGC 869 (abaixo) e NGC 884, os aglomerados em si estão separados por apenas algumas centenas de anos-luz de distância e contém estrelas muito mais jovens e quentes que nosso Sol.
       Além de serem fisicamente próximos, a idade dos aglomerados baseada nas suas estrelas individuais são similares – evidência de que ambos os aglomerados provavelmente foram produtos de uma mesma região formadora de estrelas.


Fonte: APOD-NASA
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