quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A cratera e o platô Aristarchus: a mais brilhante das grandes formações da superfície lunar

em quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

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A jovem e proeminente cratera ARISTARCHUS e o seu platô.
ARISTARCHUS:

Diâmetro da cratera: 40 Km;

Profundidade: 3,7 Km;

Coordenadas selenográficas: LAT: 23.7º N,  LON: 47.4º W.

Período Geológico Lunar: Copernicano (Copernican): 1100 milhões de anos atrás até os dias atuais.

Foto nos mapas LAC 39 e LAC 38.

Melhor época para observação: 4 dias após à fase “quarto crescente” ou 3 dias após o “ quarto minguante”.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Saiba das Chuvas de Meteoro neste mês - Climatempo

em quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

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   Os meteoros, popularmente chamados de estrelas cadentes são traços luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses corpos são chamados meteoroides e atingem diâmetros na ordem entre alguns mícrons ou milímetros. Da palavra meteoroide temos a expressão "orbitando o Sol" onde ocasionalmente, esses fragmentos que estão circulando no espaço reencontram a Terra em sua passagem. No momento que penetram na atmosfera terrestre, sofrem os efeitos do atrito atingindo velocidades entre 12 a 72 km/s numa altitude aproximada de 120 km (no seu aparecimento) a 60 km (no seu desaparecimento), produzindo a sua incandescência e volatilização. Em conseqüência desse choque, a grande maioria se desagrega antes de atingir o solo. Alguns dos meteoroides atingem o solo, dando origem ao que chamamos de Bólidos ou bolas de fogo. Assim, aqueles meteoroides que ao entrarem em atrito com a atmosfera não se consumindo completamente e chocam-se com a superfície terrestre são chamados de Bólidos. Para estes fragmentos rochosos ou ferrosos originados do espaço que impactaram com o solo, chamamos de meteorito.

Na tabela 3 são informados os principais dados referentes as chuvas de meteoros desse mês.


Chuva
P
M
C
CCT
THZ
r
V
LUA (%)
Comentário
Zeta Auriga
11/12
21/01
01/01
Cocheiro
a = 04:20
d = +57
?
-
-
s/l - 87%
Melhor observável no norte do Brasil.
Quadrantids (QUA)
28/12
12/01
04/01
Boieiro
a = 15:20
d = +49
120
2.1
41
60%
8.1
Gamma Velids
01/01
17/01
05/01
Vela
a = 8:48
d = -147
05 a 09
2.8
-
48%
Meteoros com cores laranjas, amarelos, azuis e brancos. A Lua atrapalha a observação.
Rho Geminids
28/12
28/01
08/01
Gêmeos
a = 7:12
d = +32
?
-
-
s/l - 17%
Entre 1961 a 1965 com THZ = 25. A Lua não atrapalha a observação.
January Draconids
10/01
24/01
13/01
Dragão
a = 16:20
d = +62
?
?
-
s/l
Observável no norte do Brasil. A Lua não atrapalha a observação.
Eta Craterids
11/01
22/01
16/01
Taça
a = 11:44
d = -17
?
4.0
-
s/l
Meteoros rápidos.
January Boötids
09/10
18/01
16/01
Boieiro
a = 15:04
d = +44
?
-
-
s/l
--
Delta Cancrids
14/12
14/02
17/01
Câncer
a = 8:32
d = +20
03
-
28
30% - s/l
--
Alpha Hydrids
15/01
30/01
20/01
Hidra
a = 9:20
d = -09
04
-
-
68%- s/l
8.2
Eta Carinids
14/01
27/01
21/01
Carina
a = 10:40
d = -59
02 a 03
3.7 a 2.0
-
77%
8.2
Canids
13/01
30/01
24/01
Cão Maior
a = 7:24
d = +09
-
-
-
95%
Observável com binóculo. A Lua atrapalha a observação.
Alpha Leonids
13/01
13/02
24/01
Leão
a = 10:24
d = +09
<10
-
-
95%
A Lua atrapalha a observação.


Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.


Legenda:

CHUVA - indica o nome da chuva em questão;

P - Período em que ocorrerá a chuva;

M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar;

C - Constelação associada a chuva;

CCT - Posição sugerida de observação dadas em coordenadas equatoriais, sendo:
a: ascensão reta;
d: declinação.

THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante sobre a cabeça do observador (zênite). Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada pela letra P;

r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação;

V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido).

LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l.

COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número.


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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Novo telescópio espacial vai estudar o "Universo Negro"

em terça-feira, 29 de janeiro de 2013

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Com informações da ESA - 29/01/2013


O telescópio espacial Euclid vai tentar desvendar a teia de interrelações entre os corpos celestes, que se expandem aceleradamente, apesar da gravidade que deveria atraí-los uns em direção aos outros. [Imagem: ESA]

Matéria escura e energia escura


A NASA juntou-se oficialmente à missão Euclid, da ESA (Agência Espacial Europeia), um telescópio espacial concebido para investigar a natureza misteriosa da matéria escura e da energia escura.

Com lançamento previsto para 2020, o telescópio com 1,2 m de diâmetro e dois instrumentos científicos irá mapear a forma, o brilho e a distribuição tridimensional de dois bilhões de galáxias, cobrindo mais de um terço de todo o céu e olhando para trás no tempo ao longo de três quartos da história do Universo.

Os cientistas esperam resolver problemas essenciais para a nossa compreensão da evolução e do destino do nosso cosmos em expansão: os papéis desempenhados pela matéria escura e pela energia escura.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tornado enorme no Sol

em segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

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Os tornados no Sol são causados por erupções na nossa estrela.

© SDO (tornado no Sol)
Enquanto tornados na Terra conseguem chegar a 150 km/h, astrônomos observaram um fenômeno parecido no Sol, mas que girava a uma velocidade de 300 mil km/h. Segundo os pesquisadores, o tornado solar chegou a 200 mil km de altitude, isto equivale a cerca de 16 vezes o diâmetro da Terra é de 12,75 mil km.

O tornado solar foi descoberto usando o telescópio Atmospheric Imaging Assembly (AIA) a bordo do satélite Solar Dynamic Observatory (SDO). "Este único e espetacular tornado talvez tenha um papel importante nas tempestades solares", diz o pesquisador Huw Morgan, que, ao lado do colega Xing Li (ambos da Universidade de Aberystwyth, no Reino Unido), descobriram o fenômeno. Anteriormente, tornados solares muito menores foram encontrados através da sonda SOHO da NASA, mas eles não foram filmados.

Os astrônomos afirmam que os gases superaquecidos subiram em forma de espiral da superfície do Sol durante cerca de três horas com temperaturas que variavam entre aproximadamente 50 mil e 2 milhões de kelvin. O registro foi feito em 25 de setembro de 2011 e apresentado esta semana no National Astronomy Meeting 2012 em Manchester, também no Reino Unido. Um artigo foi submetido no periódico Astrophysical Journal.


Fonte: Universidade de Aberystwyth

domingo, 27 de janeiro de 2013

Incendiando a Escuridão

em domingo, 27 de janeiro de 2013

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   Uma nova imagem obtida pelo telescópio APEX, Atacama Pathfinder Experiment, mostra uma bela vista de nuvens de poeira cósmica na região de Órion. Embora estas nuvens densas interestelares pareçam escuras em imagens obtidas no visível, a câmera LABOCA do APEX consegue detectar o calor emitido pelos grãos de poeira e revelar os locais secretos onde novas estrelas estão se formando. No entanto, uma destas nuvens escuras não é o que parece.
    No espaço, nuvens densas de gás e poeira cósmica são os locais onde nascem novas estrelas. Na radiação visível, a poeira aparece-nos escura e obscurante, escondendo as estrelas que estão por trás. Tanto que, quando o astrônomo William Herschel observou uma destas nuvens na constelação do Escorpião em 1774, pensou que era uma região sem estrelas e teria até exclamado "Existe de fato aqui um buraco no céu!" 
   De modo a compreender melhor a formação estelar, os astrônomos utilizam telescópios que podem observar a maiores comprimentos de onda, tais como no domínio do submilimétrico, no qual os grãos de poeira escuros brilham em vez de absorverem radiação. O APEX, no Planalto do Chajnantor, nos Andes chilenos, é o maior telescópio composto por uma única antena parabólica, no hemisfério sul, a trabalhar no submilimétrico, o que o torna ideal para ajudar os astrônomos a estudar o nascimento das estrelas.
   Situado na constelação de Orion, a 1500 anos-luz de distância da Terra, o Complexo da Nuvem Molecular de Orion é a região mais próxima de nós onde se formam estrelas em grande número, contendo, por isso, um tesouro de nebulosas brilhantes, nuvens escuras e estrelas jovens. A nova imagem mostra apenas parte deste vasto complexo observado no visível, com as observações submilimétricas do APEX sobrepostas em tons de laranja brilhante, que parecem incendiar as nuvens escuras. Muitas vezes, os nós brilhantes observados pelo APEX correspondem a regiões mais escuras no visível - um sinal claro de uma nuvem densa de poeira que absorve radiação visível, mas que brilha nos comprimentos de onda submilimétricos, sendo possivelmente um local de formação estelar.
   A região brilhante por baixo do centro da imagem é a nebulosa NGC 1999. Esta região - quando vista no visível - é o que os astrônomos chamam uma nebulosa de reflexão, onde o brilho azul pálido da radiação estelar de fundo é refletido pelas nuvens de poeira. A nebulosa é principalmente iluminada pela radiação energética emitida pela jovem estrela V380 Orionis, que se encontra no seu coração. No centro da nebulosa encontra-se uma zona escura, a qual se observa ainda melhor numa bem conhecida imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA.
   Normalmente, uma região escura como esta indicaria uma nuvem densa de poeira cósmica, obscurecendo as estrelas e a nebulosa por trás. No entanto, nesta imagem podemos ver que a região permanece estranhamente escura, mesmo quando incluímos as observações do APEX. Graças a estas observações APEX, combinadas com observações no infravermelho, obtidas por outros telescópios, os astrônomos pensam que esta região é de fato um buraco ou cavidade na nebulosa, escavada pelo material que flui da estrela V380 Orionis. Desta vez, existe de fato um buraco no céu!
   A região mostrada nesta imagem situa-se a cerca de dois graus a sul da enorme e bem conhecida nebulosa de Orion (Messier 42), a qual pode ser vista no limite superior da imagem de grande angular, no visível, do Digitized Sky Survey.
   As observações APEX utilizadas nesta imagem foram obtidas por Thomas Stanke (ESO), Tom Megeath (Universidade de Toledo, EUA) e Amy Stutz (Instituto Max Planck para a Astronomia, Heidelberg, Alemanha). O APEX é uma colaboração entre o Instituto Max Planck para a Rádio Astronomia (MPIfR), o Observatório Espacial Onsala (OSO) e o ESO. A operação do APEX no Chajnantor está a cargo do ESO. 
Fonte - ESO
>European Organisation for Astronomical Research in the Southern Hemisphere 



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Alcançada Temperatura Abaixo do Zero Absoluto

em sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

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Zero ABSOLUTO é um termo que impressiona.  Soa como um limite inviolável, além do qual é impossível pensar em qualquer experimento.


Entropia
ivancarlo.blogspot.com.br

A temperatura é definida pela forma como a adição ou a remoção de energia afeta a quantidade de desordem, ou entropia, em um sistema. Para os sistemas nas temperaturas positivas com as quais estamos acostumados, o acréscimo de energia aumenta a desordem: aquecer um cristal de gelo vai fazer com que ele se derreta em um líquido mais desordenado, por exemplo.



Continue a remover energia e você vai chegar cada vez mais perto do zero na escala absoluta, ou escala Kelvin, estabelecido em -273,15 ° C, onde a energia do sistema e a entropia estarão no mínimo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O Sol como você nunca viu antes

em quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

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A colagem mostra a riqueza de informações que instrumentos adequados podem gerar - cada imagem dá informações sobre uma região ou um comportamento específico do Sol.[Imagem: NASA/SDO/Goddard Space Flight Center]

Um Sol, muitas personalidades


Você nunca poderá ver o Sol diretamente, porque isso danificaria irremediavelmente as células da sua retina.

Mesmo uma câmera comum, com um filtro apropriado, não lhe daria mais do que uma imagem do disco amarelo característico da nossa estrela, que poderá aparecer um pouco mais avermelhado se ele estiver baixo no horizonte - o caminho maior que a luz percorre na atmosfera terrestre faz com que ela perca seus componentes azuis.

Mas os sensores do telescópio SDO (Solar Dynamics Observatory, Observatório da Dinâmica Solar) podem ver a luz do Sol de inúmeras formas diferentes.
TOPO